Entre os destaques da programação estão a feira de negócios, a exposição de produtos e serviços, a praça de alimentação com gastronomia regional, o espaço dedicado ao artesanato e à agricultura familiar, além de apresentações artísticas e culturais que prometem animar o público durante os quatro dias de evento.
Reportagens
Ministério da Saúde suspende vacina contra a dengue do Butantan
Foram registrados dois óbitos de pessoas que receberam o imunizante
Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (8), a suspensão temporária da imunização contra a dengue no país com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan.

A pasta informou que 42 pessoas apresentaram sintomas mais severos após a vacinação, sendo que três precisaram de internação e dois desses morreram.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não é possível concluir que os eventos adversos foram causados pela vacina, mas representam um sinal de alerta e serão investigados por um comitê de especialistas.
“Essa descontinuidade tem um objetivo que é a ação de precaução, para que o Ministério da Saúde, a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e o Butantan aprofundem a investigação nos 42 casos, que são episódios de reações adversas da vacina, para buscar fatores de risco nessas pessoas, fazer uma espécie de estudo de caso-controle”, disse em coletiva de imprensa.
“O Ministério da Saúde tem total confiança na capacidade institucional do Butantan”, destacou Padilha ao enfatizar a importância da vacinação para a redução e eliminação de doenças no país.
A suspensão vale apenas para a vacina produzinda pelo Butantan, e não inclui o imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório Takeda e aplicado no Sistema Único de Saúde.
Até o dia 30 de maio, pouco mais de 500 mil doses da vacina do Butantan foram aplicadas em todo o país. O imunizante foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano. Na ocasião, o Ministério da Saúde adotou a estratégia de vacinação para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional da dengue.
Para isso, passou a vacinar a população em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo é composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos, que é a indicação aprovada para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em março, também foi promovida uma ação de vacinação na região de Araguaína (TO).
Em fevereiro, o SUS passou a vacinar contra a dengue os profissionais de saúde da atenção primária, com a previsão de imunizar 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente, de unidades básicas de saúde, por exemplo. Os casos graves registrados foram identificados nesse público-alvo.
O Ministério da Saúde destaca que a decisão de descontinuar a estratégia de vacinação não invalida a eficácia do imunizante. E as pessoas que foram vacinadas ainda usufruem do benefício que a vacina oferece, que é a proteção contra a dengue.
A recomendação do sistema de farmacovigilância dá mais tempo para que sejam realizados estudos adicionais para encontrar eventuais fatores de risco.
Serão investigados o histórico clínico das pessoas, as doenças preexistentes, os fatores de risco individuais, as causas alternativas, possíveis desvios de qualidade e erros de imunização.
Casos graves
A vigilância é permanente e parte da rotina do PNI, com fluxo de investigação posterior. Os casos graves foram analisados pelo Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos (Cifavi) e pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunizações (Ctai), que recomendou a suspensão da vacinação com o imunizante do Butantã.
Das pouco mais de 500 mil doses aplicadas em todo o país, 3.703 pessoas tiveram sintomas parecidos com os da dengue – 0,7% do total de vacinados.
Desses, 42 apresentaram sintomas de alarme, que são: dor abdominal, vômito persistente ou sangramento – 0,008% dos vacinados – eventos raros, porém inesperados, já que não foram relatados durante a fase de estudos da vacina.
Três pessoas apresentaram sintomas graves e foram hospitalizadas:
- Uma mulher, 39 anos, apresentou febre, mialgia e náuseas seis dias após receber a vacina, evoluindo para sintomas de dengue grave, com choque e necessidade de UTI; recebeu alta.
- Uma mulher, 48 anos, desenvolveu sintomas de dengue grave, com comprometimento neurológico (meningoencefalite) 19 dias após a vacinação; evoluiu para óbito.
- Um homem, 58 anos, iniciou quadro febril cinco dias após a vacinação, evoluindo rapidamente para sintomas de dengue graves, com choque refratário; evoluiu para óbito.
Observação
Segundo o ministro Alexandre Padilha, a população que recebeu a vacina do Instituto Butantan nos últimos 21 dias terá um acompanhamento especial para identificar algum sinal ou qualquer outra reação adversa.
A orientação do Ministério da Saúde é procurar uma unidade de saúde em caso de intensificação dos seguintes sintomas: febre, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência intensa, irritabilidade, sinais de desidratação ou piora do estado geral.
Reavaliação da estratégia
Em nota, o Instituto Butantan informou que a vacinação contra a dengue será temporariamente interrompida para reavaliação da estratégia vacinal. A medida visa garantir a segurança da população nas próximas etapas da vacinação.
“O Instituto Butantan, como já demonstrado em casos recentes, seguirá trabalhando com o mais absoluto rigor para aprofundar as informações sobre o uso da vacina para que, em se confirmando sua segurança, a vacinação possa ser retomada em breve, com toda a tranquilidade para a população atendida pelo SUS”, disse a instituição.
Segundo o Instituto, a vacina teve eficácia global de 79,6% e 89% contra a dengue grave em estudo publicado em revista científica internacional. Nos três municípios onde houve vacinação em massa da população, o acompanhamento de farmacovigilância se mostrou positivo, sem casos importantes de reação adversa na população.
*Texto ampliado às 18h08 para acréscimo de informações
Reportagens
Comissão da Câmara aprova redução da maioridade penal para 16 anos
A PEC recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários na CCJ
Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (10), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC nº 32/15) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil.

A PEC recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários. O aval da comissão representa o primeiro passo da tramitação da proposta, que agora seguirá para análise de uma comissão especial antes de ser votada em dois turnos, no Plenário da Casa.
A aprovação do parecer favorável do relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), ocorreu após mais de duas horas de intenso debate. Para o relator, a medida é juridicamente viável, não viola as chamadas cláusulas pétreas da Constituição Federal, nem tratados internacionais.
A conclusão de Assis foi rebatida por deputados contrários à iniciativa, que argumentam que os direitos da infância e da juventude são cláusulas pétreas que não podem ser alteradas salvo com uma nova constituinte.
“Esta é uma cláusula pétrea da Constituição. Ou seja, só pode ser modificada com uma nova Constituição. E não estamos aqui falando de uma nova Constituição, mas sim de alterar a atual, modificando uma cláusula que não pode ser alterada”, alegou o deputado Tadeu Veneri (PT-PR), para quem a PEC, se aprovada no Congresso Nacional, será barrada no STF.
“Não podemos iludir a população de que isto vai prosperar. Não vai. Vai chegar no STF e vai parar. E teremos feito um grande debate apenas com cunho eleitoral”, acrescentou Veneri.
A deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP) endossou a tese de que a redução da maioridade penal é uma resposta populista, eleitoreira e que não resolverá os graves problemas da segurança pública.
“O pressuposto é que, com a entrada destes jovens no sistema penitenciário, e não mais no sistema socioeducativo, teremos uma punição mais severa e à altura das infrações que eles cometeram. Isto é uma mentira. O índice de reentrada no sistema socioeducativo é de 23%. No sistema prisional é de 42%”, afirmou Sâmia.
A parlamentar argumentou que, segundo dados oficiais, apenas 0,5% das infrações cometidas por adolescentes são consideradas crimes gravíssimos.
“Estamos propondo alterar todo o tratamento dado aos adolescentes [em geral] por causa de 0,5% […] quando este Congresso Nacional deveria estar se dedicando a identificar onde estamos falhando para que haja tantos jovens cometendo crimes em vez de estarem sentados nos bancos escolares”, ponderou Sâmia.
Defensor da proposta, o deputado Mendonça Filho argumentou que o correto seria submeter o tema a um referendo popular.
“Ninguém aguenta mais a violência no Brasil. Temos 44 mil homicídios por ano. Vivemos um padrão de guerra civil e fazemos de conta que esta realidade não existe”, comentou Filho, atribuindo a insegurança a “leis frouxas” e à “impunidade” que, segundo ele, facilita a ação do crime organizado.
Ele admitiu que a redução da maioridade penal para 16 anos não vai resolver o problema da violência. Mas defendeu que, em conjunto com outros mecanismos legais, vai contribuir para o combate ao crime organizado.
“Cerca de 25% da população brasileira vive hoje sob a influência direta de milícias e de organizações criminosas que, inclusive, aliciam menores de 18 anos para praticar crimes porque, para elas, o custo de fazer isto é barato”, disse.
O deputado Rodrigo de Castro (União-MG) também classificou a aprovação da PEC como um “claro sinal” contra a impunidade, mas lamentou que a discussão, que se arrasta há anos no Congresso Nacional, tenha se transformado em um debate sobre aspectos ideológicos que nada têm a ver com a segurança pública. “Me constrange ver este debate se tornar um debate de ideologias”.
Para Otoni de Paula (PSD-RJ), é um erro o Congresso Nacional discutir um projeto tão importante e polêmico como a redução da maioridade penal às vésperas de uma eleição.
“Por que não aprovamos a redução da maioridade penal durante os quatro anos do governo Bolsonaro já que tínhamos base para isso? Da mesma forma como não transformamos as facções criminosas em grupos terroristas. Tivemos quatro anos e não fizemos isto”, argumentou.
Ele afirmou que há risco de que, com a redução da maioridade penal, os criminosos passem a aliciar crianças e adolescentes ainda mais novos.
“Como ficarão os adolescentes de 15 anos e 11 meses que cometeram crimes hediondos? Amanhã, vamos debater a redução para 14 anos? Depois para 12? Porque este problema é estrutural. E a partir da redução da maioridade penal para 16 anos, o tráfico vai recrutar meninos abaixo de 16 anos”, concluiu de Paula.
*texto ampliado às 14h28
Reportagens
Feicotur 2026 movimenta Sobradinho com negócios, cultura, gastronomia e entretenimento
Desta quinta-feira (11) a domingo (14), tradicional feira chega à 26ª edição e promete reunir milhares de visitantes no Estádio Augustinho Lima, com programação gratuita voltada para toda a família
Agência Brasília* | Edição: Paulo Soares
Sobradinho será palco de um dos eventos mais tradicionais do Distrito Federal entre esta quinta-feira (11) e domingo (14). A 26ª edição da Feira de Exposição da Indústria, Comércio, Turismo e Agronegócio de Sobradinho (Feicotur) promete reunir empreendedores, produtores rurais, artesãos, comerciantes e visitantes de diversas regiões do DF e Entorno em uma grande celebração da cultura, dos negócios e do desenvolvimento regional.
Realizada no estacionamento do Estádio Augustinho Lima, a feira terá entrada gratuita e contará com uma programação diversificada, incluindo shows musicais, feira de expositores, gastronomia regional, artesanato, produtos da agricultura familiar, apresentações culturais e atividades para toda a família.
Reconhecida por fomentar a economia local e criar oportunidades de negócios, a Feicotur consolidou-se como uma importante vitrine para empreendedores e produtores da região, além de fortalecer o turismo e valorizar as potencialidades turísticas, culturais e econômicas de Sobradinho. O secretário de Turismo interino do Distrito Federal, Bernardo Antunes, destaca a importância do evento para o desenvolvimento econômico e turístico da região.
“A Feicotur é um exemplo de como eventos fortalecem a economia, valorizam os produtores e empreendedores locais e movimentam o turismo regional. Além de gerar oportunidades de negócios e renda, a feira proporciona lazer, cultura e integração para moradores e visitantes, contribuindo para o desenvolvimento de Sobradinho e de todo o Distrito Federal”, afirma.
A expectativa da organização é receber milhares de visitantes ao longo dos quatro dias de programação, consolidando mais uma vez a Feicotur como um dos principais eventos do calendário de Sobradinho. Os ingressos gratuitos podem ser retirados antecipadamente pela plataforma Sympla.
Serviço
26ª Feicotur – Feira de Exposição da Indústria, Comércio, Turismo e Agronegócio de Sobradinho
Data: quinta (11) a domingo (14)
Local: Estacionamento do Estádio Augustinho Lima – Setor Esportivo, Sobradinho/DF
Entrada: Gratuita (mediante retirada de ingresso no Sympla)
Atrações
– Shows musicais
– Feira de expositores e empreendedores
– Gastronomia regional
– Artesanato e agricultura familiar
– Exposição de produtos e serviços
– Atividades culturais e apresentações artísticas
– Espaços para toda a família
– Ambiente seguro e acessível.
*Com informações da Setur-DF
Reportagens
CLDF entrega Título de Cidadão Honorário de Brasília a Wagner Gonçalves da Silveira Júnior
Homenagem ao engenheiro agrônomo, proprietário da Vulcão da Borracha Máquinas e Ferramentas, ocorrerá na quinta (11), a partir das 19h
Foto: Wágner Silveira / Agência Brasília
Wagner Gonçalves integrou a Associação Comercial do DF e é presidente do Conselho da Câmara de Dirigentes Lojistas do DF
Na próxima quinta-feira (11), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoverá sessão solene para a entrega do Título de Cidadão Honorário de Brasília ao empresário Wagner Gonçalves da Silveira Júnior. Por iniciativa do presidente da Casa, deputado distrital Wellington Luiz (MDB), a solenidade ocorrerá a partir das 19h, no Plenário.
Nascido em 1962, o homenageado chegou ainda na infância a Taguatinga. Desde os 16 anos, participa das atividades da Vulcão da Borracha Máquinas e Ferramentas, empresa fundada em 1966 por seu pai, o pioneiro Wagner Gonçalves Silveira.
Atual proprietário e diretor do empreendimento, Wagner Júnior é formado em agronomia pela Universidade de Brasília (UnB) e atua ativamente em órgãos de representação econômica e urbana de Brasília, como o Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan) e o Conselho Deliberativo do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do DF (Codese/DF).
Ao longo de sua trajetória, Wagner Júnior exerceu funções de liderança em importantes entidades. Foi dirigente da Associação Comercial do DF (ACDF) entre 1988 e 1995. Desde então, atua na Câmara de Dirigentes Lojistas do DF (CDL-DF), instituição que presidiu entre 2021 e 2024 e na qual atualmente ocupa a Presidência do Conselho.
Em 2022, Wagner Júnior recebeu da CLDF moção de louvor pelos serviços prestados à Região Administrativa do Setor de Indústria e Abastecimento, em reconhecimento à cooperação pelo desenvolvimento econômico local e a defesa dos interesses de moradores e comerciantes.
A solenidade será transmitida pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 9 da Vivo, além do canal oficial da CLDF no YouTube.
Ágata Vaz (sob supervisão de Ivan Iunes)
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