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Saneamento e gestão dos lixões

Palácio do Planalto envia projeto de lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos

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Silvestre Gorgulho, de Brasília


Com 33 artigos objetivos, distribuídos em sete capítulos que tratam de resíduos sólidos urbanos, industriais, rurais, da área de saúde e também entulhos da construção civil, o Presidente Lula assinou mensagem que acompanha o projeto de lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos. O ato solene aconteceu na véspera do Dia da Pátria, no Palácio do Planalto. É a primeira vez que o Executivo tem a iniciativa de apresentar uma proposta que, transformada em lei, vai estabelecer regras claras para proteger o meio ambiente e a saúde pública dos problemas causados pelos resíduos, bem como punições criminais para quem descumpri-las. A realidade hoje no Brasil é triste: cerca de 25 mil pessoas moram em aterros ou lixões. E mais de dois milhões de pessoas vivem ligadas direta ou indiretamente aos aterros.



Foto: Jefferson Rudy


O presidente Lula assina a mensagem que acompanha o projeto de lei da Política Nacional dos Resíduos Sólidos ao lado do ministro das Cidades, Márcio Fortes, de Marina Silva e do presidente da Asmare, Luiz Henrique da Silva.


 


 


Segundo a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, aprovado pelo Congresso Nacional, o projeto de lei da Política Nacional de Resíduos Sólido  poderá agregar valor aos resíduos.
Além disso, criará formas de aumentar a capacidade competitiva do setor produtivo, de propiciar a inclusão e o controle social e, concomitantemente, de orientar estados e municípios sobre a gestão adequada dos resíduos sólidos.
O conteúdo do projeto foi tema de seminários regionais, promovidos pelos ministérios envolvidos e pela Caixa Econômica Federal. O assunto também foi debatido com a sociedade civil no Conama.
Participaram das discussões ainda a Confederação Nacional das Indústrias, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária, o Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) e organizações como o Fórum Lixo & Cidadania e o Comitê Interministerial de Inclusão Social dos Catadores de Lixo.
Segundo técnicos do MMA, o projeto está em consonância com duas leis importantes, as quais complementa: a nº 11.107, de 2005, que dispõe sobre normas gerais para União, estados, Distrito Federal e municípios contratarem consórcios públicos na realização de objetivos comuns; e a nº 11.445, de 2007, que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico.
Destino final
“Com esse tripé, completaremos a legislação do saneamento básico ambiental no País.
A articulação do projeto com outras leis é fundamental para estabelecer o controle efetivo do destino final do produto, pós-consumo”, explica o secretário de Recursos Hídricos e Ambientes Urbanos do MMA, Luciano Zica.
O projeto também vai ao encontro das políticas nacionais do Meio Ambiente, de Educação Ambiental, de Recursos Hídricos, de Saneamento Básico, de Saúde, de política Urbana, Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior, bem como das ações do governo que promovem a inclusão social.
Essa concordância é fundamental, de acordo com o secretário, para fortalecer os sistemas já existentes. Hoje, a regulação referente aos resíduos sólidos é constituída apenas de resoluções do Conama e de leis estaduais.


Diretrizes
Entre as principais diretrizes, além da proteção da saúde pública e da qualidade do meio ambiente, a Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê: não-geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento de resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos; alteração dos padrões de produção e consumo sustentável; gestão integrada de resíduos sólidos; incentivo ao uso de matérias-primas e insumos derivados de materiais recicláveis e reciclados.
Para alcançá-las, o projeto determina inúmeras estratégias. Uma delas é a gestão compartilhada dos resíduos, a partir das definições de atribuições do Distrito Federal e dos municípios no processo.
O texto prevê a possibilidade de pequenos municípios se unirem para gerir seus resíduos em conjunto, conforme a lei nº 11.107: são as soluções consorciadas regionais para, por exemplo, a construção de um aterro que atenda vários municípios com significativa redução de custo para cada um deles e, conseqüentemente, melhor otimização dos recursos repassados pela União.


Planos de Gestão
Integrada

Para que haja uma gestão única na questão dos resíduos sólidos, o governo resolver instituir um grupo de trabalho interministerial. Assim, as atividades serão unificadas e vão ficar concentradas no Ministério das Cidades, na Codevasf e na Funasa.
Segundo técnicos do MMA, entre as vantagens do trabalho conjunto está o de acabar com os lixões; criar estruturas de cooperativas de catadores, incentivando a coleta seletiva; implantar aterros sanitários; criar consórcios intermunicipais para gestão de recursos e viabilizar o manejo de resíduos provenientes da construção civil e da demolição.
Além de viabilizar recursos governamentais numa única direção, o grupo de trabalho vai facilitar a atuação dos técnicos das três esferas governamentais – federal, estadual e municipal.
A gestão compartilhada de resíduos sólidos, também prevista na Lei Nacional de Saneamento, abre possibilidade para que pequenos municípios se unam para gerir seus resíduos em conjunto construindo aterros que atendam várias cidades, o que significa redução de custo para cada um dos consorciados. Com o intuito de incentivar a formação desses consórcios, o projeto de lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece que os consórcios públicos, constituídos com o objetivo de viabilizar a descentralização e a prestação de serviços públicos e envolvam resíduos sólidos, terão prioridade na obtenção dos incentivos propostos e de recursos disponibilizados pelo governo federal.


Responsabilidades
O projeto responsabiliza o gerador por seu rejeito. Estabelece que a responsabilidade abrange as etapas de acondicionamento, disponibilização para coleta, coleta em si e tratamento e disposição ambientalmente adequada de rejeitos.
O texto destaca que a contratação de serviços para qualquer uma dessas etapas não isenta a responsabilidade do gerador pelos eventuais danos que vierem a ser causados.
A responsabilidade só cessa quando os resíduos forem reaproveitados como novos insumos em seus ciclos ou em outros ciclos produtivos. No caso do gerador de resíduos sólidos urbanos – do resíduo doméstico -, a responsabilidade cessa com a disponibilização para a coleta.


Logística reversa
Explica Luciano Zica que “depois de aprovado, o projeto de lei funcionará como um mecanismo efetivo para estimular a redução, reutilização, reciclagem, tratamento e destinação adequada dos resíduos”. Além disso- acrescenta o secretário Zica  – será um estímulo importante para a atividade dos catadores, garantindo o mercado de trabalho desses trabalhadores, cuja demanda hoje é pequena. “O projeto cria a ferramenta da logística reversa e, como conseqüência, cria condições para assegurar o retorno dos resíduos, como matéria-prima, para o ciclo produtivo”, diz  Luciano Zica.
A partir da logística reversa, as empresas devem se comprometer com o destino final de seus produtos pós-consumo, pois estabelece que o fabricante é responsável pela retirada deles do meio ambiente. Esse sistema pode funcionar, por exemplo, com pneus, lixo hospitalar e certas embalagens. “Com ele, reduzimos a presença de plástico e metal nos aterros e, portanto, melhoramos a qualidade desses aterros”, acrescenta o secretário do MMA. Os resíduos “reversos” coletados pelos serviços de limpeza pública serão guardados em instalações adequadas, facilitando seu resgate pelos fabricantes e seu reaproveitamento no ciclo produtivo. Os municípios, o Distrito Federal ou o consórcio de municípios poderão cobrar por esses serviços.


Incentivos financeiros
 No parágrafo 2º do artigo 23 do projeto, está explícito que os responsáveis pelo serviço público de limpeza e manejo de resíduos deverão priorizar a contratação de associações ou cooperativas de catadores de materiais recicláveis, formadas por pessoas de baixa renda. E essa não é a única referência a esses trabalhadores.
No texto, consta também que indústrias e entidades dedicadas à reutilização e ao tratamento de resíduos sólidos produzidos no País e ao desenvolvimento de programas de logística reversa, prioritariamente em parceria com cooperativas e associações de catadores, poderão receber incentivos da União, estados, Distrito Federal e municípios para suas iniciativas.
O projeto prevê instrumentos econômicos e financeiros para que o Poder Público possa desenvolver programas que induzam a prevenção e redução de resíduos no processo produtivo; o desenvolvimento de pesquisas voltadas para essa área, de produtos que possam atender à proteção ambiental e à saúde até a novas tecnologias; infraestrutura física e equipamentos para associações ou cooperativas de catadores; e desenvolvimento de projetos consorciados de logística reversa. Os municípios e o DF poderão ter acesso a crédito no Sistema Financeiro Nacional, com critérios diferenciados, como taxa de juros reduzida, concessão de carência e parcelamento de operações creditícias e de financiamentos.


Classificações técnicas
O texto do projeto de lei classifica os resíduos e estabelece conceitos técnicos – considerados fundamentais na uniformização das práticas num país das proporções do Brasil – para procedimentos importantes em sua gestão. Define, por exemplo, que “destinação final ambientalmente adequada” é a técnica de destinação ordenada de rejeitos, segundo normas operacionais específicas, de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando impactos ambientais adversos.


Proibições
O projeto proíbe o lançamento de resíduos sólidos nos rios e no solo, quando possa causar danos ao meio ambiente e à saúde da população.
A queima de lixo a céu aberto ou em recipientes, instalações e equipamentos não licenciados também não é permitida – com exceção apenas para o caso de emergência sanitária, desde que autorizada e acompanhada pelo órgão ambiental competente.
Conforme o texto, ficam proibidos, na área de destinação final dos rejeitos – resíduos que não podem ser reciclados nem tratados -, o uso de rejeitos como alimentação, a catação, a fixação de habitação temporárias e permanentes.
O artigo 31 ainda veta a importação de resíduos sólidos e rejeitos cujas características causem danos ao meio ambiente e à saúde pública, ainda que para tratamento, reforma, reuso, reutilização ou recuperação. O projeto remete a definição do conceito de resíduos e rejeitos importados, que não causam danos ao meio ambiente e à saúde pública, para futura regulamentação.
Para evitar duplicidade jurídica, o projeto de lei não trata de rejeitos radioativos, que são regulados por lei específica.


Hoje, 69% dos resíduos sólidos do Brasil,
concentrados em alumínio, plástico, PET,
papel/papelão e vidro, têm como destino
os inapropriados lixões a céu aberto.


Cerca de 25 mil pessoas moram em aterros. Calcula-se ainda que o universo
de pessoas que vive ligado direta ou indiretamente aos aterros pode chegar a 2 milhões.


Situação atual no Brasil


Transformado em lei, o projeto pode contribuir para modificar para melhor um quadro sombrio. Hoje, 69% dos resíduos sólidos do Brasil, concentrados em alumínio, plástico, PET, papel/papelão e vidro, têm como destino os inapropriados lixões a céu aberto, quando deveriam ser retirados antes do lixo ser depositado adequadamente em aterros sanitários e serem reciclados e reaproveitados na cadeia produtiva, em benefício até dos catadores , que têm na coleta um meio de sobrevivência. Atualmente, cerca de 25 mil pessoas moram em aterros. Calcula-se ainda que o universo de pessoas que vive ligado direta ou indiretamente aos aterros pode chegar a 2 milhões.
Segundo dados do IBGE, de 2000, mais da metade dos 5.240 municípios brasileiros – 59% – continuam a depositar os resíduos em lixões. Apenas 13% possuem aterros sanitários e 17% aterros controlados. O relatório mostra ainda que apenas 10% dos municípios do País fazem coleta seletiva do lixo e 352 municípios o reciclam. Informações do Centro Empresarial de Reciclagem indicam que só 11% dos resíduos são reciclados no País.
A maior parte dos problemas com os resíduos sólidos concentra-se em poucas cidades do País.
Dez por cento dos municípios (com mais de 50 mil habitantes) produzem 80% do total do lixo coletado no Brasil. Por outro lado, 32% de todo o lixo urbano é coletado por 13 cidades.
Os números demonstram que o consumidor consciente, que separa o lixo a ser coletado, pode ajudar a mudar esse cenário. Afinal, os resíduos domésticos (119.884 ton/ diárias) respondem por 78% de todos os resíduos sólidos do País.

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ADASA, Marinha e Ocupe o Lago se unem para limpar o Paranoá

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ANA LUIZA VINHOTE, DA AGÊNCIA BRASÍLIA | EDIÇÃO: ROSUALDO RODRIGUES

 

Órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), a Marinha do Brasil e o Movimento Ocupe o Lago se reuniram, neste sábado (18), para limpar um dos cartões postais da capital: o Lago Paranoá. Mergulhadores encontraram todo tipo de resíduos sólidos, como pneus, latinhas, garrafas pet e de vidro, tampa de bueiro, roupas, máscaras, entre outros.

 

Adelaide Santa Fé, 57 anos, costuma pedalar com frequência às margens do lago e ficou espantada com a quantidade de lixo resgatado. “Há outras partes que estão limpas, que conseguimos ver o fundo. Isso mostra que é possível que as pessoas tenham consciência na hora de utilizar essa área. Precisamos de mais ações como essa!”, comenta.

 

“Infelizmente, muito lixo é retirado. Nosso desejo é que em cada edição essa quantidade diminua para a preservação não só de lagos, mas rios e mares”Comandante Tenório, da Marinha do Brasil

A ação acontece no Dia Mundial da Limpeza (World Cleanup Day), movimento cívico que une 180 países e milhões de pessoas ao redor do mundo para limpar o planeta em um único dia. A quarta edição do evento se junta ao projeto Semana Lago Limpo – criado em 2011 pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa).

“Quando idealizamos esse evento, queríamos mostrar para a sociedade que a água precisa ser preservada”, explica o diretor-presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro. “Talvez daqui a alguns anos a gente não precise fazer a Semana Lago Limpo, mas sim comemorar que não tenha mais sujeira. A ideia é que no ano que vem a gente envolva as escolas porque o grande vetor é a criança, que sensibiliza seus pais”, afirma.

 

Da água foi retirado todo tipo de resíduos sólidos, desde pneus e garrafas pet e de vidro até tampa de bueiro e roupas

 

O comandante Tenório, da Marinha do Brasil, reforça a importância de conscientizar a população sobre o descarte correto do lixo. “Hoje estamos atuando em todo território nacional. Infelizmente, muito lixo é retirado. Nosso desejo é que em cada edição essa quantidade diminua para a preservação não só de lagos, mas rios e mares”, ressalta.

Destinação

O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) fará a gravimetria – diagnóstico dos resíduos – , pesagem e separação de todo material coletado. “Além de encaminhar para o local correto. Os recicláveis irão para as cooperativas e os rejeitos para o aterro sanitário”, informa o diretor-presidente do órgão, Sílvio Vieira.

Além da Adasa, Marinha do Brasil, SLU e a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), o evento teve participação do Movimento Ocupe o Lago. “Estamos fazendo um mutirão de limpeza na Praia do Cerrado, Deck Sul e Praça dos Orixás. Gostamos do meio ambiente e temos esse cuidado com os recursos hídricos. Usamos o lago, temos uma ligação afetiva com esse lugar”, salienta uma das integrantes, Erika Gadelha.

 

 

 

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BRASÍLIA NA INDEPENDÊNCIA

Brasília participou dos 100 Anos da Independência do Brasil e está pronta para festejar, em 2022, os 200 Anos.

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Brasília é como um grande rio. E como um rio caudaloso, a Capital do Brasil nasceu e renasceu em cada afluente até desaguar em sua inauguração em 21 de abril de 1960. Brasília foi concebida nos sonhos geopolíticos do Marquês de Pombal, em 1755, que queria transferir a capital de Salvador, no litoral, para o interior do Brasil. Nasceu nos ideais da Inconfidência Mineira, em 1789. Renasceu, em 1808, pelas mãos de Hipólito José da Costa no Armazém Literário – Correio Braziliense, em Londres, e logo depois, pelas mãos de José Bonifácio de Andrada e Silva, na primeira tentativa de Constituição do Império, em 1823. Nasceu na Constituição de 1891, primeira da República, que mandou reservar para a União, no Planalto Central, uma área de 14.400 km2, que seria oportunamente demarcada para nela se estabelecer. Renasceu com força telúrica e fervor cívico, em 1892, por ordem do presidente Floriano Peixoto, que determinou que uma comissão de cientistas (Missão Cruls) explorasse o Planalto Central e demarcasse a área para ser destinada ao futuro Distrito Federal.

 

Os renascimentos de Brasília não param de acontecer. Não com a pressa que o projeto necessitava, mas com a firmeza de sempre dar um passo à frente. Brasília renasceu na Constituição de 1934, no artigo quarto das Disposições Transitórias, que deixou claro: “Será transferida a Capital da União para um ponto central do Brasil”.

O mesmo sonho registrou a Constituição de 1946, quando Juscelino Kubitschek era também constituinte. A Carta Magna do pós-guerra, que espelhou a derrocada dos regimes totalitários na Europa e o retorno, ainda que tênue, dos valores liberais no mundo, motivou a transferência da capital, apesar da resistência de parte da imprensa e de algumas lideranças políticas e empresariais. O artigo quarto das Disposições Transitórias voltou a sacramentar: “A Capital da União será transferida para o Planalto Central do país”.

Mas antes mesmo das disposições constitucionais de 1934 e 1948, Brasília teve um renascimento histórico, solene e nacional determinante: em 7 de Setembro de 1922, Dia da Pátria. Foi para comemorar os 100 anos da Independência, que o presidente Epitácio Pessôa mandou erguer um obelisco dentro do quadrilátero Cruls, justamente a Pedra Fundamental de Brasília. Uma história cheia de curiosidades e de muito civismo num tempo sem estradas e de comunicação precária. História boa de contar, boa de reviver e boa de resgatar, afinal ano que vem vamos comemorar os 200 Anos da Independência do Brasil.

 

MARCO DA HISTÓRIA

Pedra Fundamental de Brasília marcou os

100 anos da Independência do Brasil. É hora de preparar a comemoração dos 200 Anos da Independência que ocorrerá em 7 de setembro de 2022, no último ano do governo Bolsonaro.

 

SILVESTRE GORGULHO

 

 

Há 99 anos, em 7 de Setembro de 1922, Dia da Pátria, duas histórias importantes, dois momentos distintos e duas celebrações de relevância nacional aconteceram em um só monumento construído a 35km do Palácio do Planalto, quando nem havia ainda Brasília: Nesse dia foram comemorados os 100 Anos da Independência do Brasil e lançamento da Pedra Fundamental de Brasília. O obelisco Histórico de 3,75m foi erguido e protegido por lei em 7 de setembro de 1922. Uma história cheia de curiosidades e de muito civismo num tempo que não tinha estradas e a comunicação era tão precária que o decreto do Presidente da República, Epitácio Pessôa, para chegar ao responsável da construção do Marco levou nada menos de oito meses. Uma História boa de contar, boa de reviver e boa de resgatar, afinal em 2022 vem vamos comemorar os 200 Anos da Independência.

 

INAUGURAÇÃO SOLENE – O decreto para o assentamento da Pedra Fundamental de Brasília foi assinado por Epitácio Pessôa em 18 janeiro de 1922, mas o diretor da Estrada de Ferro Goiás em Araguari (MG), Ernesto Balduíno de Almeida, somente foi informado pelo Inspetor de Estradas de Ferro, Palhano de Jesus, por telegrama em 27 de agosto. Ou seja, Balduíno tinha que cumprir o decreto presidencial e erguer o Monumento do Centenário da Independência / Pedra Fundamental de Brasília, no Retângulo Cruls, a 450 km de Araguari, em apenas 10 dias.

 

 

HÁ 99 ANOS ERA LANÇADA A PEDRA FUNDAMENTAL DE BRASÍLIA E O MARCO DO CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA.

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DIA DA ÁRVORE E O INÍCIO DA PRIMAVERA

Água, árvores, florestas e a primavera são símbolos vivos da natureza exuberante e compõem a beleza da vida

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Em Brasília, os moradores param para desfrutar e fotografar os ipês rosas, amarelos e brancos – cada uma florindo numa época do ano. As flores dão um colorido especial à vida da Capital. Segundo o Departamento de Parques Jardins de Brasília, existem mais de 260 mil pés de ipês colorindo o chão e o majestoso céu do Distrito Federal. No Planalto Central há o reinado dos ipês, que florescem cada um a seu tempo: o ipê branco, o ipê rosa e o ipê amarelo.

 

Setembro é o mês das flores, das árvores e da Primavera. Em plena secura, renasce a vida. Os ipês rosas, amarelos e brancos dão o tom de como a natureza é magnânima e deslumbrante. Na chegada de setembro e calendário vai nos preparando para o final do ano. Se 2020 foi difícil devido a pandemia, o recolhimento, isolamento e precauções terríveis com a saúde, o ano de 2021 também não foi nada fácil. Mas chegou a vacina para dar ânimo novo a todos. Pena que a politização da Pandemia, da origem do coronavírus e da vacina trouxe um mal-estar à população. Quando todos deveriam se unir para combater a doença, houve uma divisão cruel: uns torcendo contra o Brasil, outros usurpando de poderes que não tinham, enquanto as ideologias políticas plantaram mais ódios e mais divisões do que soluções. Com setembro, o inverno sefoi e chega a Primavera. Com a Primavera chega o Dia da Árvore, quando os homens param para comemorar e fazer uma reflexão sobre o papel das árvores na vida do Planeta Terra. A fauna e a flora são símbolos vivos de natureza exuberante, de alegria, beleza e harmonia ecológica. Sem árvores, a natureza empobrece. Sem floresta, não há água, não há fauna e a vida entra em colapso. Em diversos países e nas mais variadas culturas há um respeito e até adoração por espécies de árvores. A árvore oferece ao ser humano um caleidoscópio de serventias: é alimento, é matéria-prima para moradia, é sombra e é até ataúde para sua despedida final. Viva a árvore! Viva a Primavera!

 

Brasília: Esplanada dos Ministérios, em plena seca, tem majestade dos ipês amarelos que florescem entre agosto e setembro. 

 

Os ipês roxos adornam os monumentos mais importantes da Capital do Brasil.

 

DIA DA ÁRVORE: AS COMEMORAÇÕES

Sobre as comemorações do DIA DA ÁRVORE, as datas podem variar, mas o sentido da preservação e da valorização da flora tem a mesma realidade em todas as regiões, em todas as culturas e em todos ecossistemas. Sempre na busca de conscientizar as gerações para proteger um elemento essencial na manutenção da vida.

A árvore oferece ao ser humano um caleidoscópio de serventias: ela é alimento, é matéria-prima para construção de sua morada, dela se retira substâncias químicas, óleos e medicamentos para um viver saudável, ela melhora o clima, protege os mananciais, evita erosões e oferece sua sombra. Sem árvore, não há água, não há animais e não há equilíbrio ecológico. Não há vida. Como num ritual, são as folhas das árvores que alimentam a terra e suas raízes que sustentam e preservam o solo.

 

HISTÓRICO NO BRASIL SOBRE DIA DA ÁRVORE

Até 1965, o Brasil sempre fez a festa anual da árvore no dia 21 de setembro, que marca o início da Primavera. Era comemoração nacional. A partir de fevereiro de 1965, o então presidente Castelo Branco, primeiro governo do ciclo militar, sancionou o decreto-lei 55.795, que separou as comemorações.

No centro-sul, continuava o 21 de setembro e no norte e nordeste, a festa da árvore passou a ser na última semana de março. Motivo: é justamente o período de início das chuvas e, portanto, propício ao plantio de sementes.

E o que acontece hoje, cinco décadas depois? Prefeitos, professores e alunos do Norte e Nordeste ainda insistem em comemorar o Dia da Árvore em 21 de setembro, contrariando o dispositivo legal.

Por quê? Porque a mídia e os livros didáticos, ao referendar pura e simplesmente o 21 de setembro como o Dia da Árvore, contribuem muito para aumentar essa desinformação.

 

Araucária, a árvore chamada comumente de pinheiro-brasileiro oi pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) é uma espécie que ocorre em áreas de floresta ombrófila mista principalmente, na região sul do Brasil e também nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, em especial, na Serra da Mantiqueira. 

 

O pinhão, fruto da araucária, é apreciadíssimo. É uma rica reserva energética, constituída principalmente por amido, proteínas e lipídios. Ela é muito usada na alimentação, tanto de homens quanto de alguns animais silvestres e domésticos.

 

 

A RAÍNHA DAS ÁRVORES DA FLORESTA

 

A samaúma, tem beleza, tem porte, tem uma madeira cobiçada e pode chegar a uma altura de 70 metros. É a maior árvore da Amazônia e uma das maiores do mundo. Seu tronco é muito volumoso e suas raízes conseguem tirar água das profundezas do solo para si e para todas as árvores a sua volta.

 

 

 

 

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