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Aqüicultura : o milagre na multiplicação dos peixes

É preciso estudar, proteger e criar condições para que os rios e lagos tenham mais peixe


No mundo inteiro tem muita gente pescando, tem muita gente usando água para irrigação, tem muita gente fazendo barragens para construir hidrelétricas, tem muita gente acabando com as lagoas marginais (que funcionam como berçários naturais e únicas fontes contínuas de recrutamento de peixes para os rios), tem muita gente, em nome do desenvolvimento e do progresso, usando, depredando e poluindo. E, o que é mais grave, tem pouca gente preocupada em estudar, em proteger e em criar condições para que os rios e lagos tenham mais peixes – um dos mais importantes alimentos para o homem.


É tão comum se ouvir dos mais velhos a triste constatação da realidade de rios e lagos brasileiros: “Antigamente, aqui havia tanto peixe. E peixes de 10, 15, 20 quilos. Hoje, eles foram embora.” Eles não foram embora não. Eles, simplesmente, foram impedidos de crescer e de se reproduzirem. Com isto, estão acabando.


A água é igualzinha à terra. Para que o solo seja bom para plantar e para produzir mais, ele precisa ser cuidado e tem que ter suas propriedades físicas, químicas e biológicas resguardadas. Assim também é a água. E olhe que, comparando o solo com a água, aparentemente a água é mais simples que o solo. Só aparentemente, pois a água é um substrato muito mais complicado em todos os aspectos. Por isso, para que nela haja peixes e para que nela os peixes cresçam e se reproduzam, é necessário que a água conserve suas qualidades e condições ideais de vida.


Os dados são da FAO: em 1991 o homem tirou da água cerca de 97 milhões de toneladas de peixes. Deste total, 16.6 milhões de toneladas (cerca de 17,1 %) foram resultados da aqüicultura.


A Folha do Meio Ambiente, nesta edição de agosto e na próxima edição de setembro, faz uma ampla reportagem sobre a reprodução de peixes: o processo artificial (hipofisação) – técnica inventada pelo brasileiro Rodolpho von Ihering, em 1934, e hoje adotada no mundo inteiro – e o processo natural, em que muitas espécies necessitam migrar rio acima até encontrar condições adequadas para reprodução.


Para a edição de setembro, a FMA prepara uma reportagem ampla, denunciando que a pesca predatória, a instalação de indústrias poluidoras, a drenagem e a tapagem dos alagados para ampliação das fronteiras agrícolas, tudo isto está provocando um terrível impacto ambiental, acabando com os rios e seus criadouros naturais. E, no caso do rio São Francisco – onde atuam mais de 63% de todo o contigente de pescadores de Minas Gerais – acontece um sério desequilíbrio do ecossistema, com um resultado terrível: a diminuição da população de peixes e a extinção de várias espécies. Bem, mas tudo isto será para a próxima edição.


A reprodução artificial


O homem gosta de usar e abusar. Ele pode ser instrumento da vida e da morte. O mesmo homem que usa sua inteligência para depredar, também pode usar sua inteligência para criar. O problema é que os primeiros são em muito maior quantidade que os segundos. No caso da reprodução dos peixes foi assim. Depois de muitos só pensarem na pesca predatória, foi um brasileiro, chamado Rodolpho von Iherlng, quem salvou literalmente a lavoura.


A reprodução é a atividade biológica mais vital para a preservação das espécies animal e vegetal. Segundo o engenheiro de pesca da Codevasf, Albert Bartolomeu Sousa Rosa, 41 anos, no caso dos peixes, a reprodução no ambiente natural é determinada pela idade de maturação sexual, condições ambientais, época do ano, local de desova e cuidados da prole exercidos pelos reprodutores e matrizes de muitas espécies.


Nos peixes, como em todos os animais, os fatores determinantes da reprodução estimulam uma glândula, conhecida por hipófise, existente na base do cérebro, que envia mensagens (hormônios) às gônadas (ovários em fêmeas e testículos em machos), para que se preparem e realizem a desova.


Muitas espécies de peixes de água doce de importância econômica necessitam migrar rio acima para realizarem a reprodução, fenômeno este conhecido como piracema. É, justamente, essa viagem rio acima, esse esforço e os fatores ambientais que provocam os estímulos para a reprodução.


A temperatura da água, enxurradas provocadas pela chuva e a ampliação da quantidade de horas de luz por dia (na primavera), induzem a hipófise a intensificar a produção de hormônios para provocar a reprodução de muitas espécies de peixes. A “hipófise” é, portanto, o órgão que comanda todo o processo de reprodução.


Explica o técnico Albert B. Sousa Rosa a necessidade de se promover a reprodução artificial de peixes, está relacionada ao interesse em se realizar seu cultivo comercial, o que exige a produção em alta escala dos alevinos (filhotes de peixes) e, também, com o objetivo de se obter alevinos de espécies que se encontram em vias de extinção, permitindo a realização do povoamento de rios e barragens.


Como as espécies de piracema, ou seja, aquelas que necessitam realizar a migração para a reprodução, não atingem pleno desenvolvimento das gônadas quando se encontram permanentemente em águas paradas (lagoas, tanques, barragens etc.), é preciso que se estimule fêmeas e machos a completarem o estágio de maturação gonadal, para que consigam realizar a desova. Aí, mais uma vez, entra a hipófise, como elemento imprescindível à obtenção da reprodução artificial. Injetando artificialmente a mesma quantidade de hormônio que a hipófise forneceria aos ovários e aos testículos, se estivessem em condições ambientais naturais, então poder-se-á fazer, também, com que os peixes de piracema se reproduzam em águas paradas. Esta técnica, conhecida como “hipofisação”, foi desenvolvida pelo cientista brasileiro Rodolpho Von Ihering.


Os doadores de hipófises


A forma mais comum de se obter o hormônio a ser fornecido aos reprodutores e matrizes para a reprodução artificial, é retirando-o de outros peixes, que funcionam como doadores. Alguns peixes são cultivados com o objetivo principal de fornecerem suas hipófises para a reprodução de outros peixes. Cada peixe possui uma hipófise que, próximo à época de desova, possui certa quantidade de hormônio.


O doador é sacrificado, sua hipófise é retirada e acondicionada em frasco apropriado para utilização em momento adequado. Alguns peixes são sacrificados para produzirem milhões de outros peixes. A carne do peixe sacrificado ou doador pode ser utilizada no consumo humano.


A seleção e a aplicação – Explica o técnico Albert B. Sousa Rosa que a seleção dos peixes para a reprodução leva em consideração aspectos externos bem característicos, como ventre bem abaulado nas fêmeas, à semelhança do que acontece com as mulheres grávidas, enquanto nos machos uma leve pressão em seu abdômen o faz liberar gotas de sêmen de cor esbranquiçada. Os peixes selecionados são transportados para tanques pequenos, que apresentam condições especiais, como água corrente, limpa e temperatura adequada. Normalmente, não se mantêm as fêmeas e os machos num mesmo tanque.


No ambiente natural, a dosagem de hormônio a ser liberada da hipófise para as gônadas é regulada com precisão nos reprodutores e matrizes. Para a desova artificial, é feita uma estimativa da necessidade de hormônio, em função do peso dos reprodutores. As hipófises coletadas de peixes doadores são então utilizadas, com aplicação através de seringas na cavidade abdominal do peixe receptor (ver figura n.º 2). O efeito da aplicação costuma levar algumas horas, dependendo da espécie e da temperatura da água onde se encontram os peixes. Empiricamente, conseguiu-se determinar, aproximadamente, o tempo necessário para ocorrer a desova em cada em cada espécie de peixe, após a aplicação do hormônio.


Na natureza a fecundação do ovo ocorre, na maioria das espécies de peixes, no meio onde se encontram (rio, lagoa, bagagem etc.). Fêmeas e machos, nadando lado a lado, lançam seus produtos gonadais (óvulos e espermatozóides, respectivamente) na água e aí ocorre a fecundação. Na reprodução artificial, costuma-se coletar os óvulos em uma bacia plástica de pequeno tamanho, sem água (ver figura n.º 3). Os espermatozóides são coletados em tubos de ensaios (ver figura n.º 4) para depois serem derramados para a fecundação. Com uma delicada pena de ave, vai se fazendo a mistura, de forma que o sêmem atinja todos os óvulos. Alguns instantes depois se adiciona água, permitindo uma maior homogeneização dos produtos gonadais e a hidratação dos óvulos. Qual a vantagem da fecundação artificial sobre a natural? É simples: a fecundação natural ocorre num ambiente muito mais amplo, na presença de vários predadores, diminuindo a sobrevivência dos ovos e lavas.


A incubação é feita em recipientes apropriados com água corrente, onde, após alguns dias, ocorre a eclosão das lavas (nascimento dos peixinhos). Costuma-se manter as larvas por mais alguns dias na incubadora, até que elas consumam a reserva nutritiva (gema), que elas já possuem ao nascer. Após esta fase, as pós-larvas são levadas para tanques preparados, onde há abundância de a1imentos.


Estima-se que, na natureza, apenas 1% dos ovos liberados pelas fêmeas conseguem atingir a condição de peixes jovens. Algumas espécies chegam a produzir mais de 2 milhões de ovos /fêmea/ano. A capacidade de multiplicação dos peixes é infinitamente maior comparada aos bovinos, suínos e aves, especialmente em cativeiro.


A importância da aqüicultura


No Brasil, apesar dos 8.400 quilômetros de costa e de extensas bacias hidrográficas (só a Amazônia detém 18% da água doce do planeta), o consumo anual de pescado é de apenas 5,8 kg percapita, contra 16 kg no Canadá e 65 kg no Japão. Enquanto em Manaus o consumo de pescado atinge o expressivo número de 50 kg/habitante/ano, há regiões no interior do país onde o consumo percapita está abaixo de 1 kg/ano. O hábito alimentar está diretamente relacionado à oferta do produto.


A exceção de Manaus e de outras cidades localizadas às margens de rios piscosos, o consumo de pescado no litoral brasileiro é cerca de 10 vezes superior ao registrado no interior do país, exatamente onde a oferta de pescado é mais baixa. O oceanógrafo francês Jacques Yves Cousteau afirmou na Conferência das Organizações das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, a Eco-92, que “os oceanos estão exauridos”. A pesca predatória está reduzindo drasticamente os estoques pesqueiros de ambientes naturais, sejam eles mares ou rios. As frotas pesqueiras dotadas de sofisticados equipamentos para detecção de cardumes facilitam a pesca, porém, torna as populações de peixes cada vez mais vulneráveis. Exemplifica Albert B. Sousa Rosa: a produção nacional de sardinha, um alimento consumido em grande escala pelas classes de menor poder aquisitivo da população brasileira, atingiu mais de 200 mil toneladas/ano em meados da década de 70. Atualmente, a produção dessa espécie se encontra abaixo de 60 mil toneladas/ano, ou seja, uma redução de 70%, enquanto a população brasileira cresceu cerca de 65%.


Segundo a ONU, por volta do ano 2000 será necessário produzir cerca de 120 milhões de toneladas de pescado por ano, um acréscimo de 30 milhões do que é produzido atualmente. Os técnicos garantem que a única forma de fazer frente a esse desafio é através da aqüicultura, que trata da criação racional de animais e vegetais aquáticos. A produção de pescado oriundo da aqüicultura já representa cerca de 17,1 % do total da produção mundial, sendo que a participação do Brasil é inferior a 0,03%.
O fato é que, em todo o mundo, multiplicam-se as “fazendas” de criação de peixes (piscicultura), camarões (carcinicultura), moluscos (ostreicultura e mitilicultura) e algas (algicultura).


Concluindo, Albert B. Sousa Rosa explica que o processo de reprodução artificial de peixes foi e será cada vez mais imprescindível para o aumento das áreas de cultivo, uma vez que o mundo precisa produzir mais proteínas e os peixes participam com mais da metade da produção de produtos oriundos da aqüicultura.


Entraves para o desenvolvimento da aqüicultura no Brasil


· Pouca tradição no cultivo de animais e vegetais aquáticos no país;
· Deficiência de geração e transferência de tecnologias para diferentes espécies de peixes, regiões e clientelas;
· Insuficiência de insumos básicos (alevinos, pós-larvas, ração apropriada etc.), em quase todas as regiões do país;
· Falta de conhecimento dos mercados regionais para os produtos gerados pela aqüicultura, o que vem dificultando a comercialização dos produtos;
· A reduzida área de produção em cativeiro de pescado não tem estimulado o desenvolvimento de uma indústria vo1tada para a aqüicultura;
· Escassez de linhas de financiamento para o setor;
· Insuficiente assistência técnica qualificada;
· Falta de vontade política para o desenvolvimento do setor.

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Fim de semana com festivais de música, feira, teatro e exposições

Os eventos são realizados com apoio e incentivo das secretarias de Turismo (Setur-DF) e de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF)

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Por Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

 

Lazer e diversão serão palavras-chave no fim de semana brasiliense. A programação cultural começa nesta sexta-feira (12), com o Festival BrasilArte, no gramado do Eixo Cultural Ibero-americano. Haverá apresentações musicais, espetáculos de teatro circense, dança, maracatu e forró. A festa continua no sábado (13) com mais shows e oficinas de circo para crianças. Gratuito, o evento contará com intérpretes de Libras e área reservada para pessoas com deficiência física.

No Centro Tradicional de Invenção Cultural, na Asa Sul, Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro marcam presença na Festa da Abrição | Foto: Divulgação

De acordo com Ester Braga, diretora da Abèbè Produções e uma das idealizadoras do projeto, a terceira edição do festival visa reunir a cultura das cinco regiões do país em homenagem à capital federal, que completa 64 anos neste mês. “Brasília é um agregador das expressões culturais do país, e a cultura brasileira é isso – diversidade e pluralidade”, afirma. “A nossa pauta é a preservação dessa cultura popular, que está presente desde a criação da capital federal”.

Veja, abaixo, a programação.

Sexta-feira (12)

→ 17h – Teatro (Delírio Circense)
→ 19h – Momento Black Charme
→ 20h – Orquestra Alada Trovão da Mata (Seu Estrelo)
→ 20h30 – Forró de Vitrola com Cacai Nunes
→ 21h30 – Samba Urgente
→ 23h – Bloco Eduardo e Mônica

Sábado (13)

→ 16h – Teatro (Delírio Circense)
→ 17h – Tambores do Amanhecer (maracatu)
→ 18h – Jah Live
→ 19h – Sensação Paraense (carimbó)
→ 20h – Coração Gaúcho
→ 21h – Forró de Vitrola
→ 22h – Ara Ketu

A seguir, veja outras atrações deste final de semana, promovidas com apoio e incentivo das secretarias de Turismo (Setur-DF) e de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF).

Feira da Goiaba

Geleia, xaropes e muitos outros derivados da goiaba, além da própria fruta in natura, podem ser apreciados pela população na 9ª edição da Feira da Goiaba, na Associação Rural e Cultural de Alexandre de Gusmão (Arcag), em Brazlândia. O segundo fim de semana de evento terá shows com Di Paulo & Paullino, Leo Magalhães e Os Barões da Pisadinha, a partir das 18h. Os portões abrem às 9h30, e as apresentações começam às 18h.

‌Estarão presentes 37 agricultores que trabalham e comercializam a goiaba e derivados, como polpas, sucos, doces e compotas. Na última safra anual, nos 300 hectares de plantações de goiaba, o DF teve uma colheita de cerca de 700 mil toneladas da fruta. Também haverá 30 estandes comercializando plantas ornamentais, como orquídeas, bromélias, cactos e suculentas, além de hortaliças e frutíferas cultivadas na região.

Música no parque

O Taguaparque recebe o ExpoTagua neste final de semana, uma feira que une música, dança, artesanato e gastronomia. Para participar, é necessário doar 2 kg de alimento não perecível.

Nesta sexta, os portões abrem às 19h, com apresentações dos grupos Boka de Sergipe e Forró du Cerrado. No sábado, os portões abrem às 12h. Às 20h, sobem ao palco Iago Mura, Arthur e Matheus e Mariana Tolledal. No domingo, a diversão será comandada por Fábio Felipe, Banda Trooop! e Doze por Oito, a partir das 12h.

Festejo tradicional

Siba e a Fuloresta são atrações no sábado, em espetáculo que pede como ingresso a doação de 1 kg de alimento não perecível | Foto: Divulgação/ José de Holanda

Recentemente reconhecido como patrimônio cultural imaterial do DF, o grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreira promove a Festa de Abrição neste sábado, às 19h, no Centro Tradicional de Invenção Cultural, na 813 Sul. A celebração é uma homenagem a Sereia Laiá, uma das figuras sagradas do Mito do Calango Voador,  história que fundamenta a manifestação cultural de Seu Estrelo. Haverá apresentações da Orquestra Alada Trovão da Mata, do coletivo As Sambadeiras de Roda e do grupo Siba e a Fuloresta, além da tradicional sambada do Grupo Seu Estrelo. Para participar, basta levar 1 kg de alimento não perecível (exceto sal).

Teatro, exposições e comédia

A mostra ‘Corpo Expandido’, na Galeria Rubem Valentim, apresenta trabalhos de 15 artistas | Foto: Divulgação

Localizado na 508 Sul, o Espaço Cultural Renato Russo (ERCC) é um reduto da arte brasiliense. Neste final de semana, o espetáculo Espelho Confessionário volta a preencher os palcos da sala Marco Antônio Guimarães. No sábado, a sessão será às 20h e, no domingo, às 19h. A obra mostra o destino de uma freira e uma prostituta, diante de um espelho comum de dois lados. O ingresso deve ser adquirido pelo Sympla e custa R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada). A classificação indicativa é livre.

No sábado, o grupo Cia de Comédia 100 Punch sobe aos palcos do Teatro de Bolso com um show de stand-up comedy. O ingresso custa R$ 20 e deve ser adquirido pelo Sympla. Já no domingo, o mesmo palco será ocupado pelo projeto Verso CineClube, com a exibição do longa Neste mundo, do diretor Michael Winterbottom, sobre a trajetória de jovens refugiados na Inglaterra. Esse é um dos quatro filmes que serão compartilhados com o público até o dia 28 deste mês, sempre aos domingos, às 16h.

Além disso, segue em cartaz a exposição Modos de Mergulho: Livre, Autônomo e Profundo, da artista Marina Saback, na Galeria Parangolé. As obras combinam uma diversidade de técnicas como óleo sobre tela e aquarelas, além de projetos em tecido, miçangas e acrílico. A mostra fica em cartaz até 19 de abril, aberta para visitação de terça a domingo, das 10h às 22h.

Também é possível conhecer as obras de 15 artistas na exposição Corpo Expandido, em cartaz até 27 de maio na Galeria Rubem Valentim. As peças exploram os conceitos de corpo, espaço e tempo, convidando o público a refletir sobre a complexidade da corporeidade e suas  manifestações.

Pílulas de cultura

Neste sábado, o Complexo Cultural de Samambaia recebe o espetáculo Severino e Silva, com duas sessões – às 16h e às 19h. A peça traz elementos da poesia de João Cabral de Melo Neto e a arte de Portinari, mergulhando nas raízes e na essência do povo nordestino. A entrada é gratuita.

Na Biblioteca Pública de Ceilândia, haverá contação de histórias para crianças, no sábado, a partir das 9h30. Mais tarde, o público pode aproveitar o Baile da Caixa d’Água, das 21h às 3h. A festa ocorre na Praça do Cidadão, em frente ao Jovem de Expressão, e traz artistas locais, como Hate RCT, Gabiru, Lamak, DJ Negritah e DJ LaBonita.

No Plano Piloto, o Museu de Arte de Brasília (MAB) também oferece atividades para os brasilienses. No sábado, haverá oficina para crianças às 10h30, visita mediada às 15h e oficina de sumotori, para crianças de até 4 anos, às 16h30. No domingo, os pequenos podem participar de encontros sobre arte abstrata e pintura em nanquim às 10h30 e às 16h30. Às 15h, ocorre uma visita mediada sobre arquitetura patrimonial. Toda a programação é gratuita, não sendo necessário fazer inscrição prévia.

 

 

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Câmara e Banco Central lançam moeda comemorativa dos 200 anos da primeira Constituição do Brasil

Constituição de 1824 foi outorgada pelo imperador dom Pedro I

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Moeda comemorativa dos 200 anos da Constituição de 1824

A Câmara dos Deputados e o Banco Central lançaram nesta quinta-feira (11) a moeda comemorativa dos 200 anos da primeira Constituição do Brasil (1824), destinada a colecionadores.

A moeda tem o valor de face de R$ 5,00 e pode ser comprada no site da Casa da Moeda. O valor é R$ 440,00.

O coordenador da comissão especial curadora encarregada das comemorações dos 200 anos da Câmara dos Deputados, deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), afirmou que a primeira Constituição Brasileira, outorgada em 1824 pelo imperador dom Pedro I, foi um símbolo de nossa autonomia e soberania perante o mundo.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

O lançamento faz parte das ações que vêm sendo desenvolvidas desde 2017 pelos 200 anos da Câmara dos Deputados, que se completarão em 2026. Embora as duas casas legislativas tenham sido criadas quando a Constituição entrou em vigor, foi só em 1826 que a Câmara e o Senado foram instalados e começaram a legislar.

Andrada afirmou que, além de representar nossa soberania, a Constituição de 1824 trouxe princípios modernos como a liberdade de expressão.

“É dela que nasce o Poder Legislativo. Essa é a importância: o Poder Legislativo como o poder do povo são 200 anos que a Constituição brasileira cria essa representação da sociedade”, afirma.

Mario Agra / Câmara dos Deputados
Câmara e Banco Central lançam moeda comemorativa pelos 200 anos da Constituição de 1824. Diretora de Relacionamento e Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central, Carolina Barros. Dep. Lafayette de Andrada(REPUBLICANOS - MG). Diretor de Administração do Banco Central do Brasil, Rodrigo Alves Teixeira
Lafayette de Andrada mostra a moeda em evento no Salão Nobre da Câmara

O diretor administrativo do Banco Central, Rodrigo Alves Teixeira, afirmou que a moeda marca um evento que comemora uma data histórica. Segundo Teixeira, a Constituição de 1824 marcou um tempo para a nação brasileira que passou a ser regida por um mesmo arcabouço legal.

“O Banco Central tem, entre suas responsabilidades, emitir moedas comemorativas de fatos importantes do País, para que se torne perene e para homenagear, ao mesmo tempo, as duas câmaras do Poder Legislativo e a Constituição que lhe deu origem”, afirmou Teixeira.

 

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

 

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Escola de Música de Brasília comemora 60 anos com promessa de reforma

Foto: Isis Dantas/ gabinete Dayse Amarilio

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O Teatro Levino de Alcântara foi palco, na noite dessa quarta-feira (10), de sessão solene da Câmara Legislativa em homenagem aos 60 anos da Escola de Música de Brasília (EBM), completados no último 11 de março. Orquestrada pela deputada Dayse Amarilio (PSB), a solenidade teve como plateia alunos, professores, músicos e autoridades. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ganhou os holofotes ao assumir compromisso com a reforma da instituição.

“Resgatei o processo físico da reforma da Escola de Música e iremos atualizar o projeto, que tem um custo estimado de R$ 13 milhões”, informou a chefe da pasta responsável pela instituição. Ao se comprometer a tirar do papel a antiga promessa de reforma, Paranaguá assegurou: “Já estamos colocando no plano de obra para 2024, e esse vai ser um ano para levantar o recurso e atualizar o projeto. Vai vir a reforma”.

Durante a homenagem, a autora da iniciativa, que é enfermeira, disse acreditar que a música é uma aliada na prevenção do adoecimento e na promoção da saúde. Além disso, Dayse Amarilio falou do potencial da música para “conectar as pessoas” e “transformar o ambiente”.

“Me sinto extremamente honrada de estar neste solo sagrado, que é palco de grandes histórias e de nomes que formaram ícones da nossa música. A EBM é considerada uma das melhores em educação musical e profissional da América Latina, está entre as mais conceituadas do mundo”, destacou a parlamentar.

Também presente na solenidade, o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Cláudio Abrantes, afirmou que a Escola de Música é o “celeiro” e a “terra vermelha” de onde saíram grandes talentos. Ele ainda frisou a importância da figura do maestro Levino de Alcântara, idealizador da instituição.

Abrantes aproveitou a comemoração para dar uma outra boa notícia para a música do DF: a elaboração de edital de concurso para a Orquestra Sinfônica de Brasília. Segundo o secretário, a expectativa é soltar o edital no segundo semestre deste ano. Há dez anos sem um concurso, a Orquestra completou 45 anos este mês, tendo sido homenageada em sessão solene da CLDF nessa segunda-feira (8).

Madrigal, Orquestra de Cordas, Banda Sinfônica e BigBand foram as atrações da comemoração do primeiro sexagenário da Escola de Música. Nesses 60 anos, por lá passaram artistas como os cantores Ney Matogrosso e Cássia Eller, o bandolinista Hamilton de Holanda, o guitarrista Lula Galvão, o contrabaixista Jorge Helder e o violonista Jaime Ernest Dias.

*Com informações da assessoria de comunicação da deputada Dayse Amarilio

Denise Caputo – Agência CLDF

 

 

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