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Brasil também quer ter sua ave nacional
A proposta é que o sabiá, com forte presença na cultura e alma brasileira, seja a escolhida
Silvestre Gorgulho, de Brasília
A polêmica está no ar: entre as quase duas mil espécies de aves brasileiras, qual é a que deveria ser a ave nacional? Há ornitólogos que defendem a guaruba (aratinga guaruba ou arararuba) uma ave de rara beleza. Ela tem, inclusive, como cores predominantes o verde e o amarelo, de nossa bandeira. Outro grupo de ornitólogos defende o sabiá (turdus rufiventris) justamente porque o sabiá é uma unanimidade nacional. É a ave mais cantada nas músicas e na literatura, por ser a mais conhecida de toda população brasileira. O sabiá vive junto às casas, seu trinado é o despertador mais conhecido das fazendas. Nos campos e nas cidades, desde que haja uma goiabeira, uma laranjeira, jabuticabeira ou palmeira, vai estar lá o sabiá. Gonçalves Dias, no exílio, imortalizou o canto do sabiá em “Minha Terra tem palmeiras / Onde canta o sabiá / As aves que aqui gorgeiam / Não gorgeiam como lá!”. Mas, o interessante que o Brasil tem até o Dia da Ave, oficializado por decreto presidencial e tudo. Mas, infelizmente, não tem – como muitos outros países – uma ave nacional. Por duas vezes tentou-se ocupar esta lacuna, mas por motivos diferentes continuamos comemorando o Dia da Ave, em 5 de outubro, sem saber qual ave teria o privilégio de ocupar o lugar de destaque ao lado dos outros quatro símbolos nacionais: o hino, a bandeira, o brasão de armas e o selo nacional.
Os países e suas aves nacionais maravilhosas
Os pássaros são destaque na obra de Deus e na vida dos homens. Para Johan Dalgas Frish a importância das aves começa na Bíblia. Diz o Deuternonômio 22/6: “Se indo por um caminho achares numa árvore ou na terra o ninho de uma ave e a mãe posta sobre os filhos ou sobre os ovos, não apanharás a mãe com os filhotes”. Evangelho de São Mateus, 2/26: “Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem regam, nem fazem provimentos nos celeiros e contudo Vosso Pai Celestial as sustenta. Por ventura não sois vós muito mais do que elas?”
Dalgas lembra que a Bíblia diz que Deus criou os seres dos mares e as aves do céu antes do homem. Aliás, é interessante notar que todas as histórias e citações da Bíblia estão situadas num contexto de região semi-árida e as aves citadas são: pombas, águias, avestruzes, corujas, pavões, pelicanos, codornizes, corvos, pardais, cegonhas, andorinhas, rolas e falcões e corvo marinho.
Na mitologia Grega e Romana as aves tiveram uma importância extraordinária. Os romanos não faziam nenhuma ação militar ou negócios importantes sem consultar os bulários que dividiam o céu em quatro pontos. Se aparecesse uma ave num determinado quadrante a observação era interpretada por bom ou mau agouro! No Egito o falcão peregrino se confundia com deus, o Sol e os faraós.
As aves típicas das diversas regiões do mundo se identificam com as populações, seus costumes e suas crenças. Fazem parte do folclore e da cultura dos países, argumenta Dalgas Frisch. Essa simbologia tem uma fantástica ligação com a História e com a vida de cada país.
Na Inglaterra, o poeta William Shakespeare se inspirou na ave Robyn e seu canto para justificar o romance de Romeu e Julieta. Por isso o Robyn tornou-se Ave Nacional da Grã Bretanha. Assim, a ave nacional representa o espírito poético de cada povo: nos Estados Unidos a águia de cabeça branca, representa a imagem da força e beleza da união dos diversos estados norte-americanos que tinham divisões históricas até de línguas, como a inglesa, francesa, espanhola e até russa, no caso do Alaska.
Na Alemanha, a cegonha que se aninha nas chaminés das casas das fazendas, representa a antiga lenda que ela trazia as crianças ao mundo. Os poetas alemães escreveram inúmeras poesias e músicas inspirados nas cegonhas.
Na Índia, o pavão representa a beleza e pujança de uma Índia misteriosa, rica com um povo pacífico e religioso.
Na Islândia, o Gyr Falcão, falcão tão procurado por reis para a falcoaria em regiões árticas, representa a força e o esplendor das terras gélidas e brancas da Islândia.
Na Dinamarca, a cotovia sempre foi adorada por poetas. A cotovia canta em pleno mergulho de vôo sobre as planícies da Jutlândia, um canto lindo e singelo.
Na Nova Zelândia, o Kiwi – uma ave misteriosa de hábitos noturnos e sem asas, simboliza a magia dos povos nativos, pois o seu ovo é quase do tamanho de uma ave jovem! Representa a sorte, o amor e a felicidade dos povos nativos da ilha. E esta crença foi incorporada aos novos habitantes de descendência britânica com grande alegria.
A Áustria adotou a andorinha, como a expressão de liberdade pelos seus poetas e músicos, lembrando que a sua presença indicava a primavera e verão. A andorinha é uma ave migradora da Europa para África do Sul nos meses de inverno.
A Guatemala adotou o quetzal como ave nacional. O quetzal é uma espécie de surucuá dos mais lindos do mundo.
A Argentina adotou o hornero, que é o nosso João de Barro. Ele representa o gaúcho portenho que vive nos pampas e se abriga dentro de seu ninho de barro que o protege contra o gelado vento minuano.
O Uruguai escolheu como ave nacional o federal. É uma ave com cores vermelhas que simboliza a coragem do soldado sempre alerta para defender a independência de suas terras.
E o Brasil, quando terá sua ave nacional? Enquanto “as aves que aqui gorgeiam, não gorgeiam como lá”, vale a pena fazer essa viagem pelos muitos países do mundo e conhecer suas aves nacionais maravilhosas sempre um símbolo de beleza, de tradição e de grande representatividade de seu folclore e cultura.
Pioneiro na gravação de cantos de pássaros brasileiros, Dalgas lança novo CD
![]() Dalgas entregou o novo CD autografado a José Carlos Carvalho e explicou ao ministro do Meio Ambiente que neste disco ele homenageiou os velhos companheiros que colaboraram na iniciativa pioneira. Foram mantidos intactos o desenho da capa original, o roteiro de Martim Bueno de Mesquita, a narração do locutor Osvaldo Calfat e os créditos aos naturalistas José Carlos Reis de Magalhães, Lauro Travassos e Fernando Novais. |
Dalgas: o sabiá tem o espírito brasileiroPoetas, escritores e ornitólogos pedem o sabiá como a ave nacional do Brasil
Dia 18 de junho passado, o engenheiro e ornitólogo Johan Dalgas Frisch, presidente da Associação de Preservação da Vida Selvagem (*), em nome da diretoria da APVS, veio a Brasília trazer um estudo ao ministro José Carlos Carvalho, do Meio Ambiente, e fazer um pedido muito especial: a indicação do sabiá (Turdus rufiventris) como ave nacional do Brasil. O documento entregue ao ministro era assinado, além de Dalgas Frisch, pelo vice-presidente da APVS, jornalista Ciro Porto, e pelo diretor da entidade, Rogério Marinho, da Rede Globo. Nesta entrevista exclusiva à Folha do Meio Ambiente, Dalgas Frisch explica a importância sócio-cultural do pedido. Vale a pena conferir.
O que significa uma ave nacional?
Dalgas Frisch – É justamente o retrato vivo de um país, de sua gente e de sua cultura. Como a logomarca representa uma empresa, os símbolos nacionais representam a nação, seu povo e seus costumes. E para que se mantenham vivos na mente dos cidadãos, é necessário respeitá-los e difundi-los. Uma ave nacional representa a alma, o folcore e a cultura de um país. Mas só tem legitimidade quando for oficializada pelo governo.
Por que existe o Dia da Ave no Brasil e até hoje não tem nenhuma ave nacional?
Dalgas – Foi uma falha no decreto 63.234, publicado no Diário Oficial de 12 de setembro de 1968 e assinado pelo presidente Arthur da Costa e Silva. Durante reunião que tivemos no Palácio do Planalto, o presidente Costa e Silva falou com veemência sobre o sabiá, um pássaro que deu muitas emoções a ele, na sua infância no Rio Grande do Sul.
Todos os jornais da época noticiaram o sabiá como ave nacional, tanto que o sabiá foi festejado durante décadas. Em todas as solenidades, governadores, prefeitos e diretores de escolas soltavam um sabiá de uma gaiola como símbolo de liberdade e de poesia, para motivar os jovens estudantes.
Foram feitos todos anos diplomas comemorativos ao Dia da Ave e as crianças que faziam os melhores trabalhos sobre o tema recebiam de presente passagens aéreas com todas despesas pagas para diversos lugares do Brasil como Foz de Iguaçu, Bahia, Rio de Janeiro. Tudo financiado pela Associação de Preservação da Vida Selvagem.
Há pouco tempo, um jornalista descobriu que o Diário Oficial, que publicou o decreto do Dia da Ave no Brasil, não trouxe o nome da ave. Quando o senador Jorge Borhausen foi ministro da Educação, tentou-se corrigir a falha. Bornhausen fez um ofício ao então presidente José Sarney para retificar o Decreto número 63.234 que criou o Dia da Ave. O objetivo era fazer do sabiá a ave nacional. Mas um novo erro foi cometido, pois esqueceu-se de dar o nome científico do sabiá e acabou que a correção nunca foi publicada. A verdade é que até hoje este lamentável engano ainda permanece “em berço esplêndido”.
Todos países tem uma ave nacional?
Dalgas – Praticamente todos tem! E é muito bonito ver ave típica como símbolo de uma nação. Tal qual o hino nacional, a bandeira e os brazões. A ave nacional acaba por ser um símbolo vivo de um país.
Por que a maioria dos ornitólogos e intelectuais defendem o sabiá como ave nacional brasileira?
Dalgas –A resposta é simples! É só fazer uma consulta nos registros do ECAD (Escritório Central de Arrecadação de Direitos Autorais) sobre as músicas e letras referentes a aves no Brasil. A ave mais cantada, disparado, é o sabiá, por ser a ave mais conhecida de toda população brasileira. O sabiá vive junto às casas e até mesmo nas cidades, desde que haja um pé de laranjeira, jabuticabeira, amoreira, goiabeira, pitangueira. Na primavera, o sabiá é a primeira ave a cantar, ainda no escuro, antes do raiar do dia. Seu canto é sem dúvida nenhuma o que mais motivou poetas, músicos e escritores no Brasil.
O sabiá é uma maravilha de despertador vivo nas fazendas, nas roças e nas cidades bem arborizadas. Pelo seu canto, imagem, docilidade em viver junto às casas dos caboclos, o sabiá passou a fazer parte da vida, do sentimento dos brasileiros.
Gravar cantos de pássaros em CD é comercialmente rentável?
Dalgas – Olha, Gorgulho, o canto de um pássaro é a perfeição da espécie. Aquele que canta mais bonito, mais melodioso vai atrair a fêmea. Mas é preciso entender que o sentimento humano é diferente.
Para que o CD seja comercialmente um sucesso é importante que, além da beleza da música, que a letra também mexa com o sentimento. Que reflita uma profunda sensibilidade. Algo nostálgico, do amor não correspondido, da dor de cotovelo, da conquista e da paixão.
Então o que funciona comercialmente é mesclar, é interagir o canto dos pássaros acompanhando as músicas dos homens. Misturar ritmos, trinados, melodias e gorgeios. Comercialmente correto, pois passarinho não compra CD..
O sabiá em notas musicais No Brasil, a ave mais lembrada pelo folclore, pela poesia e pelos compositores da Música Popular Brasileira é o Sabiá. Para comprovar, basta uma pequena pesquisa bibliográfica no ECAD/SOCIMPRO. Sabiá Sabiá Sabiá Sabiá Sabiá Sabiá Sabiá Sabiá Sabiá Sabiá Sabiá Cantou Sabiá Conquistador Sabiá Larangeira Sabiá do Sertão Amo-te Muito Sabiá e Beija-flôr Sabiá e Eu Sabiá Engaiolado Sabiá Jardim Sabiá lá na Gaiola Sabiá na Bananeira Sabiá O Sabiá Sabiá Rei do Sertão | biá é a ave mais cantada Jorge Amado e o Sabiá “Sempre que as gratuidades pousam em minhas palavras, elas são abençoadas por pássaros e por lírios. “Amo-te muito Como as flores amam “Minha Terra tem palmeiras ” …Tô indo agora pr´um lugar todinho meu “Sabiá lá na gaiola, fez um buraquinho “Vou voltar, sei que ainda vou voltar para o meu lugar Sabiá: canto de saudade“Estranhamente, o Brasil, que é reconhecido internacionalmente como a terra das aves, é também um dos poucos países do mundo que não tem uma Ave Nacional. A escolha do Sabiá é ideal, pois é muito popular e bem conhecido por seu canto maravilhoso. Este canto bem variado ilustra a alma brasileira: alegre ou cheia de saudade.” Sabiá: sensibilidade auditiva“Após oito anos estudando o canto do Sabiá, tenho uma preferência por esta espécie. A faixa de freqüência emitida pelo seu canto corresponde à de maior sensibilidade auditiva humana. Como ressaltei na minha tese de doutorado, o Sabiá é exaltado em canto, poesia e prosa. Essas manifestações artísticas ilustram sua importância. Não é válido o argumento de que existem Sabiás no mundo todo. Temos aqui no Brasil muitas espécies endêmicas que bem poderiam ser a Ave Nacional”. |
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Usuários da Farmácia de Alto Custo já podem agendar atendimento online
A implantação do novo sistema ocorrerá de forma gradual nas farmácias de alto custo do DF
Agência Brasília* | Edição: Paulo Soares
Os usuários da Farmácia de Alto Custo do Distrito Federal já podem realizar agendamentos online para retirada de medicamentos e renovação de documentos pelo portal Agenda DF, sem necessidade de aguardar a renovação cadastral no novo sistema Ceaf Digital.
A medida começa a valer nesta sexta-feira (15) e foi adotada como solução imediata para ampliar o acesso da população aos serviços da assistência farmacêutica, garantindo mais comodidade, organização e redução das filas presenciais.
A implantação do novo sistema Ceaf Digital ocorrerá de forma gradual nas Farmácias de Alto Custo do DF, conforme os pacientes forem renovando os cadastros. No entanto, durante esse período de transição, os usuários já poderão utilizar normalmente o Agenda DF para realizar os agendamentos, sem precisar esperar o prazo de renovação cadastral, que pode chegar a até seis meses.
Os agendamentos estarão disponíveis para as unidades da Asa Sul, Ceilândia e Gama. As vagas serão liberadas para atendimento nos sete dias subsequentes à data da marcação, e o paciente deverá realizar o atendimento na unidade em que já possui cadastro ativo.
O agendamento pelo Agenda DF ficará disponível de segunda a sexta-feira. Já as unidades da Farmácia de Alto Custo continuarão funcionando normalmente de forma híbrida e aos sábados, das 7h às 12h, garantindo a continuidade da assistência aos usuários do SUS no Distrito Federal.
*Com informações da SES-DF
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CLDF debate reintegração social de pessoas privadas de liberdade
Sessão solene representou a abertura da 4ª Semana da Reintegração Social, iniciativa que promove ciclo de palestras dentro de unidades prisionais
Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF
A ressocialização de egressos do sistema prisional foi tema de sessão solene nesta sexta-feira (15), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O deputado Jorge Vianna (Democrata) mediou a debate, que teve a participação de profissionais e voluntários dedicados à reintegração de pessoas privadas de liberdade.
“Ressocializar é enfrentar o crime, é sufocar a oferta de mão de obra para a delinquência, não ser complacente com o criminoso. Se o Estado, se a política pública não der oportunidade de levar uma vida correta, o crime vai oferecer uma vida errada”, comentou o deputado. Ele considera que a reintegração deve ser fundamentada em quatro pilares: educação, trabalho, família e fé.
Durante a solenidade, foram apresentadas diversas medidas na área, entre elas:
• As ações da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, que, em 2025, realizou 15 projetos com as detentas, levando atendimentos de saúde, acesso à cultura e à qualificação profissional, além de momentos de ressocialização, como eventos especiais de Dia das Mães, Dia da Crianças e Natal, entre outras medidas. Os projetos foram realizados em parceria com organizações sociais e entidades religiosas.
• O trabalho do Centro Educacional 01 de Brasília, escola pública responsável pela Educação de Jovens e Adultos (EJA) dentro das unidades prisionais;
• A atuação do Conselho da Comunidade, órgão com servidores voluntários que promove assistência aos presos ou internados, entre outras atribuições;
A sessão solene completa está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital. E as fotos podem ser acessadas no banco de imagens da Agência CLDF (clique aqui).
Semana da Reintegração Social
A solenidade representou a abertura da 4ª Semana da Reintegração Social, iniciativa da organização filantrópica Instituto Começar de Novo. Entre os dias 18 e 22 de maio, pessoas privadas de liberdade vão ter acesso, dentro das unidades prisionais, a palestras sobre educação, trabalho, espiritualidade e vínculos familiares.

Os temas vão ser abordados por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Defensoria Pública, da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e instituições privadas de qualificação profissional.
Ana Teresa Malta – Agência CLDF
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Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos
Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras
Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil
Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.
Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.
“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.
Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.
“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.
Sacchetta deixa dois filhos e neto.
O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.
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