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Brasil também quer ter sua ave nacional

A proposta é que o sabiá, com forte presença na cultura e alma brasileira, seja a escolhida

Silvestre Gorgulho, de Brasília


A polêmica está no ar: entre as quase duas mil espécies de aves brasileiras, qual é a que deveria ser a ave nacional? Há ornitólogos que defendem a guaruba (aratinga guaruba ou arararuba) uma ave de rara beleza. Ela tem, inclusive, como cores predominantes o verde e o amarelo, de nossa bandeira. Outro grupo de ornitólogos defende o sabiá (turdus rufiventris) justamente porque o sabiá é uma unanimidade nacional. É a ave mais cantada nas músicas e na literatura, por ser a mais conhecida de toda população brasileira. O sabiá vive junto às casas, seu trinado é o despertador mais conhecido das fazendas. Nos campos e nas cidades, desde que haja uma goiabeira, uma laranjeira, jabuticabeira ou palmeira, vai estar lá o sabiá. Gonçalves Dias, no exílio, imortalizou o canto do sabiá em “Minha Terra tem palmeiras / Onde canta o sabiá / As aves que aqui gorgeiam / Não gorgeiam como lá!”. Mas, o interessante que o Brasil tem até o Dia da Ave, oficializado por decreto presidencial e tudo. Mas, infelizmente, não tem – como muitos outros países – uma ave nacional. Por duas vezes tentou-se ocupar esta lacuna, mas por motivos diferentes continuamos comemorando o Dia da Ave, em 5 de outubro, sem saber qual ave teria o privilégio de ocupar o lugar de destaque ao lado dos outros quatro símbolos nacionais: o hino, a bandeira, o brasão de armas e o selo nacional.


Os países e suas aves nacionais maravilhosas


Os pássaros são destaque na obra de Deus e na vida dos homens. Para Johan Dalgas Frish a importância das aves começa na Bíblia. Diz o Deuternonômio 22/6: “Se indo por um caminho achares numa árvore ou na terra o ninho de uma ave e a mãe posta sobre os filhos ou sobre os ovos, não apanharás a mãe com os filhotes”. Evangelho de São Mateus, 2/26: “Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem regam, nem fazem provimentos nos celeiros e contudo Vosso Pai Celestial as sustenta. Por ventura não sois vós muito mais do que elas?”


Dalgas lembra que a Bíblia diz que Deus criou os seres dos mares e as aves do céu antes do homem. Aliás, é interessante notar que todas as histórias e citações da Bíblia estão situadas num contexto de região semi-árida e as aves citadas são: pombas, águias, avestruzes, corujas, pavões, pelicanos, codornizes, corvos, pardais, cegonhas, andorinhas, rolas e falcões e corvo marinho.


Na mitologia Grega e Romana as aves tiveram uma importância extraordinária. Os romanos não faziam nenhuma ação militar ou negócios importantes sem consultar os bulários que dividiam o céu em quatro pontos. Se aparecesse uma ave num determinado quadrante a observação era interpretada por bom ou mau agouro! No Egito o falcão peregrino se confundia com deus, o Sol e os faraós.


As aves típicas das diversas regiões do mundo se identificam com as populações, seus costumes e suas crenças. Fazem parte do folclore e da cultura dos países, argumenta Dalgas Frisch. Essa simbologia tem uma fantástica ligação com a História e com a vida de cada país.


Na Inglaterra, o poeta William Shakespeare se inspirou na ave Robyn e seu canto para justificar o romance de Romeu e Julieta. Por isso o Robyn tornou-se Ave Nacional da Grã Bretanha. Assim, a ave nacional representa o espírito poético de cada povo: nos Estados Unidos a águia de cabeça branca, representa a imagem da força e beleza da união dos diversos estados norte-americanos que tinham divisões históricas até de línguas, como a inglesa, francesa, espanhola e até russa, no caso do Alaska.

Na Alemanha, a cegonha que se aninha nas chaminés das casas das fazendas, representa a antiga lenda que ela trazia as crianças ao mundo. Os poetas alemães escreveram inúmeras poesias e músicas inspirados nas cegonhas.

Na Índia, o pavão representa a beleza e pujança de uma Índia misteriosa, rica com um povo pacífico e religioso.

Na Islândia, o Gyr Falcão, falcão tão procurado por reis para a falcoaria em regiões árticas, representa a força e o esplendor das terras gélidas e brancas da Islândia.

Na Dinamarca, a cotovia sempre foi adorada por poetas. A cotovia canta em pleno mergulho de vôo sobre as planícies da Jutlândia, um canto lindo e singelo.

Na Nova Zelândia, o Kiwi – uma ave misteriosa de hábitos noturnos e sem asas, simboliza a magia dos povos nativos, pois o seu ovo é quase do tamanho de uma ave jovem! Representa a sorte, o amor e a felicidade dos povos nativos da ilha. E esta crença foi incorporada aos novos habitantes de descendência britânica com grande alegria.

A Áustria adotou a andorinha, como a expressão de liberdade pelos seus poetas e músicos, lembrando que a sua presença indicava a primavera e verão. A andorinha é uma ave migradora da Europa para África do Sul nos meses de inverno.

 A Guatemala adotou o quetzal como ave nacional. O quetzal é uma espécie de surucuá dos mais lindos do mundo.

A Argentina adotou o hornero, que é o nosso João de Barro. Ele representa o gaúcho portenho que vive nos pampas e se abriga dentro de seu ninho de barro que o protege contra o gelado vento minuano.

O Uruguai escolheu como ave nacional o federal. É uma ave com cores vermelhas que simboliza a coragem do soldado sempre alerta para defender a independência de suas terras.


E o Brasil, quando terá sua ave nacional? Enquanto “as aves que aqui gorgeiam, não gorgeiam como lá”, vale a pena fazer essa viagem pelos muitos países do mundo e conhecer suas aves nacionais maravilhosas sempre um símbolo de beleza, de tradição e de grande representatividade de seu folclore e cultura.


Pioneiro na gravação de cantos de pássaros brasileiros, Dalgas lança novo CD








Dalgas entregou o novo CD autografado a José Carlos Carvalho e explicou ao ministro do Meio Ambiente que neste disco ele homenageiou os velhos companheiros que colaboraram na iniciativa pioneira. Foram mantidos intactos o desenho da capa original, o roteiro de Martim Bueno de Mesquita, a narração do locutor Osvaldo Calfat e os créditos aos naturalistas José Carlos Reis de Magalhães, Lauro Travassos e Fernando Novais.
Quem não conhece Johan Dalgas Frisch? Quem ainda não ouviu seus CDs com os cantos dos mais variados pássaros brasileiros? Quem ainda não leu seus livros? Antes desta entrevista com Dalgas, vale a pena conhecer um pouco de sua história. Corria o ano de 1961 quando o engenheiro químico Johan Dalgas Frisch foi informado da vinda ao Brasil, do ornitólogo norte-americano Crawford H. Greenwalt, que pretendia realizar um documentário de canto de aves brasileiras. Disposto a defender a primazia desta atividade, Dalgas Frisch formou rápido uma expedição e se embrenhou pelo Sudeste e Centro-Oeste onde coletou o canto de 36 aves que faltavam para a composição do seu primeiro disco LP. O roteiro foi escrito por Martim Bueno de Mesquita. Com esse LP, Dalgas levou os brasileiros a ouvir a beleza dos cantos das aves e a fazer – na imaginação – uma viagem fantástica, sem limites de tempo e de espaço. Assim, ele antecipou-se à iniciativa do norte-americano Greenwalt, que por muitas dificuldades técnicas encontradas, desistiu da empreitada. O disco “Cantos de Aves do Brasil ” foi o precursor de uma coleção de mais oito Long-Plays. Em 1962, o disco de Dalgas se manteve na liderança das “paradas de sucesso” durante 18 semanas consecutivas, em primeiro lugar entre os mais vendidos no Brasil. Esgotou-se como esgotaram-se todos os outros CDs que ele gravou posteriormente. Agora em julho de 2002, 40 anos depois, Dalgas Frisch reapresenta um moderno CD pela EMI. Esta nova edição de “Cantos de Aves do Brasil” já está na praça, para quem quiser.

Dalgas: o sabiá tem o espírito brasileiroPoetas, escritores e ornitólogos pedem o sabiá como a ave nacional do Brasil


Dia 18 de junho passado, o engenheiro e ornitólogo Johan Dalgas Frisch, presidente da Associação de Preservação da Vida Selvagem (*), em nome da diretoria da APVS, veio a Brasília trazer um estudo ao ministro José Carlos Carvalho, do Meio Ambiente, e fazer um pedido muito especial: a indicação do sabiá (Turdus rufiventris) como ave nacional do Brasil. O documento entregue ao ministro era assinado, além de Dalgas Frisch, pelo vice-presidente da APVS, jornalista Ciro Porto, e pelo diretor da entidade, Rogério Marinho, da Rede Globo. Nesta entrevista exclusiva à Folha do Meio Ambiente, Dalgas Frisch explica a importância sócio-cultural do pedido. Vale a pena conferir.


O que significa uma ave nacional?
Dalgas Frisch –
É justamente o retrato vivo de um país, de sua gente e de sua cultura. Como a logomarca representa uma empresa, os símbolos nacionais representam a nação, seu povo e seus costumes. E para que se mantenham vivos na mente dos cidadãos, é necessário respeitá-los e difundi-los. Uma ave nacional representa a alma, o folcore e a cultura de um país. Mas só tem legitimidade quando for oficializada pelo governo.


Por que existe o Dia da Ave no Brasil e até hoje não tem nenhuma ave nacional?
Dalgas
Foi uma falha no decreto 63.234, publicado no Diário Oficial de 12 de setembro de 1968 e assinado pelo presidente Arthur da Costa e Silva. Durante reunião que tivemos no Palácio do Planalto, o presidente Costa e Silva falou com veemência sobre o sabiá, um pássaro que deu muitas emoções a ele, na sua infância no Rio Grande do Sul.


Todos os jornais da época noticiaram o sabiá como ave nacional, tanto que o sabiá foi festejado durante décadas. Em todas as solenidades, governadores, prefeitos e diretores de escolas soltavam um sabiá de uma gaiola como símbolo de liberdade e de poesia, para motivar os jovens estudantes.


Foram feitos todos anos diplomas comemorativos ao Dia da Ave e as crianças que faziam os melhores trabalhos sobre o tema recebiam de presente passagens aéreas com todas despesas pagas para diversos lugares do Brasil como Foz de Iguaçu, Bahia, Rio de Janeiro. Tudo financiado pela Associação de Preservação da Vida Selvagem.


Há pouco tempo, um jornalista descobriu que o Diário Oficial, que publicou o decreto do Dia da Ave no Brasil, não trouxe o nome da ave. Quando o senador Jorge Borhausen foi ministro da Educação, tentou-se corrigir a falha. Bornhausen fez um ofício ao então presidente José Sarney para retificar o Decreto número 63.234 que criou o Dia da Ave. O objetivo era fazer do sabiá a ave nacional. Mas um novo erro foi cometido, pois esqueceu-se de dar o nome científico do sabiá e acabou que a correção nunca foi publicada. A verdade é que até hoje este lamentável engano ainda permanece “em berço esplêndido”.


Todos países tem uma ave nacional?
Dalgas –
Praticamente todos tem! E é muito bonito ver ave típica como símbolo de uma nação. Tal qual o hino nacional, a bandeira e os brazões. A ave nacional acaba por ser um símbolo vivo de um país.


Por que a maioria dos ornitólogos e intelectuais defendem o sabiá como ave nacional brasileira?
Dalgas –
A resposta é simples! É só fazer uma consulta nos registros do ECAD (Escritório Central de Arrecadação de Direitos Autorais) sobre as músicas e letras referentes a aves no Brasil. A ave mais cantada, disparado, é o sabiá, por ser a ave mais conhecida de toda população brasileira. O sabiá vive junto às casas e até mesmo nas cidades, desde que haja um pé de laranjeira, jabuticabeira, amoreira, goiabeira, pitangueira. Na primavera, o sabiá é a primeira ave a cantar, ainda no escuro, antes do raiar do dia. Seu canto é sem dúvida nenhuma o que mais motivou poetas, músicos e escritores no Brasil.


O sabiá é uma maravilha de despertador vivo nas fazendas, nas roças e nas cidades bem arborizadas. Pelo seu canto, imagem, docilidade em viver junto às casas dos caboclos, o sabiá passou a fazer parte da vida, do sentimento dos brasileiros.


Gravar cantos de pássaros em CD é comercialmente rentável?
Dalgas – Olha, Gorgulho, o canto de um pássaro é a perfeição da espécie. Aquele que canta mais bonito, mais melodioso vai atrair a fêmea. Mas é preciso entender que o sentimento humano é diferente.


Para que o CD seja comercialmente um sucesso é importante que, além da beleza da música, que a letra também mexa com o sentimento. Que reflita uma profunda sensibilidade. Algo nostálgico, do amor não correspondido, da dor de cotovelo, da conquista e da paixão.


Então o que funciona comercialmente é mesclar, é interagir o canto dos pássaros acompanhando as músicas dos homens. Misturar ritmos, trinados, melodias e gorgeios. Comercialmente correto, pois passarinho não compra CD..







O sabiá em notas musicais
No Brasil, a ave mais lembrada pelo folclore, pela poesia e pelos compositores da Música Popular Brasileira é o Sabiá.
Para comprovar, basta uma pequena pesquisa bibliográfica no ECAD/SOCIMPRO.

Sabiá
Autores: Tom Jobim/Chico Buarque
Editoras: Cara Nova Editora Musical/Jobim Music Ltda.


Sabiá
Autores: Zé Dantas/Gonzagão
Editora: Irmãos Vitale S/A Industria e Comercio Ltda.


Sabiá
Autores: Jararaca/Vicente Paiva
Editora: Mangione Filhos & Cia. Ltda.


Sabiá
Autor: Marcos Viana
Editora: Sonhos e Sons Ltda.


Sabiá
Autor: J.B.da Silva
Editora: Todamerica Musica Ltda.


Sabiá
Autor: Élcio Pureza de Oliveira
Editora: Edições Euterpe Ltda.


Sabiá
Autor: Jango
Editora: R.J. Editora de Músicas Ltda.


Sabiá
Autores: Alberto Trindade/Thadeu/Edílson Del Grossi/Walmor Douglas.


Sabiá
Autor: Cláudio Rios


Sabiá
Autor: Luis Henrique de Nazaré Bulcão


Sabiá Cantou
Autores: Jurandir de Alvarega/Maria das Graças de Alvarenga
Editora: Edições Musicais Tapajós Ltda.


Sabiá Conquistador
Autores: Jadir Ambrozio/Curió
Editora: Rômulo C. Tavares Paes


Sabiá Larangeira
Autor: Enio Pereira


Sabiá do Sertão
Autores: Miguel Lima/Severino Januário
Editora: Wagner Chapell Edições Musicais Ltda.


Amo-te Muito
Autor: João Chaves


Sabiá e Beija-flôr
Autor: Ciro Franca


Sabiá e Eu
Autores: João de Carvalho/Rubinho Silva


Sabiá Engaiolado
Autores: Gervásio Horta/Rômulo Paes
Editora: Edições Euterpe Ltda.


Sabiá Jardim
Autor: Gê Lara


Sabiá lá na Gaiola
Autores: Herve Cordovil/Mário Vieira
Editora: Bandeirante Editora Musical


Sabiá na Bananeira
Autores: Azula/Paulo Duarte
Editora: Warner Chapel Edições Musicais


Sabiá
Autores: Roberto Vilar/Pompilio
Editora: João Olimpio de Souza Produções


O Sabiá
Autor: Flávio Andreazza
Editora: Madrigal Com. de Discos Fitas


Sabiá Rei do Sertão
Autor: Solange de Fátima
Editora: Mel Produção Art.E. Edições Musicais


biá é a ave mais cantada
em prosa e versoMuitos intelectuais e ornitólogos consideram o sabiá uma ave típica e extremamente popular no Brasil


Jorge Amado e o Sabiá

“DESEJO MANIFESTAR MEU INTEGRAL APOIO CAMPANHA PARA QUE SABIAH SEJA DEFINITIVAMENTE CONSAGRADO COMO AVE OFICIAL DO BRASIL, DURANTE COMEMORAÇÕES PROXIMO DIA DA AVE. CORDIALMENTE, JORGE AMADO”


“Sempre que as gratuidades pousam em minhas palavras, elas são abençoadas por pássaros e por lírios.
Os pássaros conduzem os homens para o azul, para as águas, para as árvores e para o amor. Ser escolhido por um pássaro para ser a árvore dele: eis o orgulho de uma árvore.
Ser escolhido pelas garças para ser o rio delas: eis a vaidade dos rios.”
Manoel de Barros


“Amo-te muito Como as flores amam
O frio orvalho que infinito chora Amo-te como o Sabiá da praia
Numa sanguínea e deslumbrante aurora.
Oh! não te esqueças
Que te amo assim
Oh não te esqueças
Nunca mais de mim…”
João Chaves


“Minha Terra tem palmeiras
Onde canta o Sabiá
As aves que aqui gorgeiam
Não gorgeiam como lá…”
Gonçalves Dias


” …Tô indo agora pr´um lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa para deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade o Sabiá
A majestade o Sabiá!…”
Roberta Miranda


“Sabiá lá na gaiola, fez um buraquinho
Voou… voou… voou…
E a menina que gostava tanto do bichinho
Chorou, chorou, chorou…
Sabiá fugiu pro terreiro. Foi cantar lá no abacateiro
E a menina diz soluçando
Vem cá Sabiá, vem cá…””
Herve Cordovil/Mário Vieira


“Vou voltar, sei que ainda vou voltar para o meu lugar
Foi lá e ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar uma Sabiá…
Vou voltar,
sei que ainda vou voltar e é pra ficar
Sei que o amor existe
E eu não sou mais triste
Que a nova vida já vai chegar
E que a solidão vai se acabar
Hei de ouvir cantar uma Sabiá…

Chico Buarque e Tom Jobim


Sabiá: canto de saudade“Estranhamente, o Brasil, que é reconhecido internacionalmente como a terra das aves, é também um dos poucos países do mundo que não tem uma Ave Nacional. A escolha do Sabiá é ideal, pois é muito popular e bem conhecido por seu canto maravilhoso. Este canto bem variado ilustra a alma brasileira: alegre ou cheia de saudade.”
Prof. dr. Jacques M. E. Vielliard Academia Brasileira de Ciências e Unicamp


Sabiá: sensibilidade auditiva“Após oito anos estudando o canto do Sabiá, tenho uma preferência por esta espécie. A faixa de freqüência emitida pelo seu canto corresponde à de maior sensibilidade auditiva humana. Como ressaltei na minha tese de doutorado, o Sabiá é exaltado em canto, poesia e prosa. Essas manifestações artísticas ilustram sua importância. Não é válido o argumento de que existem Sabiás no mundo todo. Temos aqui no Brasil muitas espécies endêmicas que bem poderiam ser a Ave Nacional”.
Dra. Maria Luiza da Silva Laboratório de Psicolofisiologia Sensorial da USP

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DF conquista quarto lugar na etapa nacional das Paralimpíadas Escolares

Representantes de quase 60 escolas participaram da competição, conquistando 42 medalhas individuais: dez de ouro, 17 de prata e 15 de bronze

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Agência Brasília* | Edição: Claudio Fernandes

 

 

Após quatro dias de competição, a etapa nacional das Paralimpíadas Escolares 2022 foi encerrada em São Paulo. Esta foi a maior edição da história, com a participação de cerca de 1,3 mil atletas de 25 estados e do Distrito Federal, que disputaram provas em 14 modalidades.

A delegação local contou com representação em nove modalidades e a participação de 92 pessoas, incluindo atletas e equipes técnicas. Representantes de quase 60 escolas integraram a delegação do DF. Apesar de não ter subido no pódio no resultado por equipes, o DF ficou com a quarta posição no resultado final do torneio. Ao somar 280 pontos, a equipe brasiliense voltou para casa com 42 medalhas individuais, sendo dez de ouro, 17 de prata e 15 de bronze.

As premiações dos atletas do DF podem ser vistas neste link.. O gerente de Desportos da Secretaria de Educação, Marcelo Ottoline, lembra que as Paralimpíadas Escolares buscam atender a legislação vigente acerca do uso do esporte como ferramenta pedagógica na formação de crianças e jovens com algum tipo de deficiência.

“O esporte proporciona a inclusão e promove o princípio básico da cidadania que é o poder ir e vir de maneira autônoma, sem depender de ninguém”, afirma. Ele ressalta que muitos alunos participantes de edições anteriores hoje compõem a Seleção Brasileira nas respectivas modalidades.

As Paralimpíadas Escolares 2022 são uma realização do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e do Ministério da Cidadania, por meio da Secretaria Especial de Esporte. As etapas seletivas ocorreram em eventos municipais, regionais, estaduais e/ou distritais, e precedem a etapa nacional. No DF, as seletivas ocorreram no mês de setembro com a participação de mais de 300 estudantes com algum tipo de deficiência.

O grande evento do paradesporto tem por finalidade estimular a participação dos estudantes com deficiência física, visual e intelectual em atividades esportivas de todas as escolas do território nacional.

Desde 2016, a competição ocorre nas dependências do Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Este é o maior evento mundial para jovens atletas com deficiência em idade escolar.

*Com informações da Secretaria de Educação

 

 

 

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Governo de SP entrega reforma do Museu da Inclusão na capital

Foram distribuídas 91 vans acessíveis para 55 municípios

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Do Portal do Governo

 

O Governo de SP entregou nesta quinta-feira (1º), na capital, a reforma do Museu da Inclusão. A abertura ao público será realizada no dia 10 de dezembro, com a exposição “Pessoa com deficiência: lutas, direitos e conquistas”. Na ocasião, o Governo também entregou 91 vans acessíveis para 55 municípios, no âmbito dos programas “Nova Frota – SP Não Para” e “Cidade Acessível”.

“Hoje estamos fazendo duas entregas importantes, com as vans adaptadas e o novo Museu da Inclusão, reforçando o compromisso deste governo com uma agenda de acessibilidade e inclusão, um investimento de cerca de R$ 400 milhões, o maior programa de acessibilidade do Governo de SP. Também estamos reinaugurando este Museu, que ficou mais moderno e que registra a luta das pessoas com deficiência durante os últimos 40 anos”, disse Aracelia Costa, secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

As instalações internas do museu passaram por restauro e modernização com troca do piso interno facilitando a circulação de cadeiras de rodas, troca do piso podotátil, troca da iluminação e adequação do espaço de exposição e dos espaços de atendimento e estudos. As obras ocorrem desde janeiro e o investimento foi de R$ 860 mil.

Vans acessíveis

Os veículos possibilitam um transporte seguro e adequado de pessoas com deficiência física que utilizam cadeira de rodas. As vans adaptadas possuem 9 lugares para passageiros, sendo 3 lugares exclusivos para cadeiras de rodas. São equipados com sistema de elevador para acesso da cadeira de rodas ao veículo, além de ar-condicionado, fixadores e cintos de segurança, garantindo maior mobilidade e conforto. O investimento do Estado foi de R$ 32 milhões.

Ao todo, 55 prefeituras foram contempladas: Caieiras, Cajamar, Cajati, Carapicuíba, Corumbataí, Cotia, Cubatão, Eldorado, Embu das Artes, Embu Guaçu, Francisco Morato, Franco da Rocha, Guarulhos, Holambra, Indaiatuba, Itanhaém, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itapira, Itatiba, Itupeva, Jacupiranga, Jandira, Juquitiba, Louveira, Mauá, Miracatu, Monte Alegre do Sul, Monte Mor, Nova Campina, Pedra Bela, Pedreira, Peruíbe, Pinhalzinho, Piracaia, Pirapora do Bom Jesus, Praia Grande, Ribeirão Branco, Rio Grande da Serra, Salto de Pirapora, Santana de Parnaíba, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Lourenco da Serra, São Miguel Arcanjo, São Paulo, São Sebastião da Grama, São Vicente, Sete Barras, Tuiuti, Vargem, Vargem Grande Paulista e Vinhedo.

 

 

 

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Variação positiva do PIB é influenciada por serviços e indústria

PIB soma R$ 2,544 trilhões em valores correntes no terceiro trimestre

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A variação positiva do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país em um ano) de 0,4%, na passagem do segundo para o terceiro trimestre, foi influenciada pelos resultados dos serviços (1,1%) e da indústria (0,8%), enquanto a agropecuária recuou 0,9%. 

Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, e foram divulgados hoje (1º), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, com o resultado, o PIB chega ao maior patamar da série histórica, iniciada em 1996. Na comparação com o trimestre anterior, é a quinta taxa positiva do indicador. O PIB totalizou R$ 2,544 trilhões em valores correntes no terceiro trimestre.

Além de atingir o maior nível da série, o PIB ficou 4,5% acima do patamar pré-pandemia de covid-19, registrado no quarto trimestre de 2019.

Informação e comunicação

De acordo com o IBGE, nos serviços, setor que responde por cerca de 70% da economia, os destaques foram informação e comunicação (3,6%), com a alta dos serviços de desenvolvimento de software e internet, atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,5%) e atividades imobiliárias (1,4%). O segmento outras atividades de serviços (1,4%), que representa cerca de 23% do total de serviços, e inclui, por exemplo, alojamento e alimentação, também cresceu.

“As outras atividades de serviços já vêm se recuperando há algum tempo, com a retomada de serviços presenciais que tinham demanda represada durante a pandemia”, disse, em nota, a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Único segmento dos serviços que ficou no campo negativo, o comércio variou -0,1% no terceiro trimestre. “Esse é um cenário que já vínhamos observando na Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE. O resultado reflete a realocação do consumo das famílias dos bens para os serviços”, afirmou Rebeca.

A construção, que está entre as atividades industriais, avançou 1,1% no período. “Essa atividade já vinha crescendo há quatro trimestres e segue aumentando, inclusive em ocupação. Outro destaque do setor é eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (0,6%), atividade que foi beneficiada pela redução da energia termoelétrica”, disse a pesquisadora.

Após três trimestres com taxas positivas, a agropecuária recuou 0,9%. No acumulado do ano, o setor agropecuário caiu 1,5%. “A retração é explicada pelas culturas que têm safra relevante nesse trimestre e tiveram queda de produção, como é o caso da cana-de-açúcar e de mandioca. Já no ano, o desempenho do setor é ligado aos resultados da soja, nossa principal cultura, que teve a sua produção afetada por problemas climáticos”, informou Rebeca.

Na ótica da despesa, os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) cresceram 2,8% frente ao segundo trimestre. O consumo das famílias aumentou 1%, enquanto o do governo cresceu 1,3%.

Consumo das famílias

O consumo das famílias cresceu pelo sexto trimestre consecutivo. Na comparação com o terceiro trimestre de 2021, o aumento foi de 4,6%. No mesmo período, o consumo do governo cresceu 1,0%.

“Esse crescimento está relacionado aos resultados positivos do mercado de trabalho, em relação ao rendimento e à ocupação, aos auxílios governamentais, como o Auxílio Brasil, Auxílio Taxista e o Auxílio Caminhoneiro, às políticas de desoneração fiscal e a uma inflação mais recuada, mesmo que ainda esteja alta”, afirmou Rebeca.

Também pela ótica da demanda, os investimentos cresceram 5%, influenciados pela alta da construção, do desenvolvimento de softwares e também da produção e importação de bens de capital.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2021, o PIB aumentou 3,6%. A agropecuária cresceu 3,2%, e a indústria, 2,8%. O setor industrial foi impactado sobretudo pela atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (11,2%), beneficiadas pelas bandeiras tarifárias verdes. Outras atividades de destaque no setor foram construção (6,6%) e indústrias de transformação (1,7%).

Segundo o IBGE, nessa mesma comparação, os serviços avançaram 4,5%, com destaque para outras atividades de serviços (9,8%) e transporte, armazenagem e correio (8,8%) e informação e comunicação (6,9%).

Edição: Kleber Sampaio

Fonte EBC

 

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