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Marina morena, Marina ministra

 


Marina morena, Marina ministra


Silvestre Gorgulho


Avisa lá que eu vou… era o mote da campanha de Maria Osmarina Marina Silva de Lima. E o caminhar de Marina Silva começou em 8 de fevereiro de 1958. Como as curvas dos rios, Marina não veio em linha reta. Vem vindo desde Breu Velho, no Seringal do Bagaço, a 70km de Rio Branco, passando pelas matas, roçados, pelo Mobral, pelo convento, pela CUT,
por Chico Mendes, pela Câmara de Vereadores, pela Assembléia do Acre até ser eleita a Senadora da Floresta e chegar, agora, à Esplanada dos Ministérios. Marina Silva, morena, guerreira e ministra, é a prova de que os homens seriam mais felizes se não julgassem tantas coisas impossíveis. Avisa lá, gente, que a Marina chegou
!



Parece até que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva fez de propósito. Deu um pouco de simbologia nas duas primeiras indicações ministeriais. Os nomes de seus dois primeiros ministros anunciados diretamente de Washington, dia 10 de dezembro, foram de seu braço direito institucional, Antônio Palocci, para o Ministério da Fazenda, e de uma mulher, símbolo de resistência e de Amazônia, a senadora Marina Silva, para o Ministério do Meio Ambiente. Antônio Palocci, coordenador da transição, é um administrador respeitado e se mostra como o xerife da boa gestão governamental. Marina Silva, 44 anos, nascida e criada nos seringais acreanos, é símbolo de luta pela sustentabilidade. Várias vezes já alertou aqui na Folha do Meio Ambiente, sobre a ausência de políticas sociais para a Amazônia, que pode jogar a região brasileira nos braços do narcotráfico.


Pacto pela sustentabilidade
A nova ministra do Meio Ambiente, senadora pelo Acre Marina Silva, pretende coordenar um verdadeiro “pacto pelo desenvolvimento sustentável” durante os quatro anos do governo Luís Inácio Lula da Silva. Ex-seringueira, aliada de primeira hora de Lula, Marina se fez respeitar por suas idéias e ideais em defesa da Amazônia e dos recursos naturais brasileiros. Foi ela a responsável pela elaboração do Programa Meio Ambiente, Qualidade de Vida e Amazônia, incluído no programa apresentado à nação pelo Partido dos Trabalhadores.
Para a nova ministra, “os brasileiros têm um grande desejo de preservar seus recursos naturais. Isto é visível nas inúmeras ações voluntárias dos cidadãos”. O projeto que ela ajudou a elaborar inclui um grande chamamento, tanto entre aqueles que hoje já praticam ações no sentido da conscientização da preservação como entre os diversos órgãos dos governos federal, estaduais e municipais. “Acredito que existam inúmeros projetos, inúmeras ações feitas de forma isolada que podem ser integradas pelo grande pacto que pretendemos fazer dentro do governo Lula”, ressalta a futura ministra.


Segundo Marina, no programa do PT está colocado como foco de ação, contribuir para viabilizar os meios e dar os instrumentos necessários para que o desenvolvimento sustentável se dê de forma correta. “Isso inclui a potencialização de projetos ligados a parte de regulação, fiscalização e controle, bem como os instrumentos econômicos como facilitação de crédito por meio das agências de desenvolvimento da Amazônia, dos institutos de pesquisas, do próprio BNDES, enfim, todos voltados para dar as respostas sobre a forma como as pessoas poderão fazer seus investimentos mediante critérios de sustentabilidade”, explica.


“Acho que esse é o grande desafio. Em uma cultura onde as pessoas acham que o progresso é simplesmente remover a natureza para fazer qualquer tipo de investimento sem nenhuma preocupação que esta atividade valorize ou não os recursos naturais, ou que preserve os recursos naturais, é necessário que enfatizemos que esta atividade pode estar comprometida no futuro. Isto sem falar no comprometimento com o futuro das gerações vindouras. Então nosso governo vai tentar buscar essa resposta do ponto de vista mais amplo”, detalhou Marina Silva.


Mudanças
A nova ministra defende o redimencionamento da atual política ambiental. “O governo precisa ter uma política ambiental transversal, ela tem que estar presente nas ações de todos os ministérios, sobretudo nos da Reforma Agrária, do Planejamento e da Fazenda para viabilizar os recursos necessários para os investimentos, com a devida preocupação de sustentabilidade”, revela. Ela lembra ainda que haverá a preocupação de criar uma articulação entre os governos estaduais e municipais, valorizando tudo o que puder ser feito em parceria.


“Eu digo que o governo do Lula vai estar recebendo um déficit de participação muito grande de uma sociedade que o tempo todo foi produzindo coisas fantásticas. Estas experiências estão ainda pulverizadas, mas no dia em que tivermos um governo que transforme estas experiências boas em políticas públicas de desenvolvimento, com certeza isso será algo fantástico. Isto é fundamental, ainda mais para o governo de uma figura como o Lula, que vem de uma experiência de organização social, de organização popular, de estímulo à participação e organização da sociedade”, concluiu a nova ministra Marina Silva.


“Saí do convento para servir a Deus e lutar ao lado do povo”


“ São os ricos e soberanos os que detêm a informação. Por isso,
investir em educação para democratizar a informção é fundamental”


“Nós temos que parar de achar que ser desenvolvido é ser como São Paulo.
Cada região tem que buscar o seu caminho”


“A pobreza pode levar a Amazônia a repetir a Colômbia,
onde o povo está se envolvendo com o narcotráfico”


“Eu só fui adquirir uma consciência política e consciência pela
preservação da floresta quando conheci Chico Mendes”


“Eu tenho toda obrigação de ser muito respeitosa com os jovens, pois fui uma
jovem bastante respeitada por pessoas que não tinham obrigação de acreditar em mim”


“Tirar a floresta com a desculpa de desenvolver para acabar com o desemprego é uma mentira. A Bahia não tem mais floresta e está cheio de desempregados”


“Poderia ser criado um ranking para saber qual o estado está devastando mais.
Seria criar uma competição, mostrando o negativo de cada um,
para ver quem é que quer chegar perto do positivo”


“Os países ricos devem compreender que para preservar a Amazônia tem de ser
asseguradas as soberanias dos países que compartilham a região”


“O Brasil precisa parar com essa história de ficar vendo apenas o fantasma
da internacionalização da Amazônia. O Brasil precisa é fazer bem seu dever de casa na região”


“O mundo hoje caminha para o seguinte: ou nós valorizamos as diferenças e
reafirmamos essas diferenças para poder trocar, ou nós vamos – num processo de
globalização – nos tornar uma mesmice homogênea. E onde fica a
beleza da diversificação cultural que a raça humana oferece?”





 

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MARINA SILVA É ELEITA “AMBIENTALISTA DO ANO”

A ministra encantou o público presente ontem, no auditório lotado da CDL- BH, na maior premiação ambiental do Brasil

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em

 

14º Prêmio Hugo Werneck

 

Na noite dessa terça-feira (02/04), foi realizada a entrega do 14º Prêmio Hugo Werneck de Meio Ambiente e Sustentabilidade, com a participação da Ministra Marina Silva em sua primeira viagem oficial ao Estado. A ministra – eleita pela Revista Nature uma das 10 personalidades mais influentes do planeta para a ciência – recebeu o prêmio de “Ambientalista do Ano”. Ao todo, foram 15 premiados com projetos e iniciativas que se destacam pela diversidade de ações alinhadas com a temática desta edição “Pensar globalmente, agir localmente”.

O Brasil pode ser uma potência que vai ajudar a resolver o problema da segurança alimentar do mundo desde que em base sustentável, com a agricultura de baixo carbono. Podemos ser uma grande alternativa em termos energéticos desde que a gente mantenha o rumo certo em proteger, inclusive, nossas florestas, senão nossa matriz energética corre grande risco porque ela é na maior parte de hidroeletricidade. Nós podemos ser o país da reindustrialização verde, da sociobiodiversidade”, destacou a ministra durante o evento.

Segundo o coordenador do Prêmio, o jornalista e ambientalista Hiram Firmino, o objetivo maior do prêmio é reunir de maneira apartidária, as autoridades e personalidades do mundo ambiental, político e empresarial em torno das mudanças climáticas. O Prêmio Hugo Werneck se tornou uma referência nacional, como o “Oscar da Ecologia” brasileira. Acumula mais de mil inscrições e indicações recebidas, e mais de 170 vencedores e homenageados até hoje. A premiação destaca empresas, governos, pessoas, cidadãos, ONGs, instituições, políticos e personalidades que mais se dedicam à causa hoje universal em defesa do planeta e de sua humanidade, vide a realidade das mudanças climáticas.

homenageado especial desta edição foi Santos Dumont e seu desconhecido protagonismo na luta ambiental. O mineiro patrono da aviação não somente inventou o avião. Ele também foi percursor do ecoturismo. A sua atuação em prol desta atividade fez o Brasil se notabilizar mundialmente na preservação, hoje autossustentável, das Cataratas do Iguaçu.

Criado em 2010, o prêmio homenageia o ambientalista mineiro Hugo Werneck (1919-2008), um dos precursores da consciência ecológica na América Latina. O ambientalista foi o fundador do Centro para a Conservação da Natureza e defensor da criação de importantes áreas verdes de Minas Gerais, como a RPPM Mata do Jambreiro e os parques Nacional da Serra do Cipó e Estadual do Rio Doce.

Conheça os premiados

O troféu de “Melhor Exemplo em Iniciativa Individual” foi entregue pela deputada federal Duda Salabert para a ativista mirim, Júlia Bonitese, de apenas 11 anos de idade. Aluna do Colégio Santo Agostinho em Belo Horizonte, Júlia comanda o projeto Pequenos Protetores do Planeta e faz publicações para crianças, com dicas, lições e até desafios sobre como tornar o meio ambiente mais preservado.  Ela foi mencionada como uma das ativistas ambientais mais novas do país em uma live do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Um hotel que oferece abrigo aos insetos polinizadores durante todo ano foi a iniciativa premiada na categoria “Melhor Exemplo em Fauna”, vinda de uma montadora de automóveis em São Caetano do Sul, no interior paulista. O projeto da General Motors criou hotéis montados com partes de automóveis e materiais reciclados da produção para abrigar insetos polinizadores, importantes agentes do equilíbrio do ecossistema.

O prêmio de “Melhor Exemplo em Educação Ambiental” foi entregue para a Eco Rede Comunitária de Desenvolvimento Socioambiental, a Eco Rede Cidade de Deus. Há mais de 12 anos, a luta encabeçada pela Ong socioambiental, já apresenta resultados concretos estando presente no projeto político-pedagógico de 28 espaços escolares públicos e já tornou-se reconhecida em sete países.

O vencedor na categoria “Melhor Exemplo em Biodiversidade” veio do interior pernambucano, trata-se do Programa de Biodiversidae Jeep da Stellantis South Smerica, cuja proposta é replantar e trazer de volta a Mata Atlântica que existia antes da degradação ambiental causada pela monocultura dos canaviais. A empresa já plantou mais de 150 mil mudas de 295 espécies, incluindo 27 ameaçadas de extinção.

O “Destaque Municipal” desta edição foi para a cidade de Guarujá que, desde de 2022, vem passando por uma grande mudança socioambiental. Tudo isso por causa da instituição de uma lei – a chamada “Lei do Programa Reciclou Ganhou!” que garantiu a continuidade política do projeto local. A ação, pioneira no Brasil, também capacitou seus colaboradores como agentes ambientais.

O projeto vencedor na categoria “Melhor Exemplo em ESG” vem do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte – BH Airport que já não queima mais 201 mil litros por ano de óleo diesel no solo. O Projeto de Descarbonização vem provando que é possível e econômico diminuir o gás carbônico que o setor elimina nos céus do planeta. Com as devidas providências que tomou, somente em 2023, o BH Airport deixou de emitir 563 toneladas de Co2 na atmosfera e colecionam prêmios.

Vem de Uberlândia o “Melhor Exemplo em Saneamento” na forma de um documentário online intitulado: “Sustentabilidade, Desafios de Todos”. Idealizado pelo diretor do Departamento Municipal de Água e Esgoto de Uberlândia (DMAE), Renato Rezende. Não à toa, Uberlândia tornou-se hoje a 5ª cidade brasileira cuja população pode contar com 100% de água e esgotos tratados.

Também é de Uberlândia o “Melhor Exemplo em Água”. Trata-se de um programa que através do DMAE recupera e protege as Áreas de Preservação Permanente (Apps). A iniciativa “Quanto vale a sombra de um Buriti?” é responsável por mais de meio milhão de novas árvores do cerrado, plantadas e monitoradas desde 2008. Produzindo assim, não somente água, mas segurança hídrica para o futuro local e global da sua população.

O prêmio de “Melhor Exemplo de Empresa Parceira em Inovação” foi para a Boston Metal do Brasil, subsidiária integral da Boston Metal, sediada nos Estados Unidos, cuja missão é descarbonizar a produção de aço e transformar a maneira como os metais são feitos sem poluir o planeta.

Na categoria “Mobilização Social”, o premiado foi o geógrafo e articulista político, Mário Mantovani, um dos mais respeitados personagens da história ambiental brasileira. Ele foi fundador e diretor de mobilização social da Fundação SOS Mata Atlântica durante 31 anos e é o atual diretor da fundação florestal do Estado de São Paulo.

Com o projeto Raízes do Vale a Aperam Bioenergia foi a vencedora na categoria “Melhor Empresa”. Um projeto alinhado com o segundo objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU – Fome Zero e Agricultura Sustentável – que está impactando o Vale do Jequitinhonha, propiciando o cultivo de diversas culturas agrícolas de agricultura familiar nas áreas produtivas da empresa.

Fundador do Ibiti Projeto, uma experiência socioambiental que acontece ao redor do parque Estadual do Ibitipoca, na Zona da Mata mineira, Renato Machado ganhou o prêmio de “Melhor Empresário em Ecoturismo”. Tudo começou em 1984, quando ele comprou uma fazenda e, além de uma sofisticada pousada rural, também transformou a área colada ao Parque Estadual em uma reserva ambiental privada. Desde então, passou a comprar e investir em mais terras ameaçadas. O resultado foi a criação de um cinturão verde que hoje protege e contém o avanço da degradação no entorno do parque. A área total adquirida e preservada pelo empresário já é quatro vezes maior que a deste seu vizinho natural, o Parque Estadual do Ibitipoca.

O “Melhor Exemplo em Amor à Natureza” foi para o lado artístico-cultural do Ibiti Projeto. Trata-se de uma galeria de arte a céu aberto, que virou um cartão de visitas internacional, por hospedar uma exposição descomunal: uma ‘big family’, instalada pela artista norte-americana Karem Cusolito. São sete esculturas gigantes e humanizadas que tornou o Ibiti Projeto mais conhecido mundo a fora, por sua pegada ampla e sustentável.

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Liderança Sustentável na Era Digital: Perfis Inspiradores de Cristal Muniz, Marcela Rodrigues e Fe Cortez

Explorando as Jornadas Pessoais e Impactos Globais das Maiores Influenciadoras de Sustentabilidade Online

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Nos dias atuais, em que a conscientização ambiental se tornou uma prioridade para a humanidade, a presença de influenciadores desempenha um papel crucial na disseminação de práticas e estilos de vida sustentáveis. Entre esses líderes de opinião, três figuras se destacam de maneira excepcional por seu compromisso inabalável com a sustentabilidade: Cristal Muniz, Marcela Rodrigues e Fe Cortez. Em uma entrevista exclusiva concedida à revista Quem, no âmbito do projeto “Um Só Planeta”, essas influenciadoras compartilharam suas histórias pessoais e revelaram como se interessaram pelo tema e o aplicam em seu dia a dia.

Cristal Muniz: A Defensora Apaixonada da Vida Verde

Cristal Muniz, uma defensora apaixonada da vida verde e fundadora do movimento “Vida Sustentável para Todos”, revelou à Quem como sua infância no interior a despertou para a importância da preservação ambiental. “Crescer em um ambiente rural me ensinou a valorizar os recursos naturais e a entender a interdependência entre o homem e a natureza”, compartilhou Cristal. Sua jornada para se tornar uma influenciadora de sustentabilidade começou com pequenos passos em direção a uma vida mais ecoconsciente. Por meio de suas plataformas de mídia social, ela inspira milhões de seguidores a adotar práticas diárias que promovam um estilo de vida sustentável, desde o consumo consciente até a reciclagem e o apoio a iniciativas locais de preservação ambiental.

Marcela Rodrigues: A Visionária das Cidades Verdes do Futuro

Marcela Rodrigues, uma visionária no campo da urbanização sustentável e cofundadora da ONG “Cidades Verdes do Futuro”, revelou em sua entrevista como sua formação em arquitetura a impulsionou a explorar soluções criativas para tornar as cidades mais amigas do meio ambiente. “A arquitetura oferece uma oportunidade ímpar de repensar a maneira como construímos nossas comunidades, considerando os impactos ambientais a longo prazo”, compartilhou Marcela. Sua missão é promover a criação de espaços urbanos que sejam ecologicamente responsáveis, energeticamente eficientes e socialmente inclusivos. Por meio de campanhas educacionais e projetos de reurbanização, ela espera catalisar uma mudança positiva nas cidades do mundo todo, abrindo caminho para um futuro mais sustentável.

Fe Cortez: A Defensora Incansável da Moda Ética e Sustentável

Fe Cortez, uma defensora incansável da moda ética e sustentável e criadora da plataforma “Moda Consciente”, revelou como sua paixão pela moda a levou a questionar as práticas insustentáveis da indústria. “A moda tem um impacto enorme no meio ambiente e nas comunidades produtoras em todo o mundo. Precisamos repensar radicalmente a maneira como consumimos e produzimos roupas”, afirmou Fe. Ela usa sua plataforma online para educar os consumidores sobre as práticas de produção sustentável e promover marcas que priorizam a transparência e a ética em toda a cadeia de suprimentos. Seu objetivo é criar uma consciência coletiva em torno da importância de optar por opções de moda responsáveis, que não comprometam o bem-estar humano e ambiental.

Essas três influenciadoras exemplares, Cristal Muniz, Marcela Rodrigues e Fe Cortez, estão moldando o cenário da sustentabilidade digital e inspirando uma nova geração de defensores do meio ambiente. Seus esforços coletivos são um lembrete poderoso de que a preservação do nosso planeta é responsabilidade de todos, e cada ação individual pode contribuir para um futuro mais sustentável e próspero para as gerações vindouras.

 

 

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ADEUS, ORLANDO BRITO

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O céu de Brasília amanheceu lindo, azul e com muita luz.
Mas nossos corações acordaram tristes, meio sem rumo e repassando um filme de saudades ao relembrar a figura serena, solidária, tranquila, genial e amiga de Orlando Brito.
Que você vá em paz, amigo Britinho.
Seu legado, sua história e seu rico acervo fotográfico e editorial sobre a História recente do Brasil e de Brasília está eternizado.
Nossa mesa dos almoços das sextas-feiras, que já teve um vazio imenso com a despedida do arquiteto Carlos Magalhães da Silveira, em junho do ano passado, agora sofre um outro esvaziamento pela passagem de Orlando Brito.
Num espaço de semana, o fotojornalismo brasileiro fica mais pobre, meio sem graça e nossos olhares reclamam as imagens fantásticas que brotavam das lentes Orlando Brito e Dida Sampaio.
Muito triste!
Orlando deixou livros, causos e histórias. Seu mais recente livro é CORPO E ALMA. Deixou ainda: PERFIL DO PODER (1982), SENHORAS E SENHORES (1992), PODER, GLÓRIA E SOLIDÃO (2002) e ILUMINADA CAPITAL (2003).
Adeus, Orlando Brito. Siga em paz!
FOTO:
Da direita para a esquerda:
Orlando Brito, Paulo Castelo Branco, Silvestre Gorgulho, Lucas Antunes, Cláudio Gontijo, Carlos Magalhães da Silveira, Denise Rothemburg, Reginaldo Oscar de Castro e Austen Branco. Fora da foto, porque chegou mais tarde, a secretária Helvia Paranaguá.
Pode ser uma imagem de 6 pessoas, pessoas sentadas e ao ar livre
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Reportagens

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