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Risco de colisão entre aves e aeronaves

Na decolagem e aterrissagem, pilotos continuam enfrentando uma “roleta russa” devido ao choque com urubus e quero-queros

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Grandes jatos ou pequenas aeronaves,
todos aviões correm risco e podem
sofrer sérios danos quando atingidos
por aves em pleno vôo.

Silvestre Gorgulho
O perigo está no ar. E a polêmica
também. Existe um problema sério
no Brasil e no mundo inteiro que é
o risco de colisões entre aves e aeronaves.
Em alguns aeroportos, o problema é
maior porque existem focos de atração
das aves, como lixões e aterros sanitários.
Envolvidos neste debate e buscando soluções,
estão vários órgãos
como o Ibama, Infraero, DAC, sindicatos e
as próprias companhias aéreas.
Várias comissões trabalham constantemente
para encontrar soluções e evitar
– segundo os pilotos – essa “roleta russa”
a cada decolagem e aterrissagem. Diante do
problema, foi criado em 2002, o Centro de
Pesquisa de Avifauna em Aeroportos – CPAA
para buscar uma solução. O CPAA
trabalha em parceria com o Laboratório
Interdisciplinar de Meio Ambiente – Lima/Coppe/UFRJ,
e com a Superintendência do Meio Ambiente
da Infraero. Em novembro, o Brasil vai sediar
uma Conferência Internacional de Perigo
Aviário, no Rio de Janeiro

O Centro de Pesquisa de Avifauna
em Aeroportos tem por objetivo avaliar o risco
de colisão entre aeronaves e aves nos
diferentes sítios aeroportuários
do Brasil. O projeto, na quarta fase de pesquisa,
se chama “Ave como fator de risco para
a aviação” e está
na busca de soluções nas proximidades
de aeroportos do Brasil. A equipe de estudo
é formada pelos pesquisadores Giovannini
Luigi, Fernando Moura e Mônica Magnani.

Segundo Mônica Magnani,
bióloga da UFRJ, todo o esforço
é no sentido de minimizar as chances
de ocorrência de incidentes e acidentes
aéreos que resultem da colisão
entre aves e aeronaves civis e militares,
no solo ou no ar. “Para isso – diz ela
– estamos identificando os focos de atração
das aves, avaliando, tratando, gerenciando
e propondo soluções de casos,
além de um estudo de ações
necessárias a serem feitas no meio
ambiente natural e antrópico. Sempre
buscando desestimular a presença de
aves nos aeroportos e entorno”.

Focos de atração
Para Mônica Magnani, os principais empecilhos
encontrados são do conhecimento de
todos: os lixões a céu aberto.
“O lixo urbano é foco de atração
para as aves que buscam alimentos em processo
de decomposição. Também
áreas alagadas, próximas aos
aeroportos, atraem as aves. Além de
serem fonte de alimento, servem para saciar
a sede ou, até mesmo, para se refrescarem”,
explica a bióloga.

A verdade é que, com
o crescimento urbano desordenado, com as políticas
de saneamento lentas e inadequadas e com o
aumento do número de vôos, o
número de incidentes e acidentes vem
aumentando. E não é só
no Brasil. É no mundo todo.

No Brasil, salienta Mônica
Magnani, o tema ganha cada dia mais importância,
sobretudo depois que o Cenipa – Centro de
Investigação e Prevenção
de Acidentes Aeronáuticos – disponibilizou
um banco de dados atualizado com base em relatos
de colisões ocorridas.

Manual de Perigo Viário
Só no ano de 2004, as empresas aéreas
brasileiras contabilizaram 2,5 milhões
de dólares em prejuízos provenientes
de colisões. Informa a bióloga
que o próprio CPAA está hoje
comprometido a elaboração do
Manual de Perigo Aviário para Aeroportos
da Rede Infraero e com uma revisão
bibliográfica do Manual de Perigo Aviário
para Aeroportos da Rede Infraero. “É
importante fazer a quantificação
e discriminação das espécies
de aves e o mapeamento dos diversos ambientes
relacionados à ocorrência de
cada uma das espécies relatadas”
diz ela. Mônica Magnani explica que
os trabalhos de pesquisa em campo vem ocorrendo
em diversos aeroportos do Brasil, como: Rio
de Janeiro, Porto Alegre, Manaus, Maceió,
Belo Horizonte e Salvador.

No Aeroporto Internacional do
Rio de Janeiro, foram identificados cerca
de 64 espécies de aves que se alimentam,
nidificam ou apenas cruzam o espaço
aéreo. As mais comuns são a
garça-grande-branca (Casmerodius albus)
o caracará (Caracara plancus), o quero-quero
(Vanellus chilensis) e o urubu (Coragyps atratus).

Todos os estudos do CPAA e todas
nossas parcerias são de fundamental
importância – salienta Mônica
Magnani. “Imagina – diz ela – que uma
ave de aproximadamente um quilo e meio ao
se chocar com uma aeronave a 600km/h gera
um impacto de cerca de cinco toneladas. Sendo
assim, os incidentes ou acidentes resultantes
de colisão de aeronaves com aves representam
um perigo real para a aviação.
No caso do Brasil, para a vida de cinco milhões
de passageiros que usam os aviões como
meio de transporte”.

Evento internacional
no RJ

Vale ressaltar que esses riscos de acidentes
entre aves e aeronaves não estão
restritos ao Brasil. “A situação
é igual no mundo todo, lembra o Major-aviador
Flávio Antônio Coimbra Mendonça,
do Centro de Investigação e
Prevenção de Acidentes Aeronáuticos
– Cenipa. “É bom lembrar – diz
Coimbra Mendonça – que nossos trabalhos
vêm sendo reconhecidos e o Brasil foi
até convidado para sediar a Conferência
Internacional de Perigo Aviário, a
ser realizado no Rio de Janeiro, de 28 de
novembro a 2 de dezembro deste ano. Esse evento
tem o aval da Organização de
Aviação Civil Internacional,
Nesta mesma ocasião ocorrerá,
também, o Terceiro Seminário
Internacional de Perigo Aviário, que
terá a participação de
palestrantes de todos os continentes.

Prejuízo
das empresas aéreas

Só em Porto
Alegre, cinco acidentes este ano

Empresas aéreas tiveram
prejuízos de mais de US$ 7 milhões
por colisão de pássaros nos
aeroportos no ano passado, diz o major-aviador
Flávio Antônio Coimbra Mendonça,
Centro de Investigação e Prevenção
de Acidentes Aeronáuticos – Cenipa.
Segundo Coimbra Mendonça, no Aeroporto
Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre,
ocorreram pelo menos 15 acidentes, de 2003
a 2005. E de maio e junho deste ano foram
cinco. Para o major-aviador, a desordenada
ocupação de áreas vizinhas
aos aeroportos brasileiros é um dos
motivos das colisões, principalmente
no que diz respeito ao uso inadequado do solo
urbano.

“A deficiência na
coleta, tratamento e destinação
final do lixo dos municípios é
o fator de atração dos urubus-da-cabeça-preta
que são responsáveis por 56%
das colisões no País em que
a espécie de ave pode ser identificada”,
explica.

Um pássaro que pese dois
quilos gera um impacto de sete toneladas em
uma aeronave cuja velocidade seja de 300 km/hora
que é a média de aproximação
para pouso. A colisão das aves com
os aviões ocorre com freqüência
na asa, motor e cabine do piloto”, acrescenta
Mendonça.

Em Porto Alegre, a preocupação
é com os quero-queros, além
de garças e andorinhas. Este ano, a
Infraero registrou a presença de 81
aves quero-quero, falcões e garças
na região do aeroporto. Para o superintendente-adjunto
da Infraero, Marco Aurélio Franceschi,
a preocupação é com a
cabeceira 29 da pista, onde residem os moradores
das vilas Dique e Nazaré, que depositam
lixo e atraem as aves. “Sempre recolhemos
o lixo, para evitar uma tragédia”,
acrescenta.

A Infraero espera a remoção
das famílias por dois motivos: a ampliação
da pista em mil metros e a eliminação
do risco de acidentes.

Conama e Projeto de
lei

Existe a resolução
número 4 do Conama, de outubro de 1995,
que proíbe a instalação
de atividades atrativas de aves dentro da
área de segurança aeroportuária.
Porém não prevê punições.
Existe, também, um projeto de lei em
andamento na Câmara dos Deputados que
é mais detalhado e prevê vários
tipos de sanções.

Projeto de Lei 4464/2004

Autor: Deputado
Deley (PV-RJ)

Ementa: Estabelece
medidas para o controle de avifauna nas imediações
de aeródromos.

Explicação:
Estabelece normas para redução
do risco de acidente ou incidente aeronáutico
decorrente de colisão de aeronave com
ave, dispondo que a exploração
de aeródromo dar-se-á no âmbito
da Área de Segurança Aeroportuária
– ASA.

Despacho: Às
Comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento
Sustentável; Viação e
Transportes e Constituição e
Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD)
– Art. 24, II.

Acidentes desde 1912
até 2005


Uma ave de um quilo e meio ao se chocar
com uma aeronave a 600km/h gera
um impacto de cinco toneladas


As colisões das aves com aviões
ocorrem com freqüência
na asa, motor e cabine do piloto

Embora, na maioria das vezes,
os impactos produzam danos leves às
aeronaves, cerca de 11% dos incidentes geram
conseqüências que podem afetar
seriamente a segurança do vôo,
diz o editor da Air on Line, Edmundo Ubiratan.
Segundo ele, mesmo que o acidente não
seja fatal, dado os novos materiais com que
são feitos os motores, o custo de recuperação
do motor de um grande avião muitas
vezes ultrapassa os US$ 4 milhões.
Alguns acidentes famosos de colisão
de 1912 a 2005:

Em 1911, o americano Calbraith
Rogers ganhou um prêmio de 20 mil dólares
ao atravessar, a bordo do Vin Fiz Flyer, os
Estados Unidos de costa a costa, Foram 5 mil
km, 68 escalas e 16 acidentes em 49 dias.

Em abril de 1912, uma queda
em Long Beach, na Califórnia, acabaria
com seu sucesso. E com sua vida. Seu biplano
caiu porque uma gaivota enroscou-se nos cabos
de comando.

1960 (04/outubro) – Um Lockheed
Electra [Eastern Airlines] atingiu um bando
de aves após decolagem. Teve três
dos quatro motores danificados, estolou e
caiu. Morreram 62 pessoas.

1962 (23/novembro) – Um Viscount
(United Airlines) colidiu com um bando de
pássaros a seis mil pés. O impacto
causou a separação do estabilizador
horizontal. A aeronave caiu e morreram seus
18 ocupantes.

1993 a 2003 – Entre 1993 e 2003
foram registradas 244 colisões no Aeroporto
de Guarulhos e 191 no Aeroporto do Galeão.
Mas o Cenipa – Centro de Investigação
e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos
estima que apenas 20% das colisões
são reportadas, o que elevaria para,
aproximadamente, 1.500 o número de
colisões anuais.

2003 a 2004 – Entre janeiro
de 2003 e junho de 2004 foram reportados ao
Cenipa 460 colisões, sendo que o número
de ocorrências nos grandes aeroportos
brasileiros vem crescendo a cada ano.

2005 – Só no aeroporto
Salgado Filho, de Porto Alegre, foram cinco
acidentes de maio e julho deste ano.

Aeronaves diferentes,
riscos diferentes

Para a bióloga paulista
Maria Martha Argel de Oliveira, as aves representam
uma ameaça séria para as aeronaves.
Entre 1912 e 1997, mais de 200 mortes no mundo
todo foram atribuídas a acidentes ocorridos
com aeronaves civis e militares, em decorrência
de colisões com aves. “Aeronaves
diferentes apresentam riscos diferentes de
colisão – explica a bióloga.
“E de forma geral, tanto os aviões
modernos quanto os mais antigos têm
características que tornam possível
uma colisão. Por exemplo, muitas aeronaves
antigas, ainda em serviço, não
cumprem as exigências atuais quanto
à resistência em caso de sucção
de aves, mas continuam sendo usadas devido
à expansão do mercado de viagens
aéreas”, lembra Argel de Oliveira.

Segundo a bióloga, pelas
exigências atuais, os jatos modernos
de grande porte devem ser capazes de aterrissar
em segurança após serem atingidos,
em velocidades normais de operação
e em qualquer ponto, por uma ave de 4 libras
(cerca de 1,8 kg)

No entanto, os aviões
a jato são rápidos e silenciosos.
“Quanto mais veloz e silenciosa a aeronave,
maior o risco de colisão”, diz
a bióloga que é Ph. D. em Ecologia.

ENTREVISTA
– ANDREZA AMARAL

Folha
do Meio – Há conflito entre o Ibama,
a Aeronáutica e a Infraero quanto abater
as aves próximas às pistas de
pouso?
Andreza Amaral –
Para o Ibama, o
abate seria o último recurso, apenas
no caso de todas as outras alternativas terem
se esgotado. Há casos que sou favorável
ao controle da população, mas
aí seria pela retirada de ninhos e
ovos. É um controle menos violento.
Claro que o abate é uma forma imediatista
de acabar com um problema.
A forma correta de se acabar com este problema
é atuando nas suas causas, não
na sua conseqüência! Tem-se que
acabar ou controlar os focos de atração
das aves. Até porque, o nicho disponibilizado
pelo abate tende a ser momentâneo, pois
outras aves possivelmente virão ocupá-lo.

FMA – Os riscos que
os aviões correm são, na verdade,
pelo problema da má disposição
dos resíduos sólidos das cidades.
Enquanto houver lixões, haverá
aves. Enquanto os lixões permanecerem
próximos aos aeroportos, haverá
esta polêmica. Como resolver o problema?
Andreza –
Este é um problema
que compete mais à administração
pública dos Estados e dos Municípios.
Eles são mais responsáveis do
que o próprio Ibama, ou a Infraero
ou a Aeronáutica. Apesar de existir
toda uma legislação que rege
o uso do solo na Área de Segurança
Aeroportuária, raramente ela é
cumprida, seja por negligência ou por
conveniência. Pois, infelizmente, as
coisas não são tão bem
conduzidas no nosso país.
É possível haver a liberação
de uma construção inadequada
numa área, sendo seu embargo muito
mais complicado após a obra ter início.
A única forma de resolver este problema,
a meu ver seria, primeiro, o cumprimento da
legislação. Depois, há
que ter uma campanha de conscientização
da própria sociedade e das populações
sobre os riscos de se colocar o lixo no entorno
dos aeródromos.

FMA – Quais os aeroportos
que mais preocupam o Ibama?
Andreza –
O Cemave/Ibama atende demandas
de todo o Brasil. E evidente, em defesa da
sociedade, seja na segurança dos vôos,
seja na defesa da natureza. De um modo geral,
os aeroportos que têm mais problemas
são os que têm lixões
na Área de Segurança Aeroportuária.
O Cemave já participou de atividade
nos aeroportos do Rio de Janeiro, Salvador,
Manaus, Imperatriz, Cuiabá, Paulo Afonso,
Petrolina, João Pessoa, Natal, Fernando
de Noronha, Porto Alegre, Aracajú e
Teresina, tanto como colaborador na emissão
de pareceres e sugestões de soluções,
como implantando ações de manejo
da avifauna, principalmente de urubus-de-cabeça-preta.
Essa é uma das espécies mais
populosas no entorno de aeroportos, justamente
por causa dos lixões.
Existem, também, problemas nos aeroportos
de Manaus, Guarulhos, Florianópolis
e Joinville.

FMA – Será que o governo como
um todo (Aeronáutica, Ibama, Infraero,
Prefeituras, etc) não pode dar prioridade
ao tema e resolver de vez esse problema dos
lixões?
Andreza –
Questões que envolvem
mais de uma instituição sempre
são mais difíceis de serem resolvidas.
Cada órgão tem suas prioridades,
suas características administrativas,
seus objetivos específicos e sua cultura.
Mas sempre há a posição
política, o desejo do governo como
um todo. A única coisa que sei é
que a parte mais fraca nesta demanda são
as próprias aves.
O Cemave busca atender da melhor forma esta
demanda. Os técnicos do Ibama acompanham
os problemas, emitem parecerem e sugestões
buscam soluções compartilhadas.
Existe também em alguns casos, a necessidade
da intervenção do Ministério
Público.

FMA – Existe uma legislação
para tratar deste problema?
Andreza –
Não existe uma legislação
própria para nortear a solução
do problema já instalado. A ausência
desta legislação torna o andamento
das soluções mais difícil
e mais lento.

FMA – Quais os aeroportos
brasileiros que tiveram licença ambiental
para serem construídos?
Andreza –
Teoricamente, um empreendimento
como o de um aeroporto só deve ser
realizado após análise e emissão
de licença. No entanto, algumas regrinhas
óbvias não foram obedecidas,
o que pode gerar problemas. É evidente
que construir um aeroporto ao lado de um lixão,
de um rio, do mar ou até mesmo de um
porto ou marina onde atracam barcos pesqueiros
é saber que vai ter problema. De uma
forma geral, são poucos os aeroportos
que não apresentam problemas com a
avifauna. Justamente pelo adensamento das
cidades, pelo mau uso do solo e porque as
cidades vão crescendo em direção
aos aeroportos.

 

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Como será o trânsito do futuro?

Para pensar soluções estratégicas, o Detran-DF terá um centro de inovação tecnológica

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Impulso tecnológico por uma Brasília mais moderna – Agência Brasília

 

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) avança mais uma etapa no processo de modernização e transformação digital e começa a desenhar seu futuro no campo da tecnologia com a inauguração do Centro de Inovação Tecnológica – CITDetran.

A nova instalação do Detran, no Edifício de Governança do Parque Tecnológico de Brasília – BioTIC, irá abrigar uma parte da Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Dirtec), que terá como prioridade construir uma agenda de desenvolvimento tecnológico voltada, exclusivamente, para pensar o trânsito da capital para as próximas décadas, de forma inovadora e estratégica. Lá será o centro de criação de soluções que irão transformar o dia a dia do trânsito.

“É disso que o Departamento de Trânsito necessita: olhar para o futuro, pensar como será o trânsito daqui a 10 ou 20 anos. E para isso precisamos nos antecipar”, declarou Zélio Maia, diretor-geral do Detran-DF, que quer desenvolver novas tecnologias o mais rápido possível para enfrentar o trânsito cada vez maior e mais complexo do Distrito Federal.

E para o diretor de Tecnologia do Detran, Fábio de Souza, não é apenas uma mudança institucional, mas um novo modelo de desenvolvimento para todo o Departamento. “E não há nada melhor para se fazer isso do que estar em um ambiente de inovação”, explica Fábio, fundamentando a escolha pela Biotic que será, num futuro próximo, o principal polo de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do Distrito Federal e que permitirá o estímulo, criação e consolidação dos projetos do Detran, além de possibilitar que as pesquisas se transformem em negócios, assim como estímulo ao desenvolvimento de ações que dinamizem o processo de geração de novos empreendimentos em tecnologia.

 

 

 

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Dia da diversidade biológica

A perda da biodiversidade afeta a humanidade muito mais que se pensa.

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A regra é clara. E a mensagem deste ano por ocasião do Dia Internacional da Diversidade Biológica também é clara. Nossas soluções estão na natureza. Conservar e gerenciar a biodiversidade de forma sustentável é necessário para mitigar choques climáticos, garantir a segurança alimentar e hídrica e até mesmo prevenir pandemias. COVID-19, que surgiu da natureza, destacou a conexão íntima entre a saúde humana e nossa relação com o mundo natural. À medida que invadimos a natureza e saqueamos habitats vitais, o número de espécies ameaçadas de extinção está aumentando. Isso também afeta a humanidade e o futuro que desejamos.

 

António Guterres, Secretário Geral da ONU: “À medida que invadimos a natureza e saqueamos habitats vitais, o número de espécies ameaçadas de extinção aumenta. Isso também afeta a humanidade e o futuro que desejamos”.

Enquanto tentamos sair da crise atual melhor do que como entramos nela, vamos trabalhar juntos para preservar a diversidade biológica, para que possamos alcançar nossos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Desta forma, protegeremos a saúde e o bem-estar das gerações futuras.

 

 

VOCÊ SABIA QUE…?

As atuais tendências negativas na biodiversidade e nos ecossistemas prejudicarão o progresso de 80% dos desafios descritos em oito Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A atividade humana alterou três quartos do ambiente terrestre e cerca de 66% do ambiente marinho.

1 milhão de espécies de animais e plantas estão em perigo de extinção.

 

PERDA DA BIODIVERSIDADE

A perda da biodiversidade afeta a humanidade. Biodiversidade é entendida como a grande variedade de plantas, animais e microorganismos existentes, mas também inclui diferenças genéticas dentro de cada espécie – por exemplo, entre variedades de culturas e raças de gado – bem como a variedade de ecossistemas (lagos, florestas, desertos, agricultura campos, …) que hospedam múltiplas interações entre seus membros (humanos, plantas, animais) e seu ambiente (água, ar, solo …)

A verdade é que os recursos biológicos são os pilares que sustentam as civilizações. Os peixes fornecem 20% da proteína animal para cerca de 3 bilhões de pessoas. Mais de 80% da dieta humana é composta de plantas. Aproximadamente 80% das pessoas que vivem em áreas rurais de países em desenvolvimento dependem de medicamentos tradicionais à base de plantas para cuidados básicos de saúde.

Mas a perda dessa diversidade ameaça todas essas áreas, incluindo nossa saúde. Há evidências de que a perda de nossa biodiversidade pode aumentar os casos de zoonoses – doenças transmitidas de animais para humanos – enquanto, ao contrário, se conseguirmos mantê-la estável, isso pode ser uma grande ferramenta no combate a pandemias como as causadas pela Covid 19.

 

ATIVO GLOBAL DE GRANDE VALOR

O valor da diversidade biológica é amplo. Embora estejamos cada vez mais conscientes de que a diversidade biológica é um ativo global de grande valor para as gerações presentes e futuras, o número de espécies está diminuindo a um ritmo acelerado, devido à atividade humana. Dada a importância da educação pública e da conscientização sobre essa ameaça, as Nações Unidas decidiram proclamar a celebração deste Dia Internacional da Diversidade Biológica todos os anos.

 

“NOSSAS SOLUÇÕES ESTÃO NA NATUREZA”

Como nossa comunidade global deve reexaminar nossa relação com o mundo natural, uma coisa é certa: apesar de todos os nossos avanços tecnológicos, somos completamente dependentes de ecossistemas saudáveis ​​e vibrantes para água, alimentos, medicamentos, roupas, combustível, abrigo e energia, apenas para cite alguns exemplos.

PROGRAMA PARA MÊS E MAIO

Este tema inclui três abordagens essenciais para a biodiversidade. Essas abordagens serão desenvolvidas durantes a semana anterior ao Dia Mundial da Diversidade biológica.

Dia 18 de maio abordará a importância do conhecimento e da ciência.

De 19 a 21 de maio, o foco será na conscientização e conscientização sobre a importância da biodiversidade; e finalmente, no Dia Internacional, eles serão convidados a agir.

 

 

 

 

 

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3 ações para ajudar o meio ambiente

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Por Márcio Juliboni

Aeris

Bons ventos: fabricante de pás para geradores eólicos, a Aeris é uma das favoritas da XP Investimentos (Imagem: Divulgação/Aeris)

 

A pressão da sociedade para que empresas e governos mudem de atitude em relação ao meio ambiente tem surtido cada vez mais efeito. Do lado das companhias listadas em Bolsa, o ESG (conjunto de boas práticas ambientais, sociais e de governança) entrou de vez no leque de preocupações diárias.

O prêmio é o apoio dos investidores, seja na busca por ações dessas empresas, seja na disposição de financiar boas iniciativas de ESG. “Vemos que o foco crescente nas questões ambientais, sociais e de governança pelos investidores, bem como pela sociedade em geral, já tem surtido efeitos no comportamento das companhias”, afirmam Marcella Ungaretti e Giovanna Beneducci, da XP Investimentos., que se debruçaram sobre o assunto.

Papéis indispensáveis

Entre os motivos para essa mudança de atitude, as analistas citam o reconhecimento, pelas empresas, de que o ESG é “um fator cada vez mais imprescindível” para atrair capital. Segundo a XP Investimentos, o cenário atual passa uma “mensagem clara” para os investidores: “tenha em seu portfólio empresas que estão ajudando a impulsionar essa transição e buscando pela sustentabilidade”.

A boa notícia, segundo a gestora, é que existem empresas que já trazem, em seu DNA, as boas práticas ESG. “Na nossa visão, estas são as companhias que fazem parte da solução, e não do problema”, explicam as analistas.

Veja, a seguir, as três ações sugeridas pela XP Investimentos para quem se preocupa com o meio ambiente, mas não abre mão de bons investimentos.

 

Aeris

Fabricante de pás para geradores de energia eólica, a Aeris (AERI3) é destacada pela XP por contribuir para que mais pessoas tenham acesso a energias renováveis no Brasil e no mundo.

Segundo a gestora, a Aeris está “muito bem-posicionada para se beneficiar das tendências ESG em curso ao redor do mundo, ao mesmo tempo em que atua no sentido de combater as mudanças climáticas.”

 

Orizon

Especializada no tratamento e gestão de resíduos, a Orizon (ORVR3) é “uma provedora de soluções chave para as tendências ESG, com o modelo de negócio da empresa baseado na economia circular”, dizem as analistas.

A dupla acrescenta que “a Orizon está muito bem-preparada para acompanhar essa tendência no futuro, o que nos leva a ver a empresa como uma das companhias melhor posicionada na agenda ESG dentro da cobertura da XP.”

 

Enjoei

Para a gestora, a Enjoei (ENJU3) faz parte de um movimento de mudança de hábitos de consumo, liderado pelos jovens. Cada vez mais, os consumidores trocam a propriedade pelo uso compartilhado, e os artigos novos pelos usados.

“Empresas inovadoras, mesmo em setores mais tradicionais, estão adaptando seus modelos de negócios para contemplar essa nova realidade”, diz a XP. “Essa tendência faz parte de um movimento crescente que busca estimular a sustentabilidade por meio do mercado de segunda mão, ou seja, de produtos usados.”

Plataforma digital focada na venda de roupas usadas, a Enjoei é uma “peça-chave na melhoria dos padrões ESG para empresas de vestuário por meio da promoção da moda circular”, segundo a XP.

 

 

 

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