Reportagens

Lista da fauna brasileira ameaçada de extinção

Os biomas Mata Atlântica e Cerrado, em conjunto, respondem


Angelo Machado é professor
do departamento
de Zoologia do Instituto de Ciências
Biológicas da UFMG, um dos
fundadores da Biodiversitas e presidente
da Conservação Internacional
do Brasil. Pesquisador de reconhecimento
internacional, destaca-se também
como autor de 31 livros infantis.


Gláucia Drummond:
a lista vermelha é importante
instrumento de política ambiental.

Silvestre Gorgulho
No início deste ano, veio de Paris
um sinal vermelho lançado por 1.230
cientistas de 35 países reunidos na
Conferência Internacional sobre Biodiversidade:
um terço dos anfíbios, uma quarta
parte dos mamíferos e um de cada oito
pássaros estão sob ameaça
de extinção neste mundo de Deus
e dos homens. Mais: a questão do desmatamento
é gravíssima: quase 50% das
florestas e mais de 10% dos corais estão
perdidos. São 15.589 espécies
animais e outras 60 mil espécies vegetais
sob risco de desaparecer. Tudo isto tem sua
causa: o desmatamento, a água doce
dos rios e lagos sofrendo um processo acelerado
de poluição, os resíduos
de material plástico e cerca 21 milhões
de barris de petróleo lançados
ao mar, provenientes de enxurradas, resíduos
industriais e vazamento de petroleiros. Em
meio a tanta agressão e destruição,
surgem pessoas e entidades lutando na busca
de estratégias para a proteção
deste ainda incalculável patrimônio
natural. O lançamento do Livro Vermelho
e a luta histórica do ambientalista
Ângelo Machado, fundador e presidente
da Fundação Biodiversitas, é
um dos mais importantes instrumentos de política
ambiental que possibilita o estabelecimento
de programas prioritários para a proteção
da biodiversidade

A Fundação Biodiversitas,
em parceria com a Conservação
Internacional do Brasil, lançou dia
16 de julho, o livro da Lista da Fauna Brasileira
Ameaçada de Extinção.
O lançamento da publicação
aconteceu paralelamente à programação
do XIX Congresso Anual da Society For Conservation
Biology, em Brasília. Segundo a Coordenadora
Geral da Biodiversitas, Gláucia Drummond,
para classificar as espécies foram
propostas categorias de ameaças baseadas
em critérios adotados pela União
Mundial para a Natureza (IUCN), referência
mundial na elaboração das Red
Lists.

Os critérios IUCN buscam
evidências relacionadas ao tamanho,
isolamento ou declínio populacional
das espécies e extensão de suas
áreas de distribuição.
A partir desses dados, as espécies
são agrupadas conforme as seguintes
categorias: Extinta, Extinta na natureza,
Criticamente em perigo, Em perigo, Vulnerável,
Quase Ameaçadas e Deficientes em Dados.

Números por biomas
Segundo informações da Fundação
Biodiversitas, para se ter uma idéia
da atual situação da fauna brasileira,
do total de 633 táxons (1) apontados
na Lista, 624 estão classificados em
uma destas três categorias de ameaça:
Criticamente em Perigo, Em Perigo e Vulnerável.
Os Vertebrados somam 67% do total de espécies
indicadas sendo que, entre estes, estão
cerca de 13% das espécies brasileiras
de mamíferos.

Mata Atlântica
O bioma Mata Atlântica é
o que apresenta maior número de espécies
ameaçadas ou extintas, com 383 táxons;

Cerrado – Logo
em seguida, vem o bioma Cerrado com 112 táxons;

Mar – Em terceiro
lugar vem a área marinha com 92 táxons;
Campos do Sul – O bioma vem em quarto lugar
com 60 táxons;

Amazônia – A
região amazônica está
em quinto lugar com 58 táxons;

Caatinga – O
bioma Caatinga, com 43 táxons, está
em sexto lugar;

Pantanal –
Em sétimo lugar está o bioma
Pantanal com 30 táxons.

Pelo estudo da Fundação
Biodiversitas, os biomas Mata Atlântica
e Cerrado, em conjunto, respondem por mais
de 78% das espécies da lista de espécies
ameaçadas ou extintas, ou seja, 495
táxons.

Listas Vermelhas
Para Gláucia Drummond, as Listas Vermelhas
que indicam as espécies ameaçadas
de extinção são importantes
instrumentos de política ambiental.
Esse trabalho possibilita o estabelecimento
de programas prioritários para a proteção
da biodiversidade. As informações
contidas nestes documentos fornecem subsídios
para a formulação de políticas
de fiscalização, criação
de unidades de conservação e
definição sobre a aplicação
de recursos técnicos, científicos,
humanos e financeiros em estratégias
de recuperação da fauna ameaçada.
As listas também são um importante
mecanismo de combate ao tráfico e ao
comércio ilícitos das espécies.

GLOSSÁRIO
(1)TÁXON –
São as unidades
hierárquicas de classificação
dos organismos, a saber: Reino, Filo (Divisão)
Classe, Ordem, Família, Gênero
e Espécie.
[plural: taxa]

Informações
gerais e exemplos (Por grupos)

Aves – Total: 160
Algumas Aves brasileiras ameaçadas
na categoria Criticamente em Perigo:

— Pato-mergulhão
Mergus octosetaceus (Vieillot,
1817) – BA, GO, MG, PR, RJ, SC, SP, TO

— Arara-azul-de-lear
Anodorhynchus leari Bonaparte,
1856 – BA

Ave brasileira Extinta:

— Arara-azul-pequena
Anodorhynchus glaucus (Vieillot,
1816) – MS, PR, RS, SC

Espécies de aves
brasileiras Extintas na Natureza:

— Mutum-de-Alagoas
Mitu mitu (Linnaeus, 1766) – AL,
PE
— Ararinha-azul – Cyanopsitta
spixii (Wagler, 1832) – BA, MA, PE, PI, TO

Mamíferos – Total:
69

Alguns mamíferos brasileiros ameaçados
na categoria Criticamente em Perigo:

— Muriqui –
Brachyteles hypoxanthus (Kuhl, 1820) – BA,
ES, MG

— Mico-leão-de-cara-preta
Leontopithecus caissara (Lorini
& Persson, 1990)- PR, SP

— Baleia-azul
Balaenoptera musculus (Linnaeus,
1758) – PB, RJ, RS

— Peixe-boi-marinho
Trichechus manatus (Linnaeus, 1758)
– AL, AP, CE, MA, PA, PB, PE, PI, RN

Peixes – Total: 159
Alguns peixes brasileiros ameaçados
na categoria Criticamente em Perigo:

— Cação-bico-doce
Galeorhinus galeus (Linnaeus, 1758)
– PR, RJ, RS, SC, SP

— Peixe-serra
Pristis perotteti (Müller
& Henle, 1841) – AM, AP, MA, PA, RJ, SP

— Andirá,
anjirá –
Henochilus wheatlandii
(Garman, 1890) – MG

— Cascudo laje
Delturus parahybae (Eigenmann &
Eigenmann, 1889) – MG, RJ

Répteis – Total:
20

Alguns répteis brasileiros ameaçados
na categoria Criticamente em Perigo:

— Lagartixa-da-areia
Liolaemus lutzae (Mertens, 1938)
– RJ

— Jibóia-de-Cropan
Corallus cropanii (Hoge, 1953)
– SP

— Jararaca-de-Alcatrazes
Bothrops alcatraz (Marques, Martins
& Sazima, 2002) – SP

— Tartaruga-de-couro
Dermochelys coriacea (Linnaeus,
1766) – AL, BA, CE, ES, MA, PE, PR, RJ, RS,
SC, SP

Anfíbios – Total:
16

Alguns anfíbios brasileiros ameaçados
na categoria Criticamente em Perigo:

— Sapinho-narigudo-de-barriga-vermelha
Melanophryniscus macrogranulosus
(Braun, 1973) – RS

— Perereca-de-folhagem-com-perna-reticulada
Phyllomedusa ayeaye (B. Lutz, 1966)
– MG

— Perereca-verde
Hylomantis granulosa (Cruz, 1988)
– PE

Anfíbio brasileiro
Extinto:

— Perereca –
Phrynomedusa fimbriata (Miranda-Ribeiro,
1923) – SP

Invertebrados terrestres
– Total: 130

Alguns invertebrados terrestres classificados
na categoria Criticamente em perigo:

— Aranha-chicote
Charinus troglobius (Baptista &
Giupponi, 2003) – BA

— Abelha –
Exomalopsis atlantica (Silveira, 1996) – SP

— Borboleta –
Drephalys mourei (Mielke, 1968) –
RJ, SC

— Borboleta-
Nirodia belphegor (Westwood, 1851)
– MG

— Mariposa –
Dirphia monticola (Zerny, 1923) – RJ

— Libélula
Mecistogaster pronoti (Sjöstedt,
1918) – ES

Alguns invertebrados terrestres
classificados na categoria Extinta:

— Formiga – Simopelta
minima (Brandão, 1989) – BA

— Libélula
Acanthagrion taxaensis (Santos,
1965) – RJ

— Minhocuçu,
Minhoca-gigante –
Rhinodrilus fafner
(Michaelsen, 1918) – MG

Invertebrados aquáticos
– Total: 79

Alguns invertebrados aquáticos classificados
na categoria Criticamente em perigo:

— Marisco-do-junco
Diplodon koseritzi (Clessin, 1888)
– RS, Sub Bacia rio Jacuí e Bacia Atlântico
Sul;

— Ouriço-do-mar-irregular
Cassidulus mitis (Krau, 1954) –
RJ – Ambiente marinho.

Mais informações:

Fundação Biodiversitas – (31)
2129-1300
www.
biodiversitas.org.br

comunicacao@biodiversitas.org.br

ENTREVISTA
– Cássio Soares Martins

Brasil tem mais de
633 espécies em extinção

“A
nova lista foi elaborada segundo os critérios
da União Mundial para a Natureza.
Assim, o Brasil passa a ter uma avaliação
por critérios padronizados mundialmente,
visando acompanhar as mudanças
quanto à conservação
das espécies a nível nacional

e internacional”.

Cássio Soares
Martins,

Coordenador do CDCB
da Biodiversitas

Silvestre Gorgulho
Cássio Soares Martins sabe das
coisas. Experiente e dedicado, Cássio
tem atuado há mais de 10 anos na elaboração
de metodologias de gerenciamento de informações
sobre a biodiversidade brasileira. O foco
principal de seu trabalho é a interação
entre a comunidade científica e setores
governamentais em projetos envolvendo espécies
e áreas prioritárias para conservação
da nossa biodiversidade. Engenheiro-agrônomo
formado em Viçosa, Ms. Geografia pela
UFMG, Cássio Martins é o gerente
de Geoprocessamento de Dados da Biodiversitas
e o coordenador do Centro de Dados para Conservação
da Biodiversidade – CDCB.

Folha do Meio – Quando
foram elaboradas as listas de espécies
ameaçadas no Brasil?
Cássio –
A primeira lista
de espécies da fauna brasileira ameaçada
de extinção foi elaborada em
1972 e contava com 86 espécies. Na
revisão de 1989, a lista passou para
208 espécies e excluiu grupos importantes
como os peixes, quirópteros e diversos
grupos de invertebrados devido à insuficiência
de informações sobre as espécies.
A lista atual, elaborada no final de 2002,
após 13 anos, já conta com 633
espécies.

FMA – Que mudanças metodológicas
foram estas utilizadas na elaboração
da lista atual?
Cássio –
A revisão
da Lista Oficial da Fauna Brasileira Ameaçada
de Extinção foi encomendada
pelo Ibama à Biodiversitas. Hoje a
Biodiversitas é considerada centro
de referência no levantamento e aplicação
do conhecimento científico no desenvolvimento
de programas envolvendo a conservação
da biodiversidade brasileira, como a elaboração
de listas vermelhas. Vale salientar que o
Centro de Dados para Conservação
da Biodiversidade da Biodiversitas conta com
mais de 200 pesquisadores, ligados a conceituadas
instituições científicas
de ensino e de pesquisa em todo o País
e no exterior. E o CDCB da Biodiversitas reuniu
informações de aproximadamente
1,2 mil espécies candidatas, durante
11 meses na formação de um minucioso
banco de dados referente às espécies
brasileiras ameaças de extinção.

Os pesquisadores tiveram a Internet como um
agente facilitador dos trabalhos através
de uma ampla consulta por meio de um banco
de dados on-line, ou seja, atualizado em tempo
real em qualquer lugar. Esta metodologia permitiu
democratizar o acesso entre os pesquisadores
na busca de um consenso sobre as espécies
a comporem a nova lista, além de reunir
um maior volume de informações
com um baixo custo operacional.

FMA – Quais as maiores mudanças
em relação à lista anterior?
Cássio –
A nova lista foi
elaborada segundo os critérios de avaliação
adotados pela IUCN na avaliação
das espécies a nível mundial.
Com isso, o Brasil passa a ter uma avaliação
por critérios padronizados, visando
acompanhar as mudanças quanto à
conservação das espécies
a nível nacional e internacional.
Com relação à lista de
1989, saíram da lista espécies
como a harpia [a maior ave de rapina brasileira],
a surucucu-bico-de-jaca, o pirarucu e o jacaré-de-papo-amarelo
(Caiman latirostris). Para algumas dessas
espécies, o manejo tem sido maior importância
na preservação dessas espécies.
No entanto, para a maioria das espécies
da lista, a perda de habitat tem tornado as
populações vulneráveis
e de forma irreversível.

FMA – Qual a importância
da publicação da lista pela
Biodiversitas?
Cássio –
Na desta publicação
da Biodiversitas, além da categorização
das espécies ameaçadas de extinção,
foram incluídas também a lista
das espécies consideradas “quase
ameaçadas” e a lista das espécies
avaliadas como “deficiente em dados”.
Todas estas listas são importantes,
pois servirão para direcionar as pesquisas,
uma vez que a inclusão de uma espécie
na lista sugere que seu ecossistema está
fragilizado, além de que muitas outras
espécies estão desaparecendo
antes mesmo de sabermos de sua existência.

FMA – Que tipo de resultados a publicação
desta lista tem trazido para a conservação
das espécies?
Cássio –
As listas vermelhas
são um mecanismo utilizado internacionalmente
como mecanismo de conter o tráfego
e o comércio ilegal de espécies.
Permitem ainda a priorização
de recursos e ações de proteção
das espécies, além de alertar
a sociedade e os governos sobre a necessidade
de adoção de medidas efetivas
para sua proteção. Neste sentido,
após a elaboração da
lista a Biodiversitas lançou o Programa
Espécies Ameaçadas, subsidiado
pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos.
O objetivo máximo é promover
a proteção e o manejo das espécies
da fauna e flora ameaçadas da Mata
Atlântica do Brasil.

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Fim de semana com festivais de música, feira, teatro e exposições

Os eventos são realizados com apoio e incentivo das secretarias de Turismo (Setur-DF) e de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF)

Publicado

em

 

Por Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

 

Lazer e diversão serão palavras-chave no fim de semana brasiliense. A programação cultural começa nesta sexta-feira (12), com o Festival BrasilArte, no gramado do Eixo Cultural Ibero-americano. Haverá apresentações musicais, espetáculos de teatro circense, dança, maracatu e forró. A festa continua no sábado (13) com mais shows e oficinas de circo para crianças. Gratuito, o evento contará com intérpretes de Libras e área reservada para pessoas com deficiência física.

No Centro Tradicional de Invenção Cultural, na Asa Sul, Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro marcam presença na Festa da Abrição | Foto: Divulgação

De acordo com Ester Braga, diretora da Abèbè Produções e uma das idealizadoras do projeto, a terceira edição do festival visa reunir a cultura das cinco regiões do país em homenagem à capital federal, que completa 64 anos neste mês. “Brasília é um agregador das expressões culturais do país, e a cultura brasileira é isso – diversidade e pluralidade”, afirma. “A nossa pauta é a preservação dessa cultura popular, que está presente desde a criação da capital federal”.

Veja, abaixo, a programação.

Sexta-feira (12)

→ 17h – Teatro (Delírio Circense)
→ 19h – Momento Black Charme
→ 20h – Orquestra Alada Trovão da Mata (Seu Estrelo)
→ 20h30 – Forró de Vitrola com Cacai Nunes
→ 21h30 – Samba Urgente
→ 23h – Bloco Eduardo e Mônica

Sábado (13)

→ 16h – Teatro (Delírio Circense)
→ 17h – Tambores do Amanhecer (maracatu)
→ 18h – Jah Live
→ 19h – Sensação Paraense (carimbó)
→ 20h – Coração Gaúcho
→ 21h – Forró de Vitrola
→ 22h – Ara Ketu

A seguir, veja outras atrações deste final de semana, promovidas com apoio e incentivo das secretarias de Turismo (Setur-DF) e de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF).

Feira da Goiaba

Geleia, xaropes e muitos outros derivados da goiaba, além da própria fruta in natura, podem ser apreciados pela população na 9ª edição da Feira da Goiaba, na Associação Rural e Cultural de Alexandre de Gusmão (Arcag), em Brazlândia. O segundo fim de semana de evento terá shows com Di Paulo & Paullino, Leo Magalhães e Os Barões da Pisadinha, a partir das 18h. Os portões abrem às 9h30, e as apresentações começam às 18h.

‌Estarão presentes 37 agricultores que trabalham e comercializam a goiaba e derivados, como polpas, sucos, doces e compotas. Na última safra anual, nos 300 hectares de plantações de goiaba, o DF teve uma colheita de cerca de 700 mil toneladas da fruta. Também haverá 30 estandes comercializando plantas ornamentais, como orquídeas, bromélias, cactos e suculentas, além de hortaliças e frutíferas cultivadas na região.

Música no parque

O Taguaparque recebe o ExpoTagua neste final de semana, uma feira que une música, dança, artesanato e gastronomia. Para participar, é necessário doar 2 kg de alimento não perecível.

Nesta sexta, os portões abrem às 19h, com apresentações dos grupos Boka de Sergipe e Forró du Cerrado. No sábado, os portões abrem às 12h. Às 20h, sobem ao palco Iago Mura, Arthur e Matheus e Mariana Tolledal. No domingo, a diversão será comandada por Fábio Felipe, Banda Trooop! e Doze por Oito, a partir das 12h.

Festejo tradicional

Siba e a Fuloresta são atrações no sábado, em espetáculo que pede como ingresso a doação de 1 kg de alimento não perecível | Foto: Divulgação/ José de Holanda

Recentemente reconhecido como patrimônio cultural imaterial do DF, o grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreira promove a Festa de Abrição neste sábado, às 19h, no Centro Tradicional de Invenção Cultural, na 813 Sul. A celebração é uma homenagem a Sereia Laiá, uma das figuras sagradas do Mito do Calango Voador,  história que fundamenta a manifestação cultural de Seu Estrelo. Haverá apresentações da Orquestra Alada Trovão da Mata, do coletivo As Sambadeiras de Roda e do grupo Siba e a Fuloresta, além da tradicional sambada do Grupo Seu Estrelo. Para participar, basta levar 1 kg de alimento não perecível (exceto sal).

Teatro, exposições e comédia

A mostra ‘Corpo Expandido’, na Galeria Rubem Valentim, apresenta trabalhos de 15 artistas | Foto: Divulgação

Localizado na 508 Sul, o Espaço Cultural Renato Russo (ERCC) é um reduto da arte brasiliense. Neste final de semana, o espetáculo Espelho Confessionário volta a preencher os palcos da sala Marco Antônio Guimarães. No sábado, a sessão será às 20h e, no domingo, às 19h. A obra mostra o destino de uma freira e uma prostituta, diante de um espelho comum de dois lados. O ingresso deve ser adquirido pelo Sympla e custa R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada). A classificação indicativa é livre.

No sábado, o grupo Cia de Comédia 100 Punch sobe aos palcos do Teatro de Bolso com um show de stand-up comedy. O ingresso custa R$ 20 e deve ser adquirido pelo Sympla. Já no domingo, o mesmo palco será ocupado pelo projeto Verso CineClube, com a exibição do longa Neste mundo, do diretor Michael Winterbottom, sobre a trajetória de jovens refugiados na Inglaterra. Esse é um dos quatro filmes que serão compartilhados com o público até o dia 28 deste mês, sempre aos domingos, às 16h.

Além disso, segue em cartaz a exposição Modos de Mergulho: Livre, Autônomo e Profundo, da artista Marina Saback, na Galeria Parangolé. As obras combinam uma diversidade de técnicas como óleo sobre tela e aquarelas, além de projetos em tecido, miçangas e acrílico. A mostra fica em cartaz até 19 de abril, aberta para visitação de terça a domingo, das 10h às 22h.

Também é possível conhecer as obras de 15 artistas na exposição Corpo Expandido, em cartaz até 27 de maio na Galeria Rubem Valentim. As peças exploram os conceitos de corpo, espaço e tempo, convidando o público a refletir sobre a complexidade da corporeidade e suas  manifestações.

Pílulas de cultura

Neste sábado, o Complexo Cultural de Samambaia recebe o espetáculo Severino e Silva, com duas sessões – às 16h e às 19h. A peça traz elementos da poesia de João Cabral de Melo Neto e a arte de Portinari, mergulhando nas raízes e na essência do povo nordestino. A entrada é gratuita.

Na Biblioteca Pública de Ceilândia, haverá contação de histórias para crianças, no sábado, a partir das 9h30. Mais tarde, o público pode aproveitar o Baile da Caixa d’Água, das 21h às 3h. A festa ocorre na Praça do Cidadão, em frente ao Jovem de Expressão, e traz artistas locais, como Hate RCT, Gabiru, Lamak, DJ Negritah e DJ LaBonita.

No Plano Piloto, o Museu de Arte de Brasília (MAB) também oferece atividades para os brasilienses. No sábado, haverá oficina para crianças às 10h30, visita mediada às 15h e oficina de sumotori, para crianças de até 4 anos, às 16h30. No domingo, os pequenos podem participar de encontros sobre arte abstrata e pintura em nanquim às 10h30 e às 16h30. Às 15h, ocorre uma visita mediada sobre arquitetura patrimonial. Toda a programação é gratuita, não sendo necessário fazer inscrição prévia.

 

 

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Câmara e Banco Central lançam moeda comemorativa dos 200 anos da primeira Constituição do Brasil

Constituição de 1824 foi outorgada pelo imperador dom Pedro I

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Moeda comemorativa dos 200 anos da Constituição de 1824

A Câmara dos Deputados e o Banco Central lançaram nesta quinta-feira (11) a moeda comemorativa dos 200 anos da primeira Constituição do Brasil (1824), destinada a colecionadores.

A moeda tem o valor de face de R$ 5,00 e pode ser comprada no site da Casa da Moeda. O valor é R$ 440,00.

O coordenador da comissão especial curadora encarregada das comemorações dos 200 anos da Câmara dos Deputados, deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), afirmou que a primeira Constituição Brasileira, outorgada em 1824 pelo imperador dom Pedro I, foi um símbolo de nossa autonomia e soberania perante o mundo.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

O lançamento faz parte das ações que vêm sendo desenvolvidas desde 2017 pelos 200 anos da Câmara dos Deputados, que se completarão em 2026. Embora as duas casas legislativas tenham sido criadas quando a Constituição entrou em vigor, foi só em 1826 que a Câmara e o Senado foram instalados e começaram a legislar.

Andrada afirmou que, além de representar nossa soberania, a Constituição de 1824 trouxe princípios modernos como a liberdade de expressão.

“É dela que nasce o Poder Legislativo. Essa é a importância: o Poder Legislativo como o poder do povo são 200 anos que a Constituição brasileira cria essa representação da sociedade”, afirma.

Mario Agra / Câmara dos Deputados
Câmara e Banco Central lançam moeda comemorativa pelos 200 anos da Constituição de 1824. Diretora de Relacionamento e Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central, Carolina Barros. Dep. Lafayette de Andrada(REPUBLICANOS - MG). Diretor de Administração do Banco Central do Brasil, Rodrigo Alves Teixeira
Lafayette de Andrada mostra a moeda em evento no Salão Nobre da Câmara

O diretor administrativo do Banco Central, Rodrigo Alves Teixeira, afirmou que a moeda marca um evento que comemora uma data histórica. Segundo Teixeira, a Constituição de 1824 marcou um tempo para a nação brasileira que passou a ser regida por um mesmo arcabouço legal.

“O Banco Central tem, entre suas responsabilidades, emitir moedas comemorativas de fatos importantes do País, para que se torne perene e para homenagear, ao mesmo tempo, as duas câmaras do Poder Legislativo e a Constituição que lhe deu origem”, afirmou Teixeira.

 

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

 

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Escola de Música de Brasília comemora 60 anos com promessa de reforma

Foto: Isis Dantas/ gabinete Dayse Amarilio

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O Teatro Levino de Alcântara foi palco, na noite dessa quarta-feira (10), de sessão solene da Câmara Legislativa em homenagem aos 60 anos da Escola de Música de Brasília (EBM), completados no último 11 de março. Orquestrada pela deputada Dayse Amarilio (PSB), a solenidade teve como plateia alunos, professores, músicos e autoridades. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ganhou os holofotes ao assumir compromisso com a reforma da instituição.

“Resgatei o processo físico da reforma da Escola de Música e iremos atualizar o projeto, que tem um custo estimado de R$ 13 milhões”, informou a chefe da pasta responsável pela instituição. Ao se comprometer a tirar do papel a antiga promessa de reforma, Paranaguá assegurou: “Já estamos colocando no plano de obra para 2024, e esse vai ser um ano para levantar o recurso e atualizar o projeto. Vai vir a reforma”.

Durante a homenagem, a autora da iniciativa, que é enfermeira, disse acreditar que a música é uma aliada na prevenção do adoecimento e na promoção da saúde. Além disso, Dayse Amarilio falou do potencial da música para “conectar as pessoas” e “transformar o ambiente”.

“Me sinto extremamente honrada de estar neste solo sagrado, que é palco de grandes histórias e de nomes que formaram ícones da nossa música. A EBM é considerada uma das melhores em educação musical e profissional da América Latina, está entre as mais conceituadas do mundo”, destacou a parlamentar.

Também presente na solenidade, o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Cláudio Abrantes, afirmou que a Escola de Música é o “celeiro” e a “terra vermelha” de onde saíram grandes talentos. Ele ainda frisou a importância da figura do maestro Levino de Alcântara, idealizador da instituição.

Abrantes aproveitou a comemoração para dar uma outra boa notícia para a música do DF: a elaboração de edital de concurso para a Orquestra Sinfônica de Brasília. Segundo o secretário, a expectativa é soltar o edital no segundo semestre deste ano. Há dez anos sem um concurso, a Orquestra completou 45 anos este mês, tendo sido homenageada em sessão solene da CLDF nessa segunda-feira (8).

Madrigal, Orquestra de Cordas, Banda Sinfônica e BigBand foram as atrações da comemoração do primeiro sexagenário da Escola de Música. Nesses 60 anos, por lá passaram artistas como os cantores Ney Matogrosso e Cássia Eller, o bandolinista Hamilton de Holanda, o guitarrista Lula Galvão, o contrabaixista Jorge Helder e o violonista Jaime Ernest Dias.

*Com informações da assessoria de comunicação da deputada Dayse Amarilio

Denise Caputo – Agência CLDF

 

 

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