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Reúso de Água Potável

Pedro Mancuso fala sobre o livro e explica a questão da pandemia do COVI-19 e o tratamento de esgoto sanitário.

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O livro será lançado durante o Seminário “Segurança Hídrica e Reúso de Água”. O evento será realizado de forma on line no dia 23, das 10h00 às 11h30.

 

Nas comemorações pelo Dia Mundial da Água, será lançando dia 23 de março, em São Paulo, o livro “Reúso de Água Potável como estratégia para a escassez”. O livro não deixa de contemplar também o que talvez seja o principal fato dos últimos anos: a pandemia da Covid-19. Ele conta com um capítulo dedicado à abordagem das consequências dessa doença para o tratamento do esgoto sanitário.

O uso da água disponível em regiões de grandes concentrações urbanas, para o abastecimento público, é uma questão premente nos dias atuais. Sobretudo com a constante expansão das regiões metropolitanas, já que as reservas de água potável nessas áreas não suportam esse crescimento, o que leva a crises periódicas de abastecimento.

Reúso de água como estratégia para a escassez trata desse assunto, que conta com um número cada vez maior de defensores, abordando seus principais aspectos e as mais atuais tecnologias empregadas no reúso de água potável, apontando inclusive para perspectivas de futuro nessa área. Alguns dos principais pontos discutidos na obra são:

  1. Reúso potável direto
  2. Poluentes associados aos rios urbanos
  3. Riscos associados à prática do reuso
  4. Escassez de água e saneamento
  5. Bacias hidrográficas
  6. Manejo de águas pluviais
  7. Sistema público de esgotos
  8. Processo de separação por membranas
  9. Carvão ativado
  10. Processos oxidativos avançados
  11. Ozonização
  12. Aeração por nanobolhas
  13. Plano de segurança da água (PSA)

 

PEDRO CAETANO SANCHES MANCUSO

ENTREVISTA

O livro “Reúso de Água Potável como Estratégia para a Escassez” tem como editores o prof Dr. Pedro Caetano Sanches Mancuso (foto), da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo; o prof Dr. José Carlos Mierzwa, da Escola Politécnica da USP; Alexandra Hespanhol, do Centro de Referência em Segurança da Água, Cersa, da Faculdade de Saúde Pública da USP; e o prof Dr Ivanildo Hespanhol Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (in memoriam).

 

 

Folha do Meio – Quais são as diferenças entre seu primeiro livro Reúso de Água publicado em 2002 e este, lançado neste ano de 2021?

Pedro Mancuso – O lançamento do primeiro livro se deu em uma época onde o tema, reúso de água era absolutamente desconhecido, tanto na área acadêmica como na área de engenharia e saneamento propriamente dita. Assim sendo, houve necessidade de um ‘desbravamento” do tema onde os capítulos foram concebidos de forma a apresentarem os vários processos, até então empregados para tratamento de águas poluídas visando unicamente seu descarte no meio ambiente, e agora com vistas à sua reutilização nas mais variadas atividades humanas.

 

FMA – Mas já se foram duas décadas…

Pedro Mancuso – De fato, se passaram 19 anos. Esta nova obra se dá em um outro contexto. Como seu título sugere “Reúso de Água Potável como Estratégia para a Escassez” ela surge espontaneamente após a crise hídrica que assolou a região Metropolitana de São Paulo entre 2014 e 2015. Assim, os diversos capítulos foram concebidos por cientistas e profissionais, expoentes no âmbito de tratamento, potabilidade e reúso de água, trazendo uma visão atualizada sobre o reúso de água como parte da solução para escassez de água.

Nessas condições, ele traz algumas importantes abordagens e atualizações tecnológicas voltadas não só para tratamento de água, mas também para análise de riscos. Além disso, contempla temas atualíssimos como a de existência de COVID-19 em esgotos sanitários em bacias hidrográficas urbanas.

Com vistas à questão do risco, dedica um capítulo inteiro para os Planos de Segurança da Água, atualmente uma obrigação legal.

 

FMA – Existem também as novas tecnologias.

Pedro Mancuso – Verdade. E como parte de experimentação de campo, é apresentada uma tecnologia extremamente atual recentemente testada da recuperação do rio Pinheiros: aeração por nanobolhas.

O seu último capítulo é dedicado ao estudo de casos reais do emprego de reúso potável e no Brasil e no exterior, como forma de enfrentamento de episódios de crises hídricas.

Por fim, mas não menos importante, os editores da obra – Prof. Dr. José Carlos Mierzwa, a senhora Alexandra Hespanhol e eu –  dedicamos este segundo livro in memoriam ao saudoso cientista prof. Dr. Ivanildo Hespanhol, precursor de importantes pesquisas em reúso de água na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

 

FMA – O senhor cita a questão do COVID-19 em esgotos domésticos. Esta é atualmente a grande ameaça para reúso potável de água?

Pedro Mancuso – Naturalmente, a existência de vírus em efluentes domésticos é uma preocupação; porém, não a única. Inúmeros patógenos podem existir em efluentes domésticos ou mesmo em mananciais.

O importante, além da identificação da existência de patógenos nas possíveis fontes de água, é utilizar tecnologias que podem neutralizar e/ou eliminar estes patógenos e outros compostos orgânicos, ou inorgânicos, que sejam prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente, como por exemplo, a separação por membranas e a aeração por nanobolhas. Esta última, resultado de pesquisa coordenada por mim no Centro de Apoio à Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, é apresentada em um capítulo específico.

 

FMA – Essa pesquisa é apresentada no livro? O Sr. poderia explanar sobre esta pesquisa?

Pedro Mancuso – O capítulo terceiro do livro refere-se a essa pesquisa. Seu objetivo foi testar a tecnologia de utilização de nanobolhas de ar para recuperação da qualidade de água de rios superficiais contaminados.

Um sistema piloto de tratamento, foi instalado junto a um corpo hídrico superficial bastante poluído. Esse equipamento operou durante oito meses, trabalhando durante oito horas por dia.

 

FMA – Qual a diferença entre nanobolhas e macrobolhas?

Pedro Mancuso – Interessante, isso. Ao contrário do que possa ser imaginado, as nanobolhas de ar têm comportamento notadamente diferente de micro e macrobolhas. Além delas manterem-se no meio aquoso por um tempo muito superior, quando comparado a micro e macrobolhas, deslocam-se em movimento aleatório denominado Movimento Browniano. Por fim apresentam carga elétrica na sua superfície, conseguindo elevar o nível de oxigênio dissolvido no meio aquoso, acima do seu ponto de saturação. Esse fato é responsável pela alta capacidade de oxigenação da água.

 

FMA – Quais foram os resultados desta pesquisa?

Pedro Mancuso – Os resultados atingidos, foram: Diminuição dos sólidos totais e não formação de lodo; Taxas de dissolução de oxigênio acima do ponto de saturação; Aumento imediato do potencial de oxirredução.

É importante citar que, em termos de qualidade de água tratada alguns parâmetros têm resultados imediatos. São eles: remoção de odores, oxigenação, remoção de sólidos totais e remoção de turbidez. Essas são características estético sanitárias altamente desejáveis para os rios urbanos.

 

FMA – De que forma o senhor avalia que esse livro pode contribuir para o emprego do reúso de água potável como estratégia no combate à escassez de água em regiões altamente urbanizadas?

Pedro Mancuso – O desenvolvimento de todos os capítulos do livro foi feito no sentido de desmistificar a questão do reúso potável de água. O conhecimento popular aponta para a crença de que o reúso potável indireto, ou seja, onde esgoto tratado é lançado nos rios ou nos lagos para posterior captação e tratamento é seguro. Por outro lado, o reúso potável direto onde o esgoto tratado é conduzido a uma estação de potabilização sem passar pela “natureza”, é menos seguro.

A desmistificação refere-se a este particular. As empresas de saneamento sabem que rios e, em menor forma lagos, tem qualidade de água extremamente oscilante em função de chuvas e lançamentos clandestinos. Isso inviabiliza o projeto e a operação segura de tais estações.

Por outro lado, ao se usar esgoto tratado como a “matéria prima” das estações de potabilização, conhece-se perfeitamente sua qualidade anulando oscilações qualitativas e quantitativas. E isso faz toda a diferença nos projetos e operações dessas unidades.

 

FMA – Quais outras novidades o livro traz?

Pedro Mancuso – Sim, o livro também introduz o conceito de Atenuantes Ambientais. Essa metodologia emprega um corpo de água superficial intermediariamente entre o esgoto tratado e a unidade de potabilização. Em última análise Atenuantes Ambientais são corpos de água onde todas, absolutamente todas variáveis intervenientes ficam sob controle da operadora. Nessa concepção, a segurança é total. Não existe oscilações.

Para finalizar é necessário que se diga que o reúso de água potável é apenas uma estratégia para o enfrentamento da escassez de água. Evidentemente, a impotência dos órgãos ambientais na contenção do processo de ocupação desordenada e não planejada no entorno dos mananciais urbanos, particularmente dos grandes centros, é a causa primária do problema.

 

FMA – Quando o livro será lançado?

Pedro Mancuso – O nosso trabalho está dentro das comemorações do DIA MUNDIAL DA ÁGUA, em 22 de março agora. Mas o lançamento, por circunstâncias de oportunidade e logística, será lançado dia 23 de março. O livro está sendo produzido pela Editora Manole, São Paulo, e será lançado durante o seminário “Segurança Hídrica e Reúso de Água”. O evento será realizado de forma on line no dia 23, das 10h00 às 11h30.

 

 

 

 

 

 

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SAS acelera a sustentabilidade e melhora os resultados globais por meio da inovação social

Ações da companhia tem por objetivo incentivar maneiras criativas de acelerar o progresso global e mover o mundo em direção a um futuro mais sustentável

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São Paulo, julho de 2021 – Com um espírito de curiosidade impulsionando a inovação analítica por mais de quatro décadas, o SAS, líder global em analytics, segue priorizando a cidadania corporativa e a combinação de tecnologia com o propósito de orientar seus negócios a partir de uma estratégia climática. Além de ajudar os clientes com suas iniciativas de negócios e necessidades sustentáveis, o SAS tem uma reputação de longa data por apoiar a energia limpa e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, ao mesmo tempo que usa seu software para tratar de questões econômicas, sociais e ambientais.

“O ano passado nos mostrou como estamos intimamente conectados e como podemos realmente causar um impacto trabalhando juntos”, disse o CEO e cofundador do SAS, Jim Goodnight. “No SAS, conhecemos o poder da tecnologia para ajudar a encontrar melhores respostas para conduzir melhores decisões – que protegem nosso meio ambiente, salvam vidas e tornam nosso mundo um lugar melhor e mais seguro com um futuro mais sustentável.”

Crescendo por meio de práticas inovadoras de sustentabilidade
Para o SAS, um local de trabalho amigável ao meio ambiente incorpora um modelo de negócio sustentável, apoiando o Acordo do Clima de Paris e estimulando a curiosidade e a criatividade dos colaboradores. Com streaming de dados para melhorar as operações por meio de seu projeto de campus inteligente para abastecer seus escritórios com energia limpa por meio de parques solares, a empresa usa o SAS Visual Analytics para coletar, gerenciar, calcular e relatar seu desempenho ambiental. Como líder e defensora da sustentabilidade corporativa, o SAS trabalha em estreita colaboração com funcionários, fornecedores e clientes para reduzir sua pegada ambiental com programas focados em conservação de energia, gestão de emissões, mitigação de poluição, conservação de água, construção ecológica e outras iniciativas.

Em 2020, os principais feitos ambientais do SAS incluem:

Comprometimento com a meta de emissões de carbono zero até 2050.
Envio das metas de redução de emissões de 2025 e 2030 à Science Based Targets (SBTi) para revisão.
As emissões do SAS em todos os escopos foram 39,5% mais baixas do que as apresentadas para a SBTi em 2018.
Redução das emissões globais em todos os escopos em 37,7% em 2020 de 107.267 para 66.875 milhões de toneladas (MtCO2e).
Atingida a meta de intensidade de uso de energia de 40% até 2025 para edifícios de escritórios – uma melhoria de 46% no ano base.
Atingiu a meta de intensidade de uso de carbono de 50% até 2025 para edifícios de escritórios – uma melhoria de 56% no ano base.
Desviou 50% dos resíduos operacionais e de construção de aterros em todo o mundo.
Obteve as certificações Energy Star para 11 edifícios.
Gerou 3,8 milhões de kWh de energia limpa e renovável a partir de sistemas solares instalados em telhados e no solo.
Melhorar a sociedade por meio de contribuições positivas
A iniciativa de inovação social do SAS trabalha para encontrar maneiras criativas de acelerar o progresso global e mover o mundo em direção a um futuro mais sustentável. Esses programas de impacto social contam com a curiosidade e a experiência dos funcionários do SAS, que são apaixonados por usar suas habilidades para o bem social, assim como com as parcerias da empresa com clientes, grupos da indústria, organizações sem fins lucrativos, governos e organizações globais.

O SAS continua a descobrir novas oportunidades do uso de analytics para servir ao bem maior por meio do movimento Data for Good, que incentiva o uso de dados de maneiras significativas para resolver questões humanitárias em torno da pobreza, saúde, direitos humanos, educação e meio ambiente. Desde ajudar a aumentar populações de abelhas saudáveis e combater o desmatamento, até revelar disparidades raciais na propriedade de uma casa e investir no bem-estar do paciente, o SAS está contribuindo para a construção de um mundo melhor para as pessoas e o planeta – trabalho que foi reconhecido pela Fast Company and Inc. Magazine, entre outros.

Contribuir para um trabalho significativo é apenas parte da cultura premiada do local de trabalho, que se dedica a tratar os funcionários como os que fazem a diferença e com foco em seu bem-estar. A cultura do SAS sempre foi parte integrante de quem ela é como empresa, conectando a natureza curiosa que iniciou o SAS e o espírito de inovação que o move para a frente. É por causa dessa curiosidade – e da paixão do SAS por fazer o bem – que a empresa e seus colaboradores rapidamente se prepararam para ajudar durante a pandemia da COVID-19. Além de ajudar vários clientes a controlar a propagação do vírus, o SAS criou um hub de recursos de análise de dados para ajudar empresas e indivíduos a combater o vírus por meio de ferramentas e recursos gratuitos.

O SAS forneceu seu software gratuitamente ao COVID-19 Research Database – o maior repositório único de dados de pacientes não identificados relacionados ao COVID-19 no mundo – para que pesquisadores de políticas de saúde pública entendam melhor a pandemia. O SAS também construiu um Painel Interativo de Populações Vulneráveis para entender quais populações estão em maior risco por geografia.

Este compromisso de cuidar dos outros e garantir o futuro, se estende à filosofia filantrópica do SAS em apoiar a alfabetização em dados e iniciativas de educação para todos. De alunos de pré-escolas à pós-graduação, o SAS oferece suporte a inúmeros programas educacionais para ajudar alunos de todas as origens a atingirem seu pleno potencial como futuros líderes inovadores. Para atender às necessidades de adaptação de alunos e profissionais às novas rotinas diárias trazidas pela COVID-19, a empresa lançou opções flexíveis e gratuitas para aprender SAS no ano passado. Em 2019, para a pré-escola aos 12 anos, mais de 2,5 milhões de educadores e alunos usaram ferramentas, recursos e aplicativos digitais gratuitos do SAS. Em 2020, cerca de 50.000 professores e 200.000 alunos criaram novas contas e para o ensino superior e alunos adultos, os downloads e registros do Software SAS para acadêmicos saltou 59%.

Para saber mais sobre as iniciativas do SAS, leia o mais recente relatório de Responsabilidade Social Corporativa do SAS e aprenda o que a torna uma empresa líder em sustentabilidade.

Sobre o SAS
O SAS é líder global em Analytics e a maior empresa de software de capital fechado do mundo. Fundada em 1976, suas soluções são usadas em mais de 80 mil empresas em todo o planeta, incluindo 93 das top 100 companhias listadas na Fortune Global 500. No Brasil, o SAS está presente desde 1996 com escritórios em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Brasília (DF), atuando em setores como finanças, telecomunicações, varejo, energia, governo, educação, entre outros. A empresa também é mundialmente reconhecida por suas boas práticas de Recursos Humanos, inclusive no Brasil, onde foi incluída seis vezes consecutivas entre os três melhores empregadores do país pelo ranking Top Employers Institute. Confira o site: www.sas.com/br

 

 

 

 

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Águas do DF recebe Prêmio Mundial

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Programa brasiliense “Produtor de Água no Pipiripau” ganha em segundo lugar prêmio internacional Water ChangeMaker

A gestão dos Recursos Hídricos de Brasília está de parabéns. O projeto realizado por várias instituições do DF para estimular a conservação de água e solo na bacia do ribeirão Pipiripau. O Projeto Produtor de Água no Pipiripau, que estimula a conservação de água e solo na bacia do ribeirão Pipiripau (DF), iniciativa da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e parceiros, ganhou o segundo lugar da premiação Water ChangeMaker Awards, promovido pela Parceria Global pela Água (GWP na sigla em inglês), que reconhece iniciativas de todo o mundo que promovem mudanças socioambientais por meio das águas. O projeto levou o segundo lugar em empate com projeto do Fondo Mexicano para la Conservación de la Naturaleza A.C., após votação popular entre 12 finalistas. O grande campeão foi o projeto The Masungi Georeserve story: Restoring forgotten watersheds through youth-led movements, promovido pela Masungi Georeserve Foundation, das Filipinas. O terceiro colocado foi a iniciativa Watershared Bank: Funding the conservation of water factories in the Tropical Andes, realizado pela Fundacion Natura Bolivia, da Bolívia.

Os ganhadores foram anunciados no final de janeiro durante a Cúpula de Adaptação Climática 2021. Inscrito na premiação pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (ADASA), o Produtor de Água no Pipiripau concorreu com ações realizadas nos seguintes países: Bangladesh, Bolívia (2), Butão, Canadá, Egito, Equador, Filipinas, Honduras, México e Quênia.

 

CONFLITO PELO USO DA ÁGUA

Região produtora da bacia do ribeirão Pipiripau

 

Vigente até 2023, o Produtor de Água no Pipiripau tem o objetivo de promover a recuperação hidroambiental da bacia hidrográfica do ribeirão Pipiripau de modo a ampliar a oferta de água que abastece cerca de 180 mil habitantes do Distrito Federal, além de melhorar a qualidade do recurso. Devido à sua baixa disponibilidade hídrica – principalmente nos períodos mais secos do ano –, a bacia do ribeirão Pipiripau tem um histórico de conflito pelo uso da água, que vem sendo amenizado desde o início do Projeto em 2012.

Na bacia, que ocupa uma área de 23.527 hectares (90,3% no DF e o restante em Goiás), o uso preponderante da água é para irrigação, principalmente de hortaliças. Isso acontece especialmente por conta do canal de irrigação Santos Dumont, que utiliza água do ribeirão e teve sua revitalização entregue recentemente em 2 de outubro. Outros usos expressivos são a dessedentação de animais e a aquicultura.

 

O PROGRAMA PRODUTOR DE ÁGUA

Produtores rurais da bacia do ribeirão do Pipiripau recebem orientação para a melhor gestão dos recursos hídricos e a melhor forma de preservação dos mananciais.

 

Criado em 2001, o foco do Programa é o estímulo à política de pagamento por serviços ambientais (PSA), que recompensa os produtores rurais por ações de conservação de água e solo. Com o objetivo de proteger os recursos hídricos no Brasil, a ANA apoia projetos que visam à redução da erosão e do assoreamento de mananciais no meio rural, melhorando a qualidade e a oferta de água – inclusive aquela que chega às cidades para seu abastecimento.

 

PROGRAMA DE ÁGUAS PARA CRIANÇAS

Mais de 400 estudantes de 13 escolas públicas e privadas do Distrito Federal ajudam a plantar 1,5 mil mudas de espécies nativas do Cerrado em 15 propriedades rurais às margens da Bacia do Ribeirão Pipiripau.

 

O programa de águas tem ação educativa e de conscientização das crianças que frequentam as escolas da região. A ação faz parte do projeto Produtor de Água Mirim, que leva crianças de escolas públicas e particulares de Brasília para as áreas das bacias hidrográficas. Os alunos são orientados sobre a importância do reflorestamento de árvores nativas do Centro-Oeste para a preservação dos mananciais e a conservação do solo.

 

 

 

 

 

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A tecnologia a favor do desenvolvimento da agricultura orgânica

Plataforma do MercadoOrganico.com facilita o acesso dos agricultores orgânicos a insumos com certificação e garantia de origem, levando segurança até a mesa do consumidor

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Do sonho de uma família surgiu uma grande ideia, criar uma startup que conectasse os consumidores que buscam alimentos orgânicos e naturais com menor impacto no meio ambiente e sem resíduos químicos. Assim, em 2017 foi fundada a MercadoOrgânico.com. Apesar de jovem, o e-commerce atua como um marketplace exclusivo de orgânicos, sendo o elo entre a venda de produtos orgânicos e ecológicos, principalmente de pequenos produtores, com o mercado consumidor, encurtando assim as negociações.  Atualmente são mais de 2.000 mil diferentes itens como frutas, verduras, legumes, itens de mercearia, alimentos congelados, bebidas, carnes orgânicas e outros, oriundos de quase 500 produtores de todo o Brasil.

Do ano de 2019 para cá, a empresa girou a roda e teve um grande crescimento de vendas, 60%, em pleno período de pandemia pelo COVID-19. E a expectativa é que nos próximos 3 anos o MercadoOrganico.com cresça a uma taxa de 15% ao mês. “Houve um grande aumento na procura por uma alimentação mais saudável, até pela própria indicação médica de manter boa saúde e alta imunidade da população”, aponta Dário Dal Piaz, um dos fundadores, sócio e administrador da plataforma.

Nesse mesmo período, os proprietários perceberam a necessidade de sentir “as dores e prazeres” da agricultura e adquiriram uma fazenda, certificando-a orgânica, a Fazenda Guata Porã, que fica em Atibaia-SP. “Foi aí com essa relação mais próxima, no dia a dia, é que começamos a ter esse olhar de como o produtor de orgânico tem as suas dificuldades, as suas lutas, para encontrar sementes, insumos e foi aí que nós começamos a pensar diferente, que podíamos fazer ainda mais por eles”, destaca o empreendedor.

Do outro lado da ponta

Ainda segundo Dal Piaz, faltava também auxiliar o produtor a encontrar sementes e insumos certificados, de procedência e qualidade, para que todo o processo tenha realmente segurança alimentar e siga os parâmetros exigidos pelos órgãos reguladores. Por isso, se fez necessário direcionar os olhos para o período de pré-plantio.

A primeira parceria feita foi com a Bejo, especialista em sementes de hortaliças, que são encontradas à venda na plataforma. Agora, a grande novidade é que o e-commerce passa a oferecer também em uma seção específica, com os insumos certificados de alta tecnologia e desempenho para agricultura orgânica da multinacional alemã DVA Agro.

O engenheiro agrônomo e responsável pelo marketing da multinacional no Brasil, Bruno Francischelli, aponta que a empresa está seguindo a vertente da mudança de perfil e hábitos da classe produtora, que tem se tornado cada vez mais informatizada. “Para nós da DVA juntaram-se duas coisas muito positivas, o mercado de orgânicos e o e-commerce. Esta é a primeira iniciativa da empresa nesse sentido tecnológico de facilitar o acesso ao nosso portfólio. O MercadoOrganico.com já é uma plataforma maturada na parte de produtos finais e agora ingressa nesse mercado que é o nosso com a visão que eles têm do produtor que faz as entregas e vendas através deles”, destaca.

Inicialmente serão disponibilizados os produtos: Incentia Eco Zinc, fertilizante ecológico concentrado em zinco, que fornece este elemento às culturas e corrige deficiências deste elemento; Incentia Eco Humic, obtido a partir da destilação de açúcares de origem vegetal. Deve ser aplicado nos momentos mais críticos do desenvolvimento da planta e enraizamento; Incentia PhytoEco Glabraneem, é um fertilizante potássico com alta concentração de carbono e matéria orgânica e Incentia PhytoEco Reppell, fertilizante procedente de resíduos vegetais que possui ação bioestimulante e repelente. O portfólio da DVA conta com mais de 30 produtos com certificação para uso em agricultura orgânica que estão sendo implementados aos poucos no Brasil.

A startup também aposta no sucesso da parceria. “Particularmente vemos com uma oportunidade, para que nós realmente façamos esse auxílio completo ao pequeno produtor. Nós não trabalhamos com pedido mínimo, oferecemos formas de parcelamento, muitas vezes frete grátis e ainda descontos para compra com CNPJ. E um outro ponto principal é a possibilidade de o pagamento ser atrelado a safras futuras, para que ele possa disponibilizar o produto dele aqui também, e agora oferecer os produtos DVA Agro será uma oportunidade sensacional”, completa Alessandra Petrina, responsável na empresa pelo marketing e produtos.

Facilitar o acesso

Para o produtor, a empresa fornece a estrutura logística de armazenamento, entrega e outros serviços que auxiliam na prospecção de clientes. Desse modo, facilitando a capilaridade deles, a fim de torná-los competitivos no mercado tradicional. “Os custos dos produtos caem, e o consumidor tem acesso à alimentação orgânica a um preço justo. Nós sempre tentamos entender a produção dele, qual o valor ele pretende colocar no seu produto, nós passamos essa questão. Tudo isso é analisado para que não chegue a um preço muito elevado, para o cliente final, mas também para que nós não deixemos o produtor numa posição ruim”, explica Alessandra.

Em sua maioria o produtor orgânico tem uma pequena produção, ele mesmo embala, tudo certinho e certificado, mas por um motivo ou outro ele tem esbarra na dificuldade de disponibilizar isso para a venda. “Principalmente se for na internet, de colocar uma descrição, montar um site. E é exatamente isso que nós fazemos, conseguimos oferecer todos esses processos a ele. E ele fica com cerca de 70% do valor de venda”, conta a profissional.

Consumidor final também ganha

Uma pesquisa de 2017 da Organis, Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável, apontou que a média de consumo brasileira com regularidade de produtos orgânicos é de 15%, sendo a região Sul a que apresenta maior índice, 34%. De acordo com Alessandra essa parte da sociedade busca em sua maioria mais saúde e está preocupada com as questões ambientais. “Percebemos ao longo desses anos da empresa que tudo está conectado. Alimentação não é simplesmente alimentar. É ter a segurança do que está consumindo e para isso o selo, por exemplo, faz parte dessa segurança. Tudo isso traz segurança. para que o nosso cliente possa consumir sem medo. Pode entrar no site e comprar os seus orgânicos na tranquilidade de tudo que ele está consumindo é verdadeiramente orgânico”, finaliza. Mais informações, acesse: https://mercadoorganico.com/shop/dva-agro-brasil

 

 

 

 

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