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A tecnologia a favor do desenvolvimento da agricultura orgânica

Plataforma do MercadoOrganico.com facilita o acesso dos agricultores orgânicos a insumos com certificação e garantia de origem, levando segurança até a mesa do consumidor

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Do sonho de uma família surgiu uma grande ideia, criar uma startup que conectasse os consumidores que buscam alimentos orgânicos e naturais com menor impacto no meio ambiente e sem resíduos químicos. Assim, em 2017 foi fundada a MercadoOrgânico.com. Apesar de jovem, o e-commerce atua como um marketplace exclusivo de orgânicos, sendo o elo entre a venda de produtos orgânicos e ecológicos, principalmente de pequenos produtores, com o mercado consumidor, encurtando assim as negociações.  Atualmente são mais de 2.000 mil diferentes itens como frutas, verduras, legumes, itens de mercearia, alimentos congelados, bebidas, carnes orgânicas e outros, oriundos de quase 500 produtores de todo o Brasil.

Do ano de 2019 para cá, a empresa girou a roda e teve um grande crescimento de vendas, 60%, em pleno período de pandemia pelo COVID-19. E a expectativa é que nos próximos 3 anos o MercadoOrganico.com cresça a uma taxa de 15% ao mês. “Houve um grande aumento na procura por uma alimentação mais saudável, até pela própria indicação médica de manter boa saúde e alta imunidade da população”, aponta Dário Dal Piaz, um dos fundadores, sócio e administrador da plataforma.

Nesse mesmo período, os proprietários perceberam a necessidade de sentir “as dores e prazeres” da agricultura e adquiriram uma fazenda, certificando-a orgânica, a Fazenda Guata Porã, que fica em Atibaia-SP. “Foi aí com essa relação mais próxima, no dia a dia, é que começamos a ter esse olhar de como o produtor de orgânico tem as suas dificuldades, as suas lutas, para encontrar sementes, insumos e foi aí que nós começamos a pensar diferente, que podíamos fazer ainda mais por eles”, destaca o empreendedor.

Do outro lado da ponta

Ainda segundo Dal Piaz, faltava também auxiliar o produtor a encontrar sementes e insumos certificados, de procedência e qualidade, para que todo o processo tenha realmente segurança alimentar e siga os parâmetros exigidos pelos órgãos reguladores. Por isso, se fez necessário direcionar os olhos para o período de pré-plantio.

A primeira parceria feita foi com a Bejo, especialista em sementes de hortaliças, que são encontradas à venda na plataforma. Agora, a grande novidade é que o e-commerce passa a oferecer também em uma seção específica, com os insumos certificados de alta tecnologia e desempenho para agricultura orgânica da multinacional alemã DVA Agro.

O engenheiro agrônomo e responsável pelo marketing da multinacional no Brasil, Bruno Francischelli, aponta que a empresa está seguindo a vertente da mudança de perfil e hábitos da classe produtora, que tem se tornado cada vez mais informatizada. “Para nós da DVA juntaram-se duas coisas muito positivas, o mercado de orgânicos e o e-commerce. Esta é a primeira iniciativa da empresa nesse sentido tecnológico de facilitar o acesso ao nosso portfólio. O MercadoOrganico.com já é uma plataforma maturada na parte de produtos finais e agora ingressa nesse mercado que é o nosso com a visão que eles têm do produtor que faz as entregas e vendas através deles”, destaca.

Inicialmente serão disponibilizados os produtos: Incentia Eco Zinc, fertilizante ecológico concentrado em zinco, que fornece este elemento às culturas e corrige deficiências deste elemento; Incentia Eco Humic, obtido a partir da destilação de açúcares de origem vegetal. Deve ser aplicado nos momentos mais críticos do desenvolvimento da planta e enraizamento; Incentia PhytoEco Glabraneem, é um fertilizante potássico com alta concentração de carbono e matéria orgânica e Incentia PhytoEco Reppell, fertilizante procedente de resíduos vegetais que possui ação bioestimulante e repelente. O portfólio da DVA conta com mais de 30 produtos com certificação para uso em agricultura orgânica que estão sendo implementados aos poucos no Brasil.

A startup também aposta no sucesso da parceria. “Particularmente vemos com uma oportunidade, para que nós realmente façamos esse auxílio completo ao pequeno produtor. Nós não trabalhamos com pedido mínimo, oferecemos formas de parcelamento, muitas vezes frete grátis e ainda descontos para compra com CNPJ. E um outro ponto principal é a possibilidade de o pagamento ser atrelado a safras futuras, para que ele possa disponibilizar o produto dele aqui também, e agora oferecer os produtos DVA Agro será uma oportunidade sensacional”, completa Alessandra Petrina, responsável na empresa pelo marketing e produtos.

Facilitar o acesso

Para o produtor, a empresa fornece a estrutura logística de armazenamento, entrega e outros serviços que auxiliam na prospecção de clientes. Desse modo, facilitando a capilaridade deles, a fim de torná-los competitivos no mercado tradicional. “Os custos dos produtos caem, e o consumidor tem acesso à alimentação orgânica a um preço justo. Nós sempre tentamos entender a produção dele, qual o valor ele pretende colocar no seu produto, nós passamos essa questão. Tudo isso é analisado para que não chegue a um preço muito elevado, para o cliente final, mas também para que nós não deixemos o produtor numa posição ruim”, explica Alessandra.

Em sua maioria o produtor orgânico tem uma pequena produção, ele mesmo embala, tudo certinho e certificado, mas por um motivo ou outro ele tem esbarra na dificuldade de disponibilizar isso para a venda. “Principalmente se for na internet, de colocar uma descrição, montar um site. E é exatamente isso que nós fazemos, conseguimos oferecer todos esses processos a ele. E ele fica com cerca de 70% do valor de venda”, conta a profissional.

Consumidor final também ganha

Uma pesquisa de 2017 da Organis, Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável, apontou que a média de consumo brasileira com regularidade de produtos orgânicos é de 15%, sendo a região Sul a que apresenta maior índice, 34%. De acordo com Alessandra essa parte da sociedade busca em sua maioria mais saúde e está preocupada com as questões ambientais. “Percebemos ao longo desses anos da empresa que tudo está conectado. Alimentação não é simplesmente alimentar. É ter a segurança do que está consumindo e para isso o selo, por exemplo, faz parte dessa segurança. Tudo isso traz segurança. para que o nosso cliente possa consumir sem medo. Pode entrar no site e comprar os seus orgânicos na tranquilidade de tudo que ele está consumindo é verdadeiramente orgânico”, finaliza. Mais informações, acesse: https://mercadoorganico.com/shop/dva-agro-brasil

 

 

 

 

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Brasil avança com decreto que regula mercado de crédito de carbono

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Por Regiane Esturilio*

 

O Brasil entra no radar no mercado global de créditos de carbono com a promulgação do decreto nº 11.075/2022, que regula o segmento com foco em exportação de créditos, principalmente para países e empresas que precisam compensar emissões e assim cumprir com os compromissos de neutralização. Estamos, finalmente, alinhados com a expectativa da regulamentação do futuro mercado global de carbono, previsto no Artigo 6º do Acordo do Clima de Paris, de 2015. Ao estabelecer os procedimentos para a criação do Sistema Nacional de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa, e para a elaboração de planos setoriais, o decreto dá início a tal política comercial.De início, o regramento é positivo por definir os conceitos de créditos de carbono e metano, unidades de estoque e o sistema de registro nacional de emissões e reduções, além da transação de créditos.Conforme o decreto, as empresas poderão receber tratamento diferenciado nos Planos Setoriais de Mitigação das Mudanças Climáticas, conforme o faturamento, níveis de emissão de poluentes, setores econômicos e localização.Considerando que, quando um país reduz emissões, recebe créditos de carbono que podem ser comercializados com outros países que não conseguem reduzir, muitas empresas que estejam nessas inovadoras negociações podem se beneficiar nesse contexto. Cabe ao governo e à iniciativa privada estabelecerem os estímulos necessários para que demais organizações sejam reconhecidas e valorizadas por essas ações, com medidas compensatórias, gerando um ciclo virtuoso.Muitos setores econômicos poderão se beneficiar desse decreto ao comprovar seu engajamento com a causa ambiental. Junto ao agronegócio, o papel e a celulose é um dos setores que reagiu mais rápido ao mercado global de redução de emissões. Nessa direção, poderá ser foco de medidas que visem o crescimento dos empregos verdes, atraindo investimentos nacionais e estrangeiros.É claro que o país carece de regulação complementar, a fim de que o nosso país entre com tudo no processo de regulação climática. Por isso, é fundamental conceituar a natureza jurídica dos ativos de carbono, como estipula o projeto de lei nº 528/2021, que regulamenta o Mercado Brasileiro de Reduções de Emissões (MBRE)._*Regiane Esturilio é advogada sócia do escritório Esturilio Advogados, especializada em Direito Tributário e Direito Penal Tributário. _

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Projetos esportivos e socioeducativos transformam a realidade de centenas de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social

Reconhecida como uma das 100 melhores ONGs do país, CADI Brasil
empodera jovens por meio de projetos de desenvolvimento comunitário

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O sonho de se tornar bailarina profissional está cada vez mais próximo de Lays Barbosa. Com apenas 10 anos, ela foi aprovada entre mais de mil crianças para estudar balé em uma das maiores instituições do mundo, a Escola de Teatro Bolshoi, cuja filial funciona desde março de 2000 na cidade de Joinville (SC). A mãe percebeu o interesse de Lays pela dança quando a menina tinha quatro anos, mas ela só passou a se dedicar à atividade em período integral no Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral (CADI) na Maré (RJ).No primeiro ano como aluna do CADI, Lays foi convidada pela professora Jennifer Rodrigues a fazer um solo na apresentação de dança de fim de ano. Em outubro de 2021, se inscreveu na seleção do Bolshoi e enviou um vídeo para desfrutar dos ensinamentos da única filial da instituição sediada em Moscou, na Rússia. Lays concorreu com alunos de todas as partes do mundo para aprender a precisão técnica e conquistar a qualificação artística do Bolshoi. Dentre 200 crianças classificadas para a etapa presencial, ela foi uma das 40 (20 meninos e 20 meninas) selecionadas para receber uma bolsa de estudos.  “Hoje o sonho se tornou realidade: sou aluna do Bolshoi. O fato de estar matriculada na oficina de balé do CADI e o trabalho maravilhoso de minha professora Jennifer me facilitaram o acesso e o direito à melhor escola de balé do mundo”, afirma Lays, que iniciou as aulas na escola em março deste ano. Sua história é apenas uma dentre centenas de crianças e adolescentes impactados pelo trabalho do CADI Brasil, que atendeu 7028 pessoas de forma direta e indireta em 2021.O CADI Brasil é uma coalização de organizações sociais cristãs que atua prioritariamente na proteção à infância, à adolescência e à família por meio do desenvolvimento comunitário em regiões de vulnerabilidade social. As unidades da organização estão localizadas em oito estados e nove municípios: Valença (BA), Camaçari (BA), Gaibu (PE), Porto Velho (RO),   Aratuba (CE), Maré (RJ), Fazenda Rio Grande (PR), Palhoça (SC) e Aratuba (CE).A ONG possui um programa de apadrinhamento de crianças e adolescentes, distribui cestas básicas e desenvolve projetos esportivos, socioeducativos, formações técnicas e profissionais com o objetivo de aumentar a qualidade de vida dos beneficiados e o empoderamento dos jovens. Além disso, o CADI capacita empreendedores sociais e presta consultoria e assessoria para outras organizações. Em 2021, a coalizão também ofereceu mentorias e formações para 262 pessoas em todo o Brasil e promoveu oito assessoramentos contínuos para organizações sociais.Ações emergenciais  Com as dificuldades impostas pela pandemia, o CADI realizou ações emergenciais para a doação de alimentos e outros itens de necessidade básica para 1.396 famílias (5.061 pessoas). Foram doados 90.750 quilos de alimentos e aproximadamente 26.431 itens distribuídos entre alimentos, cobertores, filtros de água, gás de cozinha, produtos de limpeza, material escolar, máscaras e presentes/lembranças.O CADI disponibilizou 11.068 serviços na modalidade remota nas áreas de arte, cultura, educação, empreendedorismo e geração de renda, espiritualidade, esporte e garantia de direitos. Os projetos da organização contribuíram para seis dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável sustentáveis estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU): Fome zero e Agricultura sustentável, Saúde e bem-estar, Educação de qualidade, Igualdade de gênero, Trabalho decente e crescimento econômico e paz, Justiça e instituições eficazes. “Mesmo num cenário desafiador, nossas equipes lideraram um movimento silencioso e discreto nas comunidades mais vulneráveis do Brasil, levando ajuda e auxílio para famílias que puderam contar com o compromisso e a paixão de nosso pessoal em campo. Somos gratos a Deus por ter nos dado capacidade em conduzir essas ações e pela mobilização de pessoas, igrejas e empresas que nos apoiaram com recursos e orações. Sem o suporte destas pessoas não teríamos conseguido”, ressalta Marcel Lins, diretor do CADI Brasil.CidadaniaO nascimento do CADI ocorreu em 1994 após Mauricio Cunha, jovem missionário na época, retornar de uma viagem aos Estados Unidos, onde participou de um curso de especialização em desenvolvimento comunitário. Com a bagagem adquirida pelo curso, que abordava também uma cosmovisão cristã de desenvolvimento, Mauricio teve a ideia de criar um projeto social para atender a população em situação de vulnerabilidade social no Paraná.  Mauricio – que atualmente ocupa o cargo de Secretário Nacional dos Direitos das Crianças e Adolescentes no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos – reaproveitou o material ao qual teve acesso durante a viagem e traduziu conteúdos para implementar uma escola bilíngue de desenvolvimento comunitário em Fazenda Rio Grande (PR). A partir dessa experiência, o CADI se tornou uma ONG que se expandiu para outras regiões do Brasil, transformando a realidade de milhares de famílias ao longo de 28 anos.  Em 2020, a organização foi reconhecida como uma das 100 melhores ONGs do país no maior prêmio do terceiro setor no país. A premiação é promovida pelo Instituto Doar em parceria com a AMBEV, a produtora O Mundo que Queremos, O Instituto Humanize e a Fundação Toyota e o Canal Futura. Mais informações, acesse cadi.org.br/ [1].

 

 

 

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Comissão debate impacto da reforma trabalhista no setor de ‘fast food’

Condições de trabalho de funcionários de lanchonetes serão foco do debate na CDH

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) promove na segunda-feira (8), às 10h, audiência pública interativa para debater o impacto da reforma trabalhista no cotidiano de trabalhadores de fast food.

Para o debate foram convidados 23 expositores, todos com presença confirmada. Entre eles, o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), juiz Luiz Antonio Colussi, e o procurador do Trabalho Alberto Emiliano de Oliveira Neto. Também devem participar os presidentes de entidades sindicais e representantes de trabalhadores brasileiros, chilenos e colombianos, além de advogados, comerciários, sociólogos, especialistas e ex-funcionários do McDonald’s.

O ciclo de debates tem por objetivo debater a Sugestão 12/2018 — Estatuto do Trabalho. A proposta é fruto da Subcomissão do Estatuto do Trabalho, criada no âmbito da CDH por meio de requerimento de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS). Paim é também o autor do pedido da audiência desta segunda, com apoio do senador Humberto Costa (PT-PE).

A subcomissão fez dezenas de audiências públicas ouvindo especialistas, sindicatos, entidades patronais, representantes do governo, professores, pesquisadores e da população. O grupo de trabalho, composto por diversas entidades que auxiliaram o colegiado, redigiu, a partir das contribuições recebidas nas audiências públicas, a Sugestão 12, que passou a tramitar sob a relatoria de Paulo Paim.

O debate será na sala 6 da ala Nilo Coelho.

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

 

 

 

 

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