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Dia do Patrimônio: Ameaças ao patrimônio cultural preocupam homenageados

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

 

Audiência pública debatou a preservação dos Patrimônio Material, Imaterial, Humano e Cultural do Distrito Federal

A reitora da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão, foi uma das homenageadas em audiência pública da Câmara Legislativa na noite desta segunda-feira (16), que tratou sobre os desafios e as perspectivas do Patrimônio Material, Imaterial, Humano e Cultural. A mediadora do encontro, deputada Arlete Sampaio (PT), destacou que os homenageados “são personagens que constroem a história do patrimônio cultural da humanidade, que é Brasília”. Por outro lado, a parlamentar pontuou que, na concepção de patrimônio como possibilidade de preservação da história e da memória de um povo, o momento presente no País configura “tempos estranhos e difíceis”.

Arlete citou os episódios dos incêndios no Museu Nacional do Rio do Janeiro e na Cinemateca em São Paulo, além da inserção do Palácio Capanema numa lista de imóveis que o governo federal pretende vender à iniciativa privada. “Falar de patrimônio é um motivo de resistência cultural para todos nós”, afirmou.

Na esfera local, ela contextualizou que a Lei 5.080/2013, de sua autoria, instituiu as jornadas do patrimônio e 17 de agosto como o Dia do Patrimônio a fim de contribuir para a formação da educação patrimonial e a valorização de Brasília como patrimônio cultural da humanidade. “Patrimônios não são apenas as construções, mas também as pessoas, como defendeu Lúcio Costa”, lembrou Arlete, ao enfatizar que nesta terça-feira (17) tem início a nona edição das jornadas nas escolas do DF, com o tema “Caminhos Participativos”.

 

 

Nesse cenário, a deputada federal Érika Kokay (PT) ressaltou que esta é uma oportunidade de se discutir o patrimônio cultural como elemento fundamental para a soberania. Ela elencou diversos ícones patrimoniais de Brasília, desde os “tapetes de ipês” até a Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (ARUC) e o bar Beirute. Francisco Marinho, o Chiquinho do Beirute; o carnavalesco Moacyr Oliveira Filho, conhecido como Moa; e o produtor cultural Guilherme Reis figuraram entre os condecorados da noite. Reis chamou a atenção para o período “perigoso” vivenciado atualmente, quando há ameaças ao patrimônio cultural.

Em nome dos homenageados, Márcia Abrahão agradeceu a honraria da CLDF, que, segundo a reitora, é “uma câmara de luta da democracia e da cidade”, cuja importância se destaca num momento de questionamento de direitos básicos, como o direito à educação, à saúde e à ciência. Também da UnB, a professora emérita Maria Lúcia Pinto Leal dedicou um poema a Arlete Sampaio, cujo patrimônio político foi exaltado pela professora Lêda Freitas e pela pedagoga Rosilene Corrêa. As educadoras também receberam o diploma de honra, assim como a médica Floresmar Montalvão Reis e o arquiteto Luiz Philippe Torelly.

O arquiteto lembrou que o Dia do Patrimônio é uma homenagem ao fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Rodrigo Melo Franco, que deu início à preservação do patrimônio cultural em nível institucional e como política pública, “que hoje está ameaçada como nunca antes”, considerou. O evento remoto foi transmitido ao vivo pela TV Web CLDF e pelo canal da Casa no Youtube.

Leia Mais: Jornada do Patrimônio do DF 2021

Franci Moraes – Agência CLDF

 

 

 

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Usuários da Farmácia de Alto Custo já podem agendar atendimento online

A implantação do novo sistema ocorrerá de forma gradual nas farmácias de alto custo do DF

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Agência Brasília* | Edição: Paulo Soares

Os usuários da Farmácia de Alto Custo do Distrito Federal já podem realizar agendamentos online para retirada de medicamentos e renovação de documentos pelo portal Agenda DF, sem necessidade de aguardar a renovação cadastral no novo sistema Ceaf Digital.

A medida começa a valer nesta sexta-feira (15) e foi adotada como solução imediata para ampliar o acesso da população aos serviços da assistência farmacêutica, garantindo mais comodidade, organização e redução das filas presenciais.

A implantação do novo sistema Ceaf Digital ocorrerá de forma gradual nas Farmácias de Alto Custo do DF, conforme os pacientes forem renovando os cadastros. No entanto, durante esse período de transição, os usuários já poderão utilizar normalmente o Agenda DF para realizar os agendamentos, sem precisar esperar o prazo de renovação cadastral, que pode chegar a até seis meses.

 

Os agendamentos estarão disponíveis para as unidades da Asa Sul, Ceilândia e Gama. As vagas serão liberadas para atendimento nos sete dias subsequentes à data da marcação, e o paciente deverá realizar o atendimento na unidade em que já possui cadastro ativo.

O agendamento pelo Agenda DF ficará disponível de segunda a sexta-feira. Já as unidades da Farmácia de Alto Custo continuarão funcionando normalmente de forma híbrida e aos sábados, das 7h às 12h, garantindo a continuidade da assistência aos usuários do SUS no Distrito Federal.

 

*Com informações da SES-DF

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CLDF debate reintegração social de pessoas privadas de liberdade

Sessão solene representou a abertura da 4ª Semana da Reintegração Social, iniciativa que promove ciclo de palestras dentro de unidades prisionais

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Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF

A ressocialização de egressos do sistema prisional foi tema de sessão solene nesta sexta-feira (15), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O deputado Jorge Vianna (Democrata) mediou a debate, que teve a participação de profissionais e voluntários dedicados à reintegração de pessoas privadas de liberdade.

“Ressocializar é enfrentar o crime, é sufocar a oferta de mão de obra para a delinquência, não ser complacente com o criminoso. Se o Estado, se a política pública não der oportunidade de levar uma vida correta, o crime vai oferecer uma vida errada”, comentou o deputado. Ele considera que a reintegração deve ser fundamentada em quatro pilares: educação, trabalho, família e fé.

Durante a solenidade, foram apresentadas diversas medidas na área, entre elas:

•    As ações da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, que, em 2025, realizou 15 projetos com as detentas, levando atendimentos de saúde, acesso à cultura e à qualificação profissional, além de momentos de ressocialização, como eventos especiais de Dia das Mães, Dia da Crianças e Natal, entre outras medidas. Os projetos foram realizados em parceria com organizações sociais e entidades religiosas.

•    O trabalho do Centro Educacional 01 de Brasília, escola pública responsável pela Educação de Jovens e Adultos (EJA) dentro das unidades prisionais;

•    A atuação do Conselho da Comunidade, órgão com servidores voluntários que promove assistência aos presos ou internados, entre outras atribuições;

A sessão solene completa está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital. E as fotos podem ser acessadas no banco de imagens da Agência CLDF (clique aqui).

Semana da Reintegração Social

A solenidade representou a abertura da 4ª Semana da Reintegração Social, iniciativa da organização filantrópica Instituto Começar de Novo. Entre os dias 18 e 22 de maio, pessoas privadas de liberdade vão ter acesso, dentro das unidades prisionais, a palestras sobre educação, trabalho, espiritualidade e vínculos familiares.

 

Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF

 

Os temas vão ser abordados por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Defensoria Pública, da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e instituições privadas de qualificação profissional.

Ana Teresa Malta – Agência CLDF

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Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos

Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras

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Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

 

Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.

Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.

“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.

Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.

“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.

Sacchetta deixa dois filhos e neto.

O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.

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