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BRASÍLIA NA INDEPENDÊNCIA

Brasília participou dos 100 Anos da Independência do Brasil e está pronta para festejar, em 2022, os 200 Anos.

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Brasília é como um grande rio. E como um rio caudaloso, a Capital do Brasil nasceu e renasceu em cada afluente até desaguar em sua inauguração em 21 de abril de 1960. Brasília foi concebida nos sonhos geopolíticos do Marquês de Pombal, em 1755, que queria transferir a capital de Salvador, no litoral, para o interior do Brasil. Nasceu nos ideais da Inconfidência Mineira, em 1789. Renasceu, em 1808, pelas mãos de Hipólito José da Costa no Armazém Literário – Correio Braziliense, em Londres, e logo depois, pelas mãos de José Bonifácio de Andrada e Silva, na primeira tentativa de Constituição do Império, em 1823. Nasceu na Constituição de 1891, primeira da República, que mandou reservar para a União, no Planalto Central, uma área de 14.400 km2, que seria oportunamente demarcada para nela se estabelecer. Renasceu com força telúrica e fervor cívico, em 1892, por ordem do presidente Floriano Peixoto, que determinou que uma comissão de cientistas (Missão Cruls) explorasse o Planalto Central e demarcasse a área para ser destinada ao futuro Distrito Federal.

 

Os renascimentos de Brasília não param de acontecer. Não com a pressa que o projeto necessitava, mas com a firmeza de sempre dar um passo à frente. Brasília renasceu na Constituição de 1934, no artigo quarto das Disposições Transitórias, que deixou claro: “Será transferida a Capital da União para um ponto central do Brasil”.

O mesmo sonho registrou a Constituição de 1946, quando Juscelino Kubitschek era também constituinte. A Carta Magna do pós-guerra, que espelhou a derrocada dos regimes totalitários na Europa e o retorno, ainda que tênue, dos valores liberais no mundo, motivou a transferência da capital, apesar da resistência de parte da imprensa e de algumas lideranças políticas e empresariais. O artigo quarto das Disposições Transitórias voltou a sacramentar: “A Capital da União será transferida para o Planalto Central do país”.

Mas antes mesmo das disposições constitucionais de 1934 e 1948, Brasília teve um renascimento histórico, solene e nacional determinante: em 7 de Setembro de 1922, Dia da Pátria. Foi para comemorar os 100 anos da Independência, que o presidente Epitácio Pessôa mandou erguer um obelisco dentro do quadrilátero Cruls, justamente a Pedra Fundamental de Brasília. Uma história cheia de curiosidades e de muito civismo num tempo sem estradas e de comunicação precária. História boa de contar, boa de reviver e boa de resgatar, afinal ano que vem vamos comemorar os 200 Anos da Independência do Brasil.

 

MARCO DA HISTÓRIA

Pedra Fundamental de Brasília marcou os

100 anos da Independência do Brasil. É hora de preparar a comemoração dos 200 Anos da Independência que ocorrerá em 7 de setembro de 2022, no último ano do governo Bolsonaro.

 

SILVESTRE GORGULHO

 

 

Há 99 anos, em 7 de Setembro de 1922, Dia da Pátria, duas histórias importantes, dois momentos distintos e duas celebrações de relevância nacional aconteceram em um só monumento construído a 35km do Palácio do Planalto, quando nem havia ainda Brasília: Nesse dia foram comemorados os 100 Anos da Independência do Brasil e lançamento da Pedra Fundamental de Brasília. O obelisco Histórico de 3,75m foi erguido e protegido por lei em 7 de setembro de 1922. Uma história cheia de curiosidades e de muito civismo num tempo que não tinha estradas e a comunicação era tão precária que o decreto do Presidente da República, Epitácio Pessôa, para chegar ao responsável da construção do Marco levou nada menos de oito meses. Uma História boa de contar, boa de reviver e boa de resgatar, afinal em 2022 vem vamos comemorar os 200 Anos da Independência.

 

INAUGURAÇÃO SOLENE – O decreto para o assentamento da Pedra Fundamental de Brasília foi assinado por Epitácio Pessôa em 18 janeiro de 1922, mas o diretor da Estrada de Ferro Goiás em Araguari (MG), Ernesto Balduíno de Almeida, somente foi informado pelo Inspetor de Estradas de Ferro, Palhano de Jesus, por telegrama em 27 de agosto. Ou seja, Balduíno tinha que cumprir o decreto presidencial e erguer o Monumento do Centenário da Independência / Pedra Fundamental de Brasília, no Retângulo Cruls, a 450 km de Araguari, em apenas 10 dias.

 

 

HÁ 99 ANOS ERA LANÇADA A PEDRA FUNDAMENTAL DE BRASÍLIA E O MARCO DO CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA.

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QUANDO RENÉ BURRI CHOROU POR UMA FOTO

A HISTÓRIA DE UMA FOTO EMOCIONANTE

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Antes da inauguração de Brasília, com o Palácio do Planalto prontinho, lindo de morrer, um pedreiro que trabalhou no Palácio, aproveitou para levar sua família para ver sua obra prima. Ele sabia que não poderia estar com sua família (e nem ele próprio) na inauguração.
Era um domingo. René Burri passando ali na Praça dos 3 Poderes, viu aquela família simples (com roupa de ir à Missa) apreciando demoradamente o Palácio do Planalto. Não teve dúvidas. Burri desceu do Jeep e fez essas duas fotos abaixo.
Gostaria que os 22,1 membros deste MEMÓRIA lessem o que René Burri deixou registrado em seu livro BRASÍLIA (Editora Scheidegger & Spiess):
“Para mim Brasília era uma utopia que se transformou em realidade. Era uma cidade que saiu do nada em poucos anos. Existe uma foto no meu livro…ela mostra uma família que chega ao final. Eu tive de chorar quando vi essa imagem. Eram os chamados “candangos”, não? Ele chegou com um machado e chapéu de palha e, no final, quando o trabalho estava pronto, levou a mulher e os filhos com suas melhores roupas para ver o seu trabalho. E depois era a inauguração e esse pessoal teve de partir.”
O grande fotógrafo René Burri pertenceu à geração de fotógrafos que deu sua contribuição para a afirmação da fotografia jornalística e documental como meio de expressão independente e de caráter autoral.
Viajou o mundo. Retratou inúmeras personalidades importantes da História do século 20. Mas não se esqueceu de caminhar pelas ruas, essa fonte inesgotável de surpresas da vida cotidiana.
Ele começou a fotografar aos 13 anos, quando o primeiro ministro do Reino Unido Winston Churchill desfilava pela cidade. Formou-se em fotografia na faculdade de arte de Zurique.
FOTOS:
1 e 2) As duas FOTOS que René Burri tirou da família.
2) Foto do interior do Palácio do Planalto em construção.
3) A inauguração de Brasília, JK acena para o povo na Praça dos 3 Poderes.

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300 quilos de lixo são retirados de rio da Amazônia em mutirão

Lançado em setembro de 2021, o programa já mobilizou mais de 600 voluntários e retirou 15,5 toneladas de resíduos dos rios brasileiros

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QUALIDADE AMBIENTAL URBANA

 

Foto: Zack/MMA

 

O dia chuvoso não desanimou os mais de 80 voluntários que participaram do mutirão para recolher resíduos do rio Tapajós, em Santarém (PA). Na sexta ação do programa Rios+ Limpos, do Ministério do Meio Ambiente, foram recolhidos quase 300 quilos de lixo na região de Alter do Chão. O local é famoso pelas praias paradisíacas formadas ao redor do rio e recebe grande quantidade de turistas.

Grupos de voluntários se dividiram a pé e de barco, percorrendo 5 quilômetros de área, e encontraram muito material deixado por quem visita o local. “Garrafas, plásticos, papel, tampas de metal, enfim, uma série de produtos, que não tinham que estar na praia do rio. Então, a mensagem que a gente deixa para todos os turistas e banhistas é: quando vier ao rio, leve seu lixo com você e descarte de forma adequada, contribuindo assim para que a gente tenha rios mais limpos”, destacou o secretário de Qualidade Ambiental do MMA, André França, que também participou do mutirão.

Todo o material recolhido passou por uma triagem e os recicláveis foram destinados às cooperativas de catadores da região. A ação, realizada no mês de dezembro, contou com a parceria da prefeitura de Santarém, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, além de Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Cooperativa de Reciclagem de Santarém (Coopresan), Grupo de Defesa da Amazônia (GDA) e a Universidade da Amazônia (Unama).

O programa “Rios +Limpos” foi lançado pelo Ministério do Meio Ambiente em setembro de 2021. Em apenas quatro meses, seis mutirões foram realizados com a mobilização de mais de 650 voluntários. Foram retiradas 15,5 toneladas de lixo de importantes rios brasileiros, com destaque para ação no Pantanal, que retirou de uma só vez 10 toneladas de resíduos de rios da região. O programa faz parte da Agenda Ambiental Urbana e tem o objetivo de incentivar ações de despoluição dos rios, limpeza e coleta de lixo, além da implementação de sistemas de tratamento adequado.

 

 

 

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Calor acumulado em oceanos bate novos recordes em 2021, alerta estudo

Foi o sexto ano consecutivo de recordes

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O calor acumulado nos oceanos bateu novos recordes pelo sexto ano consecutivo, mostra pesquisa com dados até 2021, publicada hoje (11) na revista científica Advances in Atmospheric Sciences.

Os 23 autores do trabalho, de 14 institutos de vários países, alertam que as temperaturas no mar bateram recordes pelo sexto ano consecutivo. Lembram que são resultados do fim do primeiro ano da Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030).

O relatório resume dois conjuntos de dados internacionais, do Instituto de Física Atmosférica (IAP, na sigla original), da Academia Chinesa de Ciências, e dos centros nacionais de Informação Ambiental, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla original), dos Estados Unidos (EUA), que analisam observações sobre o calor nos oceanos e seu impacto desde a década de 50.

O aquecimento dos oceanos “está aumentando incessantemente, em nível global, e este é um indicador primário da mudança climática induzida pela humanidade”, disse um dos autores do documento, Kevin Trenberth, do Centro Nacional de Investigação Atmosférica do Colorado.

No último ano, os estimaram que os primeiros 2 mil metros de profundidade em todos os oceanos absorveram mais 14 zettajoules de energia sob a forma de calor do que em 2020, o equivalente a 145 vezes a produção mundial de eletricidade em 2020.

Toda a energia que os seres humanos utilizam no mundo em um ano é cerca de metade de um zettajoule (um zettajoule é um joule, unidade para medir energia, seguido de 21 zeros).

Além de calor, os oceanos absorvem atualmente entre 20% e 30% das emissões de dióxido de carbono produzidas pela humanidade, levando à acidificação das águas, disse Lijing Cheng (IAP), acrescentando que “o aquecimento dos reduz a eficiência da absorção de carbono e deixa mais dióxido de carbono no ar”.

Os cientistas também avaliaram o papel de diferentes variações naturais, como as fases de aquecimento e arrefecimento conhecidas como El Niño e La Niña, que afetam grandemente as mudanças de temperatura regionais.

Segundo Lijing Cheng, as análises regionais mostram que o forte e significativo aquecimento dos oceanos, desde o fim dos anos 50, ocorre em todos os lugares e que as ondas de calor marinhas regionais têm enormes impactos na vida marinha.

De acordo com Lijing Cheng, o estudo mostra também que o padrão de aquecimento dos oceanos é resultado de mudanças na composição atmosférica relacionadas com a atividade humana.

“À medida que os oceanos aquecem, a água expande-se e o nível do mar sobe. Os oceanos mais quentes também sobrecarregam os sistemas climáticos, criando tempestades e furacões mais poderosos, bem como aumentando a precipitação e o risco de inundações”, alertou.

 

 

 

 

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