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WORLD CLEANUP DAY 2021

MUTIRÃO PELA LIMPEZA DAS ÁGUAS DIA MUNDIAL DA LIMPEZA 2021

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Algumas cidades já adotam os bueiros inteligentes, com redes ou telas de proteção, que são capazes de conter o lixo sólido, impedindo a entrada dos resíduos nas galerias e a poluição de lagos e rios.

 

O movimento cívico pela conscientização contra a poluição das aguas do mar, rios e lagos se repete a cada ano e já envolve 180 países, quase duas mil cidades e 50 milhões de voluntários. O objetivo do movimento é claro: a limpeza das águas do Planeta. Em todos estados brasileiros houve uma mobilização para o ato em mutirão visando a limpeza das águas. Além do recolhimento de metais, plásticos e todo tipo de lixo, o Dia Mundial da Limpeza tem o sentido educativo para conscientizar as pessoas para a grave questão urbana.

 

O saneamento, a coleta de lixo e a gestão das águas pluviais estão entre os mais sérios problemas nas áreas urbanas. As enxurradas provocadas pelas chuvas e a compactação do solo nas cidades (pelo asfalto, calçamentos, passeios, estacionamentos e construções) constituem um binômio muito perigoso para o trânsito de veículos e pedestres, além de afetar por inundações residências e comércio. A falta de esgotamento fluvial é um risco permanente na vida dos habitantes. Toda drenagem é feita por um sistema de captação da água da chuva. O sistema de galerias de águas pluviais ou esgotamento das águas em áreas urbanas buscam soluções técnicas hidrológicas e hidráulicas. Este sistema compreende as sarjetas, bueiros, tubulações e bocas de lobo para conduzir a água da chuva até os locais adequados que podem ser rios, piscinões, mar ou lagos. A vida saudável dos lagos, rios e dos oceanos começa justamente no saneamento básico nos centros urbanos.

 

 

BUEIROS INTELIGENTES

 

 

 

 

BUEIROS TRADICIONAIS E A FALTA DE CIVILIDADE DOS HABITANTES DAS ÁREAS URBANAS JOGANDO LIXO NA RUA ACABAM POR COMPROMETER A SAÚDE DOS LAGOS, MARES E RIOS.

Sistema de drenagem urbana de águas pluviais é um serviço público que visa o conforto da população. Mas a população precisa ter educação para não jogar lixo na rua. Além de entupir os bueiros e bocas de lobo, todos os dejetos vão acabar nos rios, no mar ou em lagos. Em Brasília, quem mais sofre com o lixo urbano é o Lago Paranoá.

 

SEMANA DO LAGO LIMPO

ADASA, Marinha e Ocupe o Lago se unem para limpar o lago Paranoá.

Órgãos do Governo do Distrito Federal, a Marinha do Brasil e o Movimento ‘Ocupe o Lago’ se reuniram, no sábado, dia 18 de setembro, para limpar um dos cartões postais da capital do Brasil: o Lago Paranoá. Mergulhadores encontraram todo tipo de resíduos sólidos, como pneus, latinhas, garrafas pet e de vidro, tampa de bueiro, roupas, máscaras, entre outros.

 

O mutirão de Limpeza do Lago contou com voluntários, escolas e mergulhadores e funcionários da Adasa, Caseb e SLU. Os locais de atuação foram: Pontão, Praia do Cerrado, Deck Sul e Praça dos Orixás.

 

DESTINAÇÃO DO LIXO – Sílvio Vieira, diretor do SLU, explica que o Serviço de Limpeza Urbana fará a gravimetria – diagnóstico dos resíduos – , pesagem e separação de todo material coletado. Aí o lixo será encaminhado para o local correto. Os recicláveis irão para as cooperativas e os rejeitos para o aterro sanitário.

 

 “Neste evento Lago Limpo muito lixo foi retirado. É importante que a  cada edição a quantidade de lixo diminua. A luta contra a poluição é justamente para a preservação não só de lagos, mas também dos rios e mares. Só a conscientização de cada cidadão e a educação da população podem fazer a diferença a favor das águas do Brasil”.

ALMIRANTE GILBERTO SANTOS KERR,

DA MARINHA DO BRASIL.

 

 

 “Quando idealizamos esse evento, queríamos mostrar para a sociedade que a água precisa ser preservada. Talvez daqui a alguns anos a gente não precise fazer a Semana Lago Limpo, mas sim comemorar que não tenha mais sujeira. A ideia é que no ano que vem a gente envolva as escolas porque o grande vetor é a criança, que sensibiliza seus pais”.

RAIMUNDO RIBEIRO, DIRETOR-GRAL DA ADASA.

 

Após o evento da Limpeza do Lago Paranoá, o Almirante Gilberto Kerr, e os diretores da ADASA, Raimundo Ribeiro e Vinicius Benevides, fizeram a entrega de certificados aos voluntários aos participantes.

 

 

 

 

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QUANDO RENÉ BURRI CHOROU POR UMA FOTO

A HISTÓRIA DE UMA FOTO EMOCIONANTE

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Antes da inauguração de Brasília, com o Palácio do Planalto prontinho, lindo de morrer, um pedreiro que trabalhou no Palácio, aproveitou para levar sua família para ver sua obra prima. Ele sabia que não poderia estar com sua família (e nem ele próprio) na inauguração.
Era um domingo. René Burri passando ali na Praça dos 3 Poderes, viu aquela família simples (com roupa de ir à Missa) apreciando demoradamente o Palácio do Planalto. Não teve dúvidas. Burri desceu do Jeep e fez essas duas fotos abaixo.
Gostaria que os 22,1 membros deste MEMÓRIA lessem o que René Burri deixou registrado em seu livro BRASÍLIA (Editora Scheidegger & Spiess):
“Para mim Brasília era uma utopia que se transformou em realidade. Era uma cidade que saiu do nada em poucos anos. Existe uma foto no meu livro…ela mostra uma família que chega ao final. Eu tive de chorar quando vi essa imagem. Eram os chamados “candangos”, não? Ele chegou com um machado e chapéu de palha e, no final, quando o trabalho estava pronto, levou a mulher e os filhos com suas melhores roupas para ver o seu trabalho. E depois era a inauguração e esse pessoal teve de partir.”
O grande fotógrafo René Burri pertenceu à geração de fotógrafos que deu sua contribuição para a afirmação da fotografia jornalística e documental como meio de expressão independente e de caráter autoral.
Viajou o mundo. Retratou inúmeras personalidades importantes da História do século 20. Mas não se esqueceu de caminhar pelas ruas, essa fonte inesgotável de surpresas da vida cotidiana.
Ele começou a fotografar aos 13 anos, quando o primeiro ministro do Reino Unido Winston Churchill desfilava pela cidade. Formou-se em fotografia na faculdade de arte de Zurique.
FOTOS:
1 e 2) As duas FOTOS que René Burri tirou da família.
2) Foto do interior do Palácio do Planalto em construção.
3) A inauguração de Brasília, JK acena para o povo na Praça dos 3 Poderes.

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300 quilos de lixo são retirados de rio da Amazônia em mutirão

Lançado em setembro de 2021, o programa já mobilizou mais de 600 voluntários e retirou 15,5 toneladas de resíduos dos rios brasileiros

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QUALIDADE AMBIENTAL URBANA

 

Foto: Zack/MMA

 

O dia chuvoso não desanimou os mais de 80 voluntários que participaram do mutirão para recolher resíduos do rio Tapajós, em Santarém (PA). Na sexta ação do programa Rios+ Limpos, do Ministério do Meio Ambiente, foram recolhidos quase 300 quilos de lixo na região de Alter do Chão. O local é famoso pelas praias paradisíacas formadas ao redor do rio e recebe grande quantidade de turistas.

Grupos de voluntários se dividiram a pé e de barco, percorrendo 5 quilômetros de área, e encontraram muito material deixado por quem visita o local. “Garrafas, plásticos, papel, tampas de metal, enfim, uma série de produtos, que não tinham que estar na praia do rio. Então, a mensagem que a gente deixa para todos os turistas e banhistas é: quando vier ao rio, leve seu lixo com você e descarte de forma adequada, contribuindo assim para que a gente tenha rios mais limpos”, destacou o secretário de Qualidade Ambiental do MMA, André França, que também participou do mutirão.

Todo o material recolhido passou por uma triagem e os recicláveis foram destinados às cooperativas de catadores da região. A ação, realizada no mês de dezembro, contou com a parceria da prefeitura de Santarém, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, além de Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Cooperativa de Reciclagem de Santarém (Coopresan), Grupo de Defesa da Amazônia (GDA) e a Universidade da Amazônia (Unama).

O programa “Rios +Limpos” foi lançado pelo Ministério do Meio Ambiente em setembro de 2021. Em apenas quatro meses, seis mutirões foram realizados com a mobilização de mais de 650 voluntários. Foram retiradas 15,5 toneladas de lixo de importantes rios brasileiros, com destaque para ação no Pantanal, que retirou de uma só vez 10 toneladas de resíduos de rios da região. O programa faz parte da Agenda Ambiental Urbana e tem o objetivo de incentivar ações de despoluição dos rios, limpeza e coleta de lixo, além da implementação de sistemas de tratamento adequado.

 

 

 

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Calor acumulado em oceanos bate novos recordes em 2021, alerta estudo

Foi o sexto ano consecutivo de recordes

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O calor acumulado nos oceanos bateu novos recordes pelo sexto ano consecutivo, mostra pesquisa com dados até 2021, publicada hoje (11) na revista científica Advances in Atmospheric Sciences.

Os 23 autores do trabalho, de 14 institutos de vários países, alertam que as temperaturas no mar bateram recordes pelo sexto ano consecutivo. Lembram que são resultados do fim do primeiro ano da Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030).

O relatório resume dois conjuntos de dados internacionais, do Instituto de Física Atmosférica (IAP, na sigla original), da Academia Chinesa de Ciências, e dos centros nacionais de Informação Ambiental, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla original), dos Estados Unidos (EUA), que analisam observações sobre o calor nos oceanos e seu impacto desde a década de 50.

O aquecimento dos oceanos “está aumentando incessantemente, em nível global, e este é um indicador primário da mudança climática induzida pela humanidade”, disse um dos autores do documento, Kevin Trenberth, do Centro Nacional de Investigação Atmosférica do Colorado.

No último ano, os estimaram que os primeiros 2 mil metros de profundidade em todos os oceanos absorveram mais 14 zettajoules de energia sob a forma de calor do que em 2020, o equivalente a 145 vezes a produção mundial de eletricidade em 2020.

Toda a energia que os seres humanos utilizam no mundo em um ano é cerca de metade de um zettajoule (um zettajoule é um joule, unidade para medir energia, seguido de 21 zeros).

Além de calor, os oceanos absorvem atualmente entre 20% e 30% das emissões de dióxido de carbono produzidas pela humanidade, levando à acidificação das águas, disse Lijing Cheng (IAP), acrescentando que “o aquecimento dos reduz a eficiência da absorção de carbono e deixa mais dióxido de carbono no ar”.

Os cientistas também avaliaram o papel de diferentes variações naturais, como as fases de aquecimento e arrefecimento conhecidas como El Niño e La Niña, que afetam grandemente as mudanças de temperatura regionais.

Segundo Lijing Cheng, as análises regionais mostram que o forte e significativo aquecimento dos oceanos, desde o fim dos anos 50, ocorre em todos os lugares e que as ondas de calor marinhas regionais têm enormes impactos na vida marinha.

De acordo com Lijing Cheng, o estudo mostra também que o padrão de aquecimento dos oceanos é resultado de mudanças na composição atmosférica relacionadas com a atividade humana.

“À medida que os oceanos aquecem, a água expande-se e o nível do mar sobe. Os oceanos mais quentes também sobrecarregam os sistemas climáticos, criando tempestades e furacões mais poderosos, bem como aumentando a precipitação e o risco de inundações”, alertou.

 

 

 

 

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