Reportagens
Em visita ao Parque Furna Feia, no RN, ministro do Meio Ambiente anuncia programa para caatinga
ADOTE UM PARQUE
A ideia é que instituições privadas financiem ações de proteção do bioma brasileiro e que projeto conte com a participação de moradores da região
A caatinga é o único bioma cem por cento brasileiro, ou seja, não é encontrado em nenhuma outra parte do planeta. Para reforçar a proteção desse ecossistema, o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, anunciou, nesta quarta-feira (6), a criação de uma nova etapa do programa Adote um Parque, voltada exclusivamente à caatinga. O Parque Nacional Furna Feia, que fica entre Mossoró e Baraúna, no Rio Grande do Norte, fará parte da iniciativa. Mais de cem mudas de espécies nativas serão plantadas no local.
A proposta contará com investimentos privados para revitalização de áreas em parques nacionais da caatinga e estimular a participação da comunidade na agenda ambiental. O anúncio do projeto foi feito durante visita do ministro à sede do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Furna Feia, no oeste potiguar.
“Nada melhor do que trazer o [investimento] privado para ajudar nessa melhoria e trazer a população para ter contato com os parques”, disse o ministro. “[Estamos] atuando para proteger a natureza com ação bem clara e com recursos internacionais”, acrescentou.
O recurso para restauração da vegetação nativa terá o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Segundo o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), associação civil sem fins lucrativos, 32 milhões de dólares financiados pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) serão investidos em biomas no Brasil, entre eles o da caatinga.
Com 8,4 hectares de área, Furna Feia é considerado o primeiro parque nacional de RN e possui a maior parte do bioma protegida no estado. A unidade de conservação possui, além de mais de cem espécies de plantas e aves catalogadas, cerca de duzentas cavernas.
Economia local
O município de Baraúna, onde está localizado mais da metade do parque de Furna Feia, vive, sobretudo, da agricultura. Com o turismo ecológico, a expectativa é que a região tenha mais uma fonte de renda. “É mais uma ação importante para geração do que chamo de ‘empregos verdes’”, disse.
Os “empregos verdes” são aqueles que produzem ou prestam serviços que ajudam a reduzir emissões de carbono na atmosfera e que preservam o meio ambiente.
Floresta + Agro
Com previsão de ser lançado ainda em outubro, o programa Floresta + Agro também foi mencionado pelo ministro do Meio Ambiente durante a vista ao RN. A ideia é incentivar a sustentabilidade da produção do “agro”. “Estamos olhando para a produção de frutas, mostrando que quando você compra uma fruta, você está protegendo [a natureza]”, comentou.
Ascom MMA
Reportagens
Arrecadação federal cresce 5,62% em setembro e soma R$ 239,4 bilhões
Resultado acumulado até setembro alcança R$ 2,351 trilhões
A arrecadação das receitas federais somou R$ 239,4 bilhões em setembro, informou nesta quinta-feira (22) a Receita Federal. O valor representa crescimento real de 5,62%, descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na comparação com setembro de 2025.

De janeiro a setembro, a arrecadação alcançou R$ 2,351 trilhões, com alta real de 6,97% em relação ao mesmo período do ano passado.
As receitas administradas pela Receita Federal totalizaram R$ 231,4 bilhões em setembro, com crescimento real de 5,03%. Nos nove primeiros meses do ano, a arrecadação dessas receitas chegou a R$ 2,25 trilhões, alta real de 6,89%.
Segundo a Receita, o resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento da arrecadação da contribuição previdenciária, do PIS/Cofins, do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital e do recolhimento de Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O órgão também destacou a arrecadação do Imposto de Exportação sobre óleo bruto.
Previdência
A arrecadação previdenciária somou R$ 64,6 bilhões em setembro, com alta real de 6,18%. O resultado refletiu os aumentos reais observados de 1,72% da massa salarial em agosto de 2026 (na comparação com o mesmo mês do ano anterior), bem como de 7,42% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário em setembro de 2026 em relação a setembro de 2025.
Deve-se ainda ao crescimento de 14,88% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a setembro de 2025.
“Houve, também, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos”, complementou a Receita.
Importações e rendimentos de capital
Os tributos incidentes sobre as importações arrecadaram R$ 13,3 bilhões no mês, com alta real de 21,07%, influenciados pelo crescimento das importações e pelo aumento das alíquotas efetivas de tributos e com o decréscimo de 4,15% na taxa média de câmbio.
O IRRF sobre rendimentos de capital somou R$ 12,06 bilhões em setembro, com alta real de 9,68%, impulsionado pelo aumento da arrecadação sobre aplicações de renda fixa e pela tributação de dividendos.
Acumulado do ano
No acumulado do ano, a arrecadação da Previdência alcançou R$ 575,9 bilhões, com alta real de 5,16%. Já o IRPJ e a CSLL arrecadaram R$ 444,2 bilhões, com alta de 5,76%.
O IRRF sobre rendimentos de capital arrecadou R$ 131,15 bilhões entre janeiro e setembro, com alta real de 17,57%. No mesmo período, o PIS/Pasep e a Cofins somaram R$ 466,55 bilhões – aumento real de 4,1%.
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Carga máxima de trabalho passará a 42 horas semanais em 15 de dezembro
Antes do Natal: como todos os demais trabalhadores empregados no comércio, caixas de supermercados terão direito a duas folgas semanais
Marcos Oliveira/Agência Senado
Foi promulgada na sexta-feira (16) a emenda constitucional que acaba com a escala de trabalho 6×1 e prevê duas folgas semanais (EC 141/2026). A emenda, oriunda da PEC 221/2019, aprovada pelo Senado na semana passada, reduz gradualmente a carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, ao longo de 14 meses. Conforme o período de transição previsto na lei, isso significa que a carga de 42 horas entra em vigor em 15 de dezembro.
Opções: Download
Fonte: Agência Senado
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CLDF aprova crédito orçamentário para Fundo de Assistência Social do DF
Projeto do Executivo quita débitos com organizações que atendem crianças e idosos vinculadas à Secretaria de Desenvolvimento Social
Foto: Tiago Hardman/Agência CLDF
Projeto aprovado abre crédito suplementar à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$ 45.152.324,00
Os deputados distritais aprovaram, na tarde desta quarta-feira (14), o Projeto de Lei nº 2.492/2026, de autoria do Poder Executivo, que abre crédito suplementar à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$ 45.152.324,00. O crédito será destinado para o pagamento de valores atrasados a entidades que prestam serviço para a Secretaria de Desenvolvimento Social em diversas ações de assistência social.
O deputado Gabriel Magno (PT) votou a favor do projeto, mas fez críticas ao governo. “Esse projeto é para pagar entidades que estão sem receber há meses. Vamos votar a favor porque é fundamental que o atendimento das entidades continue acontecendo, mas sabemos que esse crédito é resultado da falta de transparência no balanço do BRB”, afirmou.
A deputada Paula Belmonte (PSDB) também se pronunciou ao votar favorável ao projeto. “Essas entidades fazem a diferença na vida de milhares de crianças. É inconcebível não existir previsão orçamentária para o atendimento a essas crianças. Também estamos falando de idosos que precisam de acolhimento”, pontuou. Para Max Maciel, o projeto de lei é necessário. “Esse crédito dá uma salvaguarda para as entidades”, observou o deputado. O projeto foi aprovado em primeiro e segundo turnos e segue para sanção ou veto do Poder Executivo.
Eder Wen – Agência CLDF
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