Reportagens

Evento foi vitrine para o Brasil mostrar suas políticas ambientais, avalia Governo

Ministro do Meio Ambiente e equipe fizeram um balanço da participação do Brasil na Conferência do Clima

 

A 26ª Confederação das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26) possibilitou que o Brasil mostrasse ao mundo que o país pratica uma economia verde e é protagonista nas negociações envolvendo o clima. A avaliação é do ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, ao participar do encerramento do Pavilhão Brasil da COP26, em Glasgow, na Escócia. “Parte da COP é mostrar um pouco o que acontece no Brasil e também o que acontece num Brasil onde o futuro verde está aqui. Esse era um desafio, trazer casos reais. Eu acho que a gente conseguiu aproveitar aqui e trazer casos reais e também as políticas reais do Governo Federal em relação ao meio ambiente”, afirmou o ministro.

“Foi uma ótima oportunidade para a gente poder dar uma demonstração do que o Governo Federal vem fazendo na área ambiental e também abrir espaço para que parceiros, o privado também mostre suas ações”, complementa a secretária da Amazônia e Serviços Ambientais, Marta Giannichi.

Foram duas semanas de apresentação de ações do setor privado e de políticas públicas em eventos realizados de forma híbrida no Pavilhão Brasil, em Glasgow, e no estúdio montado na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.  Durante esses dias, foram mais de 100 cases de projetos e planos do Governo Federal e do setor privado, que resultaram em mais de 70 horas de transmissão.

Em Glasgow, o Brasil pôde mostrar sua matriz energética limpa, um agronegócio sustentável, uma indústria em transição para baixo carbono e um setor financeiro que faz investimento privado em infraestrutura verde.

“O destaque para infraestrutura é um modal novo, que vai trazer uma redução de 75% das emissões do transporte de carga. Esse modal é bastante interessante porque traz o modal ferroviário com mais de três mil quilômetros”, destacou Joaquim Leite.

Durante a COP, o Brasil também se destacou ao mostrar seus exemplos no tratamento de resíduos sólidos. “Foram 12 casos de sucesso, muitos dos quais o Brasil assume a posição de liderança mundial, como a reciclagem de lata de alumínio, do óleo lubrificante usado e também de pneus, bateria de chumbo. Enfim, vários exemplos que mostram que a reciclagem também contribui para as reduções de gás de efeito estufa, ao mesmo tempo que preserva os recursos naturais e se evita o descarte inadequado que pode levar à poluição ambiental e gerando emprego verde”, frisou o secretário de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, André França.

Anúncios

No primeiro dia de COP26, o governo brasileiro anunciou que se compromete a reduzir em 50% as emissões de gases de efeito estufa até 2030. Antes, a promessa para o período era baixar para 43%. O governo espera alcançar a neutralidade em 2050.

Também em sua estreia na 26ª Conferência das Partes, o Governo Federal anunciou a antecipação de 2030 para 2028 a meta de eliminar o desmatamento ilegal no País.

Já o Ministério de Minas e Energia anunciou que o Brasil terá 50% da matriz energética limpa até 2030. Antes, a meta era 48%.

“O sucesso da COP foi o nosso bom trabalho em mostrar que o Brasil é um protagonista nas negociações, as negociações acontecem porque o Brasil se mexe e se mexe na direção certa”, concluiu o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite.

Continue Lendo
Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Reportagens

Programa de Monitorização Contínua de Glicose completa 5 anos e melhora a vida de mais de 800 pacientes

Criado em 2020, o programa oferece sensores gratuitos que ajudam no controle da glicemia com mais segurança

Publicado

em

Por

 

Por

Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

 

 

Aos 27 anos, Milana da Silva lembra exatamente do dia em que descobriu que tinha a diabetes tipo 1. “Foi em 2018, uma semana depois de eu fazer 20 anos. Eu sentia muita sede, cansaço e dor na barriga. Quando fui ao hospital, veio a confirmação”, conta a fisioterapeuta.

O choque inicial veio com uma rotina nova e difícil. “Eu tinha que furar o dedo toda hora. Teve vezes em que apliquei insulina demais e não comia o suficiente. Eu tive episódios de hipoglicemia de madrugada e meus pais ficavam muito preocupados”, diz.

Segundo ela, a virada veio quando entrou no Programa de Monitorização Contínua de Glicose da Secretaria de Saúde (SES). Milana passou a usar o sensor do programa, um dispositivo fixado no braço que mede a glicemia o tempo todo e compartilha os dados com a SES. “Quando comecei a usar o sensor, achei uma maravilha. É rápido, prático. O gráfico mostra como a glicemia se comporta e dá para ver se apliquei demais ou de menos”, afirma Milana.

Ela diz que o programa tornou um aparelho inacessível em algo possível. “Um sensor custa R$ 300 reais. Eu preciso de dois por mês, o que dá R$ 600. Eu não ia conseguir pagar. Ainda bem que tem esse programa porque o sensor dá autonomia e qualidade de vida”, aponta a fisioterapeuta.

Além dela, outras 846 pessoas no DF participam do Programa de Monitorização Contínua de Glicose, criado em dezembro de 2020. Segundo Eliziane Leite endocrinologista do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedor), o DF é referência no tratamento de diabetes no Brasil. “Além do histórico de oferecer as melhores insulinas muito antes de o Ministério da Saúde incorporá-las para pacientes com diabetes tipo 1, também fomos pioneiros no programa de bomba de insulina e no programa de monitorização glicêmica”, destaca a médica.

 

Quem tem direito

Eliziane Leite explica que, para ser atendido no Cedor, o paciente precisa ser encaminhado pela Unidade Básica de Saúde (UBS). “Para participar do programa, o paciente precisa ter diagnóstico de diabetes tipo 1 há pelo menos dois anos, hemoglobina glicada igual ou acima de 8% e rotina de autocuidado”, esclarece a médica.

Segundo ela, todo o processo de entrada é online: o paciente envia exames, dados do tratamento e a receita médica. Depois, uma equipe técnica avalia e autoriza o uso. “Temos ainda os critérios de continuidade no programa. O paciente precisa mostrar compromisso e comprovar que está usando bem a tecnologia”, complementa.

O professor de Língua Portuguesa Lucas Ferreira conheceu o programa depois de ser encaminhado pela regulação e, há cerca de um ano, usa o sensor. “O glicosímetro, que precisa dos furos no dedo, só mostra um momento. Já o sensor mostra tudo: como foi meu dia inteiro, como a minha glicose ficou durante a noite. Isso me dá mais liberdade, basta estar com o celular para acompanhar”, conclui.

Continue Lendo

Reportagens

CLDF derruba vetos a 19 projetos; leis serão promulgadas

Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

Publicado

em

Por

 

Dando continuidade ao esforço concentrado para limpar a pauta de votações, a Câmara Legislativa do Distrito Federal analisou, nesta quarta-feira (3), 18 vetos totais e um parcial, do governador Ibaneis Rocha, a projetos de lei que haviam sido aprovados pela Casa. Conforme acordo entre os parlamentares e o governo, todos os vetos foram derrubados, e as leis serão promulgadas.

Confira os projetos que vão virar lei:

– PL 1.332/2024 (derrubado veto parcial ao Artigo 3º), do Executivo, que integra os servidores das especialidades Engenharia de Produção e Engenharia Química do cargo de Gestor em Políticas Públicas e Gestão Governamental à carreira de Planejamento Urbano e Infraestrutura. O PL, que altera a Lei nº 6.448/2019, refere-se aos egressos da carreira Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos.

– PL 1.630/2025, da deputada Paula Belmonte (Cidadania), que determina uma quarentena de seis meses para ex secretário da Saúde que vá assumir o comando do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) ou vice-versa.

– PL 1.593/2025, do deputado Thiago Manzoni (PL), que altera a Lei 3.830/2006, que “Dispõe quanto ao Imposto sobre a Transmissão “Inter Vivos” de Bens Imóveis e de Direitos a eles Relativos – ITBI, e dá outras providências”, para estabelecer o valor de mercado do imóvel como base de cálculo do ITBI. 

– PL 1.645/2025, da deputada Jaqueline Silva (MDB), que estabelece diretrizes para a implementação e estruturação de espaços físicos, denominados “Centro Interescolar de Robótica”, a fim de fomentar o letramento digital, robótica e utilização adequada da inteligência artificial como elemento didático na educação básica do DF.

– PL 1.703/2021, do deputado Robério Negreiros (PSD), que trata da cassação da inscrição no cadastro de contribuintes do ICMS de qualquer empresa que faça uso direto ou indireto de trabalho escravo ou em condições análogas.

– PL 1.449/2024, do deputado Chico Vigilante (PT), que institui o sistema de academia distrital da saúde e envelhecimento saudável da terceira idade.

– PL 2.143/2021, do deputado Roosevelt (PL), que responsabiliza o Estado pelo ressarcimento dos danos materiais causados a equipamentos públicos e privados em acidentes de trânsito envolvendo viaturas oficiais dos órgãos civis ou militares do DF.

– PL 353/2019, do deputado João Cardoso (Avante), que altera a lei de gestão democrática nas escolas (Lei nº 4.751/12) e assegura a reeleição de conselheiros, diretores e vice-diretores pela comunidade escolar.

– PL 354/2023, do deputado Joaquim Roriz Neto (PL), que dispõe sobre a oferta de capacitação e treinamento aos profissionais da educação para identificação de sinais de abuso contra crianças e adolescentes.

– PL 1.661/2025, da deputada Dayse Amarilio (PSB), que altera a Lei nº 4.949/2012 – que estabelece normas gerais para realização de concurso público no Distrito Federal – para incluir a disciplina “Noções de Primeiros Socorros” entre as exigências dos certames.

– PL 1.249/2020, do deputado Jorge Vianna (PSD), que permitirá que os pacientes que utilizam aparelhos para tratamento de oxigenoterapia domiciliar recebam um desconto nas contas de luz. O projeto concede um desconto tarifário de energia elétrica sobre o consumo decorrente da utilização de aparelhos para tratamento de oxigenoterapia domiciliar.

 PL 853/2024, do deputado Pastor Daniel de Castro (PP), que trata da utilização de valores decorrentes de saldo de licença-prêmio convertido em pecúnia para a compra de imóveis da Terracap.

– PL 1.477/2024, do deputado Max Maciel (Psol), que dispõe sobre o direito do pedestre à iluminação pública em abrigos e paradas de ônibus, passarelas e passagens subterrâneas.

– PL 1.309/2024, do deputado Pepa (PP), que cria o Programa de Prevenção e Enfrentamento às Queimadas no DF. A proposta visa implementar medidas integradas e coordenadas para reduzir a incidência e os impactos das queimadas.

– PL 881/2024, do deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil), que estende o benefício do “Aluguel Social” às mães e cuidadoras atípicas, com filhos com deficiência, que, por conta do abandono do cônjuge ou companheiro, não possuem condições de ter uma moradia.

– PL 1.045/2024, do deputado Ricardo Vale (PT), que dispõe sobre os direitos de cães e gatos e os direitos e deveres de responsáveis, tutores e cuidadores, com o propósito de preservar o bem-estar dos animais e evitar maus-tratos por parte de vizinhos, condôminos e administrações de condomínios no Distrito Federal.

 PLC 7/2023, do deputado Gabriel Magno (PT), que altera a norma do Fundo de Defesa dos Direitos do Consumidor. A proposta acrescenta, entre as prioridades do Fundo, a oferta de crédito em condições adequadas e taxas de juros subsidiadas aos cidadãos em situação de superendividamento, com vistas à garantia do mínimo existencial.

– PLC 64/2025, do deputado Fábio Felix (Psol), que institui a Política Distrital de Arborização Urbana e de Combate a Desigualdades Ambientais, com o intuito de ampliar a cobertura vegetal em áreas urbanas, reduzir desigualdades ambientais e mitigar os impactos das mudanças climáticas no Distrito Federal.

– PLC 8/2023, do deputado Rogério Morro da Cruz (PRD), que estabelece que o Fundo para a Geração de Emprego e Renda do Distrito Federal – o qual fomenta a criação de emprego e renda, principalmente, por meio do programa Prospera-DF, que oferece empréstimos para empreendimentos informais rurais e urbanos de pequeno porte, além de pessoas vulneráveis participantes do DF sem Miséria – ficará fora da prática de reversão do superávit financeiro ao Tesouro do DF.

Denise Caputo – Agência CLDF

 

Continue Lendo

Reportagens

TV Brasil apresenta filmes inéditos licenciados pela Lei Paulo Gustavo

Sessão reúne diversos gêneros de curta, média e longa-metragem

Publicado

em

Por

 

EBC

 

Nos domingos de dezembro, a TV Brasil apresenta filmes nacionais inéditos e consagrados licenciados pelos editais da Lei Paulo Gustavo. Os sucessos da sétima arte nacional entram em cartaz na emissora pública na Sessão de Cinema e integram a janela de programação dedicada à valorização do cinema nacional.

A versão digital restaurada, com resolução 4K, do clássico do cinema brasileiro Corisco e Dadá ganha exibição na emissora pública neste domingo (7), às 23h45. A Lei Paulo Gustavo permitiu que a obra de 1996 fosse preservada, distribuída e exibida para novas plateias em mostras, festivais e salas de cinema comerciais.

Na trama dirigida por Rosemberg Cariry, o capitão Corisco é um condenado de Deus, cuja missão é lavar com sangue os pecados do mundo. Um dia ele rapta Dadá e suas vidas mudam completamente. Diante da morte de um filho, tomado de fúria, Corisco rompe com Deus e Dadá tenta salvá-lo do abismo do ódio, mas o terrível destino não tarda a chegar.

Já no domingo seguinte, dia 14, a TV Brasil exibe, à 0h45, o documentário Um filme de cinema, dirigido por Walter Carvalho. O longa se passa em um cinema abandonado e em ruínas no interior da Paraíba.

A produção documental sobre a sétima arte viaja nos depoimentos do romancista e dramaturgo Ariano Suassuna e de inúmeros cineastas – Ruy Guerra, Júlio Bressane, Ken Loach, Andrzej Wajda, Karim Ainouz, José Padilha, Hector Babenco, Vilmos Zsigmond, Béla Tarr, Gus Van Sant, Jia Zhangke, entre outros. Todos respondem a duas perguntas básicas: por que fazem e para que serve o cinema. Os entrevistados expõem suas ideias sobre tempo, narrativa, ritmo, luz, movimento, sentido da tragédia, os desejos do público e as fronteiras com outras artes.

Estão previstos também os filmes Cartola, música para os olhos e Ladrões de Cinema.

A exibição, na TV Brasil, das obras de maior reconhecimento licenciadas pelos editais da Lei Paulo Gustavo amplia o acesso à produção audiovisual brasileira ao contemplar conteúdos que valorizam a pluralidade cultural e artística do país. A sessão reúne filmes de diversos gêneros, de curta, média e longa-metragem.

Ao vivo e on demand

A programação da TV Brasil pode ser acompanhada pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Veja como sintonizar: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

Os programas também estão no TV Brasil Play, pelo site ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV.

Serviço

“Corisco e Dadá” – domingo, dia 07/12, às 23h45, na TV Brasil
“Um Filme de Cinema” – madrugada de domingo, dia 14/12, para segunda, dia 15/12, à 0h45, na TV Brasil

Continue Lendo

Reportagens

SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010