Reportagens
500 toneladas dos resíduos que chegam ao aterro sanitário são recicláveis
Pesquisa do SLU mostra que 25% do descarte poderiam ser aproveitados para outra utilidade; GDF investe em campanhas educativas
8,1 milhões de toneladasCapacidade de armazenamento de resíduos do Aterro Sanitário de Brasília
Das 2,2 mil toneladas de resíduos que chegam todos os dias ao Aterro Sanitário de Brasília (ASB), pelo menos 500 toneladas são de recicláveis que poderiam gerar renda para centenas de famílias que trabalham nas cooperativas do Distrito Federal. Porém, por estarem misturados com resíduos da coleta convencional, esses recicláveis não têm outra destinação e acabam aterrados. Os dados são do relatório gravimétrico produzido pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) neste ano.
A gravimetria é a análise por amostragem que permite saber a quantidade de uma substância em determinada mistura. No caso do relatório do SLU, analisaram-se os resíduos da coleta convencional e da coleta seletiva ao longo do ano de 2020. O material foi classificado em três categorias: recicláveis (plásticos, papéis, metais, isopor e embalagens longa vida), não recicláveis (vidros, tecidos, roupas, borracha e couro) e orgânicos (resíduos de alimentos, restos de poda e madeira).
Uma das conclusões do estudo aponta que, das 820 mil toneladas de resíduos aterrados em 2020, pouco mais de 202 mil toneladas são de recicláveis, o que representa quase 25% do total. “Nosso objetivo com esse estudo é justamente conhecer a composição dos resíduos gerados e assim melhorar a sua gestão e o seu gerenciamento. Isso nos permite identificar os desafios e direcionar melhor as ações para melhorar a coleta seletiva no Distrito Federal”, explica o diretor-presidente do SLU, Silvio Vieira.
“Se a população ajudar e fizer a separação dos resíduos de forma correta, a gente vai precisar cada vez menos de novas áreas para depósito de resíduos”Andrea Almeida, gerente de aterros do SLU
O estudo permitiu analisar o impacto da entrada de recicláveis na vida útil do aterro. Mesmo com o cálculo do aumento proporcional da população para as próximas décadas, o aterro tem hoje uma vida útil estimada até 2030, considerando o projeto de execução da terceira e da quarta etapas. Caso a quantidade de recicláveis identificada fosse corretamente descartada e voltasse ao ciclo produtivo, esse tempo teria estimativa aumentada em pelo menos 15%.
Expansão
“A capacidade atual do aterro é de 8,1 milhões de toneladas de resíduos”, explica a gerente de aterros do SLU, Andrea Almeida. “Existe um projeto de expansão que visa criar mais duas áreas com a mesma capacidade original. Mas, se a população ajudar e fizer a separação dos resíduos de forma correta, a gente vai precisar cada vez menos de novas áreas para depósito de resíduos. Por isso a gente diz que essa mudança de hábito tem um impacto social na renda dos catadores, mas também um forte impacto ambiental.”
Segundo a gestora, com a expansão prevista, a vida útil do aterro pode chegar a 2043. Essa estimativa leva em conta o aumento populacional. Porém, se a separação de resíduos for feita de forma correta, esse prazo pode chegar a 2050. Para reforçar essa consciência, o GDF investe em campanhas com a população.
Outra estatística apresentada no relatório é a proporção de resíduos recicláveis na coleta convencional proveniente das regiões administrativas (RAs). Na análise, observa-se que as RAs com maior impacto no descarregamento de resíduos recicláveis no aterro sanitário são também as mais populosas, com destaque para Ceilândia (9,37%), Plano Piloto (7,87%), Taguatinga (7,03%), Samambaia (6,65%) e Guará (5,68%).
O documento aponta que esses indicadores ainda são estimativas prováveis e que merecem mais estudos e análises. Além disso, os dados não consideram os recicláveis provenientes de grandes geradores. “Mas, mesmo incipiente, o relatório nos permite concluir que temos um impacto significativo na vida útil do aterro por causa da separação incorreta de resíduos no Distrito Federal”, explica Andrea.
Como separar
Para fazer a separação em casa, basta ter duas lixeiras (ou sacos), uma para resíduos recicláveis e a segunda para orgânicos e rejeitos. São classificados como recicláveis garrafas PET, embalagens de produtos de limpeza, potes de shampoo, tubos de pasta de dente, sacolas e embalagens plásticas em geral, isopor, latas e objetos de metal, jornais, papéis, papelões limpos, caixas de leite e de sucos.
Na lixeira para resíduos orgânicos e rejeitos, devem ser colocados restos de comida, cascas de frutas, legumes e ovos, filtro de café e saquinhos de chá, papéis sujos e engordurados, lixo de banheiro, papel higiênico e fraldas.
Tão importante quanto separar é fazer o descarte nos dias e horários corretos. Esse calendário está disponível no site do SLU e também no aplicativo SLU Coleta DF, disponível nas plataformas Android e IOS.
*Com informações do Serviço de Limpeza Urbana
Reportagens
Let’s Wine Brasília reúne mais de 80 rótulos em festival de vinhos com taça exclusiva inclusa
Evento acontece no dia 25 de julho, no The Club Beach Tennis, na Asa Sul, e combina degustações, gastronomia e música em um dos espaços mais procurados da capital.
O festival Let’s Wine Brasília está de volta com uma proposta que une vinho, gastronomia e um ambiente descontraído para quem deseja aproveitar o inverno brasiliense. A próxima edição será realizada no dia 25 de julho, das 18h às 23h, no The Club Beach Tennis, na SGAS 608 Sul, reunindo mais de 80 rótulos nacionais e importados, além de opções gastronômicas assinadas pelo restaurante Vila 5.
Promovido pelo selo Festivais Boa Mesa, o evento aposta em uma experiência leve e acessível, aproximando o universo do vinho de diferentes públicos. A ideia é transformar o tradicional happy hour em uma noite de degustação ao ar livre, em um espaço conhecido pela prática de beach tennis e pelos encontros entre amigos.
Mais de 80 rótulos para degustação
Os visitantes poderão escolher entre uma ampla seleção de vinhos cuidadosamente selecionados, incluindo rótulos brasileiros e importados de diversas regiões produtoras.
Os vinhos estarão disponíveis em taças, com preços a partir de R$ 18, permitindo que o público experimente diferentes estilos durante a noite. Também haverá venda de garrafas com condições promocionais exclusivas para o evento.
A programação foi pensada tanto para apreciadores experientes quanto para quem deseja conhecer novos sabores em um ambiente descontraído.
Gastronomia assinada pelo Vila 5
Para acompanhar os vinhos, a área gastronômica contará com um cardápio desenvolvido pelo restaurante Vila 5, que preparou opções de finger foods, tábuas de frios e petiscos ideais para harmonização.
O menu foi elaborado para valorizar diferentes estilos de vinho, desde espumantes e brancos refrescantes até tintos mais encorpados, típicos da estação.
O clima do inverno favorece a experiência
Julho é um dos meses mais agradáveis para eventos ao ar livre em Brasília. As temperaturas mais amenas durante a noite criam o cenário ideal para degustar vinhos, especialmente tintos e espumantes.
Enquanto o pôr do sol convida ao consumo de brancos e rosés, a queda da temperatura ao longo da noite favorece rótulos mais intensos, tornando a experiência ainda mais agradável.
Espaço une esporte, lazer e convivência
O The Club Beach Tennis, localizado na Asa Sul, tornou-se um dos principais pontos de encontro da capital para quem busca lazer, esporte e eventos gastronômicos. Sua estrutura ao ar livre oferece um ambiente confortável e descontraído, perfeito para encontros entre casais, grupos de amigos e apreciadores da cultura do vinho.
Ingressos incluem taça exclusiva
Os ingressos para o festival estão no primeiro lote, com valor de R$ 35, e dão direito a uma taça personalizada e exclusiva do Let’s Wine.
As vagas são limitadas e a organização informa que não haverá venda de ingressos na entrada. As compras devem ser realizadas antecipadamente pela plataforma Sympla.
Serviço
Let’s Wine Brasília – Edição The Club Beach Tennis
- Data: 25 de julho de 2026 (sábado)
- Horário: das 18h às 23h
- Local: The Club Beach Tennis
- Endereço: SGAS 608 Sul, ao lado do Colégio Marista João Paulo II (Maristinha), atrás da ACM, Brasília (DF)
- Ingresso: R$ 35 (1º lote)
- Incluso: uma taça personalizada e exclusiva do evento
- Vendas: antecipadas pela plataforma Sympla
- Classificação: evento exclusivo para maiores de 18 anos.
Reportagens
Controle sobre as próprias informações é a base da soberania contemporânea, afirma presidente do IBGE
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
“Na sociedade contemporânea, os dados constituem a verdadeira soberania nacional, mas somente se as informações forem utilizadas para construir inteligência pública. E essa é a vocação histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, disse o presidente do órgão, Marcio Pochmann, nesta sexta-feira (3), durante sessão solene no plenário da Câmara dos Deputados em homenagem aos 90 anos da instituição.
Pochmann ressaltou ainda que, durante dois séculos, a riqueza das nações foi medida pela capacidade de controlar fronteiras, defender territórios, preservar recursos naturais ou transformar matéria-prima em bens industriais. Hoje, no entanto, esse cenário mudou, principalmente com o surgimento de tecnologias como a inteligência artificial.
“No século 21, soberania significa também produzir conhecimento sobre a própria sociedade. Significa dominar tecnologias estratégicas, desenvolver inteligência artificial comprometida com o interesse público, assegurar que os dados produzidos por milhões de brasileiros fortaleçam o desenvolvimento nacional e a democracia”, enumerou.
Estatísticas confiáveis
Uma das autoras do pedido de realização da homenagem ao IBGE, a deputada Luizianne Lins (Rede-CE), ressaltou que não existe democracia sem estatísticas confiáveis.
A parlamentar lembrou que são os dados produzidos pelo instituto sobre a população brasileira e suas condições de vida que orientam a formulação de políticas públicas e determinam, por exemplo, as transferências de recursos da União para estados e municípios.
Importância
A deputada Erika Kokay (PT-DF), que presidiu a sessão, também destacou a importância do instituto na formulação de estratégias para mudar essa realidade.
“O IBGE nos mostra um Brasil profundo, um Brasil que foi em grande medida invisibilizado, e desnuda as suas próprias desigualdades”, disse Erika. “O IBGE ajuda a explicitar esse Brasil real para que, a partir daí, nós possamos construir os mecanismos necessários para superar as nossas desigualdades e os nossos desafios. Portanto, o IBGE é absolutamente fundamental para a construção da democracia”, acrescentou.
Números do IBGE
Atualmente, de acordo com Luiziane Lins, a instituição tem 11 mil servidores em 27 superintendências estaduais e mais de 560 agências municipais. A deputada acrescenta que, somente em 2026, o IBGE deve produzir e divulgar 269 pesquisas sobre o Brasil e os brasileiros.
Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub
Fonte: Agência Câmara de Notícias
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Partido político é passível de controle por lavagem de dinheiro, aprova CSP
Projeto teve voto favorável da relatora, Ivete da Silveira (no telão)
Edilson Rodrigues/Agência Senado
Partidos políticos poderão ter que se submeter às normas de controle de lavagem de dinheiro dispostas na legislação. A medida está prevista em projeto de lei aprovado nesta terça-feira (7) na Comissão de Segurança Pública (CSP) e busca reforçar a fiscalização sobre doações, contribuições e demais receitas partidárias.
O PL 4.636/2020 altera a Lei de Lavagem de Dinheiro para submeter partidos e suas respectivas fundações às obrigações legais de prevenção e controle desse tipo de crime. Com a mudança, as legendas passam a integrar a lista de pessoas e entidades obrigadas a adotar mecanismos de controle de operações financeiras e de identificação de movimentações suspeitas.
A proposta, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e de outros senadores, recebeu parecer favorável da senadora Ivete da Silveira (MDB-SC). Como foi aprovada em decisão final na CAE, seguirá para a Câmara dos Deputados, se não houver recurso para votação em Plenário.
Alessandro Vieira afirma que o projeto visa responsabilizar os partidos quando for comprovado benefício decorrente da lavagem de dinheiro. De acordo com o autor, os debates sobre “lavagem de dinheiro eleitoral” se intensificaram após a Operação Lava Jato, que, segundo ele, revelou “relações obscuras entre empresas e políticos”.
A relatora argumenta que partidos políticos ocupam papel central na ligação entre sociedade e Estado; por isso, a sujeição das agremiações a controles mais rigorosos pode reforçar a integridade do ambiente eleitoral e reduzir espaços para a entrada de recursos ilícitos na atividade política.
— A medida proposta tende a fortalecer a confiança da sociedade nas instituições representativas, ao sinalizar que estruturas partidárias se submetem a padrões mais elevados de conformidade e de responsabilidade na gestão de recursos — afirma Ivete.
Unidos Contra a Corrupção
Na justificativa do projeto, Alessandro Vieira afirma que a proposta foi inspirada na iniciativa Unidos Contra a Corrupção, movimento que reúne representantes de diferentes setores da sociedade em defesa da adoção de práticas de transparência e integridade no combate à corrupção.
Entre os objetivos da mobilização, está estimular a adesão de agentes políticos às Novas Medidas contra a Corrupção, conjunto de 70 propostas legislativas voltadas ao fortalecimento dos mecanismos de prevenção e controle da corrupção. Segundo o senador, o PL 4.636/2020 foi elaborado com base em uma das propostas do pacote.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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