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Caesb comemora resultados obtidos durante este ano

Companhia obteve segunda premiação por índices elevados de atendimento à população

 

AGÊNCIA BRASÍLIA* | EDIÇÃO: CHICO NETO

Pelo segundo ano consecutivo, a Companhia de Saneamento do Distrito Federal (Caesb) se destaca ao apresentar elevados indicadores de atendimento com água potável de qualidade, beneficiando 3.069.993 habitantes, o equivalente a 99% da população, além de 2.840.311 habitantes (90,91% do DF) com atendimento de esgoto – do qual são tratados 100% da coleta. A companhia foi premiada novamente no ranking da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), de Universalização do Saneamento, que avalia cinco indicadores: abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto – serviços prestados pela Caesb. A capital federal teve os melhores indicadores entre 1.857 cidades avaliadas em todo o Brasil.

Esses índices resumem o engajamento da Caesb no cumprimento total da meta estabelecida pela lei nº 14.026/2020, de, até o fim de 2033, garantir o acesso de 99% da população brasileira à água potável e de 90% a esgoto coletado e tratado.

R$ 1,8 bilhãoPrevisão de investimentos do plano de negócios da Caesb para o quinquênio 2021-2025

Com um faturamento expressivo de R$ 1,470 bilhão (no acumulado de janeiro a setembro de 2021), a malha de tubulações de água da Caesb chega a 9.635 km de rede, enquanto a extensão da rede coletora de esgotos com 7.564 km. Atualmente, são atendidos mais de três milhões de habitantes, de um total de 711.146 ligações de água em todo o Distrito Federal. As ligações ativas de esgoto somaram 620.784, até setembro.

Para captar, produzir e distribuir água de qualidade, a estrutura da Caesb conta com 11 estações de tratamento de água (ETAs), onde foram produzidos 21.239.000 m3/mês (média mensal em 2021). Ao longo dos primeiros nove meses deste ano, o volume total produzido de água foi de 191.148.000 m3. Após a coleta dos resíduos gerados nos imóveis, o esgoto foi tratado em 15 ETEs no DF e na ETE Águas Lindas, em Goiás.

Obras 

Para garantir o atendimento à comunidade, a Caesb investiu R$ 105,4 milhões até setembro de 2021, com a entrega de importantes obras de melhoria e modernização dos sistemas de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos e disponibilidade hídrica. A previsão de investimentos do plano de negócios para o quinquênio 2021-2025 é de R$ 1,8 bilhão.

A população da região norte – Planaltina, Sobradinho, Setor Habitacional Taquari e Lago Norte – foi beneficiada com a ampliação da rede distribuidora e da implantação da adutora de água tratada em Sobradinho. O investimento de R$ 4,9 milhões garantiu melhorias nas tubulações existentes, como a instalação de ventosas e a construção e o reforço de blocos de ancoragem das tubulações. A obra incluiu ainda a ampliação da estação elevatória de água tratada do Lago Norte, possibilitando o aumento da capacidade de bombeamento de água dessa estação em cerca de 30%.

No sistema de esgotamento sanitário do Setor Habitacional Pôr do Sol, na região administrativa do Sol Nascente/Pôr do Sol, foram concluídos os trechos remanescentes das bacias F, F1 e G no Sol Nascente. Investimentos de R$ 66 milhões levarão qualidade de vida a essa região, atualmente uma das maiores do DF.

Também foram implantadas novas redes de distribuição de água em Taguatinga, Sobradinho I, Sobradinho II, Itapoã e no Paranoá. Foi feita a substituição e a setorização das redes, o que garante, em caso de necessidade de suspensão do fornecimento de água, que apenas a região a sofrer reparos seja afetada. Com a troca da tubulação por uma mais moderna, serão reduzidos os serviços de manutenções emergenciais na rede. Em Taguatinga, também foi remanejado e implantado um novo trecho do interceptor, da QI 24 até as margens do córrego Taguatinga.

Na região de São Sebastião, a Caesb implantou o Sistema de Abastecimento de Água do Complexo Penitenciário da Papuda, incluindo poços, adutoras e uma Unidade de Tratamento Simplificado (UTS). Jardim Botânico e São Bartolomeu foram beneficiados com a primeira etapa do sistema de esgotamento sanitário, além da conclusão de trechos remanescentes.

Na parte sul do DF, encontram-se em fase final de implantação as redes do sistema de esgotamento sanitário nas regiões do Setor de Mansões Park Way, contemplando as quadras 1 a 5, Colônia Agrícola Águas Claras, Vila Iapi e Colônia Agrícola Bernardo Sayão. A companhia também começou a implantar o Subsistema Gama, com obras de melhoria nas captações dos córregos Crispim 1 e 2, Olhos d’Água, Ponte de Terra 2 e 3 e Alagado.

Os investimentos contemplaram ainda a recuperação dos reservatórios apoiados de Brasília, Brazlândia, Gama, Santa Maria e do reservatório de equalização do Gama. A reforma nos equipamentos garante vida útil de mais 30 anos a cada um deles. Para essas obras, foram investidos R$ 16.505.836,37, com recursos do Bando Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Esgotamento sanitário

Abastecimento de água na região rural é monitorado a distância, 24 horas por dia, pelo Centro de Controle Operacional da Caesb

Ainda este ano, a Caesb deu andamento à implantação das redes de esgotamento sanitário na Colônia Agrícola Sucupira, no Riacho Fundo. O investimento de mais de R$ 6 milhões beneficiará cinco mil moradores e desativará todas as fossas sépticas da região, prevenindo a contaminação do solo e do lençol freático.

Já na ETE Melchior, em Samambaia, foi instalado um novo sistema de bombeamento simplificado de esgoto bruto da Unidade de Gerenciamento de Lodo.

O abastecimento de água na região rural do DF, por sua vez, passou a ser monitorado a distância. Ao todo, 34 sistemas, totalizando 77% das unidades, estão sendo monitorados pelo Centro de Controle Operacional da Caesb (Cecop), que funciona na sede da companhia, em Águas Claras, 24 horas por dia. Para a automação dessas unidades foram investidos R$ 1,2 milhão, recursos originários do BID. A automação do sistema rural leva melhoria à qualidade dos serviços prestados e contribui para a redução do custo operacional e de manutenção dos sistemas.

Para encerrar 2021, há a previsão de conclusão de três grandes obras de impacto: instrumentação e desobstrução de drenos da galeria de drenagem da Barragem do Descoberto, Ceilândia/Águas Lindas de Goiás; além do início do funcionamento do reservatório de água do balão do Periquito e do reservatório de equalização do Gama.

Meio ambiente 

Em agosto, a Caesb finalizou desassoreamento do canal de aproximação do vertedouro da Barragem do Torto. A ação melhorou a capacidade de vazão do sistema que permite o extravasamento em caso de cheias, ampliando a segurança operacional da barragem.

Foram retirados 2.606 m3 de sedimentos e de vegetação sobre o espelho d’água no canal de aproximação do vertedouro. A segurança das barragens operadas pela Caesb é continuamente monitorada por meio de inspeções periódicas, em atendimento à legislação referente ao tema, como a lei nº 12.334/2010, que estabelece a Política Nacional de Segurança de Barragens.

Usuários 

Em novembro deste ano, os da Caesb clientes ganharam mais um ponto de atendimento, com a abertura do Escritório Regional de Brasília, na estação 114 Sul do Metrô. Por ser um local de fácil acesso e de grande circulação de pessoas, será possível atender com mais conforto os clientes das asas Sul e Norte, Lago Sul, Lago Norte, Granja do Torto, Sudoeste, Octogonal, Noroeste, Vila Planalto e Cruzeiro.

Atualmente, os usuários da Caesb podem utilizar os serviços de 14 escritórios regionais, além de cinco postos do Na Hora. Para melhor comodidade, a companhia oferece digitalmente todos os serviços dos postos de atendimento, no site, no aplicativo ou na agência virtual.

Na área de tecnologia da informação, foram entregues um novo portal de serviços e um aplicativo (disponível para Android e IOS), com interface intuitiva para os usuários dos serviços on-line. O desenvolvimento do portal foi pensado para melhorar a experiência do usuário e permitir a reutilização dos serviços disponibilizados nesse canal em outras plataformas, como URA, voicebot, chatbot e aplicativo.

240jovens em situação de vulnerabilidade social foram atendidos em Ceilândia e no Itapoã, pelo projeto Golfinho

De forma a melhorar a comunicação com os usuários, a Caesb investiu em uma tecnologia de alta eficiência e baixo custo, o envio de SMS. A solução utiliza inteligência espacial para identificar especificamente os clientes impactados por eventual manobra ou manutenção na rede que causem falta d’água. Também podem ser enviadas mensagens sobre campanhas de cunho educativo. Para receber esse material, basta o cliente estar com o seu cadastro atualizado.

Responsabilidade social 

Crianças e adolescentes atendidos pelo projeto Golfinho retomaram as atividades presenciais em outubro, quando foram recebidos nos dois núcleos, completamente reformados, em Ceilândia e no Itapoã. Os dois locais passaram por melhorias que incluíram pintura e troca de revestimentos e forro, além de substituição das instalações elétricas e hidrossanitárias. As piscinas ganharam placas solares para aquecimento da água.

O projeto manteve o atendimento aos 240 jovens em situação de vulnerabilidade social mesmo durante a suspensão das aulas devido à pandemia de covid-19. Em ambos os núcleos são oferecidos, no contraturno da escola, duas vezes por semana, esportes e exercícios pedagógicos, com ênfase em educação ambiental. Os participantes ainda recebem lanche, uniforme e transporte.

Covid Esgotos 

Por iniciativa da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a Rede Monitoramento de Covid Esgotos tem estudado a presença dos resíduos virais do coronavírus nas redes de esgoto de seis capitais do país. Hoje, em Brasília, a rede contempla oito ETEs, o que equivale a cerca de 80% das regiões administrativas (RAs).

As equipes da ANA e da Universidade de Brasília (UnB) contam com a parceria da Caesb para a execução desse trabalho. O material é coletado semanalmente nas ETEs, assim como são fornecidos dados sobre a vazão de esgoto tratado, informações essenciais para a realização do monitoramento e a geração de resultados e indicadores.

*Com informações da Caesb

 

 

 

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Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos

Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras

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Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

 

Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.

Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.

“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.

Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.

“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.

Sacchetta deixa dois filhos e neto.

O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.

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Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios

Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).

Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).

 

Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Mais segurança pública

A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.

Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.

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Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal

Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço

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Foto: Tony Winston / Agência Brasília

 

Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.

O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.

De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.

A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação.  A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

 

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.

Acompanhe:

 

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