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Brasileiros levam ouro e prata em concurso mundial de cacau

Duas amostras da Bahia e uma do Pará conquistaram os prêmios de melhores amêndoas de cacau do mundo

 

Depois de ter sido selecionado entre os 50 melhores do mundo no Cocoa of Excellence (CoEx), o produtor baiano João Tavares conquistou medalha de ouro. Também na disputa, a baiana Angélica Maria Tavares e o paraense João Evangelista conquistaram medalhas de prata na premiação realizada na quinta-feira (16) em cerimônia transmitida ao vivo, direto de Paris, para mais de 70 países. Os produtores acompanharam a transmissão em espaço montado no Centro de Convenções de Ilhéus, na Bahia, onde acontece até domingo (19) o 12º Chocolat Festival – Festival Internacional do Chocolate e Cacau edição Bahia.

A cerimônia virtual foi transmitida para mais de 70 países, e os brasileiros assistiram à divulgação do Centro de Convenções de Ilhéus, na Bahia, onde ocorre, nesta semana, o 12º Festival Internacional do Chocolate e Cacau, que reúne variadas marcas de chocolate. O evento nacional, considerado o maior do setor, marca a retomada das atividades presenciais após interrupção em 2020 devido ao início da pandemia de covid-19.

Maior destaque da “copa do mundo do cacau”, o baiano João Tavares já foi premiado outras duas vezes no concurso, levando o primeiro lugar em 2010 e 2011, e figurando entre os 50 melhores em 2019. Este ano, João concorreu com uma amostra da variedade Catongo, uma variedade brasileira caracterizada pelas amêndoas claras. Segundo João, o cacau catongo é muito apreciado pelos chocolateiros por ter notas doces de caramelo, sem perder os aromas florais. “É um material muito exótico, muito diferente”, acrescenta o responsável pela lavoura da Fazenda Leolinda, de Uruçuca, que já havia ganhado o prêmio de melhor cacau do mundo em outras duas edições do concurso, em 2010 e 2011.

A mãe de João Tavares, Angélica Maria Tavares, inscreveu uma amostra da variedade FL 89 da fazenda homônima, também em Uruçuca, e acabou levando a prata.

“Essa conquista representa o reconhecimento do cacau brasileiro pelo mercado internacional. A maior de todas as alegrias é saber que isso vai trazer oportunidade para a região, que precisa agregar valor ao cacau, verticalizando a produção até o chocolate e outros derivados”, pontua João Tavares.

Pará

Do assentamento da região do Tuerê, no município de Novo Repartimento, o produtor João Evangelista Lima representou muito bem a cacauicultura do Estado do Pará com uma amostra híbrida paraense. João Evangelista entrou na competição com o apoio da Fundação Solidaridad. “Há 11 anos a Solidaridad atua no Brasil apoiando a agricultura familiar e o desenvolvimento sustentável”, esclarece Pedro Santos, supervisor de campo da Solidaridad no Pará.

“Não esperava tanto, mas chegamos longe e foi muito bom, gerou um valor melhor para o meu produto”, comemora Evangelista, enquanto lembra de agradecer por todo o apoio e orientação técnica que recebeu da Fundação Solidariedad e da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) do Pará.

O Prêmio Internacional do Cacau – Cocoa of Excellence é a competição de maior prestígio do mundo e proporciona o reconhecimento global aos produtores de alta qualidade, celebrando a diversidade de sabores das diferentes origens do planeta. Ao todo foram 235 amostras enviadas de todo os continentes e as melhores 50 foram selecionadas por especialistas espalhados pelo mundo para a grande final, em Paris.

As 29 amostras brasileiras inscritas no CoEx foram pré-selecionadas no Centro de Inovação do Cacau (CIC) sob a coordenação da Ceplac. Dessas, oito foram para Paris e as que três seguiram entre as finalistas ganharam os destaques. Essa triagem feita no Brasil antes de submeter as amostras para o concurso é fundamental para garantir uma qualidade competitiva.  “De um lado temos os produtores fazendo um trabalho lindo em campo, que investem em qualidade, que são pioneiros e enfrentam o desafio brasileiro de produzir cacau na floresta. E do outro, temos uma equipe técnica que está voltada para um trabalho de qualificação dessas amêndoas cada vez mais profissionalizado. Temos investido muito nas metodologias de análise e isso é um divisor de águas. Não é à toa que esse ano temos três premiados. De fato, houve toda uma avaliação criteriosa de cada etapa: análise física, química e sensorial de cacau não torrado, de liquor e de chocolate. Percebemos que quando entregamos algo com lastro técnico, temos um resultado brilhante como foi esse. Então, vence o Brasil”, comenta a bióloga Adriana Reis, doutora em biotecnologia e gerente de qualidade do Centro de Inovação do Cacau (CIC).

O Brasil participou de todas as edições sob a coordenação da Ceplac que, desde 2019, conta com a parceria do CIC para a realização de todas as etapas de seleção final das amêndoas que irão para avaliação do Comitê Internacional na França.

Chocolat Festival

Realizado desde 2009, o Chocolat Festival é considerado o maior evento de chocolate de origem do Brasil e reúne toda a cadeia produtiva da planta, passando pelo fruto ao produto final. “O festival é importante porque você traz pesquisadores, produtores de chocolate, chocolatiers de outros países, de outros estados, pessoas envolvidas com esse mercado. Eles demonstram aos produtores que vale a pena investir em qualidade, em cacau fino, em cacau de origem. O mundo, cada vez mais, busca produtos que tenham alguns aspectos como a preservação ambiental, o sabor e a história por trás – tudo isso a nossa região tem, o sul da Bahia tem”, ressalta Marco Lessa, empresário e idealizador do evento.

 

 

 

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Projeto prevê aplicação de multa à distribuidora de energia elétrica em caso de falha no fornecimento

EM TRAMITAÇÃO

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Foto: Reprodução/Web

Valor deverá ser compensado como crédito na fatura do usuário. A ideia é ressarcir os consumidores pelos prejuízos, além de estimular investimentos nas redes elétricas

O líder do governo na Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado distrital Robério Negreiros (PSD), apresentou um projeto de lei (PL 927/24) com o objetivo de determinar a aplicação de multa à concessionária de energia elétrica quando houver falha no fornecimento do serviço. A ideia é que sejam criados mecanismos para ressarcir os consumidores por ocasionais prejuízos, bem como estimular investimentos nas redes elétricas e, assim, melhorar a qualidade do serviço prestado.

O valor referente à multa indenizatória, de acordo com a proposta, deverá ser compensado como crédito na fatura de consumo do usuário. A multa será fixada no equivalente a cinco vezes a média do consumo, considerado o intervalo de tempo em que ocorrer falha no fornecimento de energia, e terá como base de cálculo o consumo dos últimos seis meses.

Defesa do consumidor

A proposta foi apresentada após recentes apagões que deixaram centenas de moradores sem luz em algumas regiões administrativas do DF. Para o distrital, esse tipo de situação impede, inclusive, o funcionamento de estabelecimentos e dificulta a expansão dos negócios para que as necessidades da população sejam atendidas.

 

 

Segundo o autor do projeto, por diversas razões as distribuidoras ainda alegam que a queima de itens eletroeletrônicos não é de sua responsabilidade e que os usuários não comprovam que os estragos são consequência das oscilações.“Todos sabem que a falta de energia pode danificar aparelhos eletrônicos, causando prejuízos aos consumidores, e é necessário estabelecer mecanismos para ressarcir tais danos”, defende Robério.

Por esse motivo, a proposta, afirma o parlamentar, tem como intuito garantir direitos e proteger o consumidor do DF. “O fornecimento de energia elétrica é um caso claro de relação de consumo, onde o consumidor é parte extremamente hipossuficiente, razão pela qual seus direitos devem ter tratamento diferenciado”, justifica o distrital.

* Com informações da assessoria de imprensa do deputado Robério Negreiros

Agência CLDF

 

 

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Recintos do Zoológico de Brasília são reformados para bem-estar dos animais

Estão em obras os espaços destinados a micos, onças, ariranhas e cervídeos. No caso do micário, ampliação está sendo feita para abrigar dois novos bichos que chegaram ao Zoo

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Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

 

Em breve, alguns espaços do Zoológico de Brasília estarão de cara nova. Os recintos dos micos, das onças, das ariranhas e dos cervídeos estão em obras para garantir ambientes mais confortáveis para os animais. As intervenções incluem benfeitorias, como pintura, e ampliação, com a criação de novas áreas. Para realizar os trabalhos estão sendo utilizados recursos do Governo do Distrito Federal (GDF) e de emenda parlamentar, num total superior a R$ 1 milhão.

O micário ganhou dois novos recintos que receberão um mico-leão-dourado e um mico-leão-da-cara-dourada | Fotos: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília

A grande novidade é a extensão do micário. O espaço ganhou dois novos recintos que serão usados para abrigar dois animais que chegaram ao Zoo vindos de outros estados: um mico-leão-dourado e um mico-leão-da-cara-dourada. O primeiro já está integrado no plantel antigo, enquanto o outro segue no Hospital Veterinário aguardando a liberação para a exposição.

“Precisamos ampliar os espaços adequando às novas normas e algumas exigências que precisamos cumprir. Tem mais ou menos 15 anos que não se tinha entrega aqui no Zoológico”, revela o diretor-presidente da Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB), Wallison Couto.

O recinto das onças-pintadas, que já havia passado por intervenções com o aumento da grade e a instalação da cerca elétrica, agora terá outras melhorias. Além de uma nova pintura interna, o espaço voltará a ter uma área com água para os animais poderem nadar. “Tem um tempo já que a parte de água das onças não está funcionando. Vamos revitalizar para que possa voltar a funcionar novamente. Também vamos fazer uma cascata para o bem-estar dos animais”, adianta.

O espaço dedicado aos cervídeos vai ser equipado com um tanque de 24 metros quadrados

As obras se estendem, ainda, para o recinto das ariranhas, onde foi feita a pintura, a reforma do tanque e a recuperação de toda a área, e para o espaço dos cervídeos, onde fica o cervo-do-pantanal, com adaptação para a implantação de um tanque de 24 metros quadrados.

“Todas essas reformas, melhorias e construções foram pensadas para melhorar o ambiente interno dos animais. Temos um planejamento para os próximos cinco anos. O nosso trabalho aqui é de preservação e conservação ambiental. Criamos um cenário para que os animais se sintam bem”, esclarece o diretor-presidente.

Aprovação do público

A analista de sistemas Josiane da Cruz, 31 anos, passou a manhã com as filhas, as gêmeas Helena e Catarina, 3, no Zoológico. Esse é um passeio que a família adora. Ela se mostrou animada com as reformas no espaço. “Sem dúvida vai ser mais agregadora para o Zoológico e para as pessoas que estão vindo aqui fazer uma visita”, define.

Enyo Guimarães elogia as melhorias no espaço das onças-pintadas: “Vai ser mais agradável ver o animal mais confortável”

Para Josiane, o local é uma ótima opção de lazer e de contato com a natureza. “É um excelente lugar para trazer as crianças. Percebemos muitas melhorias. O Zoológico está bem limpinho e legal para passearmos com as crianças”, acrescenta.

O empresário Enyo Guimarães, 35, foi até o Zoo para fazer turismo e se surpreendeu com o espaço. Ele elogiou a iniciativa da FJZB de reestruturar os recintos. “Acredito que a reforma vai ser boa, porque sabemos que as onças gostam de contato com a água. Até para evitar que o animal fique estressado é importante”, diz. “E para nós, como visitantes, vai ser mais agradável ver o animal mais confortável”, analisa.

A empresária Romy do Socorro, 47, veio do Maranhão para conhecer o Zoológico. Essa foi a primeira experiência dela num espaço deste tipo. “Fiquei apaixonada, me encantei”, afirma. Sobre as obras, ela destacou: “Toda benfeitoria é bem-vinda, a população agradece. Quem ganha somos nós”.

 

 

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Força-tarefa define medidas para fortalecer acolhimento familiar

Recomendações foram publicadas hoje no Diário Oficial

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reuniu várias instituições, como ministérios e colegiados de assistência social, em uma força-tarefa para garantir o direito de convivência familiar a crianças, adolescentes e jovens mesmo durante medida protetiva de acolhimento. Uma recomendação conjunta foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (23), com objetivos e orientações.

O texto orienta que União, estados, Distrito Federal, municípios, Poder Judiciário e o Ministério Público trabalhem em regime de colaboração com a sociedade civil, para atingir objetivos como a implementação e a ampliação dos Serviços de Acolhimento em Família Acolhedora do Sistema Único de Assistência Social, por exemplo. Também recomenda um esforço para promover a transição da modalidade de acolhimento institucional para acolhimento familiar.

O principal objetivo é permitir que crianças e adolescentes afastados da família de origem por qualquer razão, possam aguardar uma solução em ambiente familiar, por meio de adoção temporária, por exemplo. Esse formato daria lugar à permanência do menor de 18 anos em instituições, até que ele possa ser reinserido na família ou que seja adotado de forma permanente.

As recomendações incluem a meta de garantir o acolhimento em ambiente familiar de, pelo menos, 25% da demanda do país até 2027.

O documento indica estratégias para atingir os objetivos estabelecidos, como o financiamento por diferentes frentes para ampliação do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, bem como o direcionamento dos recursos disponíveis preferencialmente para essa modalidade.

A estruturação, oferta e qualificação de formação inicial e de educação permanente para os atores envolvidos na transição, também são medidas previstas para alcançar metas e objetivos.

Mais do que recomendações, o documento é também um compromisso das instituições participantes de concentrar esforços em medidas que possibilitem a transição, como o estudo da situação de cada caso, a elaboração e implementação do Plano Individual de Atendimento (PIA), de forma intersetorial e o envio de relatórios trimestrais para o Poder Judiciário, pelo Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, por exemplo.

Além do CNJ, assinam o documento ministros e presidentes do Conselho Nacional do Ministério Público, Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Ministério do Planejamento e Orçamento, Conselho Nacional de Assistência Social, Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente.

Edição: Graça Adjuto

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Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
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(61) 98442-1010