Reportagens

Brasília é finalista da Escola de Resiliência de Mercocidades

Intitulada Portal do Território Resiliente, iniciativa de servidores do GDF leva a capital à categoria de finalistas de treinamento internacional

Published

on

 

Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

 

O trabalho dos servidores da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) sobre o Portal do Território Resiliente tornou Brasília uma das três cidades finalistas da Escola de Resiliência de Mercocidades, treinamento que tem como objetivo compartilhar internacionalmente aprendizados sobre os desafios da gestão pública. Os outros dois trabalhos escolhidos são de Santa Fé (Argentina) e Quilicura (Chile).

A Escola de Resiliência é um espaço de treinamento que faz parte do Programa de Cooperação Sul-Sul de Mercocidades. A atividade faz parte da Rede Global de Cidades Resilientes, formada por 17 cidades da América Latina e Caribe para construir uma cidadania participativa e sem fronteiras.

 

Os servidores da Seduh Yamila, Aline e Bruno fazem parte da equipe que elaborou o trabalho selecionado | Foto: Divulgação/Seduh

 

 

 

Por apresentar um dos trabalhos classificados como finalistas, a Seduh terá a oportunidade de participar de visitas técnicas para trocar experiências com representantes de unidades integrantes da Rede Global de Cidades Resilientes. Para esse intercâmbio, serão cofinanciadas as despesas de transferência e acomodação.

 

Elaboração conjunta

Encaminhado pela servidora da Seduh Aline Oliveira, da Diretoria de Planejamento e Sustentabilidade Urbana (Diplan), o trabalho sobre o portal foi elaborado em conjunto com Bruno Oliveira, da Diretoria de Geoinformações Urbanas e Territoriais (Digeo); Yamila Oliveira, da Diretoria de Diretrizes Urbanísticas (Dirur), e Edna Aires, da Coordenação de Planejamento e Sustentabilidade Urbana (Coplan).

Agora, com a possibilidade de intercâmbio, a expectativa de Aline é adquirir mais conhecimento a partir de estratégias que já foram implantadas em outras cidades, para dar continuidade aos estudos que estão sendo realizados na Seduh.

“A seleção do Portal do Território Resiliente como um dos finalistas, depois de passar pelo crivo de especialistas da área, demonstra que o desenvolvimento da aplicação foi assertivo e que estamos no caminho para o desenvolvimento da resiliência no território distrital”, afirma a servidora.

O portal é uma ferramenta elaborada para a revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal (Pdot). Ajuda a mapear ameaças socioambientais, econômicas e institucionais, com o auxílio da população.

 

Mercocidades

Criada em 1995, a Mercocidades é uma rede de municípios de países que participam do Mercado Comum do Sul (Mercosul) como membros ou associados. A meta é potenciar a identidade e a integração regional para assegurar o desenvolvimento das cidades e o bem-estar na América do Sul. Atualmente, a rede é formada por 364 cidades de dez países do continente sul-americano.

No âmbito da XXVI Cúpula de Mercocidades, a terceira edição da Escola de Resiliência de Mercocidades foi realizada em novembro do ano passado, de forma virtual e presencial, com a participação de 23 representantes de governos da Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Uruguai e Venezuela.

*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação

 

 

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Reportagens

Canabinoides podem auxiliar no tratamento de doenças neurológicas

É o que mostra pesquisa da Unicamp, publicada hoje

Published

on

 

Estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que o canabinoide, substância que pode ser encontrada em plantas do gênero cannabis, podem auxiliar no tratamento de doenças neurológicas e psiquiátricas. A descoberta foi feita por pesquisadores do Laboratório de Neuroproteômica, do Instituto de Biologia (IB), e publicada hoje (27) na revista European Archives of Psychiatry and Clinical Neurosciences.

“A gente sabe muito sobre o efeito dos canabinoides, endocanabinoides ou sintéticos sobre os neurônios. Estamos aprendendo agora que essas substâncias também atuam sobre as células da glia”, diz Daniel Martins-de-Souza, um dos pesquisadores. Ele explica que o nome glia significa cola em grego, porque, no passado, os pesquisadores achavam que essas células ligavam os neurônios uns nos outros, funcionando apenas como células de suporte.

Nas últimas duas décadas, no entanto, estudos mostraram que elas praticam funções importantes no cérebro. A pesquisa analisou a interação de uma dessas células da glia, chamada oligodendrócito, com os canabinoides. O oligodendrócito é responsável por produzir a bainha de mielina, que faz o “encapamento” dos axônios, que são o meio de comunicação entre os neurônios. “Para o neurônio conseguir conversar com outro por meio de impulsos elétricos, ele precisa de um encapamento no fio, vamos assim dizer”, explica o estudioso, comparando com os fios de um poste de energia elétrica.

Falhas nas células da glia podem causar doenças. “A bainha de mielina é destruída, por exemplo, na esclerose múltipla, eventualmente até na doença de Alzheimer. Então, a bainha de mielina é bastante importante para que o neurônio funcione. A gente sempre teve uma visão muito neurocêntrica, ou seja, muito da importância do neurônio no cérebro, mas ele não vai funcionar bem se as células acessórias dele também não funcionarem, como é o caso do oligodendrócito”, acrescenta Martins-de-Souza.

Com a análise in vitro, os pesquisadores viram que os canabinoides promovem a proliferação dos oligodendrócitos. “Todas as eventuais doenças que têm perda de oligodendrócitos poderiam se beneficiar”, afirma o especialista. Ele destaca que estudos com animais e humanos devem confirmar esses dados. A pesquisa também mostrou que, com os canabinoides, os oligodendrócitos amadurecem melhor. “Isso abre novas avenidas pra gente investigar potenciais tratamentos de doenças.”

Depressão e esquizofrenia são outras doenças que podem se beneficiar dessa descoberta.

O que são canabinoides

Além do canabinoide extraído de plantas do gênero cannabis, o canabidiol, o próprio organismo humano produz a substância, chamada endocanabinoide. “Foi descoberto que os compostos da cannabis se ligam a receptores no cérebro, que passaram a ser conhecidos como receptores canabinoides. O que a gente descobriu a posteriori é que o nosso organismo produz substâncias que interagem com esses mesmos receptores. Tudo isso é chamado de canabinoide”, explica o pesquisador.

O estudo, portanto, utilizou tanto compostos extraídos de plantas do gênero cannabis, como o canabidiol, o endocanabinoide, quanto sintéticos.

 

 

Continue Reading

Reportagens

Em visita à Amazon, governador assegura mais apoio a operadores logísticos

Ibaneis Rocha conheceu o Centro de Distribuição da empresa norte-americana e anunciou assinatura de decreto para facilitar ainda mais o trabalho de outros grupos que queiram se instalar no DF

Published

on

 

Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Carolina Lobo

 

O governador Ibaneis Rocha visitou, nesta quinta-feira (26), o Centro de Distribuição da Amazon no Distrito Federal, localizado em Santa Maria. O encontro com funcionários da empresa norte-americana e gestores do governo serviu para tratar sobre infraestrutura, tributação e a presença da Amazon no Brasil e no DF.

GDF vai assinar um decreto para facilitar ainda mais o trabalho de operadores logísticos que queiram se instalar no Distrito Federal

Na ocasião, Ibaneis Rocha conheceu cada detalhe da operação e se reuniu com diretores da empresa. Na reunião ficou definido que o GDF vai assinar um decreto para facilitar ainda mais o trabalho de operadores logísticos que queiram se instalar no Distrito Federal. O texto está sendo alinhado com o secretário de Economia, Itamar Feitosa, que também participou do encontro, bem como com os secretários de Governo, José Humberto Pires, e de Desenvolvimento Econômico, Jesuíno Pereira.

 

“O Distrito Federal tem esse sinal importante. A cidade foi criada a partir do pensamento de Juscelino Kubitschek de ser um grande ponto de interligação do Brasil. Os operadores logísticos vêm para cá no sentido de integração. Nós temos facilidade de distribuição, tanto para o Centro-Oeste como para o Norte e o Nordeste, e a empresa vem só crescendo aqui. Temos dado incentivos às empresas, é um ramo que emprega bastante. E fiquei satisfeito de ver a operação, a organização e o nível de tecnologia desse centro de distribuição”, afirma o governador Ibaneis Rocha.

 

A vinda da Amazon amplia a presença do Distrito Federal como centro logístico nacional, já que a capital tem o único aeroporto brasileiro com duas pistas em operação simultânea, ligado a todas as capitais do país – além de excelente malha rodoviária, mão de obra capacitada e competitividade fiscal.

 

“É muito importante termos empresas como a Amazon e outras de logística aqui no Distrito Federal. Estamos no centro do país, então temos essa capacidade maior de distribuição. Elas geram emprego e renda para famílias do DF e do entorno, e, com a intenção da Amazon de se expandir, mais empregos podem ser gerados e o serviço ampliado para os clientes ”, acrescenta o secretário de Desenvolvimento Econômico.

A Amazon tem 12 centros de distribuição no Brasil. Na capital, iniciou a operação em outubro de 2020, gerando mais de 200 empregos. Segundo a empresa, são feitas 15 mil entregas diariamente no DF.

Continue Reading

Reportagens

Lei muda orientação por cores em hospitais para atender daltônicos

Medida publicada nesta terça-feira (24) no Diário Oficial determina que alas e pulseiras sejam adaptadas para portadores do distúrbio da visão

Published

on

 

Agência Brasília* | Edição: Claudio Fernandes

 

As unidades das redes pública e privada de saúde deverão alterar parcialmente seus sistemas de direcionamento por cores para atender portadoras de daltonismo. É o que determina a Lei nº 7.144, publicada nesta terça-feira (24) no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

“Tudo que a gente puder fazer para facilitar a vida das pessoas que tenham quaisquer restrições, faremos. Quanto mais acessível o sistema de saúde estiver, mais inclusivo ele é”Pedro Zancanaro, secretário adjunto de Assistência à Saúde

De acordo com a medida, as unidades de saúde devem adaptar os sistemas de orientação por cores de modo a incluir alguma sinalização numérica ou por outro tipo de código. Assim, as pulseiras de classificação de risco e as alas de atendimento, por exemplo, terão de conter algo além da cor. Isso porque quem é daltônico tem dificuldade de diferenciar certas cores, sobretudo os tons verde e vermelho.

O secretário adjunto de Assistência à Saúde, Pedro Zancanaro, afirma que a Secretaria de Saúde estudará medidas para facilitar a visualização dos pacientes com daltonismo. O gestor destacou que a lei representa uma “medida de acessibilidade”. “Tudo que a gente puder fazer para facilitar a vida das pessoas que tenham quaisquer restrições, faremos. Quanto mais acessível o sistema de saúde estiver, mais inclusivo ele é”, pontuou Zancanaro.

O daltonismo é uma denominação popular para discromatopsia ou discromopsia. Trata-se de distúrbio de visão caracterizada pela ausência total ou parcial de células do tipo cones na retina. A condição é hereditária e genética. Geralmente, a pessoa aprende a conviver com o problema, como cita o secretário adjunto. “Um exemplo clássico que mostra essa adaptação dos daltônicos é eles entenderem os semáforos do trânsito”, conclui.

*Com informações da Secretaria de Saúde

 

 

 

Continue Reading

Reportagens

SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010