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JOÃO JÚLIO, OBRIGADO.

Uma lembrança, uma saudade e uma homenagem.

 

Partiu hoje um amigo maravilhoso: o cego, cineasta, meu professor de esperança e solidariedade chamado JJ ou JOÃO JÚLIO.
Aprendi muito com o JJ, que pela elegância do porte, chamávamos de REI DE ZABUMBA.
Pensando alto: Louis Braille perdeu a visão aos três anos. Não se entregou. Estudou, pesquisou e se dedicou mais ainda. Aos 16 anos, em 1825, com base no emprego de pontos em relevo, deu ao mundo um presente fantástico: o sistema Braille. Morreu com 43 anos e deixou esta herança divina.
João Júlio traçou o mesmo caminho e consolidou a mesma Esperança. Cego (com a educadora e flautista DOLORES TOMÉ, que na minha época de Secretário de Cultura dirigiu o Núcleo de Inclusão Cultural e Social pela Arte) JJ me ajudou a trazer os cegos para assistirem ao 40 Festival de de Brasília do Cinema Brasileiro, Mais: em 2008, junto com outros colegas cegos (César Achkar, Sara Bentes, Ruy Bicalho, Noeme Rocha, Rafael Vaz, Luis Felipe, Marta Guedes, Flávio Luis, José Ferreira, Paulo Sérgio, Maringueth Monteiro, Vera e Genes Guedes, Simone Kichel e Josenei Ferreira, JOÃO JÚLIO participou da criação do Troféu Vagalume, o “Candango” que os cegos premiavam o melhor filme na ‘visão’ deles.
E JJ não parou aí. Em 2009, fez seu primeiro filme. Depois fez o segundo. Era um cego que enxergava longe. Hoje JJ se foi. Deixou um legado para videntes e não videntes.
Se, os cegos hoje ultrapassam barreiras, aceitam desafios, surpreendem e provam que a pior cegueira é aquela que impede mesclar ações e conquistas da raça humana com solidariedade, é porque JOÃO JULIO desbravou um caminho.
OBRIGADO JJ.
FOTOS:
1) João Júlio, Regina Duarte, Sylvio Bach e SG na entrega do Troféu Vagalume.
2) O livro que JJ participou contando toda história do projeto Cinema para Cegos.
3 e 4) Correio Braziliense – matéria sobre a participação dos Cegos no Festival de Cinema de BsB.
5) Matéria da Folha de S. Paulo sobre o projeto pioneiro no Brasil de Cinema para Cegos.

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TUPI GUARANI e o PORTUGUÊS

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Pensando alto: os Yanomami, outrora longe dos ‘homens brancos’, eram felizes na Floresta Amazônica. Atualmente, enfrentam a ameaça da destruição pela intensa presença de garimpeiros ilegais.

Na verdade, o Brasil de 1500 era dos índios. Aqui viviam mais de 5 milhões deles. Depois da Descoberta por Cabral, a população indígena foi se definhando e a ocupação e exploração de suas terras virou uma triste realidade.

A propósito dos índios Ianomami, estava pensando na contribuição do Tupi Guarani à nossa Língua Portuguesa.

De acordo com o Censo, que leva em consideração pessoas com mais de 5 anos de idade que usam o idioma em seu próprio domicílio, as línguas mais usadas no Brasil são o tikuna (com 34 mil falantes), o guarani kaiowá (com 26,5 mil), o kaingang (22 mil), o xavante (13,3 mil) e o yanomami (12,7 mil).

O TUPI diz respeito à língua Tupinambá, que era falada pelas comunidades indígenas existentes no Brasil quando o território foi colonizado pelos portugueses.

O GUARANI, por sua vez, é a língua falada pelas nações que são encontradas na Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil.

O tema TUPI-GUARANI, origem de um mundo de palavras hoje no nosso Português, é um assunto fascinante.

O tupi-guarani é uma das mais importantes línguas indígenas da América do Sul. O tronco TUPI é o maior, com alguns dialetos por todo o litoral brasileiro.

O padre jesuíta José de Anchieta pesquisou e chegou a redigir até uma gramática de tupi-guarani. Daí que muitas palavras têm origem no tupi-guarani.

O português se firmou no Brasil por uma sucessão de fatores: a expulsão dos jesuítas do Brasil no século 18 pelo marquês de Pombal, a chegada da corte portuguesa em 1808 e o acelerado processo de urbanização. Ainda assim, o português acabou sendo marcado para sempre pelo TUPI GUARANI.

Até hoje, centenas de palavras que nós falamos no Brasil têm origem indígena.

É interessante estudar a origem do nome de muitas cidades brasileiras.

Exemplos:

Itabira: pedra de ponta
Itaberaba: pedra brilhante
Itacolomi: filho ou o menino de pedra.
Itacorubi: de rio das pedras esparsas.
Itaguaçu: pedra grande ou muitas pedras.
Itai-guaçu: rio da pedra grande.
Itaimbé: pedra pontuda, afiada.
Itai-mirim: rio da pedra pequena.
Itaipava ou itapava: pedra levantada; recife, travessão rochoso.
Itajai-guaçu: de Itajai grande.
Itajai-mirim: de Itajai pequeno.
Itajuba: pedra amarela.
Itajubá: pedra amarela.
Itamirim: pedra pequena.
Itapemirim: caminho da pedra pequena
Itapema: pedra rasa, lajeado.
Itamonte: pedra na montanha
Itaperobá: pedra do caminho da canoa.
Itapitanga: pedra vermelha
Itapitinga: pedra de lajedo branco.
Itapoã: pedra redonda.
Itaqui: de pedra afiada, pontuda.
Itatiba: muita pedra, abundância de pedras.
Itaúna: pedra preta.
Itamaramdiba: pedra que rola
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GRATIDÃO ETERNA A MEU AMIGO REI

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LEMBRANÇA DE PELÉ EM BRASÍLIA.

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Era 19 de novembro de 2008. Inauguração do novo estádio Bezerrão no Gama.
Dois personagens importantes e uma data para se lembrar:
1) PELÉ dá o pontapé inicial com todas honras e circunstâncias;
2) A meu pedido, pois ela estava em Brasília, e com a ajuda do então embaixador Francisco Seixas da Costa e o pianista Adriano Jordão, a cantora portuguesa Eugénia Melo e Castro canta o Hino Nacional de Portugal: seria a primeira vez que o Hino Português era cantado ao vivo numa partida de Portugal.
3) A pedido do então governador José Roberto Arruda, Zezé de Camargo cantou o Hino Nacional.
4) Nesse dia 19, se comemorava 39 anos do GOL MIL do REI.
Pra quem quiser matar a saudade, é só assistir. Vá bem no início do filme.
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