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Cartão postal de Brasília, os ipês amarelos começam a florir

O ipê-amarelo começa a florir para embelezar ainda mais a cidade e encantar os amantes da natureza. Moradores já buscam a árvore para fotografar

 

Eduardo Fernandes* CB

 

Vibrante, radiante e um refúgio, o ipê-amarelo é um cartão postal de Brasília. A espécie é apreciada pelos brasilienses e visitantes, que registram sua perfeição em fotos, fazem selfies em frente a árvore e aproveitam para aquele descanso sob a sombra dele. O amarelo da florada começa, de maneira sutil, a incorporar-se à beleza da cidade no mês de agosto.

Pensando nesse afeto, Daiane Borges, 37, e Wendel Sousa, 43, não resistiram à exuberância do ipê-amarelo, que encontraram enquanto caminhavam na QI 11, próximo à administração do Lago Sul. O casal é apaixonado pela cor e cultiva quatro mudas da árvore em casa, no Jardim Botânico. “Meu marido conseguiu as sementes no estacionamento da feira de São Sebastião e eu plantei”, conta a amante da natureza, especialmente dos ipês.

Wendel não fica atrás quando o assunto é o sentimento pela árvore. O analista de sistemas descreve um “ipê incrível”, que tem ao lado do trabalho, na Entrequadra 515 Norte. O amarelo no local é tão marcante que é alvo de registros e concursos de fotografia todos os anos. “Nessa vida corrida entre emprego e os desafios cotidianos, poder enxergar uma arte a céu aberto é um privilégio. É uma beleza que não tem preço”, destaca.

Com a mesma percepção, Marluce Xavier, 52, trabalha no Espaço Israel Pinheiro há uma década. Ao lado, um ipê-amarelo começa a retomar seu charme e a colorir a rotina da auxiliar de serviços gerais. Ela também costuma registrar a paisagem em fotos nesta época, porque a espécie é a sua preferida. “Eu acho muito bonito. Quando as copas enchem, fica lindo demais”, observa a moradora do Paranoá, que gosta de acompanhar o processo de maturação das flores.

Amor de infância

A estudante de publicidade Giovanna Paulino Monteiro, 21, cresceu admirando o ipê-amarelo em frente a sua casa, na região do Gama. Durante dez anos, quando a floração surgia, a felicidade aumentava. Isso fez com o que carinho pela espécie fosse diferente do sentimento por outras árvores. Ela recorda que, de uma forma ou de outra, a cor vibrante fez parte da infância. É uma marca feita pelo tempo em seu coração, algo que jamais vai esquecer.

“Desde criança eu chamava os ipês de árvores amarelinhas e ficava encantada em como era possível algo tão perfeito”, relembra Giovanna. A árvore acabou morrendo. Mesmo assim, ela é grata, porque o o período foi suficiente para que desenvolvesse afeto pela natureza e apreciasse as pequenas bênçãos que podem passar despercebidas na rotina apressada. “Ver uma árvore tão linda quanto essa melhora o dia”, diz a estudante.

Floração

Falta pouco para que as árvores sejam tomadas pelo tom amarelo. Os frutos já começam a surgir. A engenheira agrônoma Carmen Regina explica que o auge da espécie deve aparecer em, no máximo, 10 dias. “Varia de planta para planta. A floração dura até 15 dias em cada uma. Como temos muitas árvores plantadas, vamos ficar um bom tempo tendo flores”, esclarece.

Em relação aos frutos, a especialista reforça que eles aparecem logo após a floração. A dispersão das sementes dos ipês ocorre pelo vento. A germinação da árvore pode durar uma semana, se as sementes forem novas. Caso sejam um pouco mais velhas, o ciclo pode demorar mais.

Beleza na capital

Existem mais de 600 mil pés de ipês das cinco cores plantados no Distrito Federal, de acordo com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), responsável por cuidar das árvores. No Plano Piloto, local de maior concentração, por exemplo, são mais de 25 mil exemplares.

O órgão também é o encarregado do plantio da árvore nas áreas verdes das quadras e ao longo das vias, como a W3, o Eixo Monumental e a L4. A maior quantidade está nos Eixos Norte/Sul.

No Distrito Federal, existem ipês-roxos, amarelos, rosas, brancos e verdes. As cores obedecem a uma ordem de floração em cada época do ano. É uma árvore que necessita de pouca irrigação e se adapta ao clima seco da capital federal.

 

 

 

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CLDF realiza sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Por iniciativa do deputado Pastor Daniel de Castro (PP), evento reconhece a contribuição das mulheres para o desenvolvimento social, econômico, político e cultural do Distrito Federal

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Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF

Por iniciativa do deputado Pastor Daniel de Castro (PP), a Câmara Legislativa realizará nesta sexta-feira (17), às 19h, sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. O evento em plenário reconhece a contribuição das mulheres para o desenvolvimento social, econômico, político e cultural do Distrito Federal.

A solenidade, explica o distrital, reafirma “o compromisso do Poder Legislativo com a promoção da igualdade de gênero, o respeito aos direitos das mulheres e o fortalecimento de políticas públicas inclusivas”.

O Dia Internacional da Mulher representa a luta histórica das mulheres por direitos, equidade e reconhecimento. Mais do que uma data comemorativa, o momento convida à reflexão sobre os avanços conquistados ao longo dos anos e os desafios que ainda persistem na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Durante a sessão solene, serão homenageadas mulheres que se destacam por suas histórias de superação, liderança e compromisso com a coletividade, servindo de inspiração para as gerações presentes e futuras.

“No Distrito Federal, as mulheres exercem papel fundamental em múltiplos espaços, atuando com protagonismo no serviço público, no empreendedorismo, nas comunidades, na política, na cultura e na formação familiar. Sua dedicação, resiliência e capacidade de transformação impactam diretamente a qualidade de vida da população e o progresso da capital”, destaca Pastor Daniel de Castro que é integrante da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara Legislativa.

Confira o evento no canal da TV Câmara Distrital no Youtube.

Bruno Sodré – Agência CLDF

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Com investimento de R$ 2,5 milhões para obras, Centro Olímpico do Paranoá atenderá 5 mil alunos

Complexo esportivo contará com pista de atletismo, quadra poliesportiva, espaço multiuso e piscinas

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Carlos Eduardo Bafutto e Ana Isabel Mansur, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

 

O Paranoá está prestes a ganhar um novo espaço dedicado ao esporte e à inclusão social com a construção do 13º Centro Olímpico e Paralímpico (COP) do Distrito Federal. A governadora Celina Leão visitou as obras da unidade nesta quinta-feira (16).

“São duas etapas [da obra]. A primeira devemos entregar nos próximos dias. E vamos correr com a segunda”, destacou Celina Leão. A primeira fase permitiu a geração de 40 empregos.

O Centro Olímpico do Paranoá terá pista de atletismo, quadras de tênis, poliesportiva e de areia, espaço multiuso e piscinas semiolímpicas e infantis, além de vestiários.

 

A primeira fase da obra foi conduzida pela Secretaria de Esporte e Lazer do DF (SEL-DF) e contemplou a construção de guarita, estacionamento, administração e campo sintético, com alambrado de 49 metros por 29 metros.

O setor administrativo do espaço vai contar com salas de apoio, sala de aula, copa, sala de reuniões, sala de coordenação, sala de professores e áreas de convivência.

Além disso, a infraestrutura será completada com drenagem, caixa d’água de 30 mil litros, pórtico de entrada com bicicletário, instalações elétricas e hidráulicas e estruturas de acessibilidade, como rampas, calçadas e estacionamento.

O DF possui 12 unidades de centros olímpicos e paralímpicos, onde são atendidos 16.557 alunos, distribuídos em 32 modalidades. O COP do Paranoá tem sido erguido em um ponto estratégico, onde há crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade.

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Ex-presidente do BRB acertou propina de R$ 146 mi, diz Polícia Federal

Acordo teria sido feito com dono do Master, Daniel Vorcaro

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Felipe Pontes – Agência Brasil *

 

O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa teria combinado com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o recebimento de propina estimada em R$ 146,5 milhões. A informação consta na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prisão de Costa realizada hoje (16) pela Polícia Federal, na quarta fase da Operação Compliance.

O valor seria recebido por meio de quatro imóveis de alto padrão em São Paulo e dois em Brasília. A Polícia Federal disse ter rastreado, até o momento, o pagamento de ao menos R$ 74 milhões.

O restante da propina só não teria sido pago em razão de Vorcaro ter descoberto a abertura de procedimento investigatório na PF justamente sobre os pagamentos feitos a Costa. Segundo os investigadores, o banqueiro travou os repasses após ser informado sobre tal procedimento sigiloso.

Ainda segundo a PF, Vorcaro recebeu de seu funcionário Felipe Mourão, em 24 de junho de 2025, uma cópia da investigação, por meio do aplicativo WhatsApp.

A data é posterior à interrupção dos pagamentos, feita em maio, mas Mendonça deu crédito à versão da PF, afirmando que “o conjunto de elementos informativos colhidos até o momento aponta a alta probabilidade de que ele tenha tido ciência da instauração do procedimento antes do recebimento das respectivas cópias”.

Além de Costa, foi preso também o advogado Daniel Monteiro, apontado como seu testa de ferro e que teria recebido, pessoalmente, R$ 86,1 milhões em proveito ilegal. 

A prisão preventiva dos dois foi feita com base na “permanência dos atos de ocultação patrimonial, o risco de interferência na instrução, a possibilidade de rearticulação da engrenagem financeira e jurídica do esquema, além da necessidade de assegurar a ordem pública, a ordem econômica e a efetividade da persecução penal”, escreveu Mendonça.

A contrapartida para a propina seria que Paulo Henrique Costa usasse os recursos do BRB, banco controlado pelo governo do Distrito Federal, para comprar carteiras de crédito falsas do Banco Master.

Até o momento, sabe-se que ao menos R$ 12,2 bilhões em carteiras ruins foram comprados, mas o número exato ainda não foi apresentado pelo BRB e pode ser maior.

Desde que foi deflagrada, a Compliance Zero investiga a existência de uma engrenagem ilícita concebida para viabilizar a fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB. 

Saiba mais detalhes no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Defesa

Em frente à casa em que Costa foi preso, o advogado Cleber Lopes disse que a defesa “não considera essa hipótese como válida”, referindo-se ao pagamento de propina.

“A defesa considera que o Paulo Henrique não representa nenhum perigo para a instrução ou para aplicação da lei penal. Não há notícia de que ele tenha praticado qualquer ato que pudesse atentar contra a instrução criminal”, afirmou o defensor.

* Matéria alterada às 11h47 para acrescentar declaração da defesa de Paulo Henrique Costa

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