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Confira o que rolou no terceiro dia do Festival de Brasília

Filmes sobre a questão negra foram destaque na programação de quarta-feira (16) do FBCB, que exibe filmes no Cine Brasília e nos complexos culturais de Samambaia e de Planaltina

 

Agência Brasília* | Edição: Rosualdo Rodrigues

 

Uma noite para entrar na história com uma sessão tripla de trabalhos exaltando o cinema de resistência, de guerrilha, das minorias. Uma noite para exaltar e engrandecer o cinema negro. “Viva o povo negro!”, gritava alguém da plateia do Cine Brasília vez ou outra, neste que foi o terceiro dia da 55ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB).

Realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa  (Secec), em parceria com a organização da sociedade civil Amigos do Futuro, o evento vem, ao longo desta semana, consolidando a importância da cultura e da produção audiovisual como plataforma de expressão e de democracia.

Representando a Paraíba, o primeiro curta da Mostra Competitiva nesta quarta-feira (16), Calunga Maior, recorre a contos africanos para construir uma narrativa em que tempo, vida e morte se somam à exaltação do corpo negro para ganhar a tela por meio de signos coloridos.

Trata-se de um olhar lírico e místico sobre uma cultura que atravessou o Atlântico e hoje permeia o imaginário brasileiro por meio da religião, dos cantos, da culinária e de outros tantos aspectos do cotidiano. “Calunga Maior é um filme espiritual”, resumiu o diretor Thiago Costa.

Até agora o mais experimental dos filmes exibidos na mostra competitiva do FBCB, o fascinante Sethico, do pernambucano Wagner Montenegro, “é um projeto sobre a destruição do mundo, marcado pela morte e pela desigualdade social”, como bem destacou o diretor.

Hipnótico, o filme conduz o espectador por uma narrativa sensorial norteada por batidas de tambores contagiantes e provocações em forma de mensagens, que mostram a conflituosa relação entre trabalhadores e patrão, a herança colonial e o abismo entre brancos e negros. “Na pandemia, 72% das pessoas que morreram de covid-19 eram pardas e pretas”, lembra um dos avisos do filme.

 

O filme Utopia Distopia, de Jorge Bodanzky, foi tema de debate, realizado espontaneamente no hall do Cine Brasília após a exibição | Foto: Marina Gadelha/Secec-DF

Segundo longa-metragem do Distrito Federal a ser exibido na Competitiva do Festival de Brasília, Rumo, da dupla Bruno Victor e Marcus Azevedo, traça três linhas narrativas que se cruzam para falar sobre o sistema de cotas raciais na Universidade de Brasília (UnB) e o racismo estrutural vigente por trás dessa política pública. O filme conta com depoimentos fortes, viscerais e pertinentes, que mexeram com a plateia, e foi aplaudido de pé ao final da sessão.

Mas mesmo antes da exibição, durante o discurso de apresentação da obra, que contou com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC) para sua realização, a produtora executiva Bethania Maia já tinha empolgado a plateia com palavras inflamadas.

“Estou feliz por ver todos esses corpos aqui, a gente sabe fazer cinema de guerrilha. Mas o cinema negro agora quer trabalhar com dignidade”, disse, agradecendo o incentivo do FAC. “Independentemente dos governos vigentes, é importante que as políticas públicas sejam fortalecidas para que a gente consiga contar histórias e possa fazer arte”, continuou.

Festival fora do Eixo

A experiência do Festival de Brasília também vem sendo sentida em Samambaia e Planaltina, que contam com exibições de todos os filmes da Mostra Competitiva, em sessões gratuitas promovidas diariamente, sempre às 20h. A ação é parte do projeto de descentralização do FBCB, que pretende oferecer o melhor da produção audiovisual nacional para a população do DF.

“Essa descentralização é fundamental e torna o cinema acessível para todos”Miguel Medina, morador de Samambaia

Assim, ao mesmo tempo em que os três filmes rodavam no Cine Brasília, o Complexo Cultural de Samambaia e o Complexo Cultural de Planaltina, todos equipamentos culturais geridos pela Secec, também recebiam o público para as exibições das películas.

Morador de Samambaia, Miguel Medina foi um dos espectadores presentes na sessão de quarta-feira (16). Entusiasta da sétima arte, ele não perdeu tempo e tem se planejado para conferir a programação gratuita de filmes.

“Para quem não tem carro, por exemplo, ter que sair de Samambaia e ir ao Plano Piloto, ainda mais à noite, é algo incerto. Então essa descentralização é fundamental e torna o cinema acessível para todos”, conta ele, que faz planos para ir ao Cine Brasília no próximo domingo, para ver de perto o encerramento do festival.

Prata da casa

As sessões da Mostra Brasília de quarta-feira também comoveram o público, com a exibição de dois curtas e um longa-metragem. O primeiro deles foi Levante pela Terra, do diretor Marcelo Cuhexê, que acompanha o acampamento indígena homônimo, realizado em julho de 2021.

“Estamos vivendo um momento muito importante para o cinema indígena. Estar neste lugar, demarcando este espaço, demarcando o cinema e trazendo o audiovisual como ferramenta de luta dentro do movimento indígena aponta para a importância que nós, brasileiros, devemos dar aos povos originários”, destacou.

O segundo curta, Reviver, do diretor e roteirista Vinícius Schuenquer, trata das perdas durante a pandemia. “É uma honra exibir este filme. Reviver é sobre as consequências psicológicas em momentos tão difíceis que temos passado. É sobre luto, solidão, superação. É sobre a sensação de urgência para reviver os momentos bons”, apontou o diretor.

“Esse filme foi exibido de forma virtual no Festival de Brasília durante a pandemia. Meu sonho era que ele fosse exibido aqui, na tela do Cine Brasília, o que acontece agora, então é uma emoção muito grande”Jorge Bodanzky, cineasta

O longa Profissão Livreiro, por sua vez, emocionou a plateia ao tratar dos desafios das transformações da profissão de livreiro com a chegada das novas tecnologias, dos livros digitais e a quase extinção das livrarias no Brasil.

“O mundo está em transformação e é por este motivo que precisamos ver o que está acontecendo com o mundo literário, com a globalização. Espero que este longa faça as pessoas se emocionarem e rirem também”, citou Pedro Lacerda.

As três apresentações, assim como todas as películas que integram a Mostra Brasília, concorrem ao prêmio Troféu Câmera Legislativa, que premiará diversas categorias, incluindo o melhor longa e o melhor curta segundo a avaliação do público. O voto popular é feito virtualmente e validado através de um código disponibilizado em cada ingresso.

Grande homenageado

Prestes a completar 80 anos no próximo mês de dezembro, Jorge Bodanzky é a memória viva dos anos seminais da UnB e da Capital. Aliás, seus anos de juventude se confundem tanto com um, quanto com outro, deixando um sentimento de nostalgia, saudade e registro histórico presente no seu documentário biográfico Utopia Distopia, exibido na tarde desta quarta-feira, no Cine Brasília. A projeção abriu a mostra paralela que homenageia o cineasta nesta 55ª edição do FBCB.

“Esse filme foi exibido de forma virtual no Festival de Brasília durante a pandemia. Meu sonho era que ele fosse exibido aqui, na tela do Cine Brasília, o que acontece agora, então é uma emoção muito grande”, disse o veterano cineasta.

Inegável a importância histórica do filme, com imagens incríveis de uma Brasília que estava nascendo física e intelectualmente. Cenas em preto e branco que firmam como testamento de uma época e endossam depoimentos cheios de afetos e recordações vivas.

Durante o debate, realizado espontaneamente no hall do Cine Brasília após a exibição, Bodanzky se juntou à esposa Márcia e amigos como Vladimir Carvalho, entre outros, para falar sobre sua carreira, Amazônia e Brasil.

Antes da projeção de Utopia Distopia, uma raridade: a exibição do curta-metragem Brasília em Super 8 que, como o nome indica, traz registros poéticos da cidade pelas lentes daquele mesmo jovem deslumbrado com a bela arquitetura do lugar e seus horizontes deslumbrantes.

Nesta quinta-feira (17), às 14h, a homenagem seguiu com Compasso de Espera, único filme dirigido pelo diretor de teatro Antunes Filho, e do qual Bodanzky faz a direção de fotografia. “Talvez seja um dos primeiros filmes sobre a temática negra do país, que traz o ator Zózimo BulBul como protagonista, hoje homenageado pelo festival com o nome de um prêmio”, frisou o veterano. “Foi uma experiência única, estou curioso para rever esse filme”, confidenciou.

Serviço
55º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
→ De 14 a 20 de setembro
→ Local: Cine Brasília, com exibições também nos complexos culturais de Planaltina e de Samambaia
→ Confira a programação completa no site do festival
→ Ingressos nas bilheterias

*Com informações da Secec

 

 

 

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Concorrência do etanol e subvenção fazem preço da gasolina cair

Em maio, combustível foi maior impacto de alívio na inflação

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Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

 

A concorrência com o etanol e ações do governo para subsidiar combustíveis fizeram a gasolina ficar mais barata nos postos. Em maio, o preço recuou 1,46%, representando o produto que mais puxou para baixo a inflação oficial do mês.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio ficou em 0,58%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (12).

O comportamento do preço da gasolina significou impacto de -0,08 ponto percentual (p.p.) no IPCA do mês.

A queda segue dois meses de alta, provocada pelo conflito no Oriente Médio, que causou disrupção na cadeia internacional do petróleo, encarecendo derivados como a gasolina e o óleo diesel em praticamente todo o mundo.

Veja o comportamento do preço da gasolina no Brasil depois do início do conflito, em 28 de fevereiro:

Março 4,59%
Abril 1,86%
Maio -1,46%

O analista do IBGE Fernando Gonçalves aponta que o etanol ficou 6,2% mais barato em maio, sendo o segundo produto que mais puxou para baixo o IPCA. “Caiu por conta de uma disponibilidade maior”, contextualiza.

Gonçalves explica que o produto está mais rentável e isso faz com que os produtores disponibilizem a safra de cana mais para a produção do etanol em detrimento ao açúcar.

Com mais etanol no mercado, menor o preço de venda. “Com etanol mais barato, a gasolina, por concorrência, acaba também reduzindo o preço”, completa.

O Brasil tem grande parte da frota de automóveis flex, o que permite o motorista escolher entre gasolina ou etanol na hora em que chega ao posto de combustível.

Subvenção

O outro elemento que ajudou a derrubar o preço da gasolina é a política de subvenção adotada pelo governo, uma espécie de reembolso para produtores e importadores do combustível.

A medida é uma das formas de o governo evitar que a escalada no custo dos derivados de petróleo cause choque de preços no Brasil.

subvenção, atualmente em R$ 0,44 por litro, é o valor que o governo paga aos agentes do mercado, em troca do repasse do “desconto” aos consumidores finais.

Na prática, é como se o governo devolvesse às refinarias e importadores parte dos tributos federais cobrados sobre os combustíveis, como Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

A medida contribuiu para diminuir o impacto de um aumento recente anunciado pela Petrobras, principal produtora de gasolina do país. A estatal reajustou o preço em R$ 0,48, mas apenas o valor de R$ 0,04 foi repassado ao consumidor.

Diesel

A política de subvenção também foi aplicada ao óleo diesel, majoritariamente usado por caminhões e ônibus. Em maio, o IBGE apurou recuo de 2,34%, sendo o quarto produto que mais puxou a inflação para baixo.

Em março, primeiro mês de guerra no Oriente Médio, o combustível subiu 13,9%. Em abril, 4,46%.

No diesel, a subvenção chegou a R$ 1,52 por litro pago aos importadores e R$ 1,12 aos produtores em maio.

Frete ainda pesa

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, o de transportes ─ que inclui os combustíveis ─ foi o único que apresentou deflação em maio, ou seja, na média, ficou mais barato (-0,46%).

Apesar desse comportamento, o frete ainda pesou no mês e ajudou os alimentos a subirem 1,33%, sendo o maior impacto de alta no IPCA de maio (0,29 p.p.)

“O frete caiu, mas ainda está onerando o preço dos alimentos”, diz Gonçalves.

Guerra e preço

Iniciada no último fim de semana de fevereiro, a guerra dos Estados Unidos e de Israel ao Irã teve reflexos como ataques a países vizinhos do Irã também produtores de petróleo. Outra consequência foi o fechamento do Estreito de Ormuz, no Sul do Irã, que liga os golfos Pérsico e de Omã. Por lá, passavam antes da guerra cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural.

Com a cadeia logística em turbulência, a oferta do óleo cru e seus derivados diminuiu no mundo, levando à escalada dos preços. O barril do Brent, referência internacional de preços, saltou de US$ 70 para mais de US$ 100, atingindo picos ao redor de US$ 120.

O petróleo é uma commodity, isto é, mercadoria negociada a preços internacionais. Isso fez com que o encarecimento fosse sentido também no Brasil, mesmo sendo país produtor.

No caso do diesel, especificamente, o país não é autossuficiente, e precisa importar cerca de 30% do que consome.

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Câmara Legislativa abre inscrições para seminário sobre Direito Eleitoral Contemporâneo

Iniciativa reunirá especialistas de renome nacional em evento gratuito e com certificação, em 29 e 30 de junho

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Foto: Diogo Lima/Agência CLDF

Evento é voltado a servidores da CLDF, profissionais das áreas legislativa e jurídica, de comunicação e gestão pública, além de estudantes e pesquisadores

Estão abertas as inscrições para o Seminário Direito Eleitoral Contemporâneo: Poder, Tecnologia e Integridade nas Eleições, que será realizado na Câmara Legislativa (CLDF) em 29 e 30 de junho, das 13h às 19h. Promovido pela Escola do Legislativo do Distrito Federal (Elegis) em parceria com a Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), o evento é gratuito e oferece certificado de participação.

A iniciativa visa promover o debate qualificado sobre temas contemporâneos do direito eleitoral, com enfoque em democracia, violência política, estruturas de poder, impactos da tecnologia e da desinformação, bem como em respostas jurídicas às novas dinâmicas eleitorais. As palestras e mesas-redondas serão conduzidas por especialistas nacionalmente renomados.

De acordo com a chefe do Núcleo de Educação Permanente da Elegis, Thais Alcantara, o seminário encerra uma trilha de aprendizagem construída para responder aos desafios concretos de um ano eleitoral. “A parceria com a Abradep nos permite trazer à Câmara Legislativa um debate qualificado sobre temas como violência política, abuso de poder, desinformação e inteligência artificial, que impactam diretamente a democracia, a confiança nas instituições e a formação cidadã”, destacou.

O evento é voltado, prioritariamente, para servidores da CLDF, assessores parlamentares, membros de gabinetes, profissionais das áreas legislativa, jurídica, de comunicação institucional, de educação legislativa e de gestão pública, além de estudantes e pesquisadores. As inscrições podem ser feitas neste link.

Palestrantes confirmados

A conferência de abertura será ministrada pelo presidente da Associação Brasileira dos Tribunais de Contas dos Municípios (Abracom), Nelson Pellegrino. Vice-presidente do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, o conselheiro é mestre em direito, especialista em Direito do Estado, e acumula experiência como deputado federal (seis mandatos), estadual (dois mandatos), gestor público e advogado.

Também farão parte da abertura a deputada Paula Belmonte (PSDB), segunda vice-presidente da CLDF; o desembargador do TRE-DF Guilherme Pupe, diretor da Escola Judiciária Eleitoral Rui Barbosa e presidente do Colégio Permanente de Juristas da Justiça Eleitoral; a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral, Roberta Rangel; o presidente da OAB-DF, Paulo Maurício; e o diretor da Elegis, Luiz Eduardo Coelho Neto.

Entre os palestrantes já confirmados, destacam-se a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha, especialista em direitos digitais, regulação de inteligência artificial e políticas públicas; e o ministro do TSE Floriano de Azevedo Marques Neto, jurista e professor titular da Faculdade de Direito da USP.

Outro destaque é o professor e advogado Bruno Rangel Avelino da Silva, doutor em Direito Eleitoral pela Universidade de Brasília e membro fundador da Abradep. O Seminário contará ainda com palestra da controladora-geral do município de Belém, Talita Reis Magalhães, mestranda em Direito e Políticas Públicas e especialista em Direito Eleitoral pelo IDP e em Direito Civil e Processo Civil pela FGV.

Também estão confirmadas as palestras da ministra substituta do TSE Edilene Lôbo, doutora em Direito Processual Civil; da advogada Gabriela Gonçalves Rollemberg, cientista política com quase 20 anos de experiência em campanhas eleitorais; da mestranda em Direito Constitucional Valéria Dias Paes Landim, especialista em Direito Eleitoral; e do ministro substituto do TSE Nauê Bernardo de Azevedo, mestre em Direito Constitucional e doutorando em Direito pela UnB.

A palestra de encerramento será realizada pela ministra substituta do TSE e vice-diretora da Escola Judiciária Eleitoral, Vera Lúcia Santana Araújo, renomada jurista e advogada com ampla experiência na defesa dos direitos humanos.

Confira aqui a programação completa.

Serviço:
Seminário Direito Eleitoral Contemporâneo: Poder, Tecnologia e Integridade nas Eleições

Data: 29 e 30 de junho
Horário: 13h às 19h
Local: Auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal
Carga horária: 12 horas
Formato: Presencial
Público prioritário: Servidores da CLDF, assessores parlamentares, membros de gabinetes, profissionais das áreas legislativa, jurídica, comunicação institucional, educação legislativa e gestão pública, estudantes e pesquisadores.

Mario Espinheira – Agência CLDF

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Roteiro cultural tem Arena Brasil, Festival do Parque e Flib até o dia 17

Programação reúne cinema, literatura, humor, design, exposições, shows, oficinas e atividades gratuitas em várias regiões do DF

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Carlos Eduardo Bafutto, da Agência Brasília | Edição: José Renato Garcia

O Roteiro cultural desta semana reúne opções para diferentes públicos no Distrito Federal, com cinema, literatura, humor, oficinas, exposições, shows, feiras, atividades infantis e transmissões dos jogos da Copa do Mundo. Até o dia 17 deste mês, a programação passa pelo Cine Brasília, Espaço Cultural Renato Russo, Museu Nacional da República, Memorial dos Povos Indígenas, Museu de Arte de Brasília (MAB), Teatro Nacional Claudio Santoro, Complexo Cultural de Planaltina e muito mais.

No Cine Brasília, na EQS 106/107, esta sexta-feira (12) terá sessões especiais de Dia dos Namorados, com Antes do Amanhecer, às 10h; O Amor Não Tira Férias, às 15h15; Diário de uma Paixão, às 18h; e Um Lugar Chamado Notting Hill, às 20h35. No sábado (13), a sala exibe As Ovelhas Detetives, às 11h, e a sessão acessível de Aqui Não Entra Luz, às 14h. No domingo (14), a programação começa às 11h, com As Ovelhas Detetives, seguida por O Gênio do Crime, às 15h30; a sessão dupla Fenda + Top Gun: Ases Indomáveis, às 17h40; e Backrooms: Um Não-Lugar, às 20h30. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria ou pela plataforma Ingresso.com – Aqui começa o seu momento!

No Cine Brasília, na EQS 106/107, a programação da semana está bastante diversificada | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

O Caldeirão Cultural ocupa o Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul, até esta sexta-feira. No último dia de programação, das 9h às 11h, o Galpão das Artes recebe a oficina gratuita de Ballet Fitness com Marcelo Smyth. A atividade une princípios do balé clássico a exercícios funcionais, com foco em força, alongamento, postura e consciência corporal. A participação é aberta ao público e não exige inscrição prévia.

Ainda no Espaço Cultural Renato Russo, Gabriel Reis e Hugo Perpétuo apresentam, nesta sexta, o especial de humor Tudo o que Você não Deveria Fazer no Dia dos Namorados, às 20h, no Teatro de Bolso. Os humoristas, que atuam no cenário cultural do DF há mais de sete anos, levam ao palco um stand-up voltado tanto a casais quanto a quem vai passar a data sem companhia. Os ingressos custam R$ 30 o promocional para casal, R$ 20 a meia e R$ 40 a inteira.

No Museu Nacional da República, duas atividades gratuitas integram a programação da semana. Na sexta, às 16h, a exposição Colagem e Poéticas da Alteridade recebe um encontro em formato de oficina de colagem ministrada por artistas do Coletivo Iló, na Galeria 3. No sábado, às 16h30, a exposição Dípticos, Arte e Curadoria terá bate-papo com mediação de Taís Aragão e participação dos curadores Cinara Barbosa e Léo Tavares, na Galeria 2. As duas mostras seguem em cartaz até o dia 21, com entrada gratuita.

Também no campo das artes visuais, o Teatro Nacional Claudio Santoro segue com a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, no foyer da Sala Villa-Lobos. A mostra reúne cerca de 40 artistas do DF e fica aberta diariamente, das 10h às 20h, até 17 de julho. A entrada é gratuita, sem necessidade de retirada de ingresso.

No Museu de Arte de Brasília, a exposição Rejuntes Afetivos, da artista visual Isabel Becker, abre ao público no sábado, às 11h. A mostra tem curadoria de Cecília Fortes e parte de referências ligadas aos azulejos usados em cozinhas e banheiros no Brasil entre as décadas de 1950 e 1970. A visitação segue até 30 de agosto, todos os dias, exceto às terças-feiras, das 10h às 19h, com entrada gratuita.

O Memorial dos Povos Indígenas recebe atividades da Brasília Design Week 2026, que ocupa diferentes espaços de Brasília até domingo. A semana reúne palestras, oficinas, visitas guiadas, circuito de lojas, feira de design, moda circular, experiências, exposições e ativações ligadas à economia criativa. As atividades gratuitas exigem inscrição conforme a programação de cada ação.

Também no Memorial dos Povos Indígenas, a exposição Conexões Ancestrais apresenta peças do acervo relacionadas a povos indígenas como karajá, desana, tiriyó, tukano, urubu-kaapor, terena, yawalapiti, serente, maxakali, kadiwéu, kamayurá, waurá, kayabi, bororo, pataxó, xucuru e jenipapo-kanindé. A mostra tem curadoria de Daniela Jenipapo e visitação gratuita.

 

Em Sobradinho, a 26ª edição da Feira de Exposição da Indústria, Comércio, Turismo e Agronegócio de Sobradinho (Feicotur) segue até domingo, no estacionamento do Estádio Augustinho Lima. A feira tem entrada gratuita, com retirada de ingresso pelo Sympla, e reúne shows musicais, expositores, empreendedores, gastronomia regional, artesanato, agricultura familiar, produtos e serviços.

Foto: Divulgação Feicotur

Em Planaltina, o Complexo Cultural recebe programação entre esta sexta e domingo. Um dos destaques é o evento Entardecer dos Ojás, sábado e domingo, com entrada franca. A agenda divulgada pelo espaço também inclui atividades formativas e artísticas, como oficina de artes visuais e percussão.

Ainda em Planaltina, o projeto Quintal de Memórias encerra temporada na sexta-feira, no Complexo Cultural. A iniciativa do Coletivo Entrevazios reúne a ação formativa Barraca de Memórias e o espetáculo-instalação Carrego o que Posso, Faço Quintal Onde Dá, com foco nas histórias de mulheres que participaram da construção de Brasília. As atividades formativas seguem para grupos agendados, com acesso gratuito.

Em São Sebastião, a 5ª Feira Literária da Biblioteca do Bosque (Flib) ocupa o Balão Central do Bosque na sexta e no sábado, das 15h às 22h, com entrada gratuita. A programação reúne literatura, música, poesia, teatro, dança, artesanato, atividades infantis, brinquedos infláveis, pintura de rosto, mágica, mamulengos, quadrilha junina e a ação Florescendo Poesia, que troca flores por poemas compartilhados pelo público. A edição conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC).

No Guará, o Viva Guará chega ao Teatro de Arena do Cave no sábado e no domingo, das 14h às 22h. A programação gratuita, mediante retirada de ingresso pelo Sympla, reúne oficinas, teatro infantil, feira colaborativa, praça de alimentação, espaço infantil e shows. No sábado, a partir das 17h, sobem ao palco a Escola de Samba Lobo Guará e o grupo Du Nada um Samba, com transmissão de Brasil x Marrocos às 19h. No domingo, a programação musical terá Luana Dias, Quinta Essência, Brazilian Blues Band e Old is School.

A Copa do Mundo também pauta o Arena Brasil, na Birosca, no Setor de Diversões Sul. O projeto começa no sábado, durante a partida entre Brasil e Marrocos, e segue até 19 de julho, com transmissão dos jogos, música, gastronomia e programação cultural. Na abertura, a programação será em parceria com a Makossa Samba Baile e terá BNegão Bota Som, Coisa de Pele com Ellen Oléria e Dhi Ribeiro, além dos DJs Chicco Aquino, Janna e New Nay. A iniciativa é promovida pela Influ Produções, com recursos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Distrito Federal (LIC-DF).

 Castelo Magic Land é um dos destaques do festival montado no Parque da Cidade | Fotos: Melina Miranda/Agência Brasília

No Parque da Cidade, o Festival do Parque 2026 segue até domingo, na Praça das Fontes, no Estacionamento 9. A atração principal é o Magic Land, com castelo cenográfico, personagens infantis, parque de diversões, áreas de convivência, experiências interativas, praça gastronômica e apresentações para crianças. A entrada é gratuita, mediante retirada de ingresso e doação de 1 kg de alimento não perecível ou agasalho novo ou em bom estado. No sábado e no domingo, a programação começa às 12h, com apresentações de personagens como Turma da Disney, Moana, Toy Story, Pequena Sereia, Patrulha Canina e Frozen, além da Parada Mágica, às 21h30

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