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SP inaugura Galeria Multimídia com a obra completa de Candido Portinari em Brodowski

Com acesso gratuito, a iniciativa cria um novo circuito dentro do Museu Casa de Portinari

 

Do Portal do Governo

 

O Governo do Estado de São Paulo inaugurou nesta quinta-feira (22), no Museu Casa de Portinari, em Brodowski (SP), a Galeria Multimídia que vai exibir a obra completa do pintor Candido Portinari (1903-1962). A iniciativa conta com investimento de R$ 250 mil do Estado, patrocínio do Instituto Credicitrus, parceiro oficial do projeto, e o apoio do Projeto Portinari.

“A nova Galeria Multimídia do Museu Casa de Portinari permite pela primeira vez que o público da instituição acesse todas as obras criadas pelo genial pintor brasileiro ao longo de sua trajetória”, afirma Sérgio Sá Leitão, Secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. “Trata-se de uma vasta e completa introdução a todas as fases de Portinari, que pode vista em projeção continua ou dividida em períodos, por meio de terminais interativos. É possível assim ir além do acervo físico do museu, o que torna a visita ainda mais instigante. A implantação deste espaço resulta do compromisso do Governo do Estado com a cultura e as instituições culturais públicas, que receberam aportes recordes na gestão 2019/2022.”

A Galeria Multimídia trouxe um novo percurso dentro do museu, que começa na sala onde foram instalados quatro projetores de alta resolução. Os equipamentos vão exibir, permanentemente e em ordem cronológica, nas paredes, as mais de 5.300 criações de Candido Portinari registradas no catálogo Raisonné, publicação que traz o conjunto da obra do artista cuja fase produtiva foi de 1914 à 1962, quando ele morreu intoxicado pelas próprias tintas. Ação também celebra o aniversário do artista que, se estivesse vivo, completaria 119 anos em 29 de dezembro.

A segunda etapa do percurso é o ambiente onde foi instalado um totem interativo que exibe uma coletânea com cerca de 200 obras emblemáticas de Portinari, entre elas, as das séries “Músicos e Casamentos”, “Chorinho”, “Frevo”, “Paisagens de Brodowski”, “Jogos Infantis”, “Circo”, “Trabalho no Campo”, “Jangadas e Pescadores”, “Tipos Étnicos”, “Cangaceiros”, “Fauna e Flora”, “Descobrimento”, “Ciclos Econômicos”, “Arte Sacra” e “Retirantes”, além de obras únicas do pintor como a conhecida “Tiradentes”.

O circuito termina na sala de painéis interativos que mostram a linha do tempo da vida e obra de Candido Portinari, espaço que já existia no museu, mas que passa a integrar a Galeria Multimídia. Nesse ambiente também há jogos interativos que ensinam e testam a memória do visitante.

Segundo Angélica Fabri, museóloga e diretora-executiva da ACAM Portinari, muitas das obras marcantes, que retratam as várias fases de Portinari, foram produzidas em Brodowski onde o artista nasceu, viveu sua infância e parte da adolescência. “Era em sua terra natal que Portinari passava grandes temporadas em busca de descanso e inspiração. A casa da família, hoje museu, simboliza o amor e o grande vínculo que Candinho mantinha com Brodowski, tão presente em suas criações. Por meio da tecnologia e da inovação, expandimos nosso projeto museológico e criamos uma nova experiência para o público”, explica.

Portinari na parede

João Candido Portinari, idealizador e presidente do Projeto Portinari, e filho único do artista, conta que a Galeria Multimídia é a materialização de uma ideia que começou anos atrás. “O ‘Carrossel Raisonné’ foi uma ideia do Marcello Dantas. Lembro-me bem do dia que ele me disse: ‘João, e se jogássemos o Catálogo Raisonné na parede?’. Implementamos nas exposições ‘Guerra e Paz’, entre 2012 e 2014, e, mais recentemente, na exposição ‘Portinari Raros’, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio, e foi um grande sucesso. O ‘Carrossel’ [que agora ganha o nome de ‘Galeria Multimídia’] é mais um recurso tecnológico para democratizar a obra de Portinari. Nada mais justo que se instale agora, em caráter permanente, no Museu Casa de Portinari, onde ele começou a desenhar e pintar”.

Apoio à cultura

De acordo com Gledson Viana, gerente do Instituto Credicitrus, com sede em Bebedouro (SP), apoiar a cultura é um dos pilares da organização. “Acreditamos que a cultura é uma importante alavanca de desenvolvimento humano, uma vez que produz conhecimento, estimula o pensamento crítico, a criatividade e valoriza o talento. O propósito do Instituto Credicitrus é criar oportunidades, transformar vidas. Nesse contexto, é motivo de grande orgulho podermos investir na ativação da Galeria Multimídia pela qual vamos ajudar a proporcionar à comunidade a oportunidade de ver e conhecer a obra completa de Candido Portinari, esse artista genial da nossa região, de São Paulo, do Brasil e do mundo”, diz.

Sobre o Museu Casa de Portinari

O Museu Casa de Portinari, instituição do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari, reúne e conecta a história do artista plástico Candido Portinari com sua terra natal, suas origens e a paixão pela arte. As experiências artísticas e técnicas, os hábitos e o desenvolvimento da família, ficaram registrados no imóvel, como nas obras pintadas nas paredes em cômodos diversos, nos poemas que descrevem a rotina da vizinhança ou, ainda, na capela que o pintor construiu para a avó e nas roseiras plantadas por ela.

Em 1968, a casa foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e, posteriormente, adquirida pelo Governo do Estado de São Paulo. O equipamento cultural foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) em janeiro de 1970. Meses depois foi aberto para visitação com esforços dos familiares do artista, do município e do Estado.

Sobre o Projeto Portinari

Fundado dentro da área científica da PUC- Rio, o Projeto Portinari tem como objetivos, além do resgate abrangente e minucioso da vida e da obra de Candido Portinari, gravar a obra do artista na busca da nossa identidade cultural e consolidação da nossa memória nacional. Não menos importante mobilizar a grande mensagem pictórica, ética e humanista de Portinari na promoção de valores mais atuais do que nunca, como a não violência, a justiça social, fraternidade entre os povos e o respeito à dignidade da vida. O projeto tem, ainda, uma ampla e importante contribuição sociocultural, buscando uma melhor compreensão do processo histórico-cultural brasileiro.

Através de um intenso trabalho de pesquisa, organização e digitalização de imagens, o projeto já catalogou mais de 5.300 pinturas, desenhos e gravuras; mais de 25 mil documentos sobre sua obra e vida; mais de 6 mil cartas, além de fotografias, filmes, recortes; mais de 10 mil publicações; mais de 70 depoimentos, totalizando 130 horas gravadas, de artistas, intelectuais e personalidades de seu tempo, realizou pesquisa de autenticidade das obras (Projeto Pincelada), além da publicação do Catálogo Raisonné “Candido Portinari – Obra Completa”, primeira dessa natureza na América Latina.

Sobre o Instituto Credicitrus

O Instituto Credicitrus foi fundado em 28 de agosto de 2019 para potencializar a disseminação dos princípios cooperativistas, em especial o 5º (Educação, Formação e Informação) e o 7º (Compromisso com a comunidade), além de facilitar o compartilhamento de valores sociais, ambientais e de governança (ESG) com os cooperados da Cooperativa Credicitrus e toda a sociedade.

Como estratégia de atuação, fomenta iniciativas inovadoras, desenvolvidas por Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e Negócios de Impacto Social, nas áreas social, ambiental, cultural e de educação. Através de parcerias de sucesso e credibilidade, partilhamos novas propostas de aprendizado, viabilizamos oportunidades de desenvolvimento social e geramos impacto ao pensar em formas criativas de empreender, viver e crescer. Desde sua fundação, o Instituto Credicitrus vem aprimorando sua estrutura de gestão, avaliação de resultados e impacto, ampliando sua capacidade de fazer o bem e cumprindo seu propósito de “Construir oportunidades. Transformar vidas”.

 

 

 

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Proposta de mudança do nome do parque do Sudoeste é arquivada

Audiência pública que seria realizada na quarta-feira (19) para debater a troca do nome também foi cancelada

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Foto: Agência Ceub

O projeto de lei nº 582/2023, que previa a modificação da nomenclatura do Parque Bosque do Sudoeste para Parque Monsenhor Jonas Abib, foi retirado de pauta e não será mais votado pela Casa. É o que anunciou o autor da proposta, deputado João Cardoso (Avante), em suas redes sociais na última sexta-feira (14).

O parlamentar afirmou que a iniciativa da proposta se deu para atender a uma reivindicação que chegou ao seu gabinete que visava homenagear o religioso fundador do movimento católico “Renovação Carismática”, mas que, após repercussão negativa dos moradores da Região Administrativa, optou por não dar seguimento à proposta. Consequentemente, a audiência pública organizada para debater o PL também foi cancelada.

Cardoso fez questão de frisar que tanto a iniciativa do PL quanto a decisão por seu arquivamento se deram em atendimento às demandas dos cidadãos, e que suas propostas visam o respeito pela opinião popular.

“Na audiência pública iriamos discutir a proposta, não seria uma imposição. Depois de ouvir diversas pessoas que nos procuraram, decidimos cancelar a audiência e retirar o PL nº 582/2023 de pauta. Quero que os moradores do Sudoeste se sintam tranquilos porque nosso mandato é voltado para a população, não estamos aqui para violentar ninguém, o parque vai continuar com seu nome”, afirmou da tribuna o parlamentar.

O distrital anunciou ainda que está propondo um título de cidadão honorário ao monsenhor, que deverá ser votado em breve e que, futuramente, poderá propor a utilização de seu nome para batizar outra praça ou parque público de Brasília que ainda não tenha nome oficial.

Christopher Gama – Agência CLDF de Notícias

 

 

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Entrevista coletiva traz detalhes sobre Grand Prix de Boxe

Encontro com a imprensa será realizado nesta quarta (19), com a presença de atletas que representarão o Brasil nas Olimpíadas de Paris 2024

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Por Agência Brasília* | Edição: Carolina Caraballo

 

A Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL) realiza nesta quarta-feira (19), às 14h, na Arena BRB Nilson Nelson, a coletiva de imprensa que divulgará detalhes sobre o Grand Prix Internacional de Boxe.

O evento ocorre entre os dias 19 e 22 de junho na Arena BRB Nilson Nelson. A competição é a última antes da participação dos atletas nas Olimpíadas de Paris 2024.

Estão confirmados para a coletiva os atletas Bia Ferreira, Abner Teixeira, Barbara Santos e Luiz Bolinha Oliveira – eles representarão o Brasil na competição em Paris.

Coletiva de imprensa – Grand Prix de Boxe

• Dia: Quarta-feira (19)
•  Hora: 14h
• Local: Arena BRB Nilson Nelson

*Com informações da Secretaria de Esporte e Lazer

 

 

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‘A Funap mudou a minha vida’, conta reeducando empregado em restaurante do DF

De 2019 a 2024, o prazo de espera de uma pessoa originária do sistema semiaberto para conseguir um emprego caiu de nove para três meses; investimentos em cursos de capacitação e diálogo com os empresários foram responsáveis pela diminuição do prazo

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Por Rodrigo Pael, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

 

C.B.S. é um reeducando do sistema prisional do Distrito Federal que trabalha em um restaurante do Distrito Federal há um ano e quatro meses. Para conquistar uma vaga no mercado de trabalho, o funcionário frequentou cursos de capacitação oferecidos pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap).

Reforçado pela articulação com empresários, o programa Capacita Funap tem sido responsável pelo aumento do número de reeducandos reinseridos no mercado de trabalho | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

“Trabalho aqui com mais 70 pessoas, entre reeducandos do semiaberto e de monitorados por tornozeleira, e não temos nenhum problema de indisciplina. Muitos aqui, depois de aprenderem uma profissão, já conseguiram empregos em outros lugares”

C.B.S, reeducando

“A gente sabe da dificuldade de conquistar um emprego por já ter passado pelo sistema prisional. Então, eu tive essa visão de me colocar para trabalhar em empresas privadas depois dos cursos que fiz”, relata. “Graças a Deus, está dando certo. Trabalho aqui com mais 70 pessoas, entre reeducandos do semiaberto e de monitorados por tornozeleira, e não temos nenhum problema de indisciplina. Eu já fui cozinheiro, gerente de campo de obras e administrativo. Hoje eu sou um gestor. Sendo gestor, eu tenho a oportunidade de ensinar aos outros reeducandos. Muitos aqui, depois de aprenderem uma profissão, já conseguiram empregos em outros lugares .”

Em 2019, um reeducando do sistema prisional do Distrito Federal poderia ter que aguardar até nove meses para conseguir um emprego e a sua ressocialização. Neste ano, a fila de espera caiu para três meses. Em alguns casos, ex-detentos com cursos ou experiência comprovada podem aguardar até menos de 60 dias para uma recolocação profissional. O programa Capacita Funap, lançado em 2023, e a articulação com empresários foram os grandes responsáveis por essa mudança.

Oportunidades 

Os números de reeducandos reinseridos pela Funap no mercado de trabalho vêm crescendo ao longo dos anos. Em 2019, eram 830 contratados; já em 2020, essa cifra pulou para 1.261. Em 2021, 1.838 apenados estavam trabalhando em empregos conveniados com a fundação no DF. Em 2022, esse número passou para 2.111 e em 2023, para 2.495. O maior salto será computado em 2024. Apenas nos quatro primeiros meses deste ano, 3.100 reeducandos estão contratados por meio da instituição do Governo do Distrito Federal (GDF) – só em maio, 350 reeducandos assinaram contrato de trabalho.

O programa Capacita é gerido pela Funap, órgão ligado à Secretaria de Justiça e de Cidadania do DF (Sejus). “Conquistamos esses números graças à completa reestruturação da fundação”, explica a diretora da Funap, Deuselita Pereira Martins. “Informatizamos todos os processos, e com isso ganhamos em qualidade para atender os reeducandos e as empresas que contratam. A performance da fundação melhorou muito depois da informatização. Equipamos e adquirimos um software de gestão e, com isso, ganhamos em credibilidade”.

“A questão da não reincidência está muito vinculada à possibilidade de essas pessoas terem vínculos empregatícios, portanto é preciso criar as oportunidades para que esses detentos se capacitem”

Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania

As ações do GDF para reinserção de reeducandos no mercado de trabalho também impactam a segurança. Os índices de reincidência caíram para menos de 5%. Para garantir esses ganhos a toda a sociedade, a Funap repassa aos ex-detentos contratados um vale-transporte diário de R$ 11 e um vale-alimentação no valor de R$ 17 por dia trabalhado durante três meses, além de uma bolsa que varia entre 3/4 de um salário mínimo para reeducandos sem experiência profissional a um valor próximo de um salário mínimo para portadores de diploma de nível superior ou para o trabalhador que demonstre sólida formação profissional.

“Oferecer profissionalização aos reeducandos é contribuir para a função ressocializadora atribuída às penas privativas de liberdade a fim de reintegrá-los à sociedade”, resume a secretária de Justiça e Cidadania do Distrito Federal, Marcela Passamani. “A questão da não reincidência está muito vinculada à possibilidade de essas pessoas terem vínculos empregatícios, portanto é preciso criar as oportunidades para que esses detentos se capacitem.”

Capacitação

Os cursos ofertados aos reeducandos são das áreas de gastronomia (garçom, copeiros, cozinheiro), construção civil (pintor de parede, bombeiro hidráulico, serralheria, eletricista) e outras capacitações, como costura, práticas agrícolas, empreendedorismo, instalação e manutenção de ar-condicionado e restauração de móveis.

“Os cursos são escolhidos por meio das demandas apresentadas pelas empresas”, explica Deuselita. “São elas que orientam quais as necessidades e nós tentamos atender. Os cursos são contratados em valor que varia entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil por aluno.”

Os reeducandos não têm vínculo com as empresas, e esta é uma vantagem para os empregadores. “Com todo esse investimento, a fundação ganhou ainda mais credibilidade”, afirma Deuselita. “A fundação acompanha, por meio de um preposto que visita as empresas e todos os ex-detentos contratados. Durante os primeiros três meses de experiência, as visitas são mais frequentes; depois desse período, ainda fazemos visitas, mas menos frequentes e sempre que solicitadas”.

Convênio

“Além da qualidade do trabalho e da oportunidade para essas pessoas, as vantagens financeiras para a contratação são muito grandes para a empresa. Aqui dentro é todo mundo igual, todo mundo é funcionário”

B.M.C, gerente de restaurante

Um restaurante no DF é o maior empregador privado em convênio com a Funap, tendo contratado 70 funcionários que cumprem pena. O contrato com a fundação foi firmado há um ano. Os proprietários do estabelecimento fizeram um trabalho de conscientização com a vizinhança para tentar diminuir o preconceito.

“Eu só tenho elogios a fazer à fundação e aos funcionários que trabalham aqui”, avalia o gerente do estabelecimento, B.M.C. “Já estamos estudando para contratar mais 30 reeducandos. Entre dez que vêm trabalhar com a gente, um não se adapta. Isso é mínimo. Nós selecionamos os perfis e estabelecemos as funções, quem vai para trabalho interno e quem vai para o atendimento no restaurante. Nós fazemos um campeonato aqui dentro. Quem tiver a melhor avaliação no Google ganha uma gratificação.”

O gestor faz questão de manter o mesmo tratamento com os contratados: “Além da qualidade do trabalho e da oportunidade para essas pessoas, as vantagens financeiras para a contratação são muito grandes para a empresa. Nossa maior dificuldade é a discriminação que eles sofrem quando são reconhecidos como do sistema prisional. Mas aqui dentro é todo mundo igual, todo mundo é funcionário”.

G.S.S, 28, trabalha no restaurante há um ano. Foi chamado para a empresa por indicação de outro reeducando que já estava empregado. “Eu acreditava que não iria me adaptar em trabalhar neste ramo, mas, com o tempo e com o acolhimento de todos aqui, as dicas que me deram, eu me senti muito melhor”, relata. “Já ganhei até folgas e férias aqui. Hoje tenho uma profissão, sou garçom. Com esse emprego, eu já consegui financiar uma casa para mim no Jardim Ingá. Meu sonho para o futuro é quitar o financiamento. Me sinto muito bem aqui. Aqui não tem discriminação”.

 

 

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