Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).
Reportagens
BRASÍLIA, A CAPITAL DO ESPORTE
A secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira, fala sobre os programas e projetos implantados para ampliar e modernizar a estrutura física esportiva do DF, apoiar atletas, atender moradores e receber grandes eventos esportivos.
Agência Brasília* | Edição: Chico Neto
Nos últimos quatro anos, mesmo com a pandemia, o Governo do Distrito Federal implantou programas e projetos que vêm contribuindo para que Brasília se consolide no cenário nacional como um dos mais importantes centros esportivos do país.
Hoje, o DF oferece ampla estrutura para atender os próprios moradores e também para receber grandes eventos esportivos.
Somente na construção de quadras poliesportivas, campos de futebol com gramado sintético e em reforma de 12 centros olímpicos e paralímpicos, a Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) investiu R$ 20 milhões, conforme conta, nesta entrevista, a secretária Giselle Ferreira, para quem investir no esporte é investir em saúde e qualidade de vida. Para 2023, entre os projetos a serem executados, está a construção do Centro Olímpico do Paranoá. Confira.

AGÊNCIA BRASÍLIA – O que a SEL fez para melhorar a estrutura esportiva do Distrito Federal?
GISELLE FERREIRA – Pela primeira vez, a Secretaria de Esporte e Lazer criou, no seu quadro de servidores, uma equipe de obras com engenheiros e arquitetos. Assim, demos agilidade e eficiência aos processos de construção e reforma dos espaços esportivos da rede púbica. Construímos, por exemplo, 20 quadras esportivas de areia em 14 regiões administrativas, com investimento de R$ 1,6 milhão. Também priorizamos a reforma e construção de 50 campos sintéticos de futebol em todo o DF, O que foi essencial para a retomada do esporte na capital. Para isso, contamos com o apoio irrestrito do governador Ibaneis Rocha e da colaboração de diversas secretarias do GDF, como a do Trabalho, que nos ajudou por meio do programa Renova DF.
AB – Como a SEL incentiva e ajuda os atletas que representam o DF nas competições nacionais e internacionais?
“O Compete Brasília é uma das nossas maiores riquezas, uma vez que abraça todas as modalidades esportivas e proporciona a participação de atletas e paratletas em eventos nacionais e internacionais”
GF – Temos dois grandes programas: o Bolsa Atleta e o Compete Brasília. O primeiro ajuda financeiramente esportistas de alto desempenho. O valor mensal de cada bolsa muda de acordo com a classificação dos atletas e dos níveis da modalidade. Em 2023, serão 146 vagas olímpicas e 120 paralímpicas. Já o Compete Brasília é uma das nossas maiores riquezas, uma vez que abraça todas as modalidades esportivas e proporciona a participação de atletas e paratletas em eventos nacionais e internacionais. Vale ressaltar que este programa só existe no DF. Apenas neste ano, foram realizados 2.863 atendimentos com o investimento de R$ 7.941.962,02 do Fundo de Apoio ao Esporte [FAE].
AB – Como os centros olímpicos e paralímpicos se encontram hoje? Houve alguma transformação significativa nesta gestão?
GF – Com a pandemia do coronavírus sob controle, reabrimos os 12 centros oferecendo o dobro de vagas, subindo de 29 mil para 62 mil. Atualmente, 27 piscinas dos COPs estão sendo reformadas. As fissuras estão sendo eliminadas com a aplicação de material impermeabilizante e fibra de vidro, que tem maior durabilidade. Além disso, atendendo antiga demanda, a SEL investiu R$ 966 mil na aquisição de 30 novos aquecedores para as piscinas. Estamos também pintando, fazendo reparos e prestando serviços de manutenção em todos os COPs. Outra grande novidade é a construção de mais uma unidade no Paranoá. A primeira etapa do projeto está aprovada e aguarda liberação de recurso da Caixa Econômica para a abertura de licitação.

AB – Como a SEL vem usando o esporte para promover inclusão e transformação social?
GF – Em 2020, a SEL recebeu de braços abertos o programa Jovem Candango, que passou por diversas melhorias. Ao oferecer aos jovens brasilienses formação técnico-profissional e inseri-los no mercado de trabalho, estamos de fato pensando no futuro das pessoas e da nossa cidade. Outro importante projeto: o Educador Esportivo Voluntário, que revolucionou a vida de quem oferta esporte no DF. Selecionamos profissionais que já atuavam na área e demos condições básicas para tocarem seus projetos, seguindo a proposta de equipar, qualificar e dar condições para a prática esportiva.
AB – Nesse processo de inclusão, a SEL também tem se preocupado em oferecer equipamentos e material esportivo para crianças e jovens socialmente mais vulneráveis?

“Criamos o projeto Esporte nas Ruas, que possibilitou que a SEL, pela primeira vez, pudesse comprar equipamentos esportivos e distribuí-los para instituições esportivas”
GF – Sim. Criamos o projeto Vestindo e Calçando o Esporte, por meio do qual distribuímos de kits de uniformes e chuteiras para mais de 21 mil crianças e adolescentes do DF. Também criamos o projeto Esporte nas Ruas, que possibilitou que a SEL, pela primeira vez, pudesse comprar equipamentos esportivos e distribuí-los para instituições esportivas. Foram também comprados materiais específicos para atletas com deficiência. Esses equipamentos, embora sejam difíceis de adquirir, são muito importantes para o desenvolvimento dos nossos atletas. Foi um ganho gigantesco da nossa gestão.
AB – Brasília pode ser considerada como um polo para grandes eventos esportivos?
GF – Durante os últimos quatro anos, Brasília recebeu diversos eventos esportivos nacionais e internacionais, gerando empregos e movimentando a economia da cidade, além de incentivar ossos jovens a praticarem uma atividade física. Entre esses eventos, destaco os Jogos Universitários Brasileiros, realizados por dois anos consecutivos. Foi um marco, não apenas para nossa cidade, mas também para a organização da competição. O futebol não ficou de fora. Realizamos, depois de quase 20 anos, o Campeonato Candango, com premiação e apoio total do BRB. Brasília já mostrou que está pronta para sediar qualquer tipo de evento esportivo. Temos muito a oferecer. No esporte, aprendemos a superar limites. E, mais do que apenas fazer, conseguimos transformar vidas. Ofertamos saúde por meio de programas e projetos, mudamos realidades com a inclusão de atletas e paratletas e proporcionamos vivências nunca antes pensadas. Esse é o marco da nossa gestão.
*Colaboração: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Esporte e Lazer
Reportagens
Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos
Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras
Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil
Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.
Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.
“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.
Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.
“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.
Sacchetta deixa dois filhos e neto.
O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.
Reportagens
Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios
Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais
Por
Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares
O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.
Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).
Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.
Mais segurança pública
A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.
Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.
Reportagens
Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal
Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço
Foto: Tony Winston / Agência Brasília
Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.
O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.
De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.
A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação. A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.
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