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Moda responsável: Mãe e filha veganas criam empresa para driblar exploração ambiental e animal promovidas pela indústria
Criado em 2019, o Brechó Vegano é uma plataforma de consumo consciente que prioriza facilitar a compra e venda de desapegos de forma online e prática
São Paulo, janeiro de 2023 – O consumo consciente da moda vem ganhando cada vez mais a atenção dos consumidores. Isso porque o setor é responsável por grande parte da exploração ambiental. Para se ter uma ideia, apenas uma calça jeans precisa de 5,2 mil litros de água para ser fabricada. Além do excesso de materiais consumidos, a quantidade de lixo gerada pela indústria têxtil e a emissão de CO2 impactam negativamente a natureza.
Na contramão dos enormes danos do setor, algumas empresas vêm mudando a forma como se vende moda. Criado em 2019, o Brechó Vegano é uma plataforma que busca ressignificar itens que estão em ótimo estado por valores acessíveis. Edleine e Gabriela Medeiros, mãe e filha veganas, decidiram unir o consumo circular e a causa animal à tecnologia e praticidade do e-commerce
“O Brechó Vegano surgiu como uma limpeza de final de ano que nós fizemos no guarda-roupa. A gente percebeu que aquela pilha de roupas poderia ser muito mais do que só uma pilha de roupas escondida no fundo do armário. Foi quando a gente começou a nossa própria loja no Instagram. Algo bem pequeno e pessoal, que começou a crescer. Então, passamos a pensar como aquela peça, que já era sustentável, poderia ser mais do que isso. Como somos veganas, queríamos conectar a venda de itens usados com a causa animal. Foi quando começamos a parceria com as instituições. Então, além das doações que recebemos, 1% do valor das nossas vendas é doado. Hoje, a gente se vê como uma ponte de quem quer ajudar com quem precisa dessa ajuda”, conta Gabriela.
Além de vestuário, a empresa também oferece livros e acessórios, tudo pensado ecologicamente, inclusive no momento da entrega. Seja na escolha da embalagem ou no próprio envio das mercadorias, tornar a logística sustentável foi uma prioridade para o sucesso do Brechó Vegano. “Para a gente, não é só a venda do produto em si. Queremos ressignificar toda a indústria”, explica Edleine.
Conhecida como logística verde, o conceito promove algumas ações sustentáveis que as empresas devem se atentar no envio das mercadorias. Para Éder Medeiros, CEO e fundador do Melhor Envio, plataforma de intermediação de fretes utilizada pelo Brechó Vegano, algumas estratégias podem ser adotadas pelos vendedores virtuais: “A dica mais importante envolve as embalagens dos produtos. Evitar plásticos e utilizar materiais ecológicos é o que mais vai chamar a atenção do consumidor na hora do recebimento do pedido. Para quem trabalha com cosméticos, outro ponto de atenção são os recipientes dos itens. Uma ideia é oferecer desconto para quem fizer o retorno dessa embalagem. Além disso, a própria escolha da transportadora deve ser pensada. É necessário calcular a quantidade de CO2 emitido e os impactos ambientais das entregas, sempre notificando essas ações, para que os consumidores as conheçam”.
Para um mundo sustentável, é preciso que os consumidores avaliem todos os processos de uma compra, desde o fornecimento dos materiais, passando pelo produto em si até o momento da entrega.
Sobre o Brechó Vegano
O Brechó Vegano é uma plataforma de consumo circular consciente com base no bem estar de todas as formas de vida. Criada em novembro de 2019 por mãe e filha veganas, Edleine Medeiros e Gabriela Medeiros, a empresa tem como objetivo facilitar a compra e venda de desapegos de forma on-line e prática. Com a intenção de unir o consumo circular com a causa animal, a plataforma ressignifica itens que estão em ótimo estado por valores acessíveis, gerando assim um bem estar não só na vida das pessoas mas das ONGS e protetores da Causa Animal.
Sobre o Melhor Envio
O Melhor Envio é uma plataforma de intermediação de fretes para quem vende online, onde é possível cotar, gerar etiquetas de frete e realizar o rastreamento de pedidos. Atualmente, a empresa conta com 7 transportadoras integradas, que são: Correios, Jadlog, Latam Cargo, Azul Cargo Express, Via Mundo, Buslog e Loggi. O Melhor Envio foi fundado em 2015, por Éder Medeiros, quando o empresário, que vendia seus produtos em e-commerce, sentiu na pele a dificuldade que um lojista enfrenta ao tentar encontrar um valor acessível de frete, além dos complexos de gestão de logística. Por conta disso, o fundador e atual CEO da companhia decidiu criar a empresa para oferecer fretes competitivos para lojistas de todo o Brasil.
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MINISTÉRIO PÚBLICO ABRE INVESTIGAÇÃO SOBRE COBRANÇA DE PEDÁGIO NA SERRA DA CAPIVARA
Prefeitura de Coronel José Dias vai precisar explicar bloqueio de rodovias
O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), abriu procedimento investigatório para analisar o bloqueio de rodovias no município de Coronel José Dias, com objetivo de cobrança de uma espécie de pedágio (veja detalhes em: https://folhadomeio.com/2026/02/pedagio-aos-visitantes/.), para acessar o Parque Nacional Serra da Capivara, uma unidade de conservação federal que não cobra nenhuma taxa para ingresso nos seus circuitos turísticos.
A polêmica começou após a câmara de vereadores do município aprovar uma lei que estabelece um novo imposto denominado de Taxa de Preservação Ambiental e Turística (TPAT), que começa com o valor diário de R$ 20,00, para os visitantes que desejam conhecer o parque nacional através do seu território. Para isso, a Prefeitura fechou acessos alternativos e instalou barreiras físicas controladas por funcionários para cobrança do valor.
A decisão causou uma grande repercussão no trade turístico local que pressupõe um impacto negativo no fluxo de visitantes que chegam nessa região do Piauí para conhecer a Serra da Capivara, e seus sítios arqueológicos declarados como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Segundo dados da Secretaria Estadual de Turismo do Piauí, a maior parte dos visitantes é composta por grupos de estudantes da própria região que alegam não dispor desses valores para visitar o parque nacional.
Agora, o município de Coronel José Dias vai precisar esclarecer ao Ministério Público quem autorizou o bloqueio de rodovias nos acessos ao parque. Para piorar, pipocam denuncias dos próprios turistas sobre as condições insalubres que os funcionários da Prefeitura enfrentam no dia-a-dia dos bloqueios. Abrigados numa tenda improvisada, sem acesso a internet ou rede móvel de comunicação, esses agentes não dispõem das mínimas condições de trabalho, nem mesmo um banheiro químico para as suas necessidades fisiológicas.
Ao serem parados nos bloqueios, os turistas precisam mostrar o comprovante do pagamento da TPAT para continuar o trajeto em direção ao parque nacional num claro desrespeito ao direito fundamental garantido pelo Artigo 5*, inciso XV, da Constituição Federal de 1988 (liberdade de locomoção). Se, por acaso, o visitante não tiver pago a taxa, ao chegar no bloqueio, são orientados a voltar até uma área com rede de wi-fi nos povoados próximos, para o pagamento do pedágio e, só assim, seguir viagem.
A cobrança, apesar de amparada por uma Lei Municipal, induz o visitante a erro, pois o bloqueio acontece nas proximidades do principal acesso ao parque nacional, levando o turista a acreditar que está pagando um imposto obrigatório para entrar na reserva federal. A chefia do parque, por seu lado, não tomou nenhuma medida prática e efetiva para alertar aos visitantes sobre a gratuidade do acesso ao parque nacional.
Ao contrário, os funcionários do ICMBio, que é órgão responsável pela gerencia do parque nacional, não se fazem presentes no bloqueio para alertar os visitantes que o pagamento não é obrigatório nem impeditivo para o seu acesso à unidade de conservação. “Uma espécie de dobradinha entre a atual gestão do parque e o Poder Público Municipal”, desabafa o proprietário de uma pousada no povoado do Sítio do Mocó, que não concorda com a cobrança da taxa.
Inclusive, existem denúncias que vários parentes da atual chefe, Marian Rodrigues – que não é funcionária concursada do ICMBio, mas sim ocupante de cargo de indicação politica -, entre eles, o seu cônjuge, como ela, todos residentes no município de Coronel José Dias, são condutores de visitantes credenciados pelo órgão federal para trabalhar no parque nacional, ou ocupam cargos de confiança na Prefeitura do município, fazendo uma espécie de “vista grossa”, induzindo os visitante à pagar o pedágio municipal para entrar no parque.
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O DESPERDÍCIO DOS POÇOS JORRANTES
Piauí: o estado com maior déficit hídrico é também onde há o maior desperdício de água.
Quando o tema é água, Piauí vive um contraste: é o estado com maior déficit hídrico do Brasil e, ao mesmo tempo, é o estado que tem o mais constante e longevo desperdício de água potável do mundo. Perfurado em 1973, jorra água quente naturalmente sem bombas, com vazão de cerca de 1 milhão de litros/hora de água mineral, potável, sem nenhum tipo de utilização racional. É o retrato de um país privilegiado que detém cerca de12% de toda água doce superficial do Planeta possuindo ainda, no seu território, a maior reserva de água doce subterrânea.
Perfurado em 1973, água jorra água sem bombas, com vazão
de cerca de 1 milhão de litros/hora. (foto: André Pessoa)
A 595km de Teresina está o município de Cristino Castro, com cerca de 11 mil habitantes, onde se situa um lençol freático muito rico. Na década de 1970, foram abertos alguns poços com objetivo de irrigar projetos de fruticultura. Lá se vão 50 anos, os projetos não frutificaram e os poços furados continuam a jorrar. São mais de 266 milhões de litros de água jorrados diariamente dos 350 poços da região do vale. Um desperdício incrível para um estado considerado o mais seco do Brasil.
A água dos poços é oriunda da Bacia Sedimentar do Rio Parnaíba, que é a terceira maior reserva de água subterrânea do Brasil. Muitos deles são monitorados pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAR), que orientam os proprietários dos terrenos sobre dias e horas para liberarem a vazão da água, mas nem sempre esta orientação é respeitada, pois a visita aos poços gera lucros para os moradores.

São mais de 266 milhões de litros de água jorrados diariamente dos 350 poços da região do vale. Um desperdício incrível para um estado considerado o mais seco do Brasil. (fotos André Pessoa)
DISPONIBILIDADE DE ÁGUA NO PLANETA
Os recursos hídricos se apresentam no Planeta de diversas formas. Cerca de 97,5% dos recursos hídricos na Terra é formada de água salgada e estão nos mares. Na natureza, os recursos hídricos ainda se apresentam nos rios, geleiras, “icebergs”, nas águas subterrâneas e nas águas pluviais.
O Brasil é um país privilegiado por seus recursos hídricos, pois contém cerca de12% de toda água doce superficial do planeta possuindo ainda, no seu território, a maior reserva de água doce subterrânea como é o caso do aquífero Guarani com 1,2 milhões de quilômetros quadrados.
A exploração de água subterrânea no sul do Piauí foi iniciada com os projetos de irrigação das décadas de 1970 e 1980. Comumente, tais poços não apresentam equipamentos de controle de vazão, de forma que tem ocorrido contínuo desperdício de água desde a época citada. Há poços nessa região que tem vazão jorrante de 1.000 m3/h, como é o caso dos POÇOS VIOLETO, localizados no município de Cristino Castro, onde o lençol freático é muito rico, mas o desperdício é enorme.

Na década de 1970, foram abertos alguns poços com objetivo de irrigar projetos de fruticultura. Os projetos não frutificaram. Ficou o desperdício. (fotos André Pessoa)
CRISTINO CASTRO E SEUS POÇOS JORRANTES
Em 1898, foi iniciado o povoamento do local, quando Raimundo Ribeiro da Silva se fixou no local conhecido por Catinga de Porco. As atividades agropecuárias deram impulso ao núcleo banhado pelo rio Gurguéia, que se expandiu rapidamente. Em 1953, elevado a município, recebeu a denominação de Cristino Castro, homenagem ao primeiro industrial estabelecido na região.
O município se estende por 1 846,3 km² e conta com cerca de 11 mil habitantes. Segundo a Agência Nacional das Águas-ANA, Cristino Castro está situada em uma das maiores bacias geológicas do mundo, onde os poços jorram 24 horas por dia com enorme vazão de água, sem o menor interesse econômico, social e mesmo político.
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