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JOÃO PAULO BARBOSA

VIAJANTE DAS FLORESTAS, GELEIRAS, MARES E VULCÕES.

 

EXPEDIÇÕES CIENTÍFICAS

 

Em entrevista exclusiva à FMA, João Paulo Barbosa fala sobre suas expedições e a consequência da ação humana na mudança climática

 

Por Márcia Turcato – texto e entrevista.

João Paulo Barbosa – fotos.

 

Ele é cidadão do mundo. Mas seus documentos dizem que é brasiliense, apesar de ter nascido em Curitiba. O diploma universitário, da UnB, entrega que é bacharel em História. Mas ele combina o conhecimento acadêmico com atividades de fotografia, escalada, navegação, organizador de expedições antárticas e também para qualquer outro canto do planeta onde a curiosidade possa provocá-lo. O dono desse perfil é João Paulo Barbosa, 49 anos de idade, filho do químico Antônio e da advogada Joy, tem três irmãos, casado com a professora Aline Bacelar, pai do pré-adolescente Ian, e atualmente tendo a cidade de São Paulo como referência de endereço.

 

João Paulo Barbosa em águas da Antártica

 

QUEM É JOÃO PAULO BARBOSA

João Paulo atuou como pesquisador convidado da Faculdade de Educação da UnB e foi curador do Museu Virtual de Ciência e Tecnologia. Desde 1999, promove cursos, palestras e expedições ao redor do mundo. Seu trabalho foi premiado, exibido e publicado em cerca de 50 países e reconhecido pela National Geographic Society (EUA, Alemanha e Itália), Smithsonian Institution (EUA), Bruckmann (Alemanha), Banff Centre (Canadá), CICI (Coreia do Sul), The Guardian (Inglaterra), Glénat (França), Patagon Journal (Chile) e ICMBio, WWF e Greenpeace no Brasil, entre outros.

 

 

JOÃO PAULO, O FOTÓGRAFO AVENTUREIRO

Suas fotos fazem parte de coleções particulares e de acervos como o National Museum of the American Indian, em Washington DC, Museu de Fotografia de Fortaleza (Ceará), Instituto Moreira Salles, Itamaraty e Memorial dos Povos Indígenas. A partir de 2011, João Paulo começou a fazer viagens rotineiras à Antártica e atualmente está dedicado à documentação fotográfica e histórica das zonas frias do planeta para registrar as alterações provocadas pela ação humana. Tem 10 livros publicados. O último é ‘Caminhos Imprevisíveis’, edição limitada, onde ele diz “se eu tivesse que ter apenas um livro, teria um Atlas”.

 

 

Pico da Neblina (Yaripo – montanha do vento) está localizado na Amazônia e é a montanha mais alta do Brasil. Sua altitude é de 2.993,78 metros. A região do Parque Nacional do Pico da Neblina faz divisa com a Colômbia e a Venezuela e é uma das maiores áreas de preservação natural da América do Sul. Foto: João Paulo Barbosa

 

DO CERRADO AO PICO DA NEBLINA

Conheci João Paulo há cerca de 30 anos. Estávamos no mesmo grupo que fazia uma trilha de Jeep pelo Cerrado. Ele ainda era estudante de História e desde já apaixonado pela Antártica, onde eu já estivera para escrever ampla reportagem para a revista Isto É, e este foi nosso laço em comum. Depois estivemos juntos em algumas competições ‘off road’ e numa viagem de turismo de aventura no Amapá. Depois disso perdemos o contato porque João Paulo não parou mais de viajar. E se fosse possível percorrer a galáxia, com certeza ele já teria feito. Por tudo isso, foi um enorme prazer reencontrá-lo e fazer essa entrevista para que os leitores da Folha do Meio Ambiente possam conhecê-lo e também o lindo trabalho que realiza. Vale lembrar que João já foi colaborador da Folha do Meio, onde escreveu sobre sua primeira expedição ao Pico da Neblina, ou Yaripo (montanha do vento), na área Yanomami, na década de 90.

 

 

João Paulo BarbosaENTREVISTA

 

FMA- Qual o principal foco das suas viagens?

João Paulo- Boa questão. Faço viagens e faço expedições. As expedições envolvem muita logística, equipamentos e pessoas, também tomam mais tempo de preparação e organização. Mas, o que não é uma expedição, passa a ser viagem. Varia muito o meu foco, às vezes eu estou participando de um projeto para fazer um livro ou uma exposição fotográfica. Às vezes eu viajo só para fazer uma escalada, como aconteceu recentemente no Paquistão. Mas preciso destacar que a viagem para o Paquistão também envolveu a relação com o clima, porque estou dedicado a um projeto sobre o gelo. É um projeto de quatro anos, estou fotografando o gelo ao redor do mundo e os glaciares do Paquistão fazem parte disto. Também faço viagens com cunho social porque trabalho para algumas organizações não governamentais, principalmente inglesas, para fazer reportagens. Já participei de expedições científicas, como o projeto Darwin, programas antárticos do Brasil e também do Chile, além de projetos com universidades. É bem variado meu leque de temas mas todos eles têm viagens.

 

 

João Paulo Barbosa faz um projeto de quatro anos fotografando o gelo ao redor do mundo, como nas altas montanhas do Paquistão

 

FMA- Como é esse projeto sobre o gelo no mundo?

JP-  O ‘N’Ice Planet’ consiste na realização, ao longo de quatro anos, de expedições ao redor do mundo para documentar zonas frias e divulgar as principais questões relativas ao gelo, como os dilemas populacionais, as migrações por conta de mudanças climáticas e o risco de extinção dos povos árticos. Também mostro ativistas ambientais que trazem mensagens importantes, que fazem alertas sobre os riscos que o planeta experimenta, relato conversas com cientistas e mostro trabalhos de geoengenharia que eles desenvolvem, e também procuro documentar o que está sendo feito para mitigar os efeitos do aquecimento global e consequente derretimento do gelo. É um projeto inédito e relevante por sua proposta abrangente e popular. Os conteúdos produzidos serão divulgados regularmente em redes sociais e diversas mídias com o objetivo de instigar o público a refletir, discutir, indagar e atuar por soluções junto aos governantes.

 

 

Céu,  lua e geleiras: o planeta Terra em movimento de beleza única.

 

 

FMA- Como é a urbanização nas montanhas geladas? Hoje existem até hotéis, não é?

JP – Sim, é verdade. Aí está a importância do projeto, pois documentar a urbanização das mais altas montanhas geladas do planeta é dos mais tristes temas que compõem a minha pesquisa sobre o gelo no Antropoceno. Este termo foi empregado pelo químico holandês Paul Crutzen, vencedor do Prêmio Nobel de química de 1995, para designar uma nova época geológica caracterizada pelo impacto do homem na Terra. Será que logo mais haverá um hotel sofisticado na montanha K2 – também chamada Qogir Feng, o Himalaia – a exemplo do que já acontece no Aconcágua e no Everest? O ‘black carbon’ (concentração de fuligem na atmosfera) acelera o derretimento das geleiras. Foram trinta mil refugiados do clima na região do Himalaia apenas no último Verão.

 

FMA- Qual foi a sua primeira grande viagem?

JP- A primeira grande viagem foi o nascimento, a segunda grande viagem foi minha adoção, quando tinha um ano e meio, em Curitiba, e vim com meus pais para Brasília. Me considero brasiliense. A terceira grande viagem foram os sete meses que vivi na França, pois fui acompanhar minha família, durante o pós-doutorado do pai em Paris. Depois disso vieram inúmeras viagens, todas também importantes e inesquecíveis. 

 

FMA- Quais as melhores viagens e qual a sua região preferida?

JP- Existem muitas melhores viagens. Inclusive a da imaginação, que é viajar quietinho. A viagem à Ásia, que comento em meu último livro (Caminhos Imprevisíveis, Editora Caseira e Ateliê Casa das Ideias), foi entre 2007 e 2008.  Fiz uma viagem de 480 dias que foi muito importante pra mim, quando vi o Himalaia pela primeira vez e fiquei alguns meses na região. Mas eu gosto muito do deserto do Atacama, gostei muito das duas expedições que fiz ao Pico da Neblina, no Amazonas, em área Yanomami, que chamamos de Yaripo, que significa montanha do vento. A Patagônia, principalmente os fiordes da Terra do Fogo, que são lugares em que eu frequento de veleiro, é um lugar lindíssimo. E claro, meu lugar preferido é a Antártica, a Península Antártica e a costa oeste da península, que acho muito especial.

 

 

Lugar preferido de João Paulo: a Patagônia, principalmente os fiordes da Terra do Fogo. Na foto, uma colônia de pinguins

 

FMA- Quantas vezes você esteve na Antártica? 

 

JP- Neste mês de fevereiro de 2023 eu vou participar da minha sexta expedição antártica e será minha sétima embarcado no veleiro Kotik. O veleiro é o Kotik, de 40 toneladas, 60 pés, cinco camarotes e espaço para 10 tripulantes.

 

 

 

O deserto de Atacama, no norte do Chile, tem mais de 100 mil quilômetros quadrados. A maior parte é composta por terreno pedregoso, lago de sal e areia, visto pela lente de João Paulo Barbosa

 

FMA – Qual a melhor experiência que você experimentou?

 

JP- Quando eu tinha 18 anos de idade e estava no norte do Canadá, em Quebec, e vi a aurora boreal, foi uma experiência fantástica, eu estava acampado com seis amigos. A aurora boreal durou horas, muito colorida, foi emocionante. Os primeiros mergulhos utilizando garrafa (cilindro com oxigênio) também foram emocionantes. Escalar o Aconcágua, a maior montanha da cordilheira do Andes, na Argentina, com 6.961 metros de altura, sozinho, aos 20 anos, também foi muito emocionante.

Em 2014, na minha terceira viagem para Antártica a bordo do veleiro Kotik foi incrível porque eu sonhava em viajar nesse barco e com uma galera que eu sonhava muito em estar junto. Durante muito tempo eu chorei de emoção ao chegar na Antártica e chorava de tristeza quando tinha de ir embora.

 

FMA – E só montanhas geladas, nunca vulcões?

JP – Os vulcões também fazem parte dessa experiência. É outra ótima experiência, muito boa, quando subo montanhas e chego aos vulcões. Sempre com amigos, sem mídia, sem publicidade, só por amizade e com esforço físico.

Em 2020, eu tive a experiência de remar por nove dias, na Antártica, numa canoa polinésia para três pessoas, a V3, e eu remei com dois campeões brasileiros de canoa.  Inclusive eles são representantes do Brasil no campeonato mundial de canoagem: os remadores Marcelo Bosi e Rudah Caribe.  Também foi muito bom.

 

 

Um iceberg polar fotografado por João Paulo Barbosa

 

FMA – Qual a maior dificuldade que você experimentou?

JP- Essa é fácil. É o estreito de Drake, também chamado de mar ou passagem. Passar o estreito de Drake em um veleiro não é brincadeira não. Eu já passei 14 vezes, ida e volta. Três vezes foram terríveis, de terror e pânico. Pensei que ia morrer, mas aí lembrei que estava num barco feito para essa situação adversa, com mono casco de aço, feito por um ex-cientista da Nasa, com uma tripulação incrível, e então não me entreguei emocionalmente, reagi. O corpo fica acabado, mas o espírito aguenta. O estreito de Drake é o maior perrengue da galáxia.

 

 

FMA- Qual a melhor forma de viajar, sozinho ou em grupo?

JP- Eu tenho quatro formas de viajar: sozinho, com a família, com amigos e por conta do trabalho. Todas são muito legais. Mas eu gosto muito de viajar sozinho e recomendo que todo mundo tenha essa experiência. É muito importante viajar sozinho para aprender, para se misturar com a população local. Entretanto, tem lugares que é muito bom viajar com um grupo de amigos para se divertir com eles, como eu fiz nos fiordes da Terra do Fogo.

 

PARA SABER MAIS siga João Paulo no Instagram: @joaopaulobarbosaphotography

 

 

 

 

 

BOX

 

O MAR DE DRAKE

Mar onde há mudanças bruscas nas condições de temperatura, visibilidade e, principalmente, do vento.  Comandantes de aeronaves e de navios passam por processo de treinamento especial para operar nessa área.

 

 

O Mar de Drake é o terror dos navegantes. Estima-se que 800 embarcações tenham naufragado no Drake. É o ponto mais austral da América do Sul e mais próximo da Península Antártica, com 650 km de extensão e quase cinco mil metros de profundidade, onde os oceanos Atlântico e Pacífico se encontram, se afunilam e se confrontam num grande espetáculo, provocando ondas gigantes.  Até a base brasileira, a Comandante Ferraz, são 900 km de distância.

 

Um antigo ditado marinheiro ajuda a explicar o medo que o Drake inspira: “abaixo dos 40 graus de latitude não existe lei. Abaixo dos 50, não existe nem Deus”.

 

 

O nome é em homenagem ao navegador britânico Francis Drake, mas ele nunca esteve nessas águas. A travessia do Drake é fustigada por tempestades cíclicas cerca de 300 dias dos 365 dias do ano. Então, é inevitável passar por intermináveis horas de turbulência no trajeto que, em média, demora quatro dias. Um antigo ditado marinheiro ajuda a explicar o medo que o Drake inspira: “abaixo dos 40 graus de latitude não existe lei. Abaixo dos 50, não existe nem Deus. (Márcia Turcato)

 

 

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PARQUES EÓLICOS

Transformando a paisagem e a vida nas comunidades locais e abordando o ruído das turbinas eólicas produzem

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As usinas eólicas estão se tornando uma característica comum da paisagem em muitas regiões ao redor do mundo. Essas estruturas altas, com suas hélices girando suavemente, representam uma forma de energia renovável que tem o potencial de transformar a dinâmica socioespacial das áreas onde são instaladas. No entanto, essa transformação nem sempre é uniformemente positiva, e um dos principais desafios enfrentados pelas comunidades próximas aos parques eólicos é a poluição sonora.

A Energia Eólica e sua Transformação Socioespacial

Os parques eólicos trazem consigo uma série de mudanças na paisagem e na vida das comunidades locais. Em termos econômicos, eles muitas vezes representam investimentos significativos em áreas anteriormente negligenciadas, trazendo empregos durante a construção e manutenção das usinas. Além disso, os proprietários de terras que hospedam turbinas eólicas em suas propriedades muitas vezes recebem pagamentos de arrendamento, criando uma nova fonte de renda para agricultores e proprietários de terras.

Em termos ambientais, a energia eólica é amplamente considerada uma alternativa mais limpa e sustentável às fontes de energia tradicionais, como o carvão e o petróleo. Ela contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e ajuda a mitigar os impactos das mudanças climáticas.

O Impacto Social da Poluição Sonora

No entanto, nem tudo são flores quando se trata de parques eólicos. Um dos principais impactos sociais negativos associados a essas estruturas é a poluição sonora. O ruído gerado pelas turbinas eólicas pode ser uma fonte significativa de perturbação para as comunidades vizinhas, afetando o seu bem-estar e qualidade de vida.

O som produzido pelas hélices das turbinas eólicas é frequentemente descrito como um “ruído de baixa frequência”, que pode ser audível a vários quilômetros de distância. Esse tipo de ruído pode interferir no sono das pessoas, causar estresse e ansiedade, e até mesmo afetar a saúde física e mental a longo prazo.

Além disso, a poluição sonora das usinas eólicas pode ter impactos negativos na fauna local, interferindo nas rotas migratórias de pássaros e perturbando ecossistemas sensíveis.

Mitigação e Soluções

Para lidar com o problema da poluição sonora, os desenvolvedores de parques eólicos e as autoridades locais precisam implementar medidas de mitigação adequadas. Isso pode incluir o posicionamento cuidadoso das turbinas eólicas para minimizar o impacto do ruído nas áreas residenciais, o uso de tecnologias de redução de ruído e o estabelecimento de regulamentações e diretrizes claras para o desenvolvimento de parques eólicos.

Além disso, é essencial que as comunidades locais sejam consultadas e envolvidas no processo de planejamento e implementação de projetos de energia eólica, garantindo que suas preocupações e interesses sejam levados em consideração.

Os parques eólicos têm o potencial de desempenhar um papel crucial na transição para uma economia mais sustentável e livre de carbono. No entanto, é importante reconhecer e abordar os impactos sociais negativos, como a poluição sonora, para garantir que esses projetos beneficiem verdadeiramente as comunidades locais e o meio ambiente como um todo. A busca por soluções eficazes para mitigar o ruído das turbinas eólicas é fundamental para garantir que a energia eólica continue sendo uma parte importante do mix energético global.

 

 

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MONUMENTO DE BRASÍLIA

A TORRE DIGITAL SALVOU A PAISAGEM DA NOSSA CAPITAL.

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Brasília foi a única cidade brasileira que teve a coragem e o bom-senso de construir uma torre para ser compartilhada por todas as televisões com tecnologia digital, evitando uma poluição visual na paisagem da cidade. O céu é o mar de Brasília, profetizou Lucio Costa.
TRÊS OBSERVAÇÕES NECESSÁRIAS:
1) Para o escritor e paisagista Carlos Fernando de Moura Delphim, ex-Coordenador Geral do Patrimônio Natural do IPHAN, “A Torre Digital de Brasília serviu de importante exemplo às cidades brasileiras, cada vez mais cheias de torres de todas as espécies”. E completou: “Ao subir numa torre ou numa montanha, tanto menores parecem ser as coisas do mundo terreno e maior se manifesta o mundo celeste. Esta é a sensação que tive ao subir na torre do Niemeyer”.
2) Segundo o engenheiro e ex-vice-presidente da Anatel, Jarbas Valente, a Torre de Oscar Niemeyer trouxe harmonia à paisagem de Brasília e melhor qualidade para a tecnologia digital.
3) É importante informar que, para a Anatel, a belíssima torre no Eixo Monumental de Brasília, projeto de Lucio Costa, está em um lugar que não atendia todas as cidades satélites do Distrito Federal. Mais: está totalmente ocupada, não tendo mais espaço para nenhuma antena.
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HOMENAGEM A ANA DUBEUX

A jornalista ANA DUBEUX fez, faz e fará, sempre, a História de Pernambuco e, sobretudo, de Brasília

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Brevemente nascerá um livro selecionando suas reportagens e suas “Cartas ao Leitor” sobre a Capital do Brasil, pela qual Ana Dubeux tem um olhar de afeto e de cobranças, de bem-querência e de exigências, de direitos e de deveres.
Parabéns deputada Paula Belmonte pelo Título de Cidadã Honorária de Brasília à jornalista Ana Dubeux.
Homenagem merecida que será realizada no Plenário da Câmara Legislativa do DF, dia 19 de junho, às 19 horas.
Foto: nota da Coluna Eixo Capital, de Ana Maria Campos.
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Reportagens

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