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Orquestra Sinfônica inicia, nesta terça (7), a temporada 2023

Com entrada gratuita e classificação indicativa livre, concertos serão apresentados às terças-feiras, sempre às 20h, até o fim deste mês

 

Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

 

No mês do Carnaval, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS) abre os trabalhos da temporada 2023 com três concertos. A partir desta terça (7), as já tradicionais apresentações serão no Teatro Plínio Marcos, sempre às terças-feiras, com exceção do dia 21, quando haverá pausa para a festa popular. O mês é dedicado a obras de Ludwig van Beethoven (1770-1827) e de Edvard Grieg (1843-1907).

Apresentações começam com repertório de Beethoven | Foto: Hugo Lira/Secec

“A temporada de 2023 será muito rica e cheia de novidades”, anuncia o regente da orquestra, Claudio Cohen. “Faremos um ciclo completo das sinfonias e concertos de Beethoven, iniciando em fevereiro com as sinfonias números 1, 2 e 3. Nos meses seguintes, teremos solistas importantes, como o pianista Eduardo Monteiro e o violinista alemão Oscar Bohorquez, apresentando obras do compositor alemão.”

O primeiro concerto do ano traz o Ciclo Beethoven 2023, com a Abertura Egmont Op. 84 e as sinfonias nº 1 nº 2. As composições do autor, que é um dos mais renomados e reconhecidos do mundo, retornam aos palcos do Teatro Plínio Marcos no dia 28, com a Abertura Leonora III e a Sinfonia nº 3, sempre com a regência de Cohen.

Além disso, a partir de agora, toda sexta-feira um novo vídeo será publicado no canal do Youtube da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, revendo grandes momentos de apresentações do grupo.

Homenagens

A novidade da temporada será a série Os Compositores, na qual a sinfônica homenageará diversos autores da música de concerto, possibilitando um aprofundamento em linguagens musicais menos divulgadas. A série começa neste mês com peças do compositor norueguês Grieg e terá a pianista russa Anastasiya Evsina como solista do Concerto para Piano e Orquestra Op.16 em Lá Menor, no dia 14.

“Esta peça exprime pura emoção, escrita em momento muito feliz do compositor, associado ao seu recente casamento e ao nascimento da sua filha”, conta Anastasiya Evsina. “O uso de técnicas de piano, tais como notas duplas, passagens virtuosas por todo o teclado, oitavas e cordas brilhantes, dá continuidade à tradição de [Franz] Liszt, a quem Grieg admirava muito e respeitava”.

A pianista, que também é autora de livros sobre técnicas de piano, explica que o concerto de Grieg se distingue dos compositores românticos da Europa Central “por não ter os sentimentos pesados, por vezes trágicos ou inconsoláveis”. Segundo ela, o autor “demonstra uma espécie de sabedoria ao lidar com a tristeza”.

Concertista renomada internacionalmente, Anastasiya já  se apresentou nos mais importantes espaços culturais do mundo, como Tokyo Opera City Recital Hall e Minato Mirai Recital Hall em Yokohama (Japão), o Palácio Nacional da Cultura de Sofia (Bulgária) e o Conservatório Tchaikovsky (Moscou, Rússia). No Brasil, já marcou presença no Centro Cultural de São Paulo, na Fundação Eva Klabin (Rio de Janeiro) e em Brasília, onde promoveu masterclasses com músicos e professores da Universidade de Brasília (UnB).

Programação : OSTNC
Apresentações às terças, sempre às 20h, no Teatro Plínio Marcos – Eixo Cultural Ibero-americano. Entrada gratuita e classificação indicativa livre.

→ Dia 7
 Ciclo Beethoven 2023
Abertura Egmont Op. 84
Sinfonia nº 1 em Dó Maior Op. 21
I.Adagio molto – Allegro con brio
II.Andante cantabile con moto
III.Menuetto – Allegro molto e vivace – Trio
IV.Finale – Adagio – Allegro molto e vivace
Sinfonia º 2  em Ré Maior Op. 36
I.Adagio molto – Allegro com brio
II.Larghetto
III.Scherzo – Allegro
IV.Allegro molto

Dia 14
 Série Os Compositores: Edvard Grieg
Holberg Suite Op. 40
I.Praeludium – Allegro vivace
II.Sarabande – Andante
III.Gavotte – Allegretto
IV.Air – Andante religioso
V.Rigaudon – Allegro con brio
Concerto para Piano e Orquestra Op.16 em Lá Menor
I.Allegro molto moderato
II.Adagio
III.Allegro moderato molto e marcato – Quasi presto – Andante Maestoso
Solista: Anastasiya Evsina
Peer Gynt Suite nº1 Op. 46
I.Morning – Allegretto pastorale
II.The death of Ase – Andante doloroso
III.Anitra’s dance – Tempo di Mazurka
IV.In the hall of the mountain king – Alla marcia e molto marcato

Dia 28
Ciclo Beethoven 2023
Abertura Leonora III Op. 72b
Sinfonia nº 3 em Mi Bemol Maior Op. 55 Eroica

*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

 

 

 

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Cine Brasília fará exibição especial de reabertura no dia 22 de abril

Na data em que celebra 60 anos de história, espaço tradicional da cultura brasiliense terá filme sobre JK na telona

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Por Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

 

No marco dos 60 anos de história do Cine Brasília e em meio às comemorações do 64º aniversário da capital, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF) traz uma grande novidade para os amantes do cinema. No dia 22 de abril, às 11h, o Cine Brasília reabrirá as portas com uma sessão especial, apresentando pela primeira vez nas telonas o longa-metragem JK – O Reinventor do Brasil.

O Cine Brasília será reentregue à população | Foto: Lúcio Bernardo Jr/ Agência Brasília

Produzido pela TV Cultura, o filme resgata e celebra a vida e o legado do ex-presidente Juscelino Kubitschek, responsável pela fundação da jovem capital brasileira. Narrado no estilo podcast, o documentário integra um projeto amplo da emissora dedicado ao ex-presidente, incluindo exposições e uma fotobiografia com imagens inéditas de Juscelino, figura central na história do Brasil como o fundador de Brasília e líder do país entre 1956 e 1961.

Além da exibição do filme, os visitantes do Cine Brasília poderão visitar a exposição e a fotobiografia exclusiva do ex-presidente. O evento marca não apenas a reabertura do Cine Brasília, mas também oferece aos brasilienses uma oportunidade única de explorar a trajetória inspiradora de JK e sua influência no cenário político e cultural do país.

*Com informações da Secec

 

 

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TV Câmara Distrital leva aos brasilienses o melhor da música instrumental

Lançado no dia do aniversário de Brasília, o programa será um tributo aos músicos locais. A estreia será com o Duo Mandrágora.

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Foto: Reprodução/ TV Câmara Distrital

A partir deste domingo – 21 de abril –, a TV Câmara Distrital levará ao ar o programa “Brasília Instrumental”, série de pocket shows que apresentará, a cada edição, músicos do DF em performances exclusivas. A estreia será com o Duo Mandrágora, que traz, como convidada especial, a percursionista Bety Vinyl.

Formado pelos violonistas Daniel Sarkis e Jorge Brasil, o dueto tem uma trajetória de mais de duas décadas, com temporadas em cidades brasileiras e de outros países. Na estreia do “Brasília Instrumental”, os músicos vão tocar composições autorais: “Sideral” (Brasil); “Paralelo 31” (Sarkis e Brasil); “Espiral” (Sarkis e Brasil), além de “Pega mata e come”, também da dupla.

O programa vai ao ar sempre às 21h30 de domingo e, a cada semana, será lançado um novo episódio, com duração de 30 minutos. Haverá reprises diárias – segunda, quarta e sexta, às 18h30; terças e quintas, 23h; e aos sábados, com início às 14h50.

Próximas atrações

Depois do Duo Mandrágora, será a vez do teclado de José Carrera e do contrabaixo de Paulo Dantas (28/4); de Oswaldo Amorim e Paulo André Tavares (5/5), contrabaixo e guitarra, respectivamente; Félix Junior, com seu violão 7 cordas (12/5); da gaita de Pablo Fagundes e do violão de Marcus Moraes (19/5); e da apresentação de Reco do Bandolim acompanhado do Grupo Choro Livre (26/5).

A TV Câmara Distrital é acessada pelo canal 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 9 da Vivo. Também está disponível no YouTube.https://www.youtube.com/channel/UCq1lyhE02Q9I0x8gBDM9lOQ

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Programa “Brasília Instrumental”
Duo Mandrágora e Bety Vinyl
TV Câmara Distrital
Domingo (21/4), às 21h30 (com reprises)

Agência CLDF

 

 

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Anvisa discute nesta sexta regulamentação de cigarro eletrônico

Fabricação e comercialização são proibidas no país desde 2009

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A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute nesta sexta-feira (19) a regulamentação de cigarros eletrônicos no Brasil. A reunião estava prevista para a última quarta-feira (17), mas foi adiada por causa de problemas técnicos e operacionais identificados no canal oficial de transmissão da agência no YouTube.

Desde 2009, uma resolução da agência proíbe a fabricação, comercialização, importação e propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como vape. No ano passado, a diretoria colegiada aprovou, por unanimidade, relatório técnico que indicava a necessidade de se manter a proibição dos dispositivos e a adoção de medidas adicionais para coibir o comércio irregular, como ações de fiscalização e campanhas educativas.

Entenda

Os dispositivos eletrônicos para fumar são também conhecidos como cigarros eletrônicos, vape, pod, e-cigarette, e-ciggy, e-pipe, e-cigar e heat not burn (tabaco aquecido). Embora a comercialização no Brasil seja proibida, eles podem ser encontrados em diversos estabelecimentos comerciais e o consumo, sobretudo entre os jovens, tem aumentado.

Desde 2003, quando foram criados, os equipamentos passaram por diversas mudanças: produtos descartáveis ou de uso único; produtos recarregáveis com refis líquidos (que contém, em sua maioria, propilenoglicol, glicerina, nicotina e flavorizantes), em sistema aberto ou fechado; produtos de tabaco aquecido, que possuem dispositivo eletrônico onde se acopla um refil com tabaco; sistema pods, que contém sais de nicotina e outras substâncias diluídas em líquido e se assemelham a pen drives, entre outros.

Consulta pública

Em dezembro, a Anvisa abriu consulta pública para que interessados pudessem participar do debate sobre a situação de dispositivos eletrônicos para fumar no Brasil, “com argumentos científicos e relatos relevantes relacionados ao tema”. A proposta de resolução colocada em discussão pela agência foi a de manutenção da proibição já existente. A consulta foi encerrada em fevereiro. Pouco antes do prazo ser encerrado, a Anvisa havia recebido 7.677 contribuições sobre o tema.

Perigo à saúde

Com aroma e sabor agradáveis, os cigarros eletrônicos chegaram ao mercado com a promessa de serem menos agressivos que o cigarro comum. Entretanto, a Associação Médica Brasileira (AMB) alerta que a maioria absoluta dos vapes contém nicotina – droga psicoativa responsável pela dependência e que, ao ser inalada, chega ao cérebro entre sete e 19 segundos, liberando substâncias químicas que trazem sensação imediata de prazer.

De acordo com a entidade, nos cigarros eletrônicos, a nicotina se apresenta sob a forma líquida, com forte poder aditivo, ao lado de solventes (propilenoglicol ou glicerol), água, flavorizantes (cerca de 16 mil tipos), aromatizantes e substâncias destinadas a produzir um vapor mais suave, para facilitar a tragada e a absorção pelo trato respiratório. “Foram identificadas centenas de substâncias nos aerossóis, sendo muitas delas tóxicas e cancerígenas.”

Ainda segundo a AMB, o uso de cigarro eletrônico foi associado como fator independente para asma, além de aumentar a rigidez arterial em voluntários saudáveis, sendo um risco para infarto agudo do miocárdio, da mesma forma que os cigarros tradicionais. Em estudos de laboratório, o cigarro eletrônico se mostrou carcinógeno para pulmão e bexiga.

Surto de doença pulmonar

Entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020, foi registrado um surto de doença pulmonar em usuários de cigarros eletrônicos. Apenas nos Estados Unidos, foram notificados quase 3 mil casos e 68 mortes confirmadas.

Congresso Nacional

Além do debate no âmbito da Anvisa, tramita no Senado o Projeto de Lei (PL) 5008/2023, de autoria da senadora Soraya Thronicke, que permite a produção, importação, exportação e o consumo dos cigarros eletrônicos no Brasil.

Jovens

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019, 22,6% dos estudantes de 13 a 17 anos no país disseram já ter experimentado cigarro pelo menos uma vez na vida, enquanto 26,9% já experimentaram narguilé e 16,8%, o cigarro eletrônico.

O estudo ouviu adolescentes de 13 a 17 anos que frequentavam do 7º ano do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio das redes pública e privada.

Controle do tabaco

O Brasil é reconhecido internacionalmente por sua política de controle do tabaco. Em julho de 2019, tornou-se o segundo país a implementar integralmente todas as medidas previstas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no intuito de reduzir o consumo do tabaco e proteger as pessoas das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs).

Edição: Graça Adjuto

ebc

 

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