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HISTÓRICO DAS COMEMORAÇÕES PELO DIA MUNDIAL DA ÁGUA

Tema e local: todas as campanhas de 1994 a 2023

 

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU que escolhe um tema e um lugar para centralizar para as celebrações de cada ano. Este ano, a organização definiu o tema de debates como “Acelerando Mudanças – Seja a mudança que você deseja ver no Mundo”. Para isso usa a fábula do beija-flor que apaga o incêndio carregando gotas de água em seu bico.

A Organização das Nações Unidas (ONU) definiu para o Dia Mundial da Água 2023, celebrado em 22 de março, o tema “Acelerando Mudanças” com o objetivo discutir formas de acelerar mudanças para solucionar a crise global da água e saneamento. A campanha sobre o Dia Mundial da Água 2023 está usando como estratégia de sensibilização a fábula de um beija-flor que se esforça em apagar o incêndio da floresta carregando água pelo seu bico. É uma história sobre como lidar com crises. Na chamada sobre a data, a ONU questiona: “neste exato momento, estamos diante de uma crise global de água e saneamento, ficaremos parados e olhando ou vamos agir?”

O DIA MUNDIAL DA ÁGUA

O 22 de março é marcado anualmente como o Dia Mundial da Água. A data é destinada principalmente a discutir os temas relacionados a esse importantíssimo e necessário bem que a natureza nos dá e que é tantas e tantas vezes relegado a planos inferiores entre aqueles que são necessários à vida. Segundo recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, os países membros da ONU devem promover atividades no dia para ajudar na conscientização sobre a necessidade de preservação de recursos hídricos, destacando a importância da água para a sobrevivência humana e para a manutenção da saúde.

AS CAMPANHAS DE 1994 A 2023

Desde 1994, todo 22 de março é dedicado a lembrar, estudar e se conscientizar sobre o uso racional da água. Por isso, a ONU criou o Dia da Água e escolhe um tema central para as comemorações. As campanhas são educativas e de conscientização. Este trabalho de marketing social e ambiental tem cinco objetivos estratégicos.

1 – Gerar conhecimento e construir capacidades em prol da cooperação pela água;

2 – Conscientizar sobre a importância, os benefícios e os desafios da cooperação em questões relacionadas à água;

3 – Provocar ações concretas e inovadoras em prol da cooperação pela água;

4 – Fomentar parcerias, diálogo e cooperação pela água como prioridades máximas, mesmo após 2013;

5 – Fortalecer a cooperação internacional pela água para abrir caminho para os objetivos de desenvolvimento sustentável defendidos por toda a comunidade que trata sobre água e atendendo às necessidades de todas as sociedades.

1994 – CUIDAR DA ÁGUA É FUNÇÃO DE CADA UM

Na primeira campanha, em 1994, a ONU usou como tema o tema “Cuidar da água é função de cada um”. O objetivo era conscientizar a população da importância da ação de todos na conservação dos recursos hídricos. Sempre é muito importante que cada um faça a sua parte.

1995 – MULHERES E ÁGUA

A feminização da pobreza é uma cruel realidade. Questão de gênero: as mulheres por cuidar da família, sobretudo das crianças, são as que mais sofrem com a falta de água. Dois subtemas foram escolhidos pela ONU para guiar a campanha: a poluição da água e a degradação ambiental.

1996 – ÁGUA PARA CIDADES SEDENTAS

A campanha da água em 1996 enfatizou a crescente crise enfrentada por muitas regiões do mundo. Dados do International Water Management Institute mostram que, no ano de 2025, 1.8 bilhão de pessoas de diversos países deverão viver em absoluta falta de água, o que equivale a mais de 30% da população mundial. Daí o tema da ONU: Água para cidades sedentas.

1997 – ÁGUAS DO MUNDO: HÁ O SUFICIENTE?

A água, em bem finito, é fundamental para a vida. Mas, infelizmente, os recursos hídricos estão enfrentando demandas cada vez maiores, e a concorrência entre os usuários não para de crescer. Pior: para cada mil litros de água utilizados, outros 10 mil são poluídos. Segundo a ONU, parece estar cada vez mais difícil se conseguir água para todos, principalmente nas regiões mais pobres do planeta dos países em desenvolvimento.

1998 – ÁGUA SUBTERRÂNEA: O RECURSO INVISÍVEL

A água invisível está nos lençóis freáticos. Este é um tesouro guardado no subsolo e que começa também a ser explorado e, terrível, a ser poluído. Mineradoras e poços artesianos clandestinos poluem as águas do subsolo e comprometem seu uso futuro.

1999 – INUNDAÇÕES – TODOS VIVEM RIO ABAIXO

O Brasil e o mundo vivem a cada temporada de chuvas a tragédia das inundações. As inundações não são consequências apenas das chuvas excessivas, mas sobretudo da interferência do homem no meio ambiente. A ocupação irregular do solo, a impermeabilização das áreas urbanas, os aterramentos e a devastação das matas ciliares são as motivações principais.

2000 – ÁGUA PARA O SÉCULO 21

A pressão sobre o uso da água na agricultura, nas cidades e na indústria só crescem. E esse crescimento não é acompanhado por uma gestão racional dos recursos hídricos. O reuso da água ainda é um programa isolado e que precisa ser massificado.

2001 – ÁGUA E SAÚDE

Água sustenta a vida. Quando as águas adoecem, o meio ambiente e a saúde do homem ficam ameaçados. Segundo a ONU, 50% da taxa de doenças e morte nos países em desenvolvimento ocorrem por falta de água ou pela sua contaminação. São necessários esforços governamentais concretos para fornecer água potável e melhorar a saúde da população.

2002 – ÁGUA PARA O DESENVOLVIMENTO

As discussões sobre o tema mostram sempre a pressão do uso da água para promoção do desenvolvimento e geração de riqueza. Mas a ONU adverte: O estado de deterioração dos recursos hídricos em muitas partes do globo aumenta e há necessidade de uma melhor gestão dos recursos integrados à água.

2003: ÁGUA PARA O FUTURO

A preocupação está na ordem do dia da ONU e de todos os países. São 7 bilhões de pessoas vivendo no planeta Terra e consumindo água de todas as formas: na alimentação, na indústria, no lazer e na produção de energia. O alerta da ONU é para a que cada um pense melhor sobre a qualidade da água doce disponível para as gerações futuras.

2004 – ÁGUA E DESASTRES

A água pode ser vida e também pode ser morte. Tanto o clima como a água podem ter um impacto devastador no desenvolvimento socioeconômico e no bem-estar da humanidade. É importante monitorar esses eventos e alertar a população sobre as precauções cabíveis.

2005 – ÁGUA PARA A VIDA

A ONU marcou (2005-2015) a “Década Internacional da Ação Água para a Vida”, e a data de celebração do Dia da Água não poderia estar de fora. O enfoque é justamente colocar, como objetivo do milênio, todos os esforços para mostrar que os recursos hídricos precisam ser preservados por serem essencial à vida.

2006 – ÁGUA E CULTURA

Por ser um bem vital e muitas vezes sagrado, a água está no centro de movimentos religiosos, nos ritos e cerimônias. Faz parte da cultura, da arte, da música, da pintura e das danças.

2007 – LIDANDO COM A ESCASSEZ DE ÁGUA

A escassez da água é uma realidade, daí a necessidade de maior integração e cooperação para assegurar a gestão sustentável, eficiente e equitativa dos recursos hídricos. A escassez está justamente onde estão os maiores aglomerados humanos.

2008 – ÁGUA E SANEAMENTO

A falta de saneamento é o principal foco de doença e mal estar. E os dados da falta de saneamento são alarmantes. Pelas estatísticas, uma criança morre a cada 20 segundos decorrente das condições precárias de saneamento.

2009 – ÁGUAS TRANSFRONTEIRIÇAS:  A ÁGUA DA PARTILHA DE OPORTUNIDADES

Como as aves, as águas não obedecem fronteiras. Rios e lagos são usados, muitas vezes, para fazer fronteiras. Mas não são muitos os rios do mundo que nascem e deságuam num mesmo país. Geralmente, as águas situadas em regiões fronteiriças é motivo de conflitos e não de parcerias. O tema busca estimular a construção do respeito mútuo, da compreensão e da confiança entre os países na promoção da paz.

2010 – ÁGUA LIMPA PARA UM MUNDO SAUDÁVEL

Da mesma forma que a água saudável é vetor de saúde, se estiver contaminada pode ser vetor de doenças.   O tema qualidade da água busca refletir não só a importância, mas também a defesa e proteção dos mananciais.

2011 – ÁGUA PARA AS CIDADES: DESAFIO URBANO

O Brasil é um bom exemplo. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e outros grandes centros urbanos sofrem, ao mesmo tempo, da falta d’água e com as enchentes. A água que inunda é tão poluída que não pode ser aproveitada e água que se consome tem que ser buscada a longas distâncias.

2012 – ÁGUA E SEGURANÇA ALIMENTAR

Todos os alimentos para serem produzidos ou confeccionados precisam de água. Uns mais outros menos. Faz parte da campanha, coordenada pela FAO, além de sempre preservar os mananciais, consumir produtos que fazem uso menos intensivo de água e reduzir o desperdício escandaloso de alimentos.

2013 – ANO DA COOPERAÇÃO PELA ÁGUA

Ao estabelecer este tema, a ONU busca conscientizar sobre a necessidade de cooperação por esse recurso e sobre os desafios no que diz respeito à gestão da água. O acesso à água pode ser fonte de conflito, mas também é um catalisador de cooperação e construção da paz.

2014 – ANO DA ÁGUA E ENERGIA 

A escolha se deu porque água e energia estão intimamente interligadas e são interdependentes, já que a geração hidrelétrica, nuclear e térmica precisa de recursos hídricos.

2015 – ÁGUA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

A ONU definiu 2005 – 2015 como DÉCADA DA ÁGUA. Durante essa década, a cada ano a UN-Water (agência da ONU que coordenou ações sobre água doce e saneamento) escolheu um tema para discussão. Em 2015, fechou o ciclo com o tema Água e Desenvolvimento Sustentável.

2016 – ÁGUA E EMPREGOS: INVESTIR EM ÁGUA É INVESTIR EM EMPREGOS 

Água e empregos: investir em água é investir em empregos. O Brasil tem no rio Doce o melhor exemplo de como o não investimento na qualidade, na proteção e na preservação das águas, seja dos mananciais, dos rios ou dos mares, pode comprometer muitíssimo empregos e a renda da população.

2017 – ÁGUA RESIDUAL E O REUSO DE EFLUENTES

A quantidade de água no mundo é sempre a mesma. O importante é não poluir os mananciais e que a água já utilizada tenha um retorno ao meio ambiente com qualidade e limpeza adequadas para que seja lançada no corpo receptor (rios, mar e lagos) sem causar danos à saúde e ao ecossistema.

2018-2028 (Década Internacional para Ação, Água para o Desenvolvimento Sustentável)

2018 – SOLUÇÕES NATURAIS PARA A ÁGUA 

As soluções baseadas na natureza têm o potencial de resolver muitos dos nossos desafios, mas é necessário investir muito mais com a infraestrutura “verde” e harmonizá-la com a infraestrutura “cinzenta” sempre que possível. O plantio de novas florestas, reconectar rios às planícies alagadas, restabelecendo zonas húmidas reequilibrarão o ciclo da água vão melhorar a saúde humana e os meios de subsistência.

2019 – GARANTIA DA ÁGUA E DO SANEAMENTO EM DOMICÍLIOS E LOCAIS PÚBLICOS

Relação da água com os direitos humanos a água e saneamento. Água e saneamento devem ser garantidos não apenas nos domicílios, mas também em outras esferas da vida de uma pessoa, como os locais públicos e de trabalho, as instituições de ensino e as instalações de saúde.

2020 – ÁGUA E AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Agua e mudança do clima são dois estão intrinsecamente ligados. A adaptação aos efeitos da mudança climática na água protegerá a saúde e salvará vidas e seu uso mais eficiente da água reduzirá os gases de efeito estufa.

2021 – SEGURANÇA HÍDRICA PARA O DESENVOLIMENTO E A PAZ.

Segurança Hídrica é “assegurar o acesso sustentável à água de qualidade, em quantidade adequada à manutenção dos meios de vida, do bem-estar humano e do desenvolvimento socioeconômico, além de garantir proteção contra a poluição hídrica e desastres relacionados à água. A segurança hídrica significa preservar os ecossistemas em clima de paz e estabilidade política.

2022 – ÁGUAS SUBTERRÂNEAS: TORNANDO O INVISÍVEL VISÍVEL.

O tema de 2022 é “Águas subterrâneas: Tornando o invisível visível”. Embora escondidas sob os nossos pés, as águas subterrâneas enriquecem as nossas vidas, apoiando o abastecimento de água potável, sistemas de saneamento, agricultura, indústria e ecossistemas. Em muitos locais, ocorre exploração sem planejamento, além da poluição das águas subterrâneas. É necessário visibilizar essas águas “invisíveis” para que possa ser melhor gerenciada por todos.

2023 – ÁGUA: SEJA A MUDANÇA QUE VOCÊ DESEJA VER NO MUNDO. FÁBULA DO BEIJA-FLOR.

A campanha será lançada durante a Conferência da ONU sobre Água, que acontecerá de 22 a 24 de março de 2023, em Nova York (EUA). Para isso, a entidade usa a fábula do beija-flor que apaga o incêndio carregando gotas de água em seu bico.

 

 

 

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Curso Internacional de Verão da Escola de Música abre temporada musical

Em sua 47ª edição, evento reúne estudantes do Brasil e do exterior e teve concerto de abertura com presença de autoridades

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Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

A Escola de Música de Brasília (EMB) inaugurou oficialmente a 47ª edição do Curso Internacional de Verão de Brasília (Civebrea), que segue até 24 de janeiro, com uma ampla programação de cursos, oficinas e apresentações musicais voltada para estudantes, professores e público em geral.

Realizado desde 1977, o curso é referência no ensino e na difusão musical no país, reunindo alunos e professores de diversas partes do Brasil e do exterior para aulas presenciais, virtuais e apresentações ao vivo. A proposta é promover um intercâmbio de experiências, aperfeiçoamento técnico e diálogo entre diferentes gerações e estilos musicais.

A abertura oficial ocorreu na noite de domingo (11), com um concerto no Teatro Levino de Alcântara. A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, destacou a importância do Civebra como espaço de formação, convivência e acesso à cultura: “A Escola de Música de Brasília é um lugar que transforma vidas. Aqui, a gente vê talento, dedicação e muitos sonhos caminhando juntos. O Civebra é esse encontro bonito entre quem ensina, quem aprende e quem ama a música. É uma alegria enorme ver esse teatro cheio e perceber o quanto a arte toca as pessoas e fortalece a nossa educação.”

A Escola de Música de Brasília inaugurou oficialmente a 47ª edição do Curso Internacional de Verão de Brasília, que segue até 24 de janeiro | Foto: Jotta Casttro/SEEDF

Recém-chegado ao Brasil, o embaixador da Áustria, Andreas Stadler, destacou a importância da música e da formação cultural como instrumentos de fortalecimento da sociedade. Para ele, a experiência foi marcante e reforça o valor do intercâmbio cultural promovido pela Escola de Música de Brasília. “Em apenas quatro meses no Brasil, fiquei encantado ao conhecer a Orquestra JK. Foi um privilégio desfrutar dessa apresentação com a minha família. Apoiar esta escola é apoiar o amanhã; cultura e democracia são indissociáveis e é uma honra para nós colaborar com esse fortalecimento”, afirmou.

Embaixador Andreas Stadler: “Apoiar esta escola é apoiar o amanhã; cultura e democracia são indissociáveis e é uma honra para nós colaborar com esse fortalecimento”

Troca de conhecimento

Nesta 47ª edição, o Civebra reúne 53 professores convidados, vindos de diversos estados brasileiros, do Distrito Federal e de oito países: Estados Unidos, Argentina, Cuba, Canadá, Alemanha, França, Espanha e Bélgica. Dos artistas e docentes convidados, 80% são egressos da própria Escola de Música de Brasília ou de edições anteriores do curso, que retornam agora para compartilhar sua expertise com os atuais alunos.

 

A procura pelo curso foi expressiva, contabilizando quase três mil inscritos, todos com acesso às atividades de forma intensiva ao longo dos 12 dias do evento. Até 24 de janeiro, os participantes terão a oportunidade de aprender, interagir e atualizar-se com alguns dos melhores músicos em suas áreas específicas.

O Civebra é totalmente gratuito e aberto à comunidade, oferecendo workshops, aulas, masterclasses e apresentações artísticas de alto nível. A iniciativa reforça o compromisso da Escola de Música de Brasília em democratizar o acesso à cultura e ao ensino musical de qualidade.

*Com informações da Secretaria de Educação

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Exposição revisita origens visuais de Brasília

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Niemeyer no Palácio do Alvorada, uma das fotos em exposição | Foto: Acervo

O Museu de Arte de Brasília (MAB) apresenta a exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília”, que reúne obras de arte, fotografias históricas, documentos e objetos relacionados à construção e à inauguração da capital federal. A mostra é composta por trabalhos do acervo do próprio MAB e da Coleção Brasília, com Acervo Izolete e Domício Pereira, e propõe ao público um panorama sobre os primeiros anos de Brasília a partir de diferentes linguagens visuais e registros históricos.

O eixo central da exposição é o álbum “Brasília 1960: O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo”, de autoria do fotógrafo Mário Fontenelle, responsável pelos registros oficiais do governo de Juscelino Kubitschek.

O conjunto reúne 24 fotografias em preto e branco produzidas entre 1958 e 1960, que documentam etapas da construção da cidade, bem como os eventos e cerimônias de sua inauguração, em 21 de abril de 1960. As imagens apresentam registros do canteiro de obras, da arquitetura emergente e do contexto político e simbólico da criação da nova capital.

A partir desse núcleo documental, a exposição estabelece diálogos com obras de artistas que participaram da consolidação do imaginário visual de Brasília. Estão presentes trabalhos de Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Roberto Burle Marx, Athos Bulcão, Marianne Peretti, Alfredo Ceschiatti, Bruno Giorgi, Zeno Zani, Ake Borglund, entre outros.

As obras evidenciam a integração entre arte, arquitetura e paisagem urbana que marcou o projeto da capital federal desde seus primeiros anos.

O percurso expositivo também inclui produções de artistas de gerações posteriores, como Honório Peçanha, Ziraldo, Danilo Barbosa e Carlos Bracher.

Essas obras estabelecem relações com o conjunto histórico ao abordar temas ligados à memória, à cidade e à permanência dos símbolos de Brasília no imaginário cultural brasileiro. A proposta curatorial coloca em diálogo produções de diferentes períodos, buscando aproximar registros do passado e interpretações contemporâneas.

Ítens históricos

Além das artes visuais, a mostra reúne objetos e itens históricos relacionados ao período de formação da capital. Entre eles, estão a maquete de lançamento do automóvel Romi-Isetta, peças utilizadas no serviço do Palácio da Alvorada e a primeira fotografia de satélite do Plano Piloto. Esses elementos ampliam o contexto histórico apresentado pelas obras e ajudam a situar o visitante no ambiente político, social e tecnológico da época.

No segmento documental, dois itens recebem destaque especial. Um deles é a carta-depoimento escrita por Juscelino Kubitschek em 1961, ao final de seu mandato presidencial, na qual o ex-presidente registra reflexões sobre seu governo e sobre a construção de Brasília. O outro é a homenagem da Igreja Católica a Dom Bosco, padroeiro da capital, composta por fragmentos de suas vestes, que remete à dimensão simbólica e religiosa associada à fundação da cidade.

“Museu Imaginado”

A exposição inclui ainda a obra “Museu Imaginado”, do artista mineiro Carlos Bracher, doada ao Museu de Arte de Brasília pelo próprio artista em parceria com o curador Cláudio Pereira. A obra propõe uma reflexão sobre o papel das instituições museológicas, da memória e da imaginação na construção de narrativas históricas e culturais, dialogando com o conjunto da exposição.

Como parte dos recursos expográficos, o público tem acesso à gravação em áudio da carta-depoimento de Juscelino Kubitschek, a um minidocumentário dedicado ao álbum “Brasília 1960: O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo” e a uma versão colorizada das fotografias históricas, realizada por meio de processos de inteligência artificial. Esses recursos ampliam as possibilidades de leitura e interpretação do material apresentado.

A proposta curatorial busca evidenciar relações entre diferentes gerações de artistas, linguagens e formas de expressão, estimulando leituras cruzadas entre obras, documentos e objetos. Ao reunir registros históricos e produções artísticas, a exposição convida o público a refletir sobre a construção da identidade cultural brasileira e sobre o papel da arte na formação simbólica da capital federal.

Pioneiros

“Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília” também destaca a atuação do casal Izolete e Domício Pereira, pioneiro da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), responsável pela formação de um acervo dedicado à preservação da memória artística de Brasília.

A exposição reafirma o compromisso da coleção com a preservação histórica e com a promoção do debate cultural, apresentando a arte como instrumento de reflexão e diálogo entre passado, presente e futuras gerações.

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BRASÍLIA, A CIDADE AURIVERDE

COM CORES E FLORES DURANTE O ANO INTEIRO

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FOLHA DO MEIO AMBIENTE – JANEIRO DE 2026

 

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EM 2026, SEMPRE DE JOELHO. NEM PÉ ESQUERDO E NEM PÉ DIREITO.
NIÈDE GUIDON: LIVRO HOMENAGEM DE ANDRÉ PESSOA
A FOTOGRAFIA-DENÚNCIA DE MICHAEL NAIFY
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