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Projeto que cria a Tarifa Zero Estudantil é debatido em Comissão Geral

Foto: Renan Lisboa (estagiário)/CLDF

 

Comissão Geral da Câmara Legislativa debateu, na tarde dessa quinta-feira (13), o Projeto de Lei (PL) 44/2023, de autoria do deputado Ricardo Vale (PT), que cria a Tarifa Zero Estudantil. O PL altera a lei que criou o Passe Livre Estudantil, a fim de ampliar a gratuidade para todos os deslocamentos que o estudante deseje fazer, incluindo os fins de semana, não se limitando ao percurso a casa e a instituição de ensino. O benefício engloba para qualquer trajeto do serviço básico de transporte público coletivo de passageiros.

Segundo Ricardo Vale, a tarifa zero fortalece a educação, dando ao estudante o direito à cidade. “A gente quer possibilitar que o estudante, além de ir para a escolar e voltar, além de ir para a universidade e voltar, possa também ir para uma atividade esportiva, ir para uma atividade cultural, ir para uma atividade de lazer, sair com os amigos, participar de todas as atividades que não sejam simplesmente as tarefas escolares”, afirmou.

De acordo com o secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Valter Casimiro Silveira, 60% do custo do transporte do DF, que é de aproximadamente R$ 2,5 bilhões ao ano, é pago pelo Governo do DF. O secretário disse que o subsídio para os estudantes, que representam cerca de 25% dos usuários, é de aproximadamente R$ 600 milhões anualmente, salientando que é preciso encontrar um meio orçamentário de viabilizar o PL. “A Secretaria está à disposição e tem discutido muito com a Câmara Legislativa, principalmente com o gabinete do nosso deputado Ricardo Vale, para poder chegar em um consenso”, afirmou.

Silveira acrescentou que já é possível “ampliar esse direito”, como a implantação da gratuidade nos fins de semana, até alcançar “a tarifa zero para todas as pessoas”. O deputado Pepa (PP) argumentou que a maior parte dos estudantes não tem acesso a equipamentos públicos por causa do custo com transporte. Para ele, a tarifa zero é necessária, mas é preciso estender a gratuidade “aos cinemas, museus, exposições e eventos no Distrito Federal”.

 

 

O deputado Max Maciel (Psol) declarou apoio o PL de Ricardo Vale, ressaltando que há na Câmara Legislativa 11 projetos sobre o tema. “Nosso objetivo é que a gente chegue num estado que seja uma tarifa zero para todo mundo, para todo o DF, toda a população. O que é uma realidade em 66 cidades no Brasil”, afirmou.

Também da bancada do Psol, Fábio Felix frisou que o transporte público é um direito fundamental, representando também “um direito à cidade”. O custo do sistema, de acordo com ele, deve ser compartilhado e progressivo. “A gente quer ampliar esse subsídio para que todo mundo possa usar o transporte público de forma gratuita e para que o transporte público seja valorizado e acessado por toda a população do DF”.

A deputada Paula Belmonte (Cidadania) cobrou melhorias na Rodoviária do Plano Piloto ao secretário Valter Silveira. “Quando a gente fala de tarifa zero a gente tem de falar da qualidade desse transporte e a segurança desse transporte”, afirmou. Segundo ela, já há no DF “condições de oferecer 100% da gratuidade para todos os usuários”.

Para a estudante de biologia da UDF Yasmim Vaz o acesso ilimitado dos estudantes às atividades culturais, de lazer e esporte “é importantíssimo para a construção do futuro e personalidade de cada uma de nós”. Representante do movimento estudantil Luta DF, Lucas Guimarães argumentou que a tarifa zero ultrapassa o âmbito de ensino e engloba o direito à cidade: “O estudante que antes era limitado ao seu bairro, à sua cidade, à sua praça, assim que esse projeto for aprovado vai poder estar frequentando todos os espaços de cultura”.

​​​​​​​O secretário de Juventude do PT-DF, Vitor Zaupa, disse que o projeto representa uma luta histórica do movimento estudantil do DF, cujo marco foi a implantação do Passe Livre. “A gente entende que a educação não é feita só dentro da escola”, ressaltou. Ele também incentivou os estudantes a lutarem por mais conquistas junto ao Legislativo local: “Venham à Câmara [Legislativa]. Essa aqui é a casa do povo e dos estudantes também. E vamos lutar sim pela aprovação desse projeto que é muito importante para a gente”.

Segundo o diretor do Centro de Ensino Médio Urso branco, Dreith Thiago, as atividades extraclasses não são contempladas hoje com o Passe Livre. “Como é que o aluno vai fazer um trabalho em grupo? Marcar para ir a uma biblioteca?”, questionou. O projeto, para ele, vai permitir o enriquecimento do currículo escolar. “Quando você dá acesso e oportunidade, eles ganham o mundo. Eles estão sedentos por essa oportunidade de aprender e poder circular por todos os lugares do DF”.

Mario Espinheira – Agência CLDF

 

 

 

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CLDF realiza sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Por iniciativa do deputado Pastor Daniel de Castro (PP), evento reconhece a contribuição das mulheres para o desenvolvimento social, econômico, político e cultural do Distrito Federal

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Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF

Por iniciativa do deputado Pastor Daniel de Castro (PP), a Câmara Legislativa realizará nesta sexta-feira (17), às 19h, sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. O evento em plenário reconhece a contribuição das mulheres para o desenvolvimento social, econômico, político e cultural do Distrito Federal.

A solenidade, explica o distrital, reafirma “o compromisso do Poder Legislativo com a promoção da igualdade de gênero, o respeito aos direitos das mulheres e o fortalecimento de políticas públicas inclusivas”.

O Dia Internacional da Mulher representa a luta histórica das mulheres por direitos, equidade e reconhecimento. Mais do que uma data comemorativa, o momento convida à reflexão sobre os avanços conquistados ao longo dos anos e os desafios que ainda persistem na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Durante a sessão solene, serão homenageadas mulheres que se destacam por suas histórias de superação, liderança e compromisso com a coletividade, servindo de inspiração para as gerações presentes e futuras.

“No Distrito Federal, as mulheres exercem papel fundamental em múltiplos espaços, atuando com protagonismo no serviço público, no empreendedorismo, nas comunidades, na política, na cultura e na formação familiar. Sua dedicação, resiliência e capacidade de transformação impactam diretamente a qualidade de vida da população e o progresso da capital”, destaca Pastor Daniel de Castro que é integrante da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara Legislativa.

Confira o evento no canal da TV Câmara Distrital no Youtube.

Bruno Sodré – Agência CLDF

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Com investimento de R$ 2,5 milhões para obras, Centro Olímpico do Paranoá atenderá 5 mil alunos

Complexo esportivo contará com pista de atletismo, quadra poliesportiva, espaço multiuso e piscinas

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Carlos Eduardo Bafutto e Ana Isabel Mansur, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

 

O Paranoá está prestes a ganhar um novo espaço dedicado ao esporte e à inclusão social com a construção do 13º Centro Olímpico e Paralímpico (COP) do Distrito Federal. A governadora Celina Leão visitou as obras da unidade nesta quinta-feira (16).

“São duas etapas [da obra]. A primeira devemos entregar nos próximos dias. E vamos correr com a segunda”, destacou Celina Leão. A primeira fase permitiu a geração de 40 empregos.

O Centro Olímpico do Paranoá terá pista de atletismo, quadras de tênis, poliesportiva e de areia, espaço multiuso e piscinas semiolímpicas e infantis, além de vestiários.

 

A primeira fase da obra foi conduzida pela Secretaria de Esporte e Lazer do DF (SEL-DF) e contemplou a construção de guarita, estacionamento, administração e campo sintético, com alambrado de 49 metros por 29 metros.

O setor administrativo do espaço vai contar com salas de apoio, sala de aula, copa, sala de reuniões, sala de coordenação, sala de professores e áreas de convivência.

Além disso, a infraestrutura será completada com drenagem, caixa d’água de 30 mil litros, pórtico de entrada com bicicletário, instalações elétricas e hidráulicas e estruturas de acessibilidade, como rampas, calçadas e estacionamento.

O DF possui 12 unidades de centros olímpicos e paralímpicos, onde são atendidos 16.557 alunos, distribuídos em 32 modalidades. O COP do Paranoá tem sido erguido em um ponto estratégico, onde há crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade.

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Ex-presidente do BRB acertou propina de R$ 146 mi, diz Polícia Federal

Acordo teria sido feito com dono do Master, Daniel Vorcaro

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Felipe Pontes – Agência Brasil *

 

O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa teria combinado com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o recebimento de propina estimada em R$ 146,5 milhões. A informação consta na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prisão de Costa realizada hoje (16) pela Polícia Federal, na quarta fase da Operação Compliance.

O valor seria recebido por meio de quatro imóveis de alto padrão em São Paulo e dois em Brasília. A Polícia Federal disse ter rastreado, até o momento, o pagamento de ao menos R$ 74 milhões.

O restante da propina só não teria sido pago em razão de Vorcaro ter descoberto a abertura de procedimento investigatório na PF justamente sobre os pagamentos feitos a Costa. Segundo os investigadores, o banqueiro travou os repasses após ser informado sobre tal procedimento sigiloso.

Ainda segundo a PF, Vorcaro recebeu de seu funcionário Felipe Mourão, em 24 de junho de 2025, uma cópia da investigação, por meio do aplicativo WhatsApp.

A data é posterior à interrupção dos pagamentos, feita em maio, mas Mendonça deu crédito à versão da PF, afirmando que “o conjunto de elementos informativos colhidos até o momento aponta a alta probabilidade de que ele tenha tido ciência da instauração do procedimento antes do recebimento das respectivas cópias”.

Além de Costa, foi preso também o advogado Daniel Monteiro, apontado como seu testa de ferro e que teria recebido, pessoalmente, R$ 86,1 milhões em proveito ilegal. 

A prisão preventiva dos dois foi feita com base na “permanência dos atos de ocultação patrimonial, o risco de interferência na instrução, a possibilidade de rearticulação da engrenagem financeira e jurídica do esquema, além da necessidade de assegurar a ordem pública, a ordem econômica e a efetividade da persecução penal”, escreveu Mendonça.

A contrapartida para a propina seria que Paulo Henrique Costa usasse os recursos do BRB, banco controlado pelo governo do Distrito Federal, para comprar carteiras de crédito falsas do Banco Master.

Até o momento, sabe-se que ao menos R$ 12,2 bilhões em carteiras ruins foram comprados, mas o número exato ainda não foi apresentado pelo BRB e pode ser maior.

Desde que foi deflagrada, a Compliance Zero investiga a existência de uma engrenagem ilícita concebida para viabilizar a fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB. 

Saiba mais detalhes no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Defesa

Em frente à casa em que Costa foi preso, o advogado Cleber Lopes disse que a defesa “não considera essa hipótese como válida”, referindo-se ao pagamento de propina.

“A defesa considera que o Paulo Henrique não representa nenhum perigo para a instrução ou para aplicação da lei penal. Não há notícia de que ele tenha praticado qualquer ato que pudesse atentar contra a instrução criminal”, afirmou o defensor.

* Matéria alterada às 11h47 para acrescentar declaração da defesa de Paulo Henrique Costa

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