Reportagens
Abertas 230 vagas para capacitar pessoas em situação de vulnerabilidade
Projeto apoiado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda oferece novas oportunidades em cursos de comunicação e da área de eventos
Ian Ferraz e Rafael Secunho, da Agência Brasília I Edição: Débora Cronemberger
Estão abertas 230 vagas para qualificar pessoas em situação de vulnerabilidade social. Trata-se da segunda etapa do projeto Setor de Capacitação Social, desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet) e pelo Instituto No Setor. Uma bela oportunidade para quem busca ter uma renda e ficar mais íntimo das atividades culturais do DF. A iniciativa é fomentada pela Sedet com recursos da ordem de R$ 300 mil.

Em 2022, foram treinadas 45 pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo ambulantes e pessoas em situação de rua. Nesta segunda edição, serão ofertadas três novas turmas nos cursos de assistente de produção, comunicação social e marketing digital, além de montagem e operação de eventos.
Para mais informações sobre o projeto e as inscrições, a pasta disponibiliza o telefone (61) 98279-0085. Para auxílio do preenchimento do formulário de inscrição, será ofertado atendimento presencial, de 16 a 25 de maio, na Agência do Trabalhador do Plano Piloto. O mesmo poderá ser feito na sede do Instituto Cultural e Social No Setor
“Nosso planejamento estratégico sempre foi no intuito de priorizar o desenvolvimento humano. Com isso, a Secretaria instituiu um plano de qualificação profissional, atendendo também os mais vulneráveis como nesse projeto com o instituto”, pontua o secretário da Sedet, Thales Mendes.
As vagas estão abertas e podem ser feitas gratuitamente entre 16 e 25 de maio pelo site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda. Os cursos de assistente de produção e de marketing digital terão 100 vagas e são na modalidade semipresencial. Já o de montagem de eventos terá 30 vagas e será todo presencial, com aulas no Setor Comercial Sul (SCS). As aulas estão marcadas para iniciar em 12 de junho.
“Acreditamos que os cursos mudam a realidade ao mostrar que as pessoas têm habilidades e um grande potencial para se desenvolver e ter renda pelo trabalho”, opina o coordenador geral do No Setor, Rafael Reis . “No começo do ano, durante o pré-carnaval, alunos das turmas de limpeza, montagem de eventos e cenografia foram contratados para trabalhar nas festas que aconteceram na Galeria dos Estados em janeiro. Este foi um ótimo resultado”, conta.
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Quem pode participar
Para participar do programa o participante deve ser maior de 18 anos, ser pessoa física, brasileiro nato ou naturalizado ou estrangeiro em situação regular no país, estar em situação de vulnerabilidade econômica e social, desempregado e que necessite de desenvolvimento de habilidades para o mercado da economia criativa e cultural.
No caso do curso de montagem e operação de eventos é preferencialmente dedicado à população de rua do Setor Comercial Sul e região central de Brasília.
Para mais informações sobre o projeto e as inscrições, a pasta disponibiliza o telefone (61) 98279-0085. Para auxílio do preenchimento do formulário de inscrição, será ofertado atendimento presencial, de 16 a 25 de maio, na Agência do Trabalhador do Plano Piloto, localizada no SEPN 511 – Bloco A – Ed. Bittar II – térreo, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O mesmo poderá ser feito na Sede do Instituto Cultural e Social No Setor, no SCS, Quadra 5, Bloco C – Edifício José Haje – Sobreloja 70/74 – Asa Sul, de segunda a sábado, das 14h às 19h.
Serviço
Setor de Capacitação Social
→ Montagem e Operação de Eventos
Capacitação para atuar na organização e execução de eventos, abrangendo desde o planejamento até a logística e coordenação no dia do evento.
– Vagas: 30
– Modalidade: presencial
– Carga horária: 100 horas
– Quando: segundas, quartas e sextas-feiras
– Horário: 14h às 17h
– Local: SCS Quadra 5, Bloco C, Edifício José Haje, sobreloja 70/74 – CEP: 70.305-914 – Asa Sul, Brasília/DF
→ Comunicação Social e Marketing Digital
Capacitação voltada para o desenvolvimento de habilidades em comunicação, marketing digital e gestão de redes sociais, visando a promoção de negócios e serviços.
– Vagas: 100
– Modalidade: semipresencial
– Carga horária: 100 horas
– Quando: segundas, quartas e sextas-feiras
– Horário: 18h30 às 21h30
– Local: SCS Quadra 5, Bloco C, Edifício José Haje, sobreloja 70/74 – CEP: 70.305-914 – Asa Sul, Brasília/DF.
→ Assistente de produção
Capacitação para atuar como assistente de produção em diversos segmentos da economia criativa, auxiliando na coordenação e execução de projetos culturais e artísticos.
– Vagas: 100
– Modalidade: semipresencial
– Carga horária: 100 horas
– Quando: terças, quintas e sextas-feiras
– Horário: 18h30 às 21h30
– Local: SCS Quadra 5, Bloco C, Edifício José Haje, sobreloja 70/74 – CEP: 70.305-914 – Asa Sul, Brasília/DF.
Reportagens
Sancionada política de incentivo à formação de professor da educação básica
Política proposta pelo Senado prevê pagamento de bolsa a estudantes que optarem por cursos de licenciatura
Natasha Montier/GERJ
Estudantes que se matricularem em cursos presenciais de licenciatura poderão receberão incentivos para se tornarem professores da educação básica.
Foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (13) a Lei 15.344, que institui a Política Nacional de Indução à Docência na Educação Básica — Mais Professores para o Brasil. Proposta pelo Senado, a política estabelece ações para atrair estudantes para a atividade docente e motivar a permanência deles nos cursos, reduzindo a evasão.
Uma das principais medidas previstas é a oferta de bolsas para alunos com alto desempenho no ensino médio que optarem por cursar licenciatura (tipo de graduação voltado à formação de professores). A prioridade seria dada aos candidatos que cursarem graduações em áreas em que há falta de professores, conforme a região.
Depois de formado, o bolsista deverá permanecer trabalhando na rede pública de ensino da educação básica por pelo menos dois anos. Além disso, bacharéis ou licenciados em áreas com formação pedagógica que optem por atuar em localidades e em áreas de conhecimento com carência de professores também poderão receber bolsas, desde que cursem pós-graduação com foco em docência na educação básica ao longo do período da bolsa.
O texto prevê o aperfeiçoamento dos processos seletivos de novos professores, com a realização anual da Prova Nacional Docente (PND), que subsidiaria os entes federados na seleção de profissionais. A lei propõe ainda campanhas para a divulgação dos benefícios da carreira do magistério e o envolvimento dos graduandos em atividades de pesquisa e extensão em escolas de educação básica.
Proposta do Senado
A norma tem origem em projeto de lei apresentado no Senado. O PL 3.824/2023, do senador Flávio Arns (PSB-PR), foi aprovado no Senado em 2023, mas depois passou por alterações na Câmara dos Deputados, onde foi acatado na forma de um substitutivo (texto alternativo) em outubro de 2025.
Devido a essas modificações, o texto retornou ao Senado para nova análise. A proposta foi então definitivamente aprovada em dezembro, com parecer da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO).
Para a relatora, a iniciativa aumenta a atratividade da carreira docente, fazendo com que mais pessoas escolham a licenciatura no vestibular e permaneçam na profissão depois de formadas.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Reportagens
Reforma tributária começa fase de transição com testes de novos impostos em 2026
Empresas já informam CBS e IBS nas notas fiscais, mas cobrança efetiva só começa a partir de 2027
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A reforma tributária começa a valer de forma gradual a partir deste ano. Desde 1º de janeiro, a maioria das empresas passou a emitir notas fiscais com a indicação dos novos impostos, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
A CBS substitui o PIS, a Cofins e o IPI, que são tributos federais. Já o IBS vai substituir o ICMS, dos estados, e o ISS, dos municípios.
Neste primeiro momento, o novo sistema funciona em fase de testes. As informações fiscais são registradas, mas ainda não há cobrança efetiva dos novos tributos.
O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da proposta que resultou na Emenda Constitucional 132, afirma que a reforma traz simplificação e mais transparência ao sistema tributário.
“Essa reforma vai impactar profundamente o país, porque traz a simplificação tributária, elimina a cumulatividade e aumenta a transparência. Hoje, o cidadão não sabe quanto paga de imposto”, afirmou.
A cobrança efetiva da CBS e do Imposto Seletivo — que incide sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente (veja infográfico) — começa em 2027.
Já o IBS entra em fase de transição a partir de 2029, com a extinção total do ICMS e do ISS prevista para 2033.
O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), relator do grupo de trabalho da reforma tributária na Câmara, destacou que a medida foi regulamentada pela Lei Complementar 214/25, aprovada no ano passado.
“Estamos criando um novo sistema tributário que ajuda na reindustrialização do país e acaba com a guerra fiscal entre os estados, que prejudicou a sociedade brasileira”, disse.
Outra etapa da reforma foi relatada pelo deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE). O texto, aprovado pela Câmara e pelo Senado, ainda aguarda sanção presidencial.
Para Benevides, os efeitos completos da reforma, previstos para 2033, devem reduzir custos e gerar empregos.
“Isso vai significar uma diminuição do custo de produção e também um aumento do emprego na economia brasileira”, afirmou.
Entre as novidades da reforma está o cashback tributário, que prevê a devolução de parte dos impostos a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa.
Além disso, os produtos da cesta básica terão alíquota zero dos tributos sobre consumo.
Durante a tramitação da reforma, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou o trabalho conjunto do Legislativo e do Executivo para construir um modelo com menos burocracia, mais agilidade e menor custo para o cidadão contribuinte.
Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Reportagens
Lei autoriza pagamento retroativo de direitos suspensos na pandemia
Norma foi publicada hoje no Diário Oficial da União
Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que autoriza o pagamento retroativo para servidores da União, de estados, do Distrito Federal e de municípios, de direitos remuneratórios – como anuênios, triênios, quinquênios, sexta-parte e licença-prêmio – que haviam sido congelados em razão da pandemia da covid-19.

A lei foi publicada nesta terça-feira (13) no Diário Oficial da União e estabelece que os pagamentos estão relacionados ao período entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021. De acordo com a norma, os benefícios serão pagos desde que o ente federativo tenha decretado estado de calamidade pública à época da pandemia e conte com orçamento disponível.
Em nota, o Palácio do Planalto reforçou que deve ser respeitada a disponibilidade orçamentária da União, de estados, do Distrito Federal e de municípios e destacou que a norma tem caráter autorizativo, ou seja, permite que cada ente federativo decida, de forma autônoma e por meio de lei própria, sobre o pagamento retroativo das vantagens pessoais em questão.
“Durante o período do regime emergencial, a legislação impediu a concessão dessas vantagens e a contagem do tempo necessário para adquiri-las, como forma de controlar os gastos públicos. Com o fim do estado de emergência sanitária, a proposta busca corrigir os impactos dessas restrições e devolver aos entes federativos a autonomia para decidir sobre o tema”, explica o comunicado.
Ainda de acordo com o Palácio do Planalto, do ponto de vista fiscal, a lei não gera despesas automáticas nem obriga pagamentos imediatos. “Qualquer recomposição fica condicionada à disponibilidade de recursos no orçamento, à estimativa de impacto financeiro e à autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias”.
“A norma também impede a transferência de custos para outro ente, como a União, preservando a responsabilidade fiscal e os recursos públicos”, diz o Planalto.
Entenda
A norma teve origem no Projeto de Lei Complementar 143/2020, de autoria da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), aprovado no Senado no final de dezembro de 2025 com relatório favorável do senador Flávio Arns (PSB-PR).
Durante a votação da matéria no plenário, Arns lembrou que a medida não traz qualquer criação de despesa a mais, uma vez que o valor já estaria previsto no Orçamento. Para o senador, a Lei Complementar 173 de 2020 impôs restrições severas à contagem de tempo para vantagens funcionais com o objetivo de conter gastos públicos em um momento de crise.
Tais restrições, na avaliação do parlamentar, embora justificadas no contexto emergencial da covid-19, acabaram produzindo prejuízos duradouros aos servidores, que continuaram exercendo suas funções, muitas vezes em condições difíceis, sem que pudessem usufruir de direitos que normalmente decorreriam do tempo de serviço.
Para Arns, a nova lei “restabelece esse equilíbrio, reconhecendo o esforço e o trabalho prestado, sem romper com a lógica de responsabilidade fiscal”.
O senador alterou o texto original do projeto para substituir a expressão “a servidores públicos” para “ao quadro de pessoal”, ou seja, a mudança valerá para servidores públicos efetivos e para empregados públicos contratados por meio da CLT.
* Com informações da Agência Senado
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