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Geração TAMAR

Formação integrada à conservação das tartarugas marinhas

 

Assim como as tartarugas marinhas, uma nova geração de pessoas cresceu junto às ações de conservação e pesquisa realizadas pela Fundação Projeto Tamar nas comunidades costeiras. Ainda jovens, iniciaram sua trajetória nos programas de educação ambiental promovidos pela Fundação, voltados para crianças e adolescentes. Ali aguçaram seus olhares e sentidos em prol da conservação marinha. Cresceram, capacitaram-se e, muitos, alguns anos depois, foram incorporados à equipe técnica do Tamar. Atualmente, são responsáveis por realizar atividades relacionadas à pesquisa e monitoramento, gestão, administração, entre outras ações executadas.

Na década de 90, através das iniciativas de inclusão social, familiares de pescadores foram capacitados para atuarem nas confecções e grupos produtivos fomentados pela Fundação, com o objetivo de gerar renda para as comunidades costeiras. Hoje, uma segunda geração dessas mesmas famílias atua nas produções e tem seu trabalho conhecido em todo Brasil através das Lojas Tamar.

Em mais de 40 anos de história, há muitas histórias para contar! Vaninho, iniciou sua carreira há 32 anos em Regência, como office boy. Passou pelas Lojas Tamar de Vitória e pela confecção. Em 1998, mudou-se para Ubatuba/SP, onde assumiu a gerência das lojas e acompanhamento dos grupos produtivos de São Paulo. Formou-se em administração e atualmente é coordenador do Centro de Visitantes de Ubatuba. Para Vaninho, foram as experiências e trocas com outros profissionais que construíram o profissional que se tornou:

“Eu tive ótimos “professores” que me trouxeram uma carga profissional muito boa. São pessoas que eu admiro profissionalmente e pessoalmente, que gosto muito e vivem no meu coração até hoje. Sou muito grato e com certeza tenho reflexos da formação dessas pessoas que passaram em minha vida. Essas vivências me trouxeram uma experiência a nível de meio ambiente, de relações interpessoais, contato com os animais que eu não tinha referência alguma. Acho importante destacar também o contato que tive com grandes mulheres, que trouxeram referências de sensibilidade e respeito, que ajudaram muito na minha formação profissional.”

Outros dois grandes exemplos são Carlos Afonso e Itamar Silva, da Praia do Forte. Ambos iniciaram no programa de educação ambiental Tamarzinhos, foram incorporados como Jovens aprendizes e em seguida cursaram Biologia. Atualmente, Itamar é responsável pelo manejo dos animais do Centro de Visitantes da Praia do Forte, o contato com os animais é o que mais o motiva: “Todos os meus colegas de trabalho de uma forma geral ajudaram na minha formação. O que foi mais significativo foi a vivência com os animais, reabilitar uma tartaruga, realizar processos de condicionamento, sou realizado por soltar filhotinhos, cuidar dos bichos e sensibilizar as pessoas nos atendimentos.”


Itamar como Tamarzinho e hoje, biólogo do centro de visitantes de Praia do Forte

Já Afonso resolveu navegar outros mares e levar seu conhecimento para longe da costa. Hoje atua como biólogo de campo na base de Fernando de Noronha/PE. Para ele a mudança de consciência de geração para geração é o que faz a diferença:

“Sou cria da Fundação Projeto Tamar, posso dizer que as tartarugas marinhas me criaram. Tenho orgulho de vestir a “causa” e fazer parte dessa grande família. Sou muito grato às pessoas que fizeram que meu sonho se realizasse. As pessoas que eu convivi dentro da Fundação, foram fundamentais para que eu conseguisse alcançar estes objetivos. Eu falo sempre que o Tamar não cuida só das tartarugas, cuida de pessoas. Meu pai já comeu tartaruga, meu avô comia tartaruga, eles nasceram naquela geração em que aprendiam a comer. Eu nasci em uma geração diferente, onde se fala de conservação, onde se ensina a cuidar e eu faço parte dessa missão, eu cuido e sou cuidado. Sou muito feliz, estou muito feliz em estar onde estou.”

Fabio Lira, natural de Abaís/SE, sempre muito curioso, iniciou sua trajetória com as tartarugas como “ouvinte”. Depois, desde os 18 anos envolvido em grupos culturais e oficinas, aproximou-se das equipes técnicas. Formou-se em biologia e é Mestre em Ecologia. Hoje atua na pesquisa e monitoramento em Sergipe. Recentemente teve uma experiência incrível apresentando os resultados da Fundação sobre economia circular através do ciclo socioprodutivo no Simpósio Internacional das Tartarugas Marinhas na Colômbia.

“Minha participação no Simpósio Internacional das tartarugas marinhas foi muito especial, pois nesse ano foi possível conhecer e trocar muitas experiências com outras pessoas que participam das atividades desde crianças e entender a importância dos programas de conservação das tartarugas marinhas como forma de incentivo e valorização das comunidades litorâneas, foi muito gratificante levar essa minha experiência pessoal e profissional na Fundação Projeto Tamar para o público do Simpósio”, relata Fábio.

Além dessas, existem diversas outras histórias comoventes, sempre com um consenso: a convivência com as equipes técnicas serviu e ainda serve de inspiração para cada um desses jovens. Os mais experientes passam aos mais novos vivências motivadoras, posturas profissionais inspiradoras, comprometimento e amor à causa. Isso é base para o crescimento profissional e pessoal de cada um.

A formação de pessoas e cidadãos, integrada à proteção das tartarugas marinhas, valoriza os aspectos culturais das comunidades, traz sensibilidade e amor pelas raízes. Além de melhoria econômica, promove independência e estimula a permanência destes jovens em suas comunidades, contribuindo para um desenvolvimento socioeconômico local.

Para a Fundação, essas experiências se traduzem em novas oportunidades de crescimento, representatividade nas comunidades, de fortalecimento, amadurecimento e inovação. A apropriação das ações para proteção das tartarugas marinhas pelas comunidades costeiras contribui diretamente para o sucesso na sua conservação!

 

 

 

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Fim da escala 6×1 passa pela 3ª sessão de discussão no Plenário

Paulo Paim (de costas e no telão) defendeu a proposta e disse que ela deve ter primeira votação na semana que vem
Ton Molina/Agência Senado

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A proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais e acaba com a escala 6×1 (seis dias trabalhados e um de descanso) passou pela terceira sessão de discussão no Plenário nesta quinta-feira (8). A PEC 221/2019 ainda precisará de duas sessões de discussão para completar o total de cinco sessões antes da votação em primeiro turno.

O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu a proposta e disse que ela será votada na próxima semana.

— A votação será na semana que vem. O Brasil todo está nessa expectativa. Três sessões terminam hoje, mais duas na terça e na quarta, e na própria quarta à noite ou na quinta-feira nós votaremos essa proposta, que será uma grande conquista para o povo trabalhador — disse Paim em Plenário.

Caso a PEC seja aprovada em primeiro turno, seguirá para o segundo turno, com outras três sessões de discussão em Plenário antes da votação final. Uma PEC precisa ter ao menos três quintos dos votos favoráveis nas duas votações, o que representa o apoio de pelo menos 49 senadores.

A proposição, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro. O relator foi o senador Omar Aziz (PSD-AM).

‘Hora da mudança’

Único senador inscrito para discutir a proposta nesta quinta-feira, Paim lembrou que na Câmara dos Deputados a PEC foi aprovada com apenas 19 votos contrários (e 461 favoráveis). Na sua visão, o Senado deveria aprovar o texto por unanimidade, assim não haveria perdedores e vencedores. Para ele, nenhum parlamentar deveria querer ter no currículo um voto contra a redução da jornada:

— A sociedade que construirmos hoje é a sociedade em que nós mesmos vamos viver e envelhecer. Não podemos aceitar que alguém passe a vida inteira trabalhando seis dias e descansando um dia. Não aceitamos! É chegada a hora da mudança. Não podemos aceitar jornadas que afastem pais, mães, filhos, netos e bisnetos. Não podemos aceitar que o trabalhador chegue à aposentadoria doente, cansado, sem forças para aproveitar a vida.

Na quarta-feira (7), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que uma votação mais rápida da PEC depende dos senadores, que podem apresentar requerimentos para dispensar prazos e sessões de discussão. Se algum requerimento for apresentado, será colocado em votação, afirmou Davi.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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MEC irá pedir investigação de ameaças a universidades em redes sociais

Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos será acionada

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Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

 

O Ministério da Educação (MEC) irá acionar a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal após ameaças denunciadas por universidades federais. Em entrevista à Agência Brasil, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, disse que a pasta tem “uma preocupação grande de que essa violência escale”.

O ministro conversou com a Agência Brasil após visitar a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que sofreu um incêndio de grandes proporções, com prejuízo estimado em R$ 100 milhões.

A PF foi acionada para investigar as causas do incêndio. No entanto, como há também denúncias de ameaças feitas nas redes sociais, o ministro pedirá uma investigação específica.

“Nós acionamos a Polícia Federal, que já instaurou inquérito sobre o incêndio em Pernambuco. Mas, após as ameaças verificadas nas redes sociais, nós vamos acionar agora a Diretoria de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, que atua em conjunto com o Ministério da Educação para vários eventos de ameaças na rede escolar e também ameaça de universidades”, ressaltou.

Além das ameaças na UFPE, nesta quinta-feira (8), a Universidade Federal Fluminense (UFF) também informou em nota que recebeu denúncias de ameaças à instituição.

A universidade informou que se trata de conteúdos compartilhados em aplicativos de mensagens e redes sociais. As mensagens falam, por exemplo, em incendiar a universidade e agredir estudantes em atos políticos. A PF também foi acionada para este caso.

“Toda vez que a gente tem uma situação de risco, a gente aciona a Diretoria de Crimes Cibernéticos da PF e, dessa vez também, tendo em vista o que a gente encontrou no monitoramento das redes sociais e naquilo que a gente tem recebido de estudantes, reitores e professores”, disse, Barchini.

“A universidade é um ambiente plural, um ambiente de manifestação política também”, acrescentou.

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Projeto Marias da Penha estreia ciclo de contação de histórias e música contra a violência de gênero na CLDF

Ação com estudantes do CEF 03 de Sobradinho abre série de 10 apresentações culturais e educativas promovidas em instituições do DF

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Foto: Divulgação

A programação terá contação de histórias com o Grupo Paepalanthus, que traduz temas urgentes em narrativas lúdicas e poéticas

Unindo arte, debate e cidadania, o Projeto Marias da Penha: Cultura e Conscientização contra a Violência de Gênero dá início nesta quinta-feira (8) a uma nova etapa de suas atividades, apostando na contação de histórias e em intervenções artísticas como ferramentas de transformação social. A abertura acontece, a partir das 14h, na Sala de Reunião das Comissões Pedro de Sousa, localizada no Térreo Superior (TS) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), com a participação de turmas do Centro de Ensino Fundamental 03 (CEF 03) de Sobradinho.

A atividade de hoje é a primeira de uma série de 10 apresentações que irão circular pela CLDF e por diversas outras instituições do Distrito Federal. A proposta leva reflexões sobre a prevenção da violência doméstica e familiar de maneira acessível e sensível aos jovens, dialogando diretamente com a realidade da comunidade escolar.

A programação traz a contação de histórias do Grupo Paepalanthus, que traduz temas urgentes em narrativas lúdicas e poéticas, além da discotecagem temática comandada pelo DJ Zapatta, trazendo repertório focado na valorização, força e no empoderamento feminino.

Durante o encontro na CLDF, os estudantes visitam a Exposição Marias, conhecem o histórico do projeto e recebem a cartilha educativa “Não é Mimimi, é Violência” — material didático desenvolvido para auxiliar na identificação de condutas abusivas e na divulgação dos canais de apoio e denúncia.

Com entrada franca, a iniciativa é uma realização conjunta da Artise e do Projeto Marias da Penha, contando com o fomento do Ministério da Cultura e o apoio institucional da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e do Conselho Curador de Cultura.

Serviço
Abertura do ciclo de contações – Projeto Marias da Penha.
Data: Hoje, 8 de outubro de 2026.
Horário: 14h
Local: Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) – Sala de Reunião das Comissões Pedro de Sousa (Térreo Superior – TS).
Atrações: Contação de histórias com o Grupo Paepalanthus e discotecagem com DJ Zapatta
Entrada: Gratuita.

Agência CLDF

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