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Iniciativa leva educação financeira para alunos da rede pública de ensino

Projeto da Secretaria de Educação e do Banco Central ensina as crianças a lidarem com o dinheiro no dia a dia

 

Josiane Borges, da Agência Brasília | Edição: Carolina Lobo

 

Saber lidar com o dinheiro é uma preocupação constante da vida adulta  – e nada melhor do que iniciar essa conscientização ainda na infância, entre os alunos da rede pública de ensino. Uma parceria entre a Secretaria de Educação do DF (SEE) e o Banco Central do Brasil tem levado a 161 escolas públicas do ensino fundamental noções de educação financeira.

Por meio do programa Aprender Valor,  os alunos do 1º ao 9º ano têm aprendido como lidar com o dinheiro e a tomar consciência da importância de economizar, de planejar para alcançar os objetivos, entre outros ensinamentos. De acordo com a SEE, o projeto tem como principal foco incentivar hábitos financeiros saudáveis e comportamentos que fazem a diferença na vida das crianças.

O programa Aprender Valor é uma parceria da Secretaria de Educação com o Banco Central do Brasil | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

“A gente sabe que existe uma dificuldade das pessoas em ter o controle das suas finanças. Então, ensinar desde criança a ter noção de como fazer uma lista de supermercado, aprender o que é desejo e o que é uma necessidade, a fazer planejamento, são algumas das questões levantadas pelos professores”, detalha a coordenadora do programa Aprender Valor na SEE, Márcia Garcia Leal.

A coordenadora ressalta que o iniciativa oferece formação para os professores e gestores com planos de aula de língua portuguesa, matemática, geografia e história de modo transversal. “Eles utilizam os conceitos da educação financeira em textos, jogos, aliados aos conteúdos. O tema é inserido nas atividades e faz parte do dia a dia das crianças e da sala de aula, assim como prevê a Base Nacional Comum Curricular [BNCC]”, explica. Aproximadamente 1.500 professores do DF já fizeram a formação do Banco Central.

Planejamento financeiro para a vida

Navegue na direção dos seus sonhos….é assim que os alunos da Escola Classe 312 da Asa Norte aprendem a educação financeira na prática. É fazendo planos que as crianças entendem que é necessário planejar e economizar para conquistar. E as paredes da escola estão repletas de objetivos anotados, que vão desde comprar um lanche até arrumar um emprego e comprar uma casa.

“Inicialmente fazemos planos, e para isso eles têm que traçar estratégias a curto, médio e longo prazo, como coisas que vão fazer nesta semana ou no final do mês, outras nas férias, daqui a seis meses e outras para daqui a um ano, tudo para eles aprenderem a importância de planejar, de saber que ‘dinheiro não dá em árvore’, que é preciso conquistar”, ressalta a coordenadora pedagógica da escola, Daniele Correa. “Os pais relatam que os ensinamentos têm feito a diferença na hora deles lidarem com a mesada.”

O diretor da EC 312 Norte, Roberto Alves, lembra que o objetivo da escola é que todos os 280 alunos, do 1º ao 5º ano, tenham acesso aos conteúdos oferecidos pelo programa e que todos os professores também tenham acesso à formação. “Sabemos que são crianças pequenas, mas podem aprender a importância de economizar e poupar. Eles sabem que guardar dinheiro para alguns momentos é importante. No segundo semestre, vamos fortalecer o projeto na escola com mais crianças e professores envolvidos”, anuncia.

José Alexandre, do 5º ano, diz: “Aprendi a guardar dinheiro para ter um futuro melhor, para não gastar com bobagens”

Um que aprendeu direitinho com as aulas de educação financeira foi o pequeno José Alexandre, 10 anos. Ele já sabe que economizar é importante. “Aprendi a guardar dinheiro para ter um futuro melhor, para não gastar com bobagens, a fazer lista de compras para ir ao supermercado. Agora sei como se deve gastar. Você tem que fazer suas conquistas, trabalhar ou fazer as coisas em casa para ganhar a mesada. Hoje eu guardo minha mesada para fazer algo no futuro”, diz.

O projeto

Em 2020, o Aprender Valor começou como projeto-piloto em seis estados e em menos de 500 escolas convidadas. Atualmente, participam do programa quase 23 mil escolas, distribuídas em mais de três mil municípios de todos os estados, mais o Distrito Federal. São escolas públicas rurais, urbanas, indígenas e quilombolas.

De acordo com o Banco Central do Brasil, tratar sobre educação financeira no contexto escolar é uma urgência social, tendo em vista os impactos na vida individual e coletiva, no presente e no futuro, causados pelo modo como as pessoas lidam com o consumo e com os recursos financeiros e materiais.

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Flavio Dino toma posse no Supremo Tribunal Federal

Cerimônia está marcada para as 16h

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O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino será empossado nesta quinta-feira (22) no cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

A cerimônia de posse está prevista para começar às 16h e contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente, Geraldo Alckmin, além de outras autoridades. Os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, também foram convidados. Cerca de 800 pessoas devem comparecer à solenidade.

Após a cerimônia, às 19h, Dino vai participar de uma missa de ação de graças na Catedral de Brasília. O novo ministro dispensou o tradicional jantar oferecido por associações de magistrados a todos os ministros que tomam posse no STF.

Dino foi indicado pelo presidente Lula para ocupar a cadeira deixada pela aposentadoria da ministra Rosa Weber, ocorrida em outubro de 2022.

Em dezembro do ano passado, Dino ele o nome aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado por 17 votos a 10. Em seguida, também foi aprovado pelo plenário da Casa com placar de 47 votos a 31.

O novo ministro herdará cerca de 340 processos oriundos do gabinete de Rosa Weber. Flávio Dino se tornará relator de processos sobre a atuação do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19 e sobre a legalidade dos indultos natalinos assinados durante a gestão anterior.

Perfil

Flávio Dino chega ao Supremo com 55 anos e poderá permanecer na Corte por 20 anos. A idade para aposentadoria compulsória é de 75 anos. Em sua carreira, o novo ministro colecionou passagens pelos três Poderes.

Dino é formado em direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Foi juiz federal, atuou como presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e chefiou a secretaria-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em 2006, entrou para a política e se elegeu deputado federal pelo Maranhão. Entre 2011 e 2014, ocupou o cargo de presidente da Embratur.

Nas eleições de 2014, Dino foi eleito governador do Maranhão pela primeira vez, sendo reeleito no pleito seguinte, em 2018. Em 2022, venceu as eleições para o Senado, mas deixou a cadeira de parlamentar para assumir o comando do Ministério da Justiça do terceiro mandato de Lula.

Edição: Graça Adjuto

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Edital de chamamento para gestão do Cine Brasília é publicado

Organização da Sociedade Civil terá orçamento anual de R$ 2 milhões para agir em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa

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Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

 

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) publicou edital de chamamento para a contratação da nova gestão do Cine Brasília no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quinta-feira (22). O processo de seleção da Organização da Sociedade Civil (OSC) ficará aberto por 30 dias. Após esse prazo a secretaria terá mais 30 dias para analisar e concretizar o Termo de Cooperação Técnica.

Ao final deste período, a OSC vencedora da seleção fará a gestão compartilhada do Cine Brasília, em parceria com a Secec. O orçamento previsto para a gestão é de R$ 2 milhões por ano, totalizando R$ 6 milhões ao final do contrato.

A gestão compartilhada do Cine Brasília faz parte de um pacote de medidas da Secec visando o audiovisual | Foto: Divulgação/ Secec-DF

O Cine Brasília está fechado, desde o dia 8 de fevereiro, para intervenções e manutenções na estrutura.

“É importante lembrar que agora essa parceria de cogestão tem o prazo de até três anos para dar mais longevidade ao projeto e já possui recursos garantidos para promover o audiovisual do DF, por meio deste equipamento tão importante que é o Cine Brasília”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes.

“Ainda neste semestre estamos trabalhando para antecipar o Festival de Cinema e lançar o FAC para o audiovisual. Uma série de medidas para dar o protagonismo que o cinema do DF e o audiovisual merecem”, acrescenta Abrantes.

*Com informações da Secec-DF

 

 

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Distritais elencam diversos problemas na volta às aulas

Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

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Reiniciadas esta semana, as aulas da rede pública de ensino do Distrito Federal foram tema de deputados de diversos partidos na sessão ordinária da Câmara Legislativa desta quarta-feira (21). Os parlamentares apresentaram um rol de problemas em todas as áreas, por esse motivo, Gabriel Magno (PT) fez um apelo para que a Secretaria de Educação se faça presente na comissão geral da CLDF que discutirá o tema na próxima semana.

“Faltam professores e monitores, as turmas de educação especial estão sendo fechadas. Há problemas com uniformes e mobiliário. As escolas começaram sem papel, porque o governo não adquiriu e ainda pediu que os gestores adquirissem o material com recursos destinados aos estabelecimentos para outros gastos”, comentou o distrital.

Por sua vez, o deputado João Cardoso (Avante) afirmou que existem escolas, em Sobradinho, nas quais mais 90% dos servidores são temporários. “Fizemos um levantamento e há locais em que apenas os gestores escolares são efetivos”, lamentou. Já Thiago Manzoni (PL) destacou proposição de sua autoria, em tramitação, permitindo o financiamento privado em equipamentos públicos, nesse caso, “para contribuir com as escolas”.

O deputado Rogério Morro da Cruz (sem partido) lembrou que fez várias indicações (sugestões ao GDF) solicitando a pavimentação nas vias por onde transitam o transporte escolar na região de São Sebastião. Ele pediu apoio aos colegas para que destinem recursos, por meio de emendas parlamentares, “para resolver o problema do atoleiro”.

Já Paula Belmonte (Cidadania) contou ter verificado in loco o retorno dos alunos no dia 19 passado e constatou a falta de treinamento para os novos docentes contratados temporariamente. Na avaliação da distrital, a ausência de planejamento “prejudica o professor e o aluno”. Por esse motivo, defendeu a contratação de mais servidores na área de educação. Também apontou dificuldades no transporte escolar.

Creches

A partir de um relato de sua vivência familiar, o deputado Max Maciel (Psol) reclamou da falta de vagas em creches que, segundo ele, chega a 14 mil. “Não podemos permitir que isso aconteça. É urgente incluir no orçamento mais verbas para construir novas creches”. O parlamentar observou que soluções improvisadas “não garantem qualidade”.

Marco Túlio Alencar – Agência CLDF

 

 

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