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Restaurante Comunitário do Recanto agora tem café da manhã, almoço e jantar

Unidade foi escolhida pelo GDF para iniciar a ampliação da oferta de refeições no projeto, com jantar a R$ 0,50 e funcionamento aos domingos

 

Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Carolina Lobo

 

O Governo do Distrito Federal (GDF) começou a implantação do projeto que amplia a oferta de refeições nos restaurantes comunitários. A proposta foi iniciada pela unidade do Recanto das Emas, que será a primeira a oferecer jantar por R$ 0,50 e abrir aos domingos. O novo formato passa a valer a partir desta segunda-feira (26), após solenidade de lançamento.

Na primeira segunda-feira do cardápio noturno, está sendo oferecido arroz carreteiro | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

A medida visa garantir segurança alimentar e nutricional às famílias em situação de vulnerabilidade. As três refeições custarão um total de R$ 2, sendo R$ 1 pelo almoço e R$ 0,50 pelo café da manhã e pelo jantar.

“Nós sabemos o quanto é importante a questão da segurança alimentar e o cuidado com as pessoas. Essa sempre foi a intenção do nosso governador e é com muito carinho que a gente faz a inauguração desse jantar”, destacou a governadora em exercício, Celina Leão.

Celina Leão lembrou que foi a gestão do governador Ibaneis Rocha que retomou o preço popular dos restaurantes, subsidiando o restante do valor para permitir alimentação à população mais vulnerável do DF. “Tenho certeza que vai ser muito bem utilizado e as pessoas não irão mais passar fome, que, com certeza é o nosso objetivo”, ressaltou a governadora em exercício.

A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, reforçou a importância das três refeições para os frequentadores da unidade.”É justamente dando essa garantia de três refeições diárias que a gente consegue avaliar o índice de segurança alimentar e nutricional da população”, revelou.

Secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra: “É justamente dando essa garantia de três refeições diárias que a gente consegue avaliar o índice de segurança alimentar e nutricional da população”

Na primeira semana do cardápio noturno, serão oferecidos arroz carreteiro (segunda-feira); sopa de frango, macarrão e legumes (terça-feira); baião de três (quarta-feira); arroz colorido com carne suína (quinta-feira); pão com frango (sexta-feira); escondidinho de carne moída (sábado); e canja de galinha (domingo).

“Esse é só o primeiro. A nossa intenção é inaugurar gradualmente em cada restaurante”, afirmou Ana Paula Marra. Segundo a titular da pasta responsável pela administração dos restaurantes, a próxima unidade a receber a ampliação será a do Sol Nascente/Pôr do Sol, que está em construção.

População beneficiada

No caso da unidade do Recanto das Emas, a outra novidade é a inclusão do café da manhã, como já ocorre em outras nove unidades que ofertam a refeição matinal – são elas Brazlândia, Paranoá, Sol Nascente, Planaltina, Samambaia, Ceilândia, Sobradinho, São Sebastião e Estrutural. Com a mudança, a expectativa é de que o Restaurante Comunitário do Recanto das Emas ofereça mais de 3,8 mil refeições por dia.

“Nós temos um grande número de famílias carentes e, talvez por isso, a nossa cidade esteja sendo a primeira a ser beneficiada por essa iniciativa”, afirmou o administrador regional do Recanto das Emas, Carlos Dalvan.

O aposentado Francisco Chagas, 70 anos, sempre faz as refeições no restaurante comunitário. Ele aproveitou o café da manhã e o jantar no primeiro dia da novidade. “Parece mentira, mas gastei R$ 2 nas quatro marmitas. Não dá nem uma balinha ou um chocolate. É uma bênção de Deus”, decretou.

Francisco Chagas, 70 anos: “Parece mentira, mas gastei R$ 2 nas quatro marmitas”

A auxiliar administrativa Maria Bethânia da Cruz Sousa, 55 anos, gostou muito da ampliação do serviço. “Esse projeto é muito gratificante, porque nós temos aqui na nossa cidade muita gente de baixa renda que não tem como comprar uma alimentação. A gente só tem a agradecer”, definiu.

A teóloga Águida Maciel, 63 anos, contou que costuma ir com toda a família almoçar às sextas-feiras no restaurante comunitário. Com a abertura aos domingos, será mais um dia para ir ao local. “A comida daqui é muito boa. Quando eu não quero cozinhar, venho para cá”, disse. “Vou espalhar muito para que a comunidade possa vir se alimentar melhor e por preço que é quase de graça”, anunciou.

Maria Bethânia da Cruz, 55 anos: “Esse projeto é muito gratificante, porque nós temos aqui na nossa cidade muita gente de baixa renda que não tem como comprar uma alimentação”

A partir de agora, o Restaurante Comunitário do Recanto das Emas (Quadra 1, Lote 1 – Centro Urbano) vai funcionar de segunda a domingo: das 7h às 8h30, para café da manhã; das 11h às 14h, para o almoço; e das 17h às 19h, para o jantar.

Atualmente, o DF conta com 14 restaurantes comunitários localizados em Brazlândia, Ceilândia, Estrutural, Gama, Itapoã, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Sobradinho e Sol Nascente. Estão em construção as unidades do Sol Nascente/Pôr do Sol e de Arniqueira.

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Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos

Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras

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Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

 

Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.

Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.

“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.

Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.

“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.

Sacchetta deixa dois filhos e neto.

O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.

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Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios

Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).

Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).

 

Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Mais segurança pública

A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.

Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.

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Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal

Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço

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Foto: Tony Winston / Agência Brasília

 

Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.

O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.

De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.

A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação.  A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

 

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.

Acompanhe:

 

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