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Crescimento Transforma a Capital em Terceira Maior Cidade do País

População de 2,8 Milhões de Habitantes desafia o Projeto Original de Niemeyer e Lucio Costa, Segundo Censo do IBGE

 

Brasília, a capital federal do Brasil, conhecida por seu planejamento urbano inovador e arquitetura icônica, enfrenta atualmente um cenário de crescimento populacional desordenado. Contrariando os princípios estabelecidos por Oscar Niemeyer e Lucio Costa, os responsáveis pelo projeto original da cidade, o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que a população de Brasília atingiu a marca de 2,8 milhões de habitantes, consolidando-a como a terceira maior cidade do país. Esse crescimento acelerado e não planejado traz consigo uma série de desafios e impactos para a cidade e seus habitantes.

Quando Brasília foi fundada em 1960, seu projeto arquitetônico e urbanístico visionário pretendia criar uma cidade planejada, com ruas largas, espaços abertos e um conjunto de edifícios icônicos projetados por Niemeyer. O plano original, concebido por Lucio Costa, previa uma população de cerca de 500 mil habitantes. No entanto, ao longo dos anos, a capital federal atraiu um número cada vez maior de migrantes em busca de oportunidades de emprego e uma melhor qualidade de vida, resultando em um crescimento populacional muito além das expectativas iniciais.

Esse rápido crescimento demográfico trouxe consigo uma série de desafios urbanos e sociais. A expansão desordenada da cidade levou ao surgimento de bairros informais e favelas em várias áreas, muitas vezes sem infraestrutura adequada, como água potável, saneamento básico e serviços públicos essenciais. Essas áreas, que se desenvolveram fora do plano original de Niemeyer e Costa, apresentam um conjunto de problemas, como falta de segurança, violência e condições precárias de habitação.

Outro aspecto negativo desse crescimento desordenado é a pressão sobre os recursos naturais e o meio ambiente. A expansão urbana rápida resultou em um aumento significativo no desmatamento, na poluição do ar e na degradação dos recursos hídricos. A falta de um planejamento adequado também impactou negativamente o transporte público, com congestionamentos frequentes e um sistema de transporte sobrecarregado.

A falta de planejamento e ordenamento urbano também afeta a qualidade de vida dos habitantes de Brasília. O crescimento não planejado tornou-se um fator contribuinte para problemas sociais, como a desigualdade, o acesso limitado a serviços básicos e a segregação socioespacial. Além disso, a falta de investimento em infraestrutura e equipamentos públicos, como escolas e hospitais, tem dificultado a oferta adequada de serviços essenciais para a crescente população da cidade.

O crescimento desordenado de Brasília, que a tornou a terceira maior cidade do país em termos populacionais, é um desafio significativo para a capital federal. O rápido aumento da população fora do plano original de Niemeyer e Costa trouxe consigo uma série de problemas, como a expansão de áreas informais, pressão sobre os recursos naturais, problemas sociais e a falta de infraestrutura adequada.

Para enfrentar esses desafios, é fundamental um planejamento urbano eficiente e sustentável, que leve em consideração o crescimento populacional e preserve os princípios estabelecidos pelos arquitetos originais. Investimentos em infraestrutura, transporte público, habitação adequada e serviços básicos são essenciais para garantir uma melhor qualidade de vida para os habitantes de Brasília. Além disso, é necessário promover uma governança efetiva e uma abordagem integrada que envolva a participação da sociedade civil, órgãos públicos e outros atores relevantes na tomada de decisões sobre o futuro desenvolvimento da cidade.

Somente com um planejamento urbano cuidadoso e uma abordagem sustentável será possível enfrentar os desafios atuais e futuros e garantir um crescimento ordenado para Brasília, preservando sua identidade arquitetônica única e oferecendo uma melhor qualidade de vida para todos os seus habitantes.

 

 

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Flavio Dino toma posse no Supremo Tribunal Federal

Cerimônia está marcada para as 16h

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O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino será empossado nesta quinta-feira (22) no cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

A cerimônia de posse está prevista para começar às 16h e contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente, Geraldo Alckmin, além de outras autoridades. Os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, também foram convidados. Cerca de 800 pessoas devem comparecer à solenidade.

Após a cerimônia, às 19h, Dino vai participar de uma missa de ação de graças na Catedral de Brasília. O novo ministro dispensou o tradicional jantar oferecido por associações de magistrados a todos os ministros que tomam posse no STF.

Dino foi indicado pelo presidente Lula para ocupar a cadeira deixada pela aposentadoria da ministra Rosa Weber, ocorrida em outubro de 2022.

Em dezembro do ano passado, Dino ele o nome aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado por 17 votos a 10. Em seguida, também foi aprovado pelo plenário da Casa com placar de 47 votos a 31.

O novo ministro herdará cerca de 340 processos oriundos do gabinete de Rosa Weber. Flávio Dino se tornará relator de processos sobre a atuação do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19 e sobre a legalidade dos indultos natalinos assinados durante a gestão anterior.

Perfil

Flávio Dino chega ao Supremo com 55 anos e poderá permanecer na Corte por 20 anos. A idade para aposentadoria compulsória é de 75 anos. Em sua carreira, o novo ministro colecionou passagens pelos três Poderes.

Dino é formado em direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Foi juiz federal, atuou como presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e chefiou a secretaria-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em 2006, entrou para a política e se elegeu deputado federal pelo Maranhão. Entre 2011 e 2014, ocupou o cargo de presidente da Embratur.

Nas eleições de 2014, Dino foi eleito governador do Maranhão pela primeira vez, sendo reeleito no pleito seguinte, em 2018. Em 2022, venceu as eleições para o Senado, mas deixou a cadeira de parlamentar para assumir o comando do Ministério da Justiça do terceiro mandato de Lula.

Edição: Graça Adjuto

ebc

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Edital de chamamento para gestão do Cine Brasília é publicado

Organização da Sociedade Civil terá orçamento anual de R$ 2 milhões para agir em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa

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Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

 

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) publicou edital de chamamento para a contratação da nova gestão do Cine Brasília no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quinta-feira (22). O processo de seleção da Organização da Sociedade Civil (OSC) ficará aberto por 30 dias. Após esse prazo a secretaria terá mais 30 dias para analisar e concretizar o Termo de Cooperação Técnica.

Ao final deste período, a OSC vencedora da seleção fará a gestão compartilhada do Cine Brasília, em parceria com a Secec. O orçamento previsto para a gestão é de R$ 2 milhões por ano, totalizando R$ 6 milhões ao final do contrato.

A gestão compartilhada do Cine Brasília faz parte de um pacote de medidas da Secec visando o audiovisual | Foto: Divulgação/ Secec-DF

O Cine Brasília está fechado, desde o dia 8 de fevereiro, para intervenções e manutenções na estrutura.

“É importante lembrar que agora essa parceria de cogestão tem o prazo de até três anos para dar mais longevidade ao projeto e já possui recursos garantidos para promover o audiovisual do DF, por meio deste equipamento tão importante que é o Cine Brasília”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes.

“Ainda neste semestre estamos trabalhando para antecipar o Festival de Cinema e lançar o FAC para o audiovisual. Uma série de medidas para dar o protagonismo que o cinema do DF e o audiovisual merecem”, acrescenta Abrantes.

*Com informações da Secec-DF

 

 

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Distritais elencam diversos problemas na volta às aulas

Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

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Reiniciadas esta semana, as aulas da rede pública de ensino do Distrito Federal foram tema de deputados de diversos partidos na sessão ordinária da Câmara Legislativa desta quarta-feira (21). Os parlamentares apresentaram um rol de problemas em todas as áreas, por esse motivo, Gabriel Magno (PT) fez um apelo para que a Secretaria de Educação se faça presente na comissão geral da CLDF que discutirá o tema na próxima semana.

“Faltam professores e monitores, as turmas de educação especial estão sendo fechadas. Há problemas com uniformes e mobiliário. As escolas começaram sem papel, porque o governo não adquiriu e ainda pediu que os gestores adquirissem o material com recursos destinados aos estabelecimentos para outros gastos”, comentou o distrital.

Por sua vez, o deputado João Cardoso (Avante) afirmou que existem escolas, em Sobradinho, nas quais mais 90% dos servidores são temporários. “Fizemos um levantamento e há locais em que apenas os gestores escolares são efetivos”, lamentou. Já Thiago Manzoni (PL) destacou proposição de sua autoria, em tramitação, permitindo o financiamento privado em equipamentos públicos, nesse caso, “para contribuir com as escolas”.

O deputado Rogério Morro da Cruz (sem partido) lembrou que fez várias indicações (sugestões ao GDF) solicitando a pavimentação nas vias por onde transitam o transporte escolar na região de São Sebastião. Ele pediu apoio aos colegas para que destinem recursos, por meio de emendas parlamentares, “para resolver o problema do atoleiro”.

Já Paula Belmonte (Cidadania) contou ter verificado in loco o retorno dos alunos no dia 19 passado e constatou a falta de treinamento para os novos docentes contratados temporariamente. Na avaliação da distrital, a ausência de planejamento “prejudica o professor e o aluno”. Por esse motivo, defendeu a contratação de mais servidores na área de educação. Também apontou dificuldades no transporte escolar.

Creches

A partir de um relato de sua vivência familiar, o deputado Max Maciel (Psol) reclamou da falta de vagas em creches que, segundo ele, chega a 14 mil. “Não podemos permitir que isso aconteça. É urgente incluir no orçamento mais verbas para construir novas creches”. O parlamentar observou que soluções improvisadas “não garantem qualidade”.

Marco Túlio Alencar – Agência CLDF

 

 

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