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Embrapa integra missão do Ministério da Agricultura a Coreia do Sul e Japão

A presidente da Embrapa apresentou no dia 25 o projeto de recuperação de pastagens degradadas ao The Export-Import Bank of Korea.

 

Coreia do Sul e Japão foram os primeiros países do roteiro da missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que está percorrendo parte do continente asiático nesta semana. A presidente da empresa, Silvia Massruhá, integra a comitiva, que tem como objetivo abrir mercados para os produtos agropecuários brasileiros e promover a imagem do Brasil no exterior. Nos dois países,  pretende-se buscar avanços em negociações sanitárias, principalmente para acesso à proteína brasileira. “Aproveitaremos a oportunidade para tratar também de ampliar parcerias e novos acordos de cooperação técnica e científica”, explicou Massruhá.

Reunião de coordenação da missão ministerial na Coreia do Sul – Crédito: Sibelle de Andrade.

Um dos pontos tratados no primeiro dia da comitiva (24) durante o encontro com o ministro da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais da Coreia do Sul, Jeong Hwang-geun, foi o estreitamento da cooperação técnica entre os dois países na área de fazendas inteligentes por meio de tecnologias avançadas de agricultura de precisão. Outro assunto defendido pelo ministro Carlos Fávaro foi a adoção do sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta para recuperação de 40 milhões de hectares pastagens degradadas no Brasil. A tecnologia é uma das principais iniciativas do país para a intensificação da produção de alimentos livre de desmatamento.

A missão passou também pelo Ministério da Segurança de Alimentos e Medicamentos da Coreia, onde o vice-ministro, Osang Kwon, lembrou da capacidade do Brasil de manter a exportação de produtos agropecuários mesmo durante a pandemia da Covid-19. Já na reunião no Banco de Exportação e Importação da Coreia do Sul, o Korea Eximbank, ocorrida no dia 25, Fávaro voltou a apresentar o projeto do Mapa para recuperação e conversão de áreas de pastagens que permitem dobrar a área de produção de alimentos do Brasil sem necessidade de desmatamento.

Encontro final da comitiva com membros do  MAFRA e do MFDS – Crédito: Sibelle de Andrade.

O projeto prevê investimentos de aproximadamente U$ 120 bilhões em 10 anos e investidores internacionais poderão aderir ao programa financiando a recuperação das áreas que servirão para a produção de alimentos de qualidade para os mercados interno e externo. O Eximbank demonstrou que deseja participar da iniciativa e de operações de crédito junto ao Banco do Brasil para projetos de agricultura sustentável e infraestrutura.

Na quinta-feira (27) a comitiva se reuniu com três empresas japonesas: Toyota, Sumitomo e Mitsui. “Na Toyota, o foco das discussões girou em torno das perspectivas de uso de hidrogênio verde como combustível de automóveis e as futuras contribuições que o agro brasileiro pode prover nesse cenário”, explicou Massruhá.

Visita e reunião da comitiva na Toyota – Crédito: Sibelle de Andrade.

Já as empresas Sumitomo e Mitsui, que investem massivamente em inovação, manifestaram interesse em abrir parceiras com instituições e empresas brasileiras. A comemoração dos 115 anos da imigração japonesa ao Brasil foi destacada durante os encontros, bem como o interesse em fortalecer os laços de amizade e comerciais entre os dois países.

Em paralelo, também pela manhã, a comitiva de empresários, liderada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), junto com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX Brasil), visitou a empresa Prima Meat Packers, buscando apresentar oportunidade de exportação de produtos brasileiros ao Japão.

Já na tarde do dia 27, MRE, Apex, e MAPA promoveram o seminário de oportunidades de mercado na área de proteínas de origem animal. A presidente da Emprapa fez a palestra de abertura, apresentando a trajetória da agricultura tropical e as perspectivas de inovação nas cadeias de proteínas animais, especialmente sobre sustentabilidade.

Palestra de abertura do seminário de oportunidades de mercado de proteínas de origem animal, no Japão – Crédito: Sibelle de Andrade.

A próxima etapa da viagem d comitiva passará pelos países Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. O objetivo dos novos encontros será também a abertura de novos mercados para os produtos brasileiros e a atração de investimentos, em especial para o projeto de recuperação de pastagens degradadas.

Robinson Cipriano (MTb 1727/88-DF)
Superintendência de Comunicação (Sucom)

Contatos para a imprensa

Telefone: ( 61) 3448-4285

 

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Flavio Dino toma posse no Supremo Tribunal Federal

Cerimônia está marcada para as 16h

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O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino será empossado nesta quinta-feira (22) no cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

A cerimônia de posse está prevista para começar às 16h e contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente, Geraldo Alckmin, além de outras autoridades. Os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, também foram convidados. Cerca de 800 pessoas devem comparecer à solenidade.

Após a cerimônia, às 19h, Dino vai participar de uma missa de ação de graças na Catedral de Brasília. O novo ministro dispensou o tradicional jantar oferecido por associações de magistrados a todos os ministros que tomam posse no STF.

Dino foi indicado pelo presidente Lula para ocupar a cadeira deixada pela aposentadoria da ministra Rosa Weber, ocorrida em outubro de 2022.

Em dezembro do ano passado, Dino ele o nome aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado por 17 votos a 10. Em seguida, também foi aprovado pelo plenário da Casa com placar de 47 votos a 31.

O novo ministro herdará cerca de 340 processos oriundos do gabinete de Rosa Weber. Flávio Dino se tornará relator de processos sobre a atuação do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19 e sobre a legalidade dos indultos natalinos assinados durante a gestão anterior.

Perfil

Flávio Dino chega ao Supremo com 55 anos e poderá permanecer na Corte por 20 anos. A idade para aposentadoria compulsória é de 75 anos. Em sua carreira, o novo ministro colecionou passagens pelos três Poderes.

Dino é formado em direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Foi juiz federal, atuou como presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e chefiou a secretaria-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em 2006, entrou para a política e se elegeu deputado federal pelo Maranhão. Entre 2011 e 2014, ocupou o cargo de presidente da Embratur.

Nas eleições de 2014, Dino foi eleito governador do Maranhão pela primeira vez, sendo reeleito no pleito seguinte, em 2018. Em 2022, venceu as eleições para o Senado, mas deixou a cadeira de parlamentar para assumir o comando do Ministério da Justiça do terceiro mandato de Lula.

Edição: Graça Adjuto

ebc

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Edital de chamamento para gestão do Cine Brasília é publicado

Organização da Sociedade Civil terá orçamento anual de R$ 2 milhões para agir em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa

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Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

 

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) publicou edital de chamamento para a contratação da nova gestão do Cine Brasília no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quinta-feira (22). O processo de seleção da Organização da Sociedade Civil (OSC) ficará aberto por 30 dias. Após esse prazo a secretaria terá mais 30 dias para analisar e concretizar o Termo de Cooperação Técnica.

Ao final deste período, a OSC vencedora da seleção fará a gestão compartilhada do Cine Brasília, em parceria com a Secec. O orçamento previsto para a gestão é de R$ 2 milhões por ano, totalizando R$ 6 milhões ao final do contrato.

A gestão compartilhada do Cine Brasília faz parte de um pacote de medidas da Secec visando o audiovisual | Foto: Divulgação/ Secec-DF

O Cine Brasília está fechado, desde o dia 8 de fevereiro, para intervenções e manutenções na estrutura.

“É importante lembrar que agora essa parceria de cogestão tem o prazo de até três anos para dar mais longevidade ao projeto e já possui recursos garantidos para promover o audiovisual do DF, por meio deste equipamento tão importante que é o Cine Brasília”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes.

“Ainda neste semestre estamos trabalhando para antecipar o Festival de Cinema e lançar o FAC para o audiovisual. Uma série de medidas para dar o protagonismo que o cinema do DF e o audiovisual merecem”, acrescenta Abrantes.

*Com informações da Secec-DF

 

 

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Distritais elencam diversos problemas na volta às aulas

Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

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Reiniciadas esta semana, as aulas da rede pública de ensino do Distrito Federal foram tema de deputados de diversos partidos na sessão ordinária da Câmara Legislativa desta quarta-feira (21). Os parlamentares apresentaram um rol de problemas em todas as áreas, por esse motivo, Gabriel Magno (PT) fez um apelo para que a Secretaria de Educação se faça presente na comissão geral da CLDF que discutirá o tema na próxima semana.

“Faltam professores e monitores, as turmas de educação especial estão sendo fechadas. Há problemas com uniformes e mobiliário. As escolas começaram sem papel, porque o governo não adquiriu e ainda pediu que os gestores adquirissem o material com recursos destinados aos estabelecimentos para outros gastos”, comentou o distrital.

Por sua vez, o deputado João Cardoso (Avante) afirmou que existem escolas, em Sobradinho, nas quais mais 90% dos servidores são temporários. “Fizemos um levantamento e há locais em que apenas os gestores escolares são efetivos”, lamentou. Já Thiago Manzoni (PL) destacou proposição de sua autoria, em tramitação, permitindo o financiamento privado em equipamentos públicos, nesse caso, “para contribuir com as escolas”.

O deputado Rogério Morro da Cruz (sem partido) lembrou que fez várias indicações (sugestões ao GDF) solicitando a pavimentação nas vias por onde transitam o transporte escolar na região de São Sebastião. Ele pediu apoio aos colegas para que destinem recursos, por meio de emendas parlamentares, “para resolver o problema do atoleiro”.

Já Paula Belmonte (Cidadania) contou ter verificado in loco o retorno dos alunos no dia 19 passado e constatou a falta de treinamento para os novos docentes contratados temporariamente. Na avaliação da distrital, a ausência de planejamento “prejudica o professor e o aluno”. Por esse motivo, defendeu a contratação de mais servidores na área de educação. Também apontou dificuldades no transporte escolar.

Creches

A partir de um relato de sua vivência familiar, o deputado Max Maciel (Psol) reclamou da falta de vagas em creches que, segundo ele, chega a 14 mil. “Não podemos permitir que isso aconteça. É urgente incluir no orçamento mais verbas para construir novas creches”. O parlamentar observou que soluções improvisadas “não garantem qualidade”.

Marco Túlio Alencar – Agência CLDF

 

 

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