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ARTE E ESTÉTICA DOS CORREDORES ECOLÓGICOS

Obras que promovem a ligação entre duas áreas fragmentadas de um ecossistema e dá continuidade do habitat, favorecendo o fluxo de animais.

 

Quanto mais os homens intervêm na natureza para construção de infraestrutura urbana ou rural, quanto mais usam terras para a agropecuária e quanto mais modernizam e facilitam suas próprias vidas, mais os homens interferem na vida dos animais e das plantas. Essa fragmentação dos habitats, que antes eram contínuos, vai produzir o isolamento de animais selvagens e plantas, causando duas consequências imediatas: impedimento de circular livremente por grandes áreas e o desaparecimento desses animais que podem ser predados, capturados, atropelados e dizimados. Daí, surgiram os corredores ecológicos que são ‘pontes” permitindo o trânsito de animais e de sementes das plantas para ajudar na preservação das espécies.

 

Corredores ecológicos, também chamado de corredor da biodiversidade, permitem a movimentação e interações entre a vida selvagem

 

 

Para os biólogos, há vários tipos de corredores ecológicos:

1) Macro-corredores: aqueles que apresentam uma área maior do que 5km e tem por objetivo restaurar as conexões de regiões geográficas distintas.

2) Corredores biológicos: aqueles que apresentam uma área que varia entre 1 a 5km. São criados apenas para manter os ecossistemas conectados.

3) Corredores de conservação: aqueles que apresentam elos menores que 1km e tem o propósito de estabelecer uma conexão num ecossistema profundamente fragmentado. Esses corredores, em geral, são obras de engenharia como pontes, viadutos e passagens subterrâneas.

 

 

O lago Nainital, localizado em Uttarakhand, estado do norte da Índia, é uma famosa atração turística e, por isso, atrai todos os anos grandes multidões de animais e aves. Com o intuito de preservar a fauna e a flora local e diminuir número de colisões entre veículos e animais na rodovia que fica próxima área, a administração do município resolveu construir uma grande ponte como um corredor ecológico.

 

Corredores ecológicos, também chamado de corredor da biodiversidade, permitem a movimentação e interações entre a vida selvagem. Este conceito começou a ser debatido na Conferência da ONU, no Rio de Janeiro, em junho de 1992. Depois foi colocado com mais ênfase num encontro da comunidade científica ambientalista, quando surgiu como estratégia para salvar a vida selvagem impactada pela ocupação de áreas para as mais diversas atividades humanas.

 

ÁREA DE TRÂNSITO PARA A FAUNA

Em 24 de outubro de 1996, o CONAMA baixou uma resolução, apresentando a definição para corredores ecológicos Além de estabelecer parâmetros e procedimentos que permitem a identificação desses corredores bem como a sua proteção, a resolução trouxe uma síntese de como poderia chamar esses corredores: área de trânsito para a fauna.

 

A RESOLUÇÃO CONAMA

Conselho Nacional do Meio Ambiente publicou, em 24 de outubro de 1996, a resolução de número 9, que traz, em seus artigos 1, 2 e 3, a definição para corredores remanescentes, além de estabelecer parâmetros e procedimentos que permitem a identificação desses corredores bem como a sua proteção, como veremos a seguir:

“Art. 1º Corredor entre remanescentes caracteriza-se como sendo faixa de cobertura vegetal existente entre remanescentes de vegetação primária em estágio médio e avançado de regeneração, capaz de propiciar habitat ou servir de área de trânsito para a fauna residente nos remanescentes.

Parágrafo único. Os corredores entre remanescentes constituem-se:

  1. a) pelas matas ciliares em toda sua extensão e pelas faixas marginais definidas por lei.
  2. b) pelas faixas de cobertura vegetal existentes nas quais seja possível a interligação de remanescentes, em especial, às unidades de conservação e áreas de preservação permanente.

Art. 2º Nas áreas que se prestem a tal finalidade onde sejam necessárias intervenções visando sua recomposição florística, esta deverá ser feita com espécies nativas regionais, definindo-se previamente se essas áreas serão de preservação ou de uso.

Art. 3º A largura dos corredores será fixada previamente em 10% (dez por cento) do seu comprimento total, sendo que a largura mínima será de 100 m.

Parágrafo único. Quando em faixas marginais, a largura mínima estabelecida se fará em ambas as margens do rio.”

 

 

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PARQUES EÓLICOS

Transformando a paisagem e a vida nas comunidades locais e abordando o ruído das turbinas eólicas produzem

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As usinas eólicas estão se tornando uma característica comum da paisagem em muitas regiões ao redor do mundo. Essas estruturas altas, com suas hélices girando suavemente, representam uma forma de energia renovável que tem o potencial de transformar a dinâmica socioespacial das áreas onde são instaladas. No entanto, essa transformação nem sempre é uniformemente positiva, e um dos principais desafios enfrentados pelas comunidades próximas aos parques eólicos é a poluição sonora.

A Energia Eólica e sua Transformação Socioespacial

Os parques eólicos trazem consigo uma série de mudanças na paisagem e na vida das comunidades locais. Em termos econômicos, eles muitas vezes representam investimentos significativos em áreas anteriormente negligenciadas, trazendo empregos durante a construção e manutenção das usinas. Além disso, os proprietários de terras que hospedam turbinas eólicas em suas propriedades muitas vezes recebem pagamentos de arrendamento, criando uma nova fonte de renda para agricultores e proprietários de terras.

Em termos ambientais, a energia eólica é amplamente considerada uma alternativa mais limpa e sustentável às fontes de energia tradicionais, como o carvão e o petróleo. Ela contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e ajuda a mitigar os impactos das mudanças climáticas.

O Impacto Social da Poluição Sonora

No entanto, nem tudo são flores quando se trata de parques eólicos. Um dos principais impactos sociais negativos associados a essas estruturas é a poluição sonora. O ruído gerado pelas turbinas eólicas pode ser uma fonte significativa de perturbação para as comunidades vizinhas, afetando o seu bem-estar e qualidade de vida.

O som produzido pelas hélices das turbinas eólicas é frequentemente descrito como um “ruído de baixa frequência”, que pode ser audível a vários quilômetros de distância. Esse tipo de ruído pode interferir no sono das pessoas, causar estresse e ansiedade, e até mesmo afetar a saúde física e mental a longo prazo.

Além disso, a poluição sonora das usinas eólicas pode ter impactos negativos na fauna local, interferindo nas rotas migratórias de pássaros e perturbando ecossistemas sensíveis.

Mitigação e Soluções

Para lidar com o problema da poluição sonora, os desenvolvedores de parques eólicos e as autoridades locais precisam implementar medidas de mitigação adequadas. Isso pode incluir o posicionamento cuidadoso das turbinas eólicas para minimizar o impacto do ruído nas áreas residenciais, o uso de tecnologias de redução de ruído e o estabelecimento de regulamentações e diretrizes claras para o desenvolvimento de parques eólicos.

Além disso, é essencial que as comunidades locais sejam consultadas e envolvidas no processo de planejamento e implementação de projetos de energia eólica, garantindo que suas preocupações e interesses sejam levados em consideração.

Os parques eólicos têm o potencial de desempenhar um papel crucial na transição para uma economia mais sustentável e livre de carbono. No entanto, é importante reconhecer e abordar os impactos sociais negativos, como a poluição sonora, para garantir que esses projetos beneficiem verdadeiramente as comunidades locais e o meio ambiente como um todo. A busca por soluções eficazes para mitigar o ruído das turbinas eólicas é fundamental para garantir que a energia eólica continue sendo uma parte importante do mix energético global.

 

 

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MONUMENTO DE BRASÍLIA

A TORRE DIGITAL SALVOU A PAISAGEM DA NOSSA CAPITAL.

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Brasília foi a única cidade brasileira que teve a coragem e o bom-senso de construir uma torre para ser compartilhada por todas as televisões com tecnologia digital, evitando uma poluição visual na paisagem da cidade. O céu é o mar de Brasília, profetizou Lucio Costa.
TRÊS OBSERVAÇÕES NECESSÁRIAS:
1) Para o escritor e paisagista Carlos Fernando de Moura Delphim, ex-Coordenador Geral do Patrimônio Natural do IPHAN, “A Torre Digital de Brasília serviu de importante exemplo às cidades brasileiras, cada vez mais cheias de torres de todas as espécies”. E completou: “Ao subir numa torre ou numa montanha, tanto menores parecem ser as coisas do mundo terreno e maior se manifesta o mundo celeste. Esta é a sensação que tive ao subir na torre do Niemeyer”.
2) Segundo o engenheiro e ex-vice-presidente da Anatel, Jarbas Valente, a Torre de Oscar Niemeyer trouxe harmonia à paisagem de Brasília e melhor qualidade para a tecnologia digital.
3) É importante informar que, para a Anatel, a belíssima torre no Eixo Monumental de Brasília, projeto de Lucio Costa, está em um lugar que não atendia todas as cidades satélites do Distrito Federal. Mais: está totalmente ocupada, não tendo mais espaço para nenhuma antena.
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HOMENAGEM A ANA DUBEUX

A jornalista ANA DUBEUX fez, faz e fará, sempre, a História de Pernambuco e, sobretudo, de Brasília

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Brevemente nascerá um livro selecionando suas reportagens e suas “Cartas ao Leitor” sobre a Capital do Brasil, pela qual Ana Dubeux tem um olhar de afeto e de cobranças, de bem-querência e de exigências, de direitos e de deveres.
Parabéns deputada Paula Belmonte pelo Título de Cidadã Honorária de Brasília à jornalista Ana Dubeux.
Homenagem merecida que será realizada no Plenário da Câmara Legislativa do DF, dia 19 de junho, às 19 horas.
Foto: nota da Coluna Eixo Capital, de Ana Maria Campos.
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Reportagens

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