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CORREDORES ECOLÓGICOS NO RS
Oito Parques e APAs gaúchas já têm planos de manejo com corredores ecológicos.
No Rio Grande do Sul, alguns corredores já foram estabelecidos e reconhecidos nos Planos de Manejo das Unidades de Conservação. Além deles, houve o reconhecimento do Corredor Ecológico da Quarta Colônia. Conheça um pouco mais dessas iniciativas.

O Parque Estadual Delta do Jacuí é uma Unidade de Conservação de proteção integral que foi criada em 1976, abrangendo áreas dos atuais municípios de Porto Alegre, Canoas, Nova Santa Rita, Triunfo, Charqueadas e Eldorado do Sul, sob a justificativa de manter uma área verde próxima à parte mais urbanizada do Rio Grande do Sul.
CORREDORES DA APA E PARQUE ESTADUAL DELTA DO JACUÍ – O Plano de Manejo da APA Delta do Jacuí (Portaria SEMA nº20 de 22 de fevereiro de 2017) afirma que a APA (e o Parque) atua como um grande corredor de biodiversidade, propiciando a interligação entre as florestas ciliares dos rios da região.
CORREDORES DO PARQUE ESTADUAL DE ITAPEVA – O Plano de Manejo do Parque Estadual de Itapeva, homologado pela Portaria SEMA nº 55 de 22 de novembro de 2007, estabelece o Corredor da Lagoa do Forno, definindo-o como “fundamental para a conexão entre os fragmentos de mata paludosa e banhados …

Contíguo à cidade de Torres, o Parque Estadual de Itapeva tem como principais objetivos proteger ecossistemas e espécies da fauna e flora raros e ou ameaçados, e promover atividades de pesquisa científica, educação ambiental e turismo ecológico.
CORREDORES DA ESTAÇÃO ECOLÓGICA ESTADUAL DE ARATINGA – O Plano de Manejo da EEE Aratinga (Portaria SEMA Nº 91 de 11 de dezembro de 2008) estabelece dois corredores ecológicos: – Corredor Aratinga-Faxinalzinho, liga a Estação Ecológica ao Parque Nacional da Serra Geral, se constitui de áreas de florestas …
CORREDORES DO PARQUE ESTADUAL DO TAINHAS – O Plano de Manejo da EEE Aratinga (Portaria SEMA Nº 91 de 11 de dezembro de 2008) estabelece dois corredores ecológicos: – Corredor Aratinga- Faxinalzinho, liga a Estação Ecológica ao Parque Nacional da Serra Geral, se constitui de áreas de florestas …
CORREDORES DA RESERVA BIOLÓGICA DA SERRA GERAL – O Plano de Manejo da EEE Aratinga (Portaria SEMA Nº 91 de 11 de dezembro de 2008) estabelece dois corredores ecológicos: – Corredor Aratinga- Faxinalzinho, liga a Estação Ecológica ao Parque Nacional da Serra Geral, se constitui de áreas de florestas …

A Área de Proteção Ambiental Rota do Sol está inserida na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e apresenta 71% de sua área preservada. Uma das suas principais funções é servir de zona de amortecimento para a Estação Ecológica Estadual Aratinga e de corredor ecológico entre o Parque Nacional da Serra Geral e a Reserva Biológica da Serra Geral. Ela está abrange os municípios de Cambará do Sul, São Francisco de Paula, Itati e Três Forquilhas.
CORREDORES DA APA ROTA DO SOL – Uma das principais funções da APA Rota do Sol é servir de zona de amortecimento e corredor ecológico entre as unidades de conservação da Estação Ecológica Estadual de Aratinga (EEEA), Parque Nacional da Serra Geral e Reserva Biológica da Serra Geral.
CORREDOR ECOLÓGICO DA QUARTA COLÔNIA – O Corredor Ecológico da Quarta Colônia foi planejado com o propósito de promover a conservação da biodiversidade por meio de estratégias de gestão territorial que mantenham ou recuperem processos ecológicos, especialmente o fluxo gênico e de organismos vivos.
CORREDORES DA APA DO BANHADO GRANDE – O Plano de Manejo da APA do Banhado Grande (Portaria SEMA N° 181, de 05 de outubro de 2021) estabeleceu um corredor para promover a manutenção e a recuperação do fluxo dos indivíduos de cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), espécie criticamente em extinção.
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Nova lei estabelece projeção de informações sobre pontos turísticos em Brasília nas salas de cinema
As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e serem projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show
Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília
Legislação visa explorar o potencial turístico e cultural do Distrito Federal
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promulgou a Lei nº 7.868, de 6 de maio de 2026, de autoria da deputada Jaqueline Silva (MDB), após o veto ao projeto de lei original pelo ex-governador Ibaneis Rocha. A nova lei institui a obrigatoriedade da exibição de informações sobre pontos turísticos de Brasília nas telas de cinema no DF.
Originalmente PL nº 2.279/2021, a justificativa do projeto é a promoção do turismo como fonte inesgotável de renda, emprego, desenvolvimento econômico e cultural. O cinema deverá ser utilizado como meio ímpar de divulgação de atrações pela sua abrangência e diversidade de público.
Segundo Jaqueline Silva, o fomento ao turismo traz um cenário benéfico de geração de empregos e o surgimento de profissionais capacitados em diversas áreas, abrindo espaço para bacharéis em turismo e hotelaria, profissionais da gastronomia, transporte turístico, idiomas, comércios diversos e artesanatos.
As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e ser projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show. A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) fornecerá todas as informações que serão projetadas.
Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)
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A CIÊNCIA BUSCA UM FUTURO PARA A ARAUCÁRIA
Técnica inovadora de enxertia, desenvolvida pela Embrapa e por pesquisadores da UFPR e da UEPG, reduz o tempo para produção
DIA DE SÃO JOÃO E DO PINHÃO
O Dia Nacional da Araucária é celebrado em 24 de junho. A data foi instituída em 2005 por decreto presidencial para conscientizar sobre a preservação do Pinheiro-do-Paraná (Araucária angustifólia), árvore típica do Sul do Brasil. Paradoxo: leis criadas para protegê-la acabaram por ameaçar sua própria existência. Transformaram-na em uma árvore sem valor econômico e, muitas vezes, num incômodo para os produtores rurais. Agora, uma técnica inovadora de enxertia, desenvolvida pela Embrapa e por pesquisadores da UFPR e da UEPG, reduz o tempo até o início da produção e torna rentável o plantio de florestas produtoras de pinhão.
A araucária é um fóssil vivo, cujos ancestrais remontam a cerca de 200 milhões de anos. Com até 50 metros de altura, a árvore possui um tronco reto e em forma de cilindro, com ótimo rendimento em madeira. As sementes ficam agrupadas em pinhas nas árvores fêmeas. Maduras, as pinhas podem pesar até cinco quilos. O pinhão é a base de diversos pratos regionais.
A araucária serve de abrigo e fornece alimento para aves, como a gralha-azul, a maritaca, o papagaio-de-peito-roxo e o papagaio-charão, e mamíferos como cotias, serelepes, ouriços, catetos etc. Esses animais contribuem, de diversas formas, com sua disseminação natural.
DIA DE SÃO JOÃO E DO PINHÃO
A escolha do dia não foi por acaso. O dia 24 de junho, associado à festa de São João, coincide com o período de queda e colheita do pinhão, ingrediente essencial da culinária das festas juninas no Sul.
Ao plantar um pinhão, o agricultor não sabe se a futura árvore produzirá pinhas (fêmea) ou será uma árvore masculina, produtora apenas de pólen. É uma enorme limitação ao plantio de florestas para produzir pinhões.
A araucária é uma espécie de árvore quase exclusivamente brasileira. É encontrada com abundância nas serras e regiões mais altas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Ela também ocorre em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, em áreas mais restritas, com destaque para a região da Mantiqueira, além de pequenos trechos da Argentina e do Paraguai. As matas nativas de araucária possuíam árvores enormes, com mais de cinco metros de diâmetro e cerca de vinte metros de circunferência.
ORIGEM DO NOME LONDRINA
Em 1924, o grupo inglês Paraná Plantations Ltd. criou a Companhia de Terras Norte do Paraná, após a doação de 500.000 alqueires de terra pelo governo republicano. A empresa focou na colonização e transformou, com lucros substanciais, grandes extensões de mata em projetos imobiliários e agrícolas. A própria Londrina recebeu esse nome em homenagem à origem inglesa dos empreendedores (London).

A redução das matas de araucária inspirou uma legislação ambientalista de proteção total da árvore no final do século XX.
A derrubada das matas de araucária para a produção e exportação de madeira no Paraná foi resultado direto desse modelo de colonização e da expansão ferroviária. Assim como a fratricida Guerra do Contestado. As ferrovias viabilizaram a exploração madeireira em larga escala e a posterior expansão cafeeira no norte do Paraná.
A redução das matas de araucária inspirou uma legislação ambientalista de proteção total da árvore no final do século XX. A ideia de ‘responsabilidade coletiva na conservação dos recursos naturais’, difundida pelo ambientalismo urbano, transfere o ônus e a responsabilidade para o produtor rural, sob severas ameaças e sanções. Essas políticas terminaram por desestimular o plantio da araucária pelos produtores com receio de não poder utilizá-las economicamente, sobretudo a madeira, e levaram à erradicação crônica de jovens plantas em meio às pastagens. As matas seguiram declinando. A exploração extrativista do pinhão permaneceu marginal.
ARAUCÁRIA: ENXERTIA
COM PLANTAS FÊMEAS
Agora, o plantio e a exploração da araucária podem se tornar uma opção rentável para a agricultura. O professor Flávio Zanette (UFPR) e o engenheiro florestal Ivar Wendling (EMBRAPA) desenvolveram uma técnica revolucionária: a enxertia com plantas fêmeas de araucária. A técnica garante a produção precoce de pinhões (seis anos em vez de quinze), em plantios homogêneos e rentáveis para exploração florestal e agrícola, e já desperta o interesse de agricultores do Paraná e de outros estados.

O professor Flávio Zanette, da Universidade Federal do Paraná, explica que para a enxertia é necessário um pedaço de pinheiro pronto para ser enxertado. As mudas aptas para receber o enxerto devem ter pelo menos dois anos de idade.
A araucária pode ser integrada às pastagens e contribuir tanto para a preservação da espécie quanto para a recuperação de áreas degradadas. A conservação torna-se mais robusta quando a espécie possui valor econômico e é incorporada aos sistemas produtivos.
Com a produção crescente e segura de pinhões, toda uma indústria agroalimentar poderá se desenvolver. Além do amido, o pinhão contém minerais essenciais à saúde humana, como cálcio, ferro, fósforo, manganês e magnésio. Será possível atender a indústria e o consumidor com a farinha de pinhão, um produto sem glúten, sem lactose, de baixos teores de sódio e gordura e fonte de fibra alimentar.
A data nacional da araucária é um convite à reflexão sobre a necessidade de a legislação ambiental ser compatibilizada com as realidades econômicas e sociais. A ciência ofereceu uma alternativa ao extrativismo e ao impasse regulatório. Ao devolver valor econômico à araucária, a enxertia abre caminho para o plantio de florestas produtivas, a recuperação de áreas degradadas, a geração de renda e a conservação dos ecossistemas associados. A melhor proteção para uma espécie, do Sul à Amazônia, não é transformá-la em intocável. É fazer dela uma riqueza viva e cultivada.
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