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Mais R$ 30 milhões impulsionam educação pública no Sol Nascente/Pôr do Sol

‌GDF já entregou três unidades de ensino para a população da cidade desde 2019, e outros R$ 25 milhões vão custear mais duas escolas para ampliar atendimento

 

Carolina Caraballo, da Agência Brasília I Edição: Débora Cronemberger

 

A educação é base do desenvolvimento de uma cidade. É a formação profissional de seus moradores que possibilita a construção de uma economia pujante, com comércio forte e baixas taxas de desemprego. Não é à toa que o Governo do Distrito Federal (GDF) tem investido na ampliação da rede pública de ensino do Sol Nascente/Pôr do Sol. A região recebeu mais de R$ 30 milhões em recursos desde 2019.

Com investimento de R$ 20 milhões, a EC JK possui estrutura que inclui 16 salas de aulas e três laboratórios para atender até 960 estudantes | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

‌Inaugurada em fevereiro de 2020, a Escola Classe (EC) JK tem capacidade para atender até 960 alunos da educação infantil e até o 5º ano do ensino fundamental. São 16 salas de aula e três laboratórios, além das salas de música, de artes e de leitura. A construção da unidade, no valor de R$ 20 milhões, foi viabilizada por acordo judicial entre o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a construtora PaulOOctavio.

No ano seguinte, em novembro de 2021, o Sol Nascente/Pôr do Sol ganhou a primeira creche pública. O Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) Jandaia pode atender até 208 crianças de até 3 anos, em período integral. A escolinha de R$ 3,75 milhões oferece dez salas de aula, lactário e sala de amamentação, pátio coberto, parquinho e cozinha, entre outras estruturas.

Mais de R$ 3,7 milhões foram investidos no Cepi Jandaia, inaugurado em novembro de 2021 | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

A segunda creche pública da cidade já está pronta. E deve ser entregue aos moradores até o final do ano. É o Cepi Sarah Kubitschek, que fica na Quadra 500 do Trecho 1. A PaulOOctavio também foi responsável, mediante acordo judicial, pela execução e financiamento da obra no valor de R$ 6.437.414,61. Com 1.637,63 m², o centro oferece a mesma estrutura do Cepi Jandaia.

Moradora do Sol Nascente, a dona de casa Maria José da Conceição, 50 anos, lamenta não ter tido uma creche pública perto de casa quando sua filha caçula nasceu, há 15 anos. “Precisava pagar para ficarem com ela, era sempre uma preocupação grande”, recorda. “Agora, o Sol Nascente oferece muito mais opção em educação pública, uma verdadeira tranquilidade para pais e mães da cidade”.

Obras à vista

O líder comunitário João Marques destaca a importância dos investimentos em educação: “É o ensino que permite que a população melhore de vida” | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Outros R$ 25 milhões ainda serão investidos no Sol Nascente/Pôr do Sol, com o início da construção de um Centro de Ensino Fundamental (CEF) e de um Centro Educacional (CED). Juntas, as duas unidades vão abrir vagas para 1,8 mil estudantes.

Segundo Bruno Duarte, engenheiro civil da Secretaria de Educação, a construção do novo CEF deve ser iniciada ainda neste ano. “A licitação foi concluída e o contrato com a empresa ganhadora já está pronto”, informa. “Estamos trabalhando para começar as obras em até três meses”.

A unidade terá 20 salas de aula, laboratório, cozinha industrial e refeitório, vestiários e sanitários, pátio coberto, e estrutura administrativa completa. Além disso, a escola contará com um grêmio estudantil e salas de artes cênicas, música, leitura, artes plásticas, multiuso e multimídia. O valor total da obra está estimado em quase R$ 11,6 milhões, recursos vindos tanto do GDF quanto do governo federal.

“Também temos o projeto do novo CED pronto, o primeiro da cidade. A unidade será erguida em um terreno de 9.210,22 m² na Quadra 700 do Trecho 1”, adianta Bruno. A escola terá 18 salas e deve atender pelo menos 630 alunos. “Estimamos que a obra vá ficar em R$ 13.334.534,18 – estamos apenas aguardando a assinatura do termo de cooperação técnica com o FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação]”, afirma.

Amplo atendimento

A construção dos novos colégios vai permitir que jovens e crianças sejam atendidos pela rede pública de ensino do Sol Nascente/Pôr do Sol desde as séries iniciais até as finais, sem precisar sair da região administrativa. De acordo com o coordenador da Regional de Ensino de Ceilândia, Vinícius Bürgel, cerca de 500 alunos usam o transporte oferecido pela Secretaria de Educação para frequentar escolas em cidades vizinhas.

O coordenador da Regional de Ensino de Ceilândia, Vinícius Bürgel, diz que GDF investiu na construção de unidades escolares para ampliar o atendimento a estudantes no Sol Nascente/Pôr do Sol | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

“Os estudantes do ensino infantil até o 5º ano do ensino fundamental estão bem-atendidos pelas escolas públicas do Sol Nascente/Pôr do Sol”, observa Bürgel. “Ainda temos uma deficiência no atendimento dos anos finais do ensino fundamental até o ensino médio. Por isso, o GDF se mobilizou para construir um CEF e um CED na região”, explica.

Para o líder comunitário João Marques, 57 anos, a ampliação da rede pública de ensino do Sol Nascente/Pôr do Sol é muito bem-vinda. “Tudo começa pela educação. Sem estudo, não tem futuro bom para os moradores de nenhuma cidade. É o ensino que permite que a população melhore de vida”, observa.

Atualmente, o Sol Nascente/Pôr do Sol tem sete escolas públicas: CEF 32, CEF 28, EC 66, EC P Norte, EC JK, EC Córrego das Corujas e Cepi Jandaia. Além disso, a região conta com uma creche conveniada, o Centro Comunitário da Criança III.

 

 

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Cine Brasília fará exibição especial de reabertura no dia 22 de abril

Na data em que celebra 60 anos de história, espaço tradicional da cultura brasiliense terá filme sobre JK na telona

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Por Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

 

No marco dos 60 anos de história do Cine Brasília e em meio às comemorações do 64º aniversário da capital, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF) traz uma grande novidade para os amantes do cinema. No dia 22 de abril, às 11h, o Cine Brasília reabrirá as portas com uma sessão especial, apresentando pela primeira vez nas telonas o longa-metragem JK – O Reinventor do Brasil.

O Cine Brasília será reentregue à população | Foto: Lúcio Bernardo Jr/ Agência Brasília

Produzido pela TV Cultura, o filme resgata e celebra a vida e o legado do ex-presidente Juscelino Kubitschek, responsável pela fundação da jovem capital brasileira. Narrado no estilo podcast, o documentário integra um projeto amplo da emissora dedicado ao ex-presidente, incluindo exposições e uma fotobiografia com imagens inéditas de Juscelino, figura central na história do Brasil como o fundador de Brasília e líder do país entre 1956 e 1961.

Além da exibição do filme, os visitantes do Cine Brasília poderão visitar a exposição e a fotobiografia exclusiva do ex-presidente. O evento marca não apenas a reabertura do Cine Brasília, mas também oferece aos brasilienses uma oportunidade única de explorar a trajetória inspiradora de JK e sua influência no cenário político e cultural do país.

*Com informações da Secec

 

 

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TV Câmara Distrital leva aos brasilienses o melhor da música instrumental

Lançado no dia do aniversário de Brasília, o programa será um tributo aos músicos locais. A estreia será com o Duo Mandrágora.

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Foto: Reprodução/ TV Câmara Distrital

A partir deste domingo – 21 de abril –, a TV Câmara Distrital levará ao ar o programa “Brasília Instrumental”, série de pocket shows que apresentará, a cada edição, músicos do DF em performances exclusivas. A estreia será com o Duo Mandrágora, que traz, como convidada especial, a percursionista Bety Vinyl.

Formado pelos violonistas Daniel Sarkis e Jorge Brasil, o dueto tem uma trajetória de mais de duas décadas, com temporadas em cidades brasileiras e de outros países. Na estreia do “Brasília Instrumental”, os músicos vão tocar composições autorais: “Sideral” (Brasil); “Paralelo 31” (Sarkis e Brasil); “Espiral” (Sarkis e Brasil), além de “Pega mata e come”, também da dupla.

O programa vai ao ar sempre às 21h30 de domingo e, a cada semana, será lançado um novo episódio, com duração de 30 minutos. Haverá reprises diárias – segunda, quarta e sexta, às 18h30; terças e quintas, 23h; e aos sábados, com início às 14h50.

Próximas atrações

Depois do Duo Mandrágora, será a vez do teclado de José Carrera e do contrabaixo de Paulo Dantas (28/4); de Oswaldo Amorim e Paulo André Tavares (5/5), contrabaixo e guitarra, respectivamente; Félix Junior, com seu violão 7 cordas (12/5); da gaita de Pablo Fagundes e do violão de Marcus Moraes (19/5); e da apresentação de Reco do Bandolim acompanhado do Grupo Choro Livre (26/5).

A TV Câmara Distrital é acessada pelo canal 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 9 da Vivo. Também está disponível no YouTube.https://www.youtube.com/channel/UCq1lyhE02Q9I0x8gBDM9lOQ

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Programa “Brasília Instrumental”
Duo Mandrágora e Bety Vinyl
TV Câmara Distrital
Domingo (21/4), às 21h30 (com reprises)

Agência CLDF

 

 

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Anvisa discute nesta sexta regulamentação de cigarro eletrônico

Fabricação e comercialização são proibidas no país desde 2009

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A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute nesta sexta-feira (19) a regulamentação de cigarros eletrônicos no Brasil. A reunião estava prevista para a última quarta-feira (17), mas foi adiada por causa de problemas técnicos e operacionais identificados no canal oficial de transmissão da agência no YouTube.

Desde 2009, uma resolução da agência proíbe a fabricação, comercialização, importação e propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como vape. No ano passado, a diretoria colegiada aprovou, por unanimidade, relatório técnico que indicava a necessidade de se manter a proibição dos dispositivos e a adoção de medidas adicionais para coibir o comércio irregular, como ações de fiscalização e campanhas educativas.

Entenda

Os dispositivos eletrônicos para fumar são também conhecidos como cigarros eletrônicos, vape, pod, e-cigarette, e-ciggy, e-pipe, e-cigar e heat not burn (tabaco aquecido). Embora a comercialização no Brasil seja proibida, eles podem ser encontrados em diversos estabelecimentos comerciais e o consumo, sobretudo entre os jovens, tem aumentado.

Desde 2003, quando foram criados, os equipamentos passaram por diversas mudanças: produtos descartáveis ou de uso único; produtos recarregáveis com refis líquidos (que contém, em sua maioria, propilenoglicol, glicerina, nicotina e flavorizantes), em sistema aberto ou fechado; produtos de tabaco aquecido, que possuem dispositivo eletrônico onde se acopla um refil com tabaco; sistema pods, que contém sais de nicotina e outras substâncias diluídas em líquido e se assemelham a pen drives, entre outros.

Consulta pública

Em dezembro, a Anvisa abriu consulta pública para que interessados pudessem participar do debate sobre a situação de dispositivos eletrônicos para fumar no Brasil, “com argumentos científicos e relatos relevantes relacionados ao tema”. A proposta de resolução colocada em discussão pela agência foi a de manutenção da proibição já existente. A consulta foi encerrada em fevereiro. Pouco antes do prazo ser encerrado, a Anvisa havia recebido 7.677 contribuições sobre o tema.

Perigo à saúde

Com aroma e sabor agradáveis, os cigarros eletrônicos chegaram ao mercado com a promessa de serem menos agressivos que o cigarro comum. Entretanto, a Associação Médica Brasileira (AMB) alerta que a maioria absoluta dos vapes contém nicotina – droga psicoativa responsável pela dependência e que, ao ser inalada, chega ao cérebro entre sete e 19 segundos, liberando substâncias químicas que trazem sensação imediata de prazer.

De acordo com a entidade, nos cigarros eletrônicos, a nicotina se apresenta sob a forma líquida, com forte poder aditivo, ao lado de solventes (propilenoglicol ou glicerol), água, flavorizantes (cerca de 16 mil tipos), aromatizantes e substâncias destinadas a produzir um vapor mais suave, para facilitar a tragada e a absorção pelo trato respiratório. “Foram identificadas centenas de substâncias nos aerossóis, sendo muitas delas tóxicas e cancerígenas.”

Ainda segundo a AMB, o uso de cigarro eletrônico foi associado como fator independente para asma, além de aumentar a rigidez arterial em voluntários saudáveis, sendo um risco para infarto agudo do miocárdio, da mesma forma que os cigarros tradicionais. Em estudos de laboratório, o cigarro eletrônico se mostrou carcinógeno para pulmão e bexiga.

Surto de doença pulmonar

Entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020, foi registrado um surto de doença pulmonar em usuários de cigarros eletrônicos. Apenas nos Estados Unidos, foram notificados quase 3 mil casos e 68 mortes confirmadas.

Congresso Nacional

Além do debate no âmbito da Anvisa, tramita no Senado o Projeto de Lei (PL) 5008/2023, de autoria da senadora Soraya Thronicke, que permite a produção, importação, exportação e o consumo dos cigarros eletrônicos no Brasil.

Jovens

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019, 22,6% dos estudantes de 13 a 17 anos no país disseram já ter experimentado cigarro pelo menos uma vez na vida, enquanto 26,9% já experimentaram narguilé e 16,8%, o cigarro eletrônico.

O estudo ouviu adolescentes de 13 a 17 anos que frequentavam do 7º ano do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio das redes pública e privada.

Controle do tabaco

O Brasil é reconhecido internacionalmente por sua política de controle do tabaco. Em julho de 2019, tornou-se o segundo país a implementar integralmente todas as medidas previstas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no intuito de reduzir o consumo do tabaco e proteger as pessoas das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs).

Edição: Graça Adjuto

ebc

 

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