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#TBT: Memorial dos Povos Indígenas, um reduto de ancestralidade

Com acervo de mais de 2 mil artefatos, museu no Eixo Monumental inaugura série #TBTDoDF, especial que resgatará partes importantes da história do Distrito Federal

 

Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

O Memorial dos Povos Indígenas (MPI) é um ponto de valorização e fortalecimento da cultura dos povos originários. Mais de 2 mil artefatos estão dispostos no equipamento público, localizado no Eixo Monumental e mantido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec). A visitação é gratuita e está disponível de terça a domingo, incluindo feriados.

A Agência Brasília conta a história por trás do Museu dos Povos Indígenas no #TBTDoDF – um especial de matérias que aproveita a sigla em inglês (Throwback Thursday) para mostrar episódios que marcaram o quadradinho.

A história do memorial começa na década de 1980, quando a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) planejava transferir o acervo do Museu do Índio do Rio de Janeiro para Brasília – o que, no entanto, não se concretizou. Por outro lado, a ideia de criar um espaço cultural indígena na capital federal prosseguiu, mas demorou a se tornar realidade.

Cerca de 3 mil visitantes passam pelo Memorial dos Povos Indígenas a cada mês | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Desenhado por Oscar Niemeyer, o MPI é inspirado em uma maloca yanomami. Teve a construção concluída em 1987 e está instalado em um ponto central de Brasília, ao lado do Memorial JK e próximo ao Palácio do Buriti e à Câmara Legislativa do Distrito Federal. O plano diretor foi elaborado pela antropóloga Berta Ribeiro, com a proposta de que o museu fosse um reduto de pesquisas e produção do conhecimento sobre as populações originárias.

Mas, apesar de ter sido pensado para os povos indígenas, o espaço só foi ocupado por eles 12 anos após a finalização da obra. O prédio chegou a ser destinado ao Museu de Arte Moderna de Brasília, ao Museu de Arte Moderna, a um Museu de Brasília e à sede da Câmara Distrital. Todas as tentativas não tiveram sucesso e foram veementemente contestadas pela população originária.

O prédio do museu foi criado por Oscar Niemeyer e teve inspiração numa maloca Yanomami | Foto: Arquivo Público do DF/Divulgação

Em 1995, o MPI, finalmente, foi dedicado à causa indígena. Em abril daquele ano, lideranças karajá, kuikuro, terena e xavante promoveram a posse simbólica do espaço, reaberto oficialmente em 1999. O equipamento foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2007.

Imagens da construção do memorial estão armazenadas no Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF). “Nós nos orgulhamos de ter em nossos acervos registros da população indígena em diversos momentos históricos, bem como da construção e de celebrações realizadas no Memorial dos Povos Indígenas. Esse material, assim como outros, está à disposição dos interessados em conhecer um pouco mais sobre a história do DF”, afirma o superintendente do ArPDF, Adalberto Scigliano.

Conquista permanente

Hoje, o memorial é um ponto de encontro de indígenas e pesquisadores, sendo considerado uma importante atração turística. Mensalmente, cerca de 3 mil pessoas passam pelo MPI, em média. Grande parte do público é de estudantes de instituições públicas e privadas, que participam de visitas guiadas agendadas. Os encontros fazem parte do projeto Territórios Culturais, uma parceria da Secec com a Secretaria de Educação (SEE). Para saber mais, acesse este site.

David de Oliveira, diretor do memorial: “Este é um memorial dinâmico, lugar de ciência, lugar de índio, onde ele pode discutir seus problemas e apresentar sua cultura” | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

O monumento conta com área de exposições, telecentro, local para eventos e jardim externo. Em 2019, o local passou por uma pequena reforma e ganhou dois banheiros novos, além de pintura externa e interna. Entre as obras em exposição, há peças representativas de vários povos brasileiros, com exemplares das etnias kayapó, xavante e karajás, entre outras, e itens da coleção da antropóloga Berta Ribeiro.

“Muitas vezes, as pessoas acham que um memorial é apenas para guardar lembranças dos que já foram. Mas este é um memorial dinâmico, lugar de ciência, lugar de índio, onde ele pode discutir seus problemas e apresentar sua cultura”, salienta o diretor do memorial, David de Oliveira. Segundo ele, além dos itens em exposição, há outras centenas armazenadas para pesquisa e restauração.

“Nós desejamos respeito e valorização, e o memorial é uma parte importante nesse processo”David de Oliveira, diretor do Memorial dos Povos Indígenas

Indígena da tribo terena, do Mato Grosso do Sul, David tem 83 anos e está à frente do equipamento cultural desde 2019. Trabalhou por 30 anos como indigenista da Funai e esteve presente em diversas lutas e conquistas dos povos originários. “Os terenas lutam para conseguir o melhor para eles, não importando se vão passar fome ou dormir no relento. Sabem que precisam chegar ao objetivo. Nós desejamos respeito e valorização, e o memorial é uma parte importante nesse processo”, frisa.

A professora do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB), Cristiane Portela, afirma que existem duas formas de designar territórios indígenas de acordo com a forma com a qual os povos se relacionam – útero e luta. “Os territórios útero são as localidades reconhecidas e propostas pelos próprios povos e que, portanto, reafirmam os laços de comunitarismo étnico-cultural. Como uma extensão desses espaços, há os territórios luta, que não necessariamente são territórios de comunidades tradicionais, mas que servem ao propósito de reafirmar essas identidades”, explica.

Fotos da história de conquistas indígenas no DF podem ser encontradas no Arquivo Público | Foto: Arquivo Público do DF/Divulgação

“O memorial não é um espaço de pertencimento dos próprios povos porque foi criado por outros, mas ao mesmo tempo é um espaço que foi retomado e que tem sido cada vez mais ocupado pelos povos indígenas”, acrescenta Cristiane, que é coordenadora do programa de pós-graduação em Sustentabilidade Junto a Povos e Territórios Tradicionais.

Valorização

No calendário, duas datas promovem a valorização dos cidadãos originários: o Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto e criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1994, e o Dia do Indígena, 19 de abril, criado em 1943 pelo governo federal.

Oscar Niemeyer durante a construção do Memorial | Fotos:Divulgação/Arquivo Público do DF

Em ambos os momentos, o indígena Mirim Ju, 34 anos, aproveita o memorial para promover ações de reconhecimento das raízes originárias. Neste ano, ele e outros voluntários realizaram contação de histórias e sessões de conversa. Nascido em São Paulo, ele é da etnia guarani e chegou ao DF em 2016. Atualmente, estuda geografia na UnB. “É um lugar sagrado, de encontro, de visibilidade para nós”, pontua.

É um lugar sagrado, de encontro, de visibilidade para nós”Mirim Ju

Mirim Ju afirma que as datas comemorativas, bem como o MPI, são essenciais para difundir a importância dos povos para a sociedade. “Eles trazem a lembrança de que os povos indígenas já viviam aqui há milhares de anos, muito antes da construção das cidades. Temos mais de 5 mil indígenas no DF”, observa.

A estimativa de Mirim Ju foi confirmada pelo último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): 5.813 indígenas vivem em alguma das 35 regiões administrativas atualmente, o que equivale a 0,21% da população total. O Governo do Distrito Federal (GDF) promove uma série de políticas públicas específicas para essas pessoas.

Estudantes das redes pública e privada de ensino visitam o Memorial e aprendem e se divertem ao mesmo tempo | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

‌Neste ano, a Secec abriu linhas de investimentos em projetos sobre a cultura indígena dentro do Edital FAC (Fundo de Apoio à Cultura) Multicultural 2. Há uma vaga para projeto educativo no Memorial dos Povos Indígenas com aporte de R$ 350 mil, dentro da categoria Cultura de Todo Jeito. O proponente precisa garantir a realização de atividades educativas com o público geral e escolas públicas e privadas, além de cumprir uma série de critérios para ser selecionado. Também há duas vagas em ações de formação para Cultura Indígena e/ou Afrobrasileira, cada uma com aporte de R$ 60 mil.

‌A Secretaria de Saúde do DF (SES) oferece quatro equipes de referência para a saúde indígena, instaladas na Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 da Asa Norte, na UBS 1 de São Sebastião, na UBS Cariru da região do Café Sem Troco, na área rural do Paranoá, e na UBS 3 do Morro Azul, em São Sebastião. Regularmente, são atendidos 230 indígenas warao, 50 kariri-xokó e 130 guajajara – quantidade que varia, tendo em vista que as populações são itinerantes.

Já a Secretaria de Desenvolvimento Social do DF (Sedes) dispõe do Centro de Referência Especializado de Assistência Social Diversidade (Creas) Diversidade, na Asa Sul. A unidade é específica para públicos indígenas, quilombolas, membros da comunidade LGBTQIA+ e afins. Também há a equipe Imigrantes, que oferta serviços, benefícios, programas e projetos socioassistenciais a pessoas vindas de outros países, como os membros da etnia warao, indígenas provenientes da Venezuela, além do Cras Móvel, que leva assistência a comunidades mais afastadas.

‌No âmbito da geração de emprego e renda, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet) oferta vagas para indígenas refugiados e migrantes venezuelanos nos programas de qualificação profissional. É o caso do 1º Ciclo de 2023 do RenovaDF, que tem a participação de 33 indígenas warao.

Serviço
Memorial dos Povos Indígenas
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 17h
Telefones: (61) 3344-1155 e 3344-1154, para dúvidas gerais, solicitação de visita guiada ou pauta espontânea
Agendamento de visitas escolares: _educativo.mpi@cultura.df.gov.br_

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Câmara pode votar nesta quarta-feira novo regime para socorrer ou liquidar bancos

Entre os itens em pauta está também o projeto que prevê até cinco anos de prisão para quem for responsável por sobrevoo não autorizado de drone sobre presídio

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Plenário da Câmara dos Deputados – Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (14), a partir das 13h55, sessão do Plenário para votação de projetos. O primeiro item da pauta é a proposta que cria o novo regime de resolução bancária no Brasil, com regras para salvar ou liquidar bancos em dificuldades financeiras.

Elaborado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Projeto de Lei Complementar 281/19 estabelece novos regimes para manter a estabilidade do sistema financeiro em eventuais crises, com aplicação também aos mercados de seguros.

Também está prevista a votação do Projeto de Lei Complementar 186/26, do Poder Executivo, que estabelece um reajuste progressivo do teto da receita bruta anual para enquadramento como microempreendedor individual (MEI). Segundo a proposta, o teto vai subir dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.

Sobrevoo de drones em presídios

Entre os projetos que poderão ser analisados está também o que prevê pena de reclusão de um a cinco anos e multa para quem for responsável por sobrevoo não autorizado de drone sobre presídio.

O texto que terá preferência de votação é a versão do relator, deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), para o Projeto de Lei 5902/23, do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP). O relator ampliou o alcance da proposta original, que punia apenas a entrega de objetos a presos. O objetivo é evitar que os drones sejam utilizados, por exemplo, para reconhecimento de local e comunicação com presos.

Segundo o texto do relator, aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), o juiz poderá aplicar a pena de prestação de serviços à comunidade, em substituição à pena de reclusão, se a invasão se der por erro comprovado de navegação do drone e se não resultar em risco ou dano significativo.

Outros temas

Além dessa proposta, a pauta de votações desta quarta-feira inclui outros cinco projetos de lei e um projeto de decreto legislativo. Os textos tratam de temas como violência política contra mulheres (PL 68/25), promoção da saúde de meninas (PL 5239/25) e criação do Portal Nacional de Informações Estratégicas Socioambientais, Climáticas e Territoriais (PL 4553/25).

Confira a pauta completa

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “Agência Câmara”.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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MP determina bloqueio de chamadas e mensagens abusivas

A MP cria uma base de dados centralizada, com supervisão da Anatel, para autenticar e identificar chamadas
Marcos Oliveira/Agência Senado

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Entrou em vigor a medida provisória destinada a combater fraudes e o uso abusivo de chamadas telefônicas e mensagens. Publicada no Diário Oficial da União (DOU) de sexta-feira (9), a MP aplica-se às prestadoras de serviços de telecomunicações que atendem ao público em geral.

A MP 1.396/2026 trata da autenticação, da identificação e do bloqueio de chamadas telefônicas e mensagens nas redes de telecomunicações. Também institui uma base de dados centralizada de recursos de numeração, sob supervisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para fornecer informações necessárias à autenticação e à identificação das chamadas.

A autenticação das chamadas será realizada em três etapas:

  • Primeiro, a prestadora de origem deverá autenticar as chamadas telefônicas originadas em sua rede;
  • depois, as prestadoras de trânsito (ou provedoras de trânsito IP) deverão preservar a autenticação; e
  • por último, a prestadora responsável pela terminação da chamada deverá verificar a autenticação antes de entregar a ligação ao destinatário.

As prestadoras de serviços de telecomunicações deverão bloquear, na etapa de terminação, a entrega das chamadas não autenticadas, salvo em hipóteses estabelecidas pela Anatel.

As prestadoras também deverão bloquear chamadas e mensagens que utilizem códigos de acesso em desacordo com as regras da Anatel. O nome da empresa e, quando houver, seu logotipo deverão ser exibidos ao destinatário das chamadas autenticadas.

As operadoras de telefonia que utilizam números públicos deverão impedir, por 15 dias, que usuários que fizerem uso abusivo do serviço realizem chamadas telefônicas. Para aplicar essa regra, considera-se que há uso abusivo do serviço quando, no mesmo dia e em um mesmo serviço de telefonia, duas condições sejam atendidas:

  • Volume de chamadas: o usuário faz mais de mil chamadas por número de acesso ou mais de 10 mil chamadas somando todos os números de acesso vinculados a ele.
  • Proporção das chamadas de curta duração: pelo menos 85% de todas as chamadas realizadas pelo usuário são de curta duração, ou seja, aquelas não completadas, destinadas à caixa postal e completadas com duração de até seis segundos.

A realização de chamadas por órgãos e entidades públicas e por prestadores de serviços de saúde, de segurança pública e de defesa civil não configura uso abusivo. Caberá à Anatel editar a regulamentação necessária.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Prêmio Jabuti anuncia finalistas da edição 2026; confira a íntegra

Nova categoria é voltada a criadores de conteúdo em plataforma digital

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Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

 

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou, nesta quarta-feira (14), os finalistas de cada categoria da 68ª edição do Prêmio Jabuti.

A cerimônia de entrega dos prêmios será realizada em 27 de outubro, na Sala São Paulo, em evento para convidados na capital paulista, com transmissão ao vivo pelo canal da CBL no YouTube.

Além do Livro do Ano, serão premiadas obras em 23 categorias, distribuídas em quatro eixos: Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação.

A edição deste ano conta com 4.675 obras e projetos inscritos. Clique aqui e confira a lista completa dos finalistas, no site oficial da premiação.

No eixo Literatura, estão Conto, Crônica, Escritor Estreante – Poesia, Escritor Estreante – Romance, Histórias em Quadrinhos, Infantil, Juvenil, Poesia, Romance de Entretenimento e Romance Literário.

No eixo Não Ficção, as categorias são Artes, Biografia e Reportagem, Economia Criativa, Educação, Negócios e Saúde e Bem-estar.

O eixo Produção Editorial reúne Capa, Ilustração, Projeto Gráfico e Tradução.

Já o eixo Inovação contempla Incentivo à Leitura – Cultura Digital, Incentivo à Leitura – Projeto e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.

Novidades

A organização também revelou os cinco selecionados da nova categoria Incentivo à Leitura – Cultura Digital, voltada a criadores de conteúdo em plataformas digitais que contribuem para valorizar o livro e estimular a leitura. Os nomes foram definidos após votação popular encerrada em 9 de outubro.

Esta 68ª edição traz também uma mudança relevante na disputa pelo Livro do Ano, principal distinção da premiação. A partir deste ano, obras inscritas nas categorias Escritor Estreante – Poesia e Escritor Estreante – Romance passam a concorrer ao título.

A presidente da CBL, Sevani Matos, afirmou que os finalistas desta edição representam a diversidade e a qualidade da produção literária e editorial brasileira:

“O Prêmio Jabuti tem um papel importante nesse reconhecimento e em dar visibilidade aos profissionais que fazem parte de toda a cadeia do livro.”

O curador do prêmio, Hubert Alquéres, destacou o trabalho dos jurados e o grande volume de obras que concorreram neste ano. Segundo ele, isso evidencia a importância e o prestígio do Jabuti.

“O volume também reflete a grande qualidade da produção literária e editorial brasileira. Agradecemos profundamente aos jurados pela dedicação e pelo excelente trabalho para selecionar, entre tantas obras, os finalistas desta edição”, acrescentou.

Premiação

Além da estatueta e do prêmio de R$ 70 mil, o vencedor do Livro do Ano poderá participar de uma das principais feiras internacionais do livro: Londres, Bolonha, Frankfurt ou Guadalajara, com despesas custeadas pela CBL e uma programação de palestras e encontros profissionais durante o evento.

Já os vencedores de cada uma das 23 categorias receberão a estatueta do Jabuti e um prêmio de R$ 5 mil.

Confira a lista de finalistas abaixo.

Literatura

1.1 Conto

  • Corpo estranho: ferida fechada com a lâmina dentro | Autor(a): Marcos Vinicius de Paula | Editora(s): Viseu
  • Massaranduba | Autor(a): Abáz | Editora(s): Senac Rio
  • Minha estranha loucura | Autor(a): Evandro Luiz da Conceição | Editora(s): Todavia
  • Nego tudo: ficções súbitas | Autor(a): Andréa del Fuego | Editora(s): Companhia das Letras
  • Tranças de meninas: contos | Autor(a): João Anzanello Carrascoza | Editora(s): Alfaguara

1.2 Crônica

  • A sangue quente: crônicas cariocas | Autor(a): Hermés Galvão | Editora(s): Labrador
  • Aproveitar a vida e suas dores | Autor(a): Contardo Calligaris “em memória” | Editora(s): Planeta do Brasil
  • Histórias miseráveis | Autor(a): José Castello | Editora(s): Maralto
  • Lugares para chorar no Recife e outros | Autor(a): DJ Dolores | Editora(s): Seja Breve Edições
  • Viagem no país da crônica | Autor(a): Humberto Werneck | Editora(s): Tinta-da-China Brasil

1.3 Escritor Estreante – Poesia

  • História a que ninguém deu nome | Autor(a): Juliana Cajives | Editora(s): Mormaço Editorial
  • Lavra mareia | Autor(a): Camila Paoletti | Editora(s): Patuá
  • O silêncio é a música mais antiga do mundo | Autor(a): Kalu Coelho | Editora(s): Patuá
  • Radiografia das árvores | Autor(a): Ivana Fontes | Editora(s): Cachalote
  • Resto | Autor(a): George França | Editora(s): Urutau

1.4 Escritor Estreante – Romance

  • Cantagalo | Autor(a): Fernanda Teixeira Ribeiro | Editora(s): Todavia
  • Horas azuis | Autor(a): Bruna Dantas Lobato | Editora(s): Companhia das Letras
  • Índigo | Autor(a): Juca Magalhães | Editora(s): Impressões de Minas
  • Pitangas verdes | Autor(a): Mariana Lobato Botter | Editora(s): Labrador
  • Sutura | Autor(a): Roberta Barbosa | Editora(s): Patuá

1.5 Histórias em Quadrinhos

  • Daruma: identidade | Autor(a): Monge Han | Editora(s): Pitaya
  • Ouroboros | Autor(a): Luckas Iohanathan | Editora(s): Comix Zone
  • Reparações | Autor(a): Marcelo Lelis | Editora(s): Figura
  • Segue o baile | Autor(a): Magô Pool | Editora(s): Veneta
  • Você precisa saber de mim | Autor(a): Helena Cunha | Editora(s): nVersos

1.6 Infantil

  • A baleia bailarina | Autor(a): Roberta Moysés | Editora(s): Mannú
  • A letra | Autor(a): Leo Cunha, Raquel Matsushita | Editora(s): Maralto
  • Alfabeto atrapalhado | Autor(a): Juliane Bortolucci | Editora(s): Asinha
  • Eletricista | Autor(a): Augusto Massi, Daniel Kondo | Editora(s): Elo
  • Meu | Autor(a): Alexandre Rampazo | Editora(s): Planeta do Brasil

1.7 Juvenil

  • A descoberta que mudou minha vida | Autor(a): Ingrid Haas | Editora(s): InVerso
  • A escola do fim do mundo | Autor(a): Júlio Emílio Braz | Editora(s): Arte Literária
  • A única da sala | Autor(a): Tathyana Viana | Editora(s): FTD
  • Ana & Artur desvendam a China | Autor(a): Silvana Salerno | Editora(s): Editora do Brasil
  • Uma Maria | Autor(a): Shirley Souza | Editora(s): Xica Editorial

1.8 Poesia

  • A dança áspera das raízes | Autor(a): Bárbara Mançanares | Editora(s): Praga
  • Antes de dar nomes ao mundo | Autor(a): Adriana Lisboa | Editora(s): Relicário
  • Boris e Marina | Autor(a): Alberto Martins | Editora(s): Companhia das Letras
  • Diáspora não é lar | Autor(a): Nina Rizzi | Editora(s): Pallas
  • O jardim das oliveiras | Autor(a): Adélia Prado | Editora(s): Record

1.9 Romance de Entretenimento

  • Aranha movediça | Autor(a): Moacir Fio | Editora(s): Moinhos
  • Cartografia para caminhos incertos | Autor(a): Ian Fraser | Editora(s): Intrínseca
  • Instruções para desaparecer devagar | Autor(a): Flávia Iriarte | Editora(s): Faria e Silva
  • Moeda de troca | Autor(a): Lucas Mota | Editora(s): Rocco
  • O tesouro de Joaquim Nabuco | Autor(a): Fernando Lomardo | Editora(s): Obra Independente

1.10 Romance Literário

  • Coração sem medo | Autor(a): Itamar Vieira Junior | Editora(s): Todavia
  • Dança de enganos | Autor(a): Milton Hatoum | Editora(s): Companhia das Letras
  • Meridiana | Autor(a): Eliana Alves Cruz | Editora(s): Companhia das Letras
  • Uma delicada coleção de ausências | Autor(a): Aline Bei | Editora(s): Companhia das Letras
  • Vez em quando, Billie Holiday | Autor(a): Evandro Affonso Ferreira | Editora(s): Record

Não Ficção

2.1 Artes

  • Abdias, intérprete do Brasil: textos sobre raça e cultura brasileira de 1940 a 1990 | Autor(a): Tulio Custódio (Organizador) | Editora(s): Todavia
  • Expediente | Autor(a): André Sanches | Editora(s): Voar
  • Histórias da ecologia | Autor(a): Adriano Pedrosa, André Mesquita, Isabella Rjeille (Organizadores) | Editora(s): MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
  • O devorador: Zé Celso, vida e arte | Autor(a): Claudio Leal (Organizador) | Editora(s): Edições Sesc São Paulo
  • Vaqueiro de gibão | Autor(a): Pablo Pinheiro | Editora(s): Deu na Telha

2.2 Biografia e Reportagem

  • A audácia dos invertidos: as estratégias de sobrevivência e visibilidade LGBTI+ no Rio de Janeiro e sua importância no Brasil (1950-1990) | Autor(a): Rodrigo Faour | Editora(s): Record
  • Crentes: pequeno manual sobre um grande fenômeno | Autor(a): Guilherme Damasceno, Juliano Spyer, Raphael Khalil | Editora(s): Record
  • João Gilberto e a insurreição Bossa Nova: outros lados da história | Autor(a): Tárik de Souza | Editora(s): L&PM
  • Quem é essa mulher? : uma biografia de Zuzu Angel | Autor(a): Virginia Siqueira Starling | Editora(s): Todavia
  • Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio | Autor(a): Ruy Castro | Editora(s): Companhia das Letras

2.3 Economia Criativa

  • A (r)evolução das habilidades para o futuro do trabalho na era da inteligência artificial | Autor(a): Martha Gabriel | Editora(s): Senac São Paulo
  • Economia Azul e cidades: uma introdução | Autor(a): Rinaldo Gama, Tomas Alvim (Organizadores) | Editora(s): BEĨ
  • Fazer cinema no Brasil: mercado, políticas públicas e ecossistema empreendedor cultural | Autor(a): Fernando Antonio Prado Gimenez | Editora(s): Caravana Grupo Editorial
  • Inovação com propósito: negócios com impacto social | Autor(a): Caio Flavio Stettiner, Clayton Alves Cunha, Clayton Pedro Capellari (Organizadores) | Editora(s): Belas Artes
  • Renda Básica Viável: Para o Governo e o Congresso reduzirem a alta desigualdade de renda no Brasil | Autor(a): Walter Barretto Jr. | Editora(s): Obra Independente

2.4 Educação

  • A esperança a gente planta | Autor(a): Alexandre Coimbra | Editora(s): Planeta do Brasil
  • Agora o meu chão são as nuvens: as famílias contemporâneas e os desafios na educação de crianças e adolescentes | Autor(a): Hugo Monteiro Ferreira | Editora(s): Autêntica
  • Atlas da Amazônia brasileira: um retrato abrangente e atual da Amazônia brasileira com mais de 300 mapas e ilustrações | Autor(a): Clovis Luciano Teixeira | Editora(s): Obra Independente
  • Como conversar com crianças sobre racismo e diversidade | Autor(a): Manuel Alves de Sousa Junior | Editora(s): Schreiben
  • Inspiração Griot: por uma educação antirracista | Autor(a): Sinara Rúbia | Editora(s): Malê Edições

2.5 Negócios

  • De volta ao jogo: A história de sucesso, dramas e viradas do BTG Pactual | Autor(a): Ariane Abdallah | Editora(s): Portfolio-Penguin
  • Estado, economia, desafios fiscais e reformas estruturais no Brasil: textos em homenagem a Eduardo Guardia | Autor(a): Ana Carla Abrão, Ana Paula Vescovi, Pedro S. Malan (Organizadores) | Editora(s): História Real
  • Governança regenerativa: uma evolução do sistema de governança para enfrentar os desafios do mundo em transição | Autor(a): Gabriela Blanchet | Editora(s): Bambual
  • Não se esqueça!: 50 memorandos sobre gestão e liderança com propósito, comprometimento e proatividade | Autor(a): Mario Sergio Cortella | Editora(s): Record
  • O manual da empresa antirracista: como transformar a sua empresa em uma potência que luta por todos | Autor(a): Adriana Alves | Editora(s): Planeta do Brasil

2.6 Saúde e Bem-Estar

  • A paixão pela mentira: a família e as tiranias | Autor(a): Paulo Schiller | Editora(s): Todavia
  • A revolução da longevidade: vivemos mais do que nunca. Mas estamos preparados para isso? | Autor(a): Alexandre Kalache | Editora(s): Vestígio
  • As dores da adolescência: como atender, acolher e cuidar | Autor(a): Carolina Delboni | Editora(s): Summus Editorial
  • O dilema das galinhas felizes: diálogos sobre a ciência da felicidade | Autor(a): Gustavo Arns, Leandro Karnal | Editora(s): Record
  • Por que a esquerda morreu?: e o que devemos fazer para ressuscitá-la | Autor(a): Jessé Souza | Editora(s): Civilização Brasileira

Produção Editorial

3.1 Capa

  • Anônimos: móvel moderno brasileiro além dos ícones | Capista: Daniel Brito | Editora(s): Olhares
  • Frans Krajcberg | Capista: Alles Blau | Editora(s): MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
  • Mano a Mano | Capista: Alceu Chiesorin Nunes | Editora(s): Companhia das Letras
  • O devorador: Zé Celso, vida e arte | Capista: Mateus Valadares | Editora(s): Edições Sesc São Paulo
  • Vaqueiro de gibão | Capista: Beatriz Matuck | Editora(s): Deu na Telha

3.2 Ilustração

  • Eletricista | Ilustrador(a): Daniel Kondo | Editora(s): Elo
  • Gran Circo | Ilustrador(a): Nelson Cruz | Editora(s): ÔZé
  • Guernica: a arte em busca da paz | Ilustrador(a): Vinicius Sabbato | Editora(s): Via Lúdica
  • Pantaleão e Serapião | Ilustrador(a): Alexandre Camanho | Editora(s): Passarinho
  • Pinóquio | Ilustrador(a): Gonzalo Ivar Cárcamo Luna | Editora(s): Figura

3.3 Projeto Gráfico

  • Dobra | Responsáveis: Raul Loureiro | Editora(s): Cosac
  • Moscou feliz | Responsáveis: Elaine Ramos | Editora(s): Ubu
  • O capital | Responsáveis: Elaine Ramos | Editora(s): Ubu
  • O Inventor de livros: Aldo Manuzio, Veneza e seu tempo | Responsáveis: Casa Rex | Editora(s): Ateliê Editorial, Mnema
  • Wendy Andrade: eu consigo te ver feliz | Responsáveis: Carlos Bocai, Julia B. Aguiar, Lucas D’Ascenção | Editora(s): Act.

3.4 Tradução

  • O Cantar de Roldão: chanson de Roland | Tradutor(a): Ronald Costa | Editora(s): Ateliê Editorial, EDUFU (Editora da Universidade Federal de Uberlândia)
  • O cavaleiro de bronze e outros contos e versos | Tradutor(a): Rubens Figueiredo | Editora(s): Penguin-Companhia das Letras
  • O retorno do Barão de Wenckheim | Tradutor(a): Zsuzsanna Spiry | Editora(s): Companhia das Letras
  • Os irmãos Karamázov | Tradutor(a): Cecília Rosas, Lucas Simone | Editora(s): Penguin-Companhia das Letras
  • Plotino Enéadas | Tradutor(a): Juvino Alves Maia Junior | Editora(s): Nova Acrópole

Eixo: Inovação

4.1 Incentivo à Leitura – Projeto

  • A cidade da gente | Responsável(eis): Otavio
  • A Feira do Livro 2025 | Responsável(eis): Associação Quatro Cinco Um
  • Cartovivências nas periferias da cidade | Responsável(eis): Ricardo Barbosa da Silva
  • Programa de rádio Universo Literário | Responsável(eis): Fábia Pereira Lima
  • Semana Literária Sesc e Feira do Livro | Responsável(eis): Mayara Elisa de Lima Cirico

4.2 Livro Brasileiro Publicado no Exterior

  • A terra dá, a terra quer | Editora(s): Ubu, Editions Wildproject
  • Água turva | Editora(s): Companhia das Letras, Suhrkamp Verlag
  • O som do rugido da onça | Editora(s): Companhia das Letras, Liveright/ Norton
  • Os substitutos | Editora(s): Companhia das Letras, Métailié
  • Via Ápia | Editora(s): Companhia das Letras, Farrar, Straus & Giroux

 

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