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Pesquisadores usam impressão 3D para produzir filés análogos aos de pescado

A impressão 3D de alimentos é uma opção inovadora, pois há um limitado número de processos industriais de produção de alimentos à base de vegetais, segundo o pesquisador Luciano Paulino da Silva (na foto)

 

Por meio de impressoras 3D, pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) desenvolveram estruturas análogas a filés de peixe, utilizando ingredientes vegetais. Os protótipos fabricados digitalmente estão disponíveis para empresas do ramo que se interessem em levar o novo produto ao mercado.

Eles foram desenvolvidos no Laboratório de Nanobiotecnologia (LNANO), no âmbito do projeto 3DPulSeaFood, cofinanciado pelo The Good Food Institute (GFI) e pela Embrapa. Os cientistas esperam, agora, uma parceria com a iniciativa privada, a fim de realizar as etapas finais do desenvolvimento que engloba análises sensoriais e testes de escala.

O pesquisador Luciano Paulino da Silva, líder do projeto, informa que a impressão 3D de alimentos é uma opção inovadora, pois há um limitado número de processos industriais de produção dos chamados plant-based, os alimentos à base de vegetais. “É mais comum a disponibilidade de processos para produção de nuggets e hambúrgueres que, em geral, empregam outras técnicas de fabricação que não possibilitam a obtenção do nível de complexidade necessário para mimetizar o alimento de origem animal”, detalha Silva.

Os cortes de análogos de pescados, como os filés, e de frutos do mar, semelhantes a caviar e lula, por exemplo, são produzidos principalmente à base de farinhas de pulses (leguminosas alimentícias secas e moídas). Os protótipos foram feitos à base de farinhas de soja, grão de bico e uma série de feijões fava, bem como outros ingredientes que permitam novas soluções customizadas às expectativas e demandas dos consumidores.

Os produtos desenvolvidos atendem, em especial, à dieta de pessoas veganas e vegetarianas, ou que apresentem restrições alimentares. Além disso, os cientistas esperam que eles atendam ao crescente mercado de alimentos plant-based.

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Se a sua empresa se interessa em participar da finalização dessa ou de outras tecnologias desenvolvidas pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia entre em contato:

e-mail: cenargen.sipt@embrapa.br

Para Silva, os análogos de pescados têm potencial também para serem finalizados por startups do ramo alimentício e com experiência no público-alvo. Segundo ele, já foram realizadas as provas de conceito e otimização em ambiente laboratorial, seguindo a modelagem de desenho assistido por computador (CAD) de cortes inteiros de pescados e a impressão 3D de seus similares.

“As imagens de pescados de origem animal foram utilizadas apenas como inspiração para a construção de modelos tridimensionais que simulam as características de cortes de peixes”, relata o líder do projeto.

Por que impressão 3D de alimentos?

A respeito da modelagem, o cientista explica que a equipe do projeto, formada por analistas e bolsistas de estímulo à inovação que atuam no LNANO, trabalhou na modelagem de cortes que são mais comuns no mercado, como análogos de filé de peixe inteiro e sashimi, além dos que mimetizam caviar e anéis de lula. “Esses são modelos de baixa complexidade, cujo objetivo é testar as diferentes composições de farinhas e ingredientes nanoestruturados no processo de impressão 3D de pescados e frutos do mar”, detalha.

Na prática, a equipe coordenada por Silva utilizou imagens de pescado que possibilitaram construir modelos computacionais CAD para obter os protótipos com o maior grau de similaridade a peixes e frutos do mar. Assim, conseguiram criar coordenadas para imprimir os protótipos.

O pesquisador ressalta que também houve a preocupação em aliar alta tecnologia com desenvolvimento sustentável. Desde a construção da proposta do projeto, fomentada pelo GFI, foram observadas as oportunidades de transversalidade entre as áreas envolvidas, seja na de engenharia de alimentos, na fabricação digital ou no uso da nanotecnologia na forma de nanoingredientes.

A preocupação foi a de oferecer produtos que tivessem saudabilidade, do ponto de vista nutricional e de componentes funcionais, e ainda que pudessem propiciar experiências sensoriais novas aos consumidores. O trabalho utilizou o que há de mais avançado na engenharia de alimentos como a nanobiotecnologia e a indústria 4.0.

Foto acima: Adilson Werneck

 

Ouça no podcast Café com Ciência, o pesquisador explicar a impressão 3D de alimentos

 

Como funciona a impressão 3D de alimentos

As impressoras 3D de alimentos são máquinas desenvolvidas especificamente para essa finalidade. São semelhantes aos equipamentos de impressão 3D convencionais, mas utilizam matérias-primas comestíveis, como chocolate, massa, carne e ingredientes vegetais.

Elas podem ser utilizadas para criar uma variedade de produtos, desde doces e salgados até pratos completos, permitindo que os usuários criem alimentos personalizados com formas, texturas e sabores únicos.

A principal diferença entre as impressoras de alimentos e as 3D convencionais são os materiais utilizados e, consequentemente, o tipo de tecnologia embarcada nessas máquinas, geralmente baseadas em micro extrusoras que realizam a deposição dos materiais camada por camada.

Geralmente são mais complexas do que as máquinas 3D comuns: precisam ter o controle de diversos parâmetros críticos no processo de fabricação, como a viscosidade dos materiais utilizados, por exemplo.

Para os pesquisadores do projeto, essas impressoras de alimentos têm o potencial de revolucionar o modo como produzimos e consumimos alimentos, seja em um nível industrial, comercial (restaurantes), ou até mesmo no próprio domicílio dos consumidores.

A indústria já usa a impressão 3D para obter, por exemplo, snacks e hambúrgueres com formatos e texturas pré-definidos, o que melhora o sabor dos produtos. Há empresas privadas começando a utilizar impressoras 3D para criar carne cultivada, aquela que é produzida a partir de células animais cultivadas em laboratório. A impressão 3D é utilizada para criar a estrutura da carne, enriquecida com proteínas e gorduras.

Ainda existem desafios para o uso da impressão 3D na produção de alimentos em larga escala. Um deles é o custo, ainda alto. Há também a necessidade de se desenvolver novos materiais seguros para consumo humano e de custo acessível. Ainda assim, especialistas consideram a tecnologia promissora ao permitir criar alimentos personalizados com alto valor nutricional.

Foto: Adilson Werneck

 

Como é o processo de impressão de alimentos?

As principais etapas de um processo de impressão de alimentos em 3D incluem:

  • Modelo 3D (CAD): o alimento é projetado em um computador por meio de suas coordenadas tridimensionais.
  • Material: os ingredientes são preparados e misturados para formar um material de impressão denominado formulação alimentícia.
  • Impressão: o material de impressão é depositado em camadas finas pelo cabeçote da impressora.
  • Outras etapas como maturação, cozimento, fritura etc. podem ser necessárias dependendo do tipo de alimento.
  • As matérias-primas para impressão 3D de alimentos devem atender a alguns requisitos, como:
  • – Serem comestíveis: os materiais devem ser seguros para consumo humano.
  • – Ter propriedades adequadas para impressão: os materiais devem ser capazes de ser depositados em camadas finas e solidificados sem perder suas propriedades, um atributo conhecido como “printabilidade”.
  • – Ter um custo acessível: os materiais não podem ser muito caros para que a técnica seja viável e possa ser popularizada.
  • Além do custo, um dos desafios atuais é a necessidade de se desenvolver materiais que sejam mais versáteis e que possam ser usados para criar uma ampla variedade de alimentos.

 

Os materiais mais comuns para impressão 3D de alimentos são:

  • Chocolate: material fácil de imprimir e com sabor agradável.
  • Massas: material versátil que pode ser usado para criar uma variedade de alimentos.
  • Carne: a carne cultivada é um material promissor que pode ser usado para criar alimentos com alto valor nutricional.
  • Vegetais: podem ser usados para criar alimentos com alto teor de fibras e nutrientes, como snacks

Impressão 3D deve revolucionar o modo como comemos

As impressoras 3D de alimentos estão em fase inicial de desenvolvimento, mas têm o potencial de revolucionar o modo de consumo e produção. Elas permitem a criação de alimentos personalizados, com formas, texturas e sabores únicos. Isso pode ser útil para pessoas com necessidades alimentares especiais, em hospitais ou para criar produtos com aparência e sabor exclusivos.

A tecnologia ainda pode ser utilizada para criar alimentos com alto valor nutricional. Isso pode ser feito adicionando ingredientes ricos em nutrientes específicos ao material de impressão.

A tecnologia é capaz de desenvolver produtos alimentícios mais acessíveis, de baixo custo. Isso pode ser feito utilizando ingredientes baratos, como farinhas e produtos agropecuários e agroindustriais.

Foto: Adilson Werneck

GFI Brasil

A pesquisa para produção de análogos de peixes e frutos do mar começou em 2021 com a aprovação do projeto 3DPulSeaFood, fomentado por The Good Food Institute. Além do custo, um dos desafios atuais é a necessidade de se desenvolver materiais que sejam mais versáteis e que possam ser usados para criar uma ampla variedade de alimentos.

O objetivo do projeto é desenvolver e validar metodologias inovadoras e processos escaláveis para a obtenção de protótipos de cortes inteiros de peixes e frutos do mar estruturados em 3D, com base em proteínas alternativas de pulses, combinadas com ingredientes alimentares nanoestruturados à base de plantas.

O GFI é uma organização filantrópica privada norte-americana, sem fins lucrativos, dedicada ao trabalho com cientistas, investidores e empresários de todo o mundo com o intuito de transformar o sistema de produção de alimentos.

 

Deva Heberlê (MTb 5.297/RS)
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

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Concorrência do etanol e subvenção fazem preço da gasolina cair

Em maio, combustível foi maior impacto de alívio na inflação

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Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

 

A concorrência com o etanol e ações do governo para subsidiar combustíveis fizeram a gasolina ficar mais barata nos postos. Em maio, o preço recuou 1,46%, representando o produto que mais puxou para baixo a inflação oficial do mês.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio ficou em 0,58%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (12).

O comportamento do preço da gasolina significou impacto de -0,08 ponto percentual (p.p.) no IPCA do mês.

A queda segue dois meses de alta, provocada pelo conflito no Oriente Médio, que causou disrupção na cadeia internacional do petróleo, encarecendo derivados como a gasolina e o óleo diesel em praticamente todo o mundo.

Veja o comportamento do preço da gasolina no Brasil depois do início do conflito, em 28 de fevereiro:

Março 4,59%
Abril 1,86%
Maio -1,46%

O analista do IBGE Fernando Gonçalves aponta que o etanol ficou 6,2% mais barato em maio, sendo o segundo produto que mais puxou para baixo o IPCA. “Caiu por conta de uma disponibilidade maior”, contextualiza.

Gonçalves explica que o produto está mais rentável e isso faz com que os produtores disponibilizem a safra de cana mais para a produção do etanol em detrimento ao açúcar.

Com mais etanol no mercado, menor o preço de venda. “Com etanol mais barato, a gasolina, por concorrência, acaba também reduzindo o preço”, completa.

O Brasil tem grande parte da frota de automóveis flex, o que permite o motorista escolher entre gasolina ou etanol na hora em que chega ao posto de combustível.

Subvenção

O outro elemento que ajudou a derrubar o preço da gasolina é a política de subvenção adotada pelo governo, uma espécie de reembolso para produtores e importadores do combustível.

A medida é uma das formas de o governo evitar que a escalada no custo dos derivados de petróleo cause choque de preços no Brasil.

subvenção, atualmente em R$ 0,44 por litro, é o valor que o governo paga aos agentes do mercado, em troca do repasse do “desconto” aos consumidores finais.

Na prática, é como se o governo devolvesse às refinarias e importadores parte dos tributos federais cobrados sobre os combustíveis, como Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

A medida contribuiu para diminuir o impacto de um aumento recente anunciado pela Petrobras, principal produtora de gasolina do país. A estatal reajustou o preço em R$ 0,48, mas apenas o valor de R$ 0,04 foi repassado ao consumidor.

Diesel

A política de subvenção também foi aplicada ao óleo diesel, majoritariamente usado por caminhões e ônibus. Em maio, o IBGE apurou recuo de 2,34%, sendo o quarto produto que mais puxou a inflação para baixo.

Em março, primeiro mês de guerra no Oriente Médio, o combustível subiu 13,9%. Em abril, 4,46%.

No diesel, a subvenção chegou a R$ 1,52 por litro pago aos importadores e R$ 1,12 aos produtores em maio.

Frete ainda pesa

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, o de transportes ─ que inclui os combustíveis ─ foi o único que apresentou deflação em maio, ou seja, na média, ficou mais barato (-0,46%).

Apesar desse comportamento, o frete ainda pesou no mês e ajudou os alimentos a subirem 1,33%, sendo o maior impacto de alta no IPCA de maio (0,29 p.p.)

“O frete caiu, mas ainda está onerando o preço dos alimentos”, diz Gonçalves.

Guerra e preço

Iniciada no último fim de semana de fevereiro, a guerra dos Estados Unidos e de Israel ao Irã teve reflexos como ataques a países vizinhos do Irã também produtores de petróleo. Outra consequência foi o fechamento do Estreito de Ormuz, no Sul do Irã, que liga os golfos Pérsico e de Omã. Por lá, passavam antes da guerra cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural.

Com a cadeia logística em turbulência, a oferta do óleo cru e seus derivados diminuiu no mundo, levando à escalada dos preços. O barril do Brent, referência internacional de preços, saltou de US$ 70 para mais de US$ 100, atingindo picos ao redor de US$ 120.

O petróleo é uma commodity, isto é, mercadoria negociada a preços internacionais. Isso fez com que o encarecimento fosse sentido também no Brasil, mesmo sendo país produtor.

No caso do diesel, especificamente, o país não é autossuficiente, e precisa importar cerca de 30% do que consome.

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Câmara Legislativa abre inscrições para seminário sobre Direito Eleitoral Contemporâneo

Iniciativa reunirá especialistas de renome nacional em evento gratuito e com certificação, em 29 e 30 de junho

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Foto: Diogo Lima/Agência CLDF

Evento é voltado a servidores da CLDF, profissionais das áreas legislativa e jurídica, de comunicação e gestão pública, além de estudantes e pesquisadores

Estão abertas as inscrições para o Seminário Direito Eleitoral Contemporâneo: Poder, Tecnologia e Integridade nas Eleições, que será realizado na Câmara Legislativa (CLDF) em 29 e 30 de junho, das 13h às 19h. Promovido pela Escola do Legislativo do Distrito Federal (Elegis) em parceria com a Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), o evento é gratuito e oferece certificado de participação.

A iniciativa visa promover o debate qualificado sobre temas contemporâneos do direito eleitoral, com enfoque em democracia, violência política, estruturas de poder, impactos da tecnologia e da desinformação, bem como em respostas jurídicas às novas dinâmicas eleitorais. As palestras e mesas-redondas serão conduzidas por especialistas nacionalmente renomados.

De acordo com a chefe do Núcleo de Educação Permanente da Elegis, Thais Alcantara, o seminário encerra uma trilha de aprendizagem construída para responder aos desafios concretos de um ano eleitoral. “A parceria com a Abradep nos permite trazer à Câmara Legislativa um debate qualificado sobre temas como violência política, abuso de poder, desinformação e inteligência artificial, que impactam diretamente a democracia, a confiança nas instituições e a formação cidadã”, destacou.

O evento é voltado, prioritariamente, para servidores da CLDF, assessores parlamentares, membros de gabinetes, profissionais das áreas legislativa, jurídica, de comunicação institucional, de educação legislativa e de gestão pública, além de estudantes e pesquisadores. As inscrições podem ser feitas neste link.

Palestrantes confirmados

A conferência de abertura será ministrada pelo presidente da Associação Brasileira dos Tribunais de Contas dos Municípios (Abracom), Nelson Pellegrino. Vice-presidente do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, o conselheiro é mestre em direito, especialista em Direito do Estado, e acumula experiência como deputado federal (seis mandatos), estadual (dois mandatos), gestor público e advogado.

Também farão parte da abertura a deputada Paula Belmonte (PSDB), segunda vice-presidente da CLDF; o desembargador do TRE-DF Guilherme Pupe, diretor da Escola Judiciária Eleitoral Rui Barbosa e presidente do Colégio Permanente de Juristas da Justiça Eleitoral; a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral, Roberta Rangel; o presidente da OAB-DF, Paulo Maurício; e o diretor da Elegis, Luiz Eduardo Coelho Neto.

Entre os palestrantes já confirmados, destacam-se a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha, especialista em direitos digitais, regulação de inteligência artificial e políticas públicas; e o ministro do TSE Floriano de Azevedo Marques Neto, jurista e professor titular da Faculdade de Direito da USP.

Outro destaque é o professor e advogado Bruno Rangel Avelino da Silva, doutor em Direito Eleitoral pela Universidade de Brasília e membro fundador da Abradep. O Seminário contará ainda com palestra da controladora-geral do município de Belém, Talita Reis Magalhães, mestranda em Direito e Políticas Públicas e especialista em Direito Eleitoral pelo IDP e em Direito Civil e Processo Civil pela FGV.

Também estão confirmadas as palestras da ministra substituta do TSE Edilene Lôbo, doutora em Direito Processual Civil; da advogada Gabriela Gonçalves Rollemberg, cientista política com quase 20 anos de experiência em campanhas eleitorais; da mestranda em Direito Constitucional Valéria Dias Paes Landim, especialista em Direito Eleitoral; e do ministro substituto do TSE Nauê Bernardo de Azevedo, mestre em Direito Constitucional e doutorando em Direito pela UnB.

A palestra de encerramento será realizada pela ministra substituta do TSE e vice-diretora da Escola Judiciária Eleitoral, Vera Lúcia Santana Araújo, renomada jurista e advogada com ampla experiência na defesa dos direitos humanos.

Confira aqui a programação completa.

Serviço:
Seminário Direito Eleitoral Contemporâneo: Poder, Tecnologia e Integridade nas Eleições

Data: 29 e 30 de junho
Horário: 13h às 19h
Local: Auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal
Carga horária: 12 horas
Formato: Presencial
Público prioritário: Servidores da CLDF, assessores parlamentares, membros de gabinetes, profissionais das áreas legislativa, jurídica, comunicação institucional, educação legislativa e gestão pública, estudantes e pesquisadores.

Mario Espinheira – Agência CLDF

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Roteiro cultural tem Arena Brasil, Festival do Parque e Flib até o dia 17

Programação reúne cinema, literatura, humor, design, exposições, shows, oficinas e atividades gratuitas em várias regiões do DF

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Carlos Eduardo Bafutto, da Agência Brasília | Edição: José Renato Garcia

O Roteiro cultural desta semana reúne opções para diferentes públicos no Distrito Federal, com cinema, literatura, humor, oficinas, exposições, shows, feiras, atividades infantis e transmissões dos jogos da Copa do Mundo. Até o dia 17 deste mês, a programação passa pelo Cine Brasília, Espaço Cultural Renato Russo, Museu Nacional da República, Memorial dos Povos Indígenas, Museu de Arte de Brasília (MAB), Teatro Nacional Claudio Santoro, Complexo Cultural de Planaltina e muito mais.

No Cine Brasília, na EQS 106/107, esta sexta-feira (12) terá sessões especiais de Dia dos Namorados, com Antes do Amanhecer, às 10h; O Amor Não Tira Férias, às 15h15; Diário de uma Paixão, às 18h; e Um Lugar Chamado Notting Hill, às 20h35. No sábado (13), a sala exibe As Ovelhas Detetives, às 11h, e a sessão acessível de Aqui Não Entra Luz, às 14h. No domingo (14), a programação começa às 11h, com As Ovelhas Detetives, seguida por O Gênio do Crime, às 15h30; a sessão dupla Fenda + Top Gun: Ases Indomáveis, às 17h40; e Backrooms: Um Não-Lugar, às 20h30. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria ou pela plataforma Ingresso.com – Aqui começa o seu momento!

No Cine Brasília, na EQS 106/107, a programação da semana está bastante diversificada | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

O Caldeirão Cultural ocupa o Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul, até esta sexta-feira. No último dia de programação, das 9h às 11h, o Galpão das Artes recebe a oficina gratuita de Ballet Fitness com Marcelo Smyth. A atividade une princípios do balé clássico a exercícios funcionais, com foco em força, alongamento, postura e consciência corporal. A participação é aberta ao público e não exige inscrição prévia.

Ainda no Espaço Cultural Renato Russo, Gabriel Reis e Hugo Perpétuo apresentam, nesta sexta, o especial de humor Tudo o que Você não Deveria Fazer no Dia dos Namorados, às 20h, no Teatro de Bolso. Os humoristas, que atuam no cenário cultural do DF há mais de sete anos, levam ao palco um stand-up voltado tanto a casais quanto a quem vai passar a data sem companhia. Os ingressos custam R$ 30 o promocional para casal, R$ 20 a meia e R$ 40 a inteira.

No Museu Nacional da República, duas atividades gratuitas integram a programação da semana. Na sexta, às 16h, a exposição Colagem e Poéticas da Alteridade recebe um encontro em formato de oficina de colagem ministrada por artistas do Coletivo Iló, na Galeria 3. No sábado, às 16h30, a exposição Dípticos, Arte e Curadoria terá bate-papo com mediação de Taís Aragão e participação dos curadores Cinara Barbosa e Léo Tavares, na Galeria 2. As duas mostras seguem em cartaz até o dia 21, com entrada gratuita.

Também no campo das artes visuais, o Teatro Nacional Claudio Santoro segue com a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, no foyer da Sala Villa-Lobos. A mostra reúne cerca de 40 artistas do DF e fica aberta diariamente, das 10h às 20h, até 17 de julho. A entrada é gratuita, sem necessidade de retirada de ingresso.

No Museu de Arte de Brasília, a exposição Rejuntes Afetivos, da artista visual Isabel Becker, abre ao público no sábado, às 11h. A mostra tem curadoria de Cecília Fortes e parte de referências ligadas aos azulejos usados em cozinhas e banheiros no Brasil entre as décadas de 1950 e 1970. A visitação segue até 30 de agosto, todos os dias, exceto às terças-feiras, das 10h às 19h, com entrada gratuita.

O Memorial dos Povos Indígenas recebe atividades da Brasília Design Week 2026, que ocupa diferentes espaços de Brasília até domingo. A semana reúne palestras, oficinas, visitas guiadas, circuito de lojas, feira de design, moda circular, experiências, exposições e ativações ligadas à economia criativa. As atividades gratuitas exigem inscrição conforme a programação de cada ação.

Também no Memorial dos Povos Indígenas, a exposição Conexões Ancestrais apresenta peças do acervo relacionadas a povos indígenas como karajá, desana, tiriyó, tukano, urubu-kaapor, terena, yawalapiti, serente, maxakali, kadiwéu, kamayurá, waurá, kayabi, bororo, pataxó, xucuru e jenipapo-kanindé. A mostra tem curadoria de Daniela Jenipapo e visitação gratuita.

 

Em Sobradinho, a 26ª edição da Feira de Exposição da Indústria, Comércio, Turismo e Agronegócio de Sobradinho (Feicotur) segue até domingo, no estacionamento do Estádio Augustinho Lima. A feira tem entrada gratuita, com retirada de ingresso pelo Sympla, e reúne shows musicais, expositores, empreendedores, gastronomia regional, artesanato, agricultura familiar, produtos e serviços.

Foto: Divulgação Feicotur

Em Planaltina, o Complexo Cultural recebe programação entre esta sexta e domingo. Um dos destaques é o evento Entardecer dos Ojás, sábado e domingo, com entrada franca. A agenda divulgada pelo espaço também inclui atividades formativas e artísticas, como oficina de artes visuais e percussão.

Ainda em Planaltina, o projeto Quintal de Memórias encerra temporada na sexta-feira, no Complexo Cultural. A iniciativa do Coletivo Entrevazios reúne a ação formativa Barraca de Memórias e o espetáculo-instalação Carrego o que Posso, Faço Quintal Onde Dá, com foco nas histórias de mulheres que participaram da construção de Brasília. As atividades formativas seguem para grupos agendados, com acesso gratuito.

Em São Sebastião, a 5ª Feira Literária da Biblioteca do Bosque (Flib) ocupa o Balão Central do Bosque na sexta e no sábado, das 15h às 22h, com entrada gratuita. A programação reúne literatura, música, poesia, teatro, dança, artesanato, atividades infantis, brinquedos infláveis, pintura de rosto, mágica, mamulengos, quadrilha junina e a ação Florescendo Poesia, que troca flores por poemas compartilhados pelo público. A edição conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC).

No Guará, o Viva Guará chega ao Teatro de Arena do Cave no sábado e no domingo, das 14h às 22h. A programação gratuita, mediante retirada de ingresso pelo Sympla, reúne oficinas, teatro infantil, feira colaborativa, praça de alimentação, espaço infantil e shows. No sábado, a partir das 17h, sobem ao palco a Escola de Samba Lobo Guará e o grupo Du Nada um Samba, com transmissão de Brasil x Marrocos às 19h. No domingo, a programação musical terá Luana Dias, Quinta Essência, Brazilian Blues Band e Old is School.

A Copa do Mundo também pauta o Arena Brasil, na Birosca, no Setor de Diversões Sul. O projeto começa no sábado, durante a partida entre Brasil e Marrocos, e segue até 19 de julho, com transmissão dos jogos, música, gastronomia e programação cultural. Na abertura, a programação será em parceria com a Makossa Samba Baile e terá BNegão Bota Som, Coisa de Pele com Ellen Oléria e Dhi Ribeiro, além dos DJs Chicco Aquino, Janna e New Nay. A iniciativa é promovida pela Influ Produções, com recursos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Distrito Federal (LIC-DF).

 Castelo Magic Land é um dos destaques do festival montado no Parque da Cidade | Fotos: Melina Miranda/Agência Brasília

No Parque da Cidade, o Festival do Parque 2026 segue até domingo, na Praça das Fontes, no Estacionamento 9. A atração principal é o Magic Land, com castelo cenográfico, personagens infantis, parque de diversões, áreas de convivência, experiências interativas, praça gastronômica e apresentações para crianças. A entrada é gratuita, mediante retirada de ingresso e doação de 1 kg de alimento não perecível ou agasalho novo ou em bom estado. No sábado e no domingo, a programação começa às 12h, com apresentações de personagens como Turma da Disney, Moana, Toy Story, Pequena Sereia, Patrulha Canina e Frozen, além da Parada Mágica, às 21h30

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