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QUAIS OS ANIMAIS MAIS INTELIGENTES?
O TOP 10 DA LISTA DO NEUROPSIQUIATRA JON LIEFF
Existem várias discussões sobre quais são os animais mais inteligentes do mundo. Contudo, o neuropsiquiatra Jon Lieff divulgou uma lista desenvolvida após uma longa pesquisa para diminuir as dúvidas. No top 10, um fato interessante: nem sempre o maior cérebro pertence ao mais inteligente. Outro detalhe lembrado por Jon Lieff: será que uma espécie pode medir com precisão completa sua própria inteligência comparada com outros animais? É quase impossível, já que o julgamento deve ser baseado apenas nos valores do animal em particular – como estrutura cerebral e maneira de pensar.
QUEM É JON LIEFF

O neuropsiquiatra Jon Lieff é reconhecido como um dos maiores especialistas em ciência da comunicação celular, que trata de como nossas células se comunicam umas com as outras. Essa avaliação aprofunda o conhecimento sobre sentimentos, doenças, pensamentos e esclarece questões sobre o funcionamento cognitivo e comportamental no ser humano e em animais.

O Dr. Jon Lieff é formado em Yale e possui doutorado em medicina pela Harvard Medical School. Ele é inovador e conhecido em diversas áreas médicas. Seu livro de maior sucesso é “A linguagem secreta das células: o que as conversas biológicas nos dizem sobre a conexão cérebro-corpo”.
TOP 10 – A LISTA
- ABELHA
As abelhas usam simbolismos e conceitos abstratos para resolver os problemas diários. “Elas possuem uma memória caleidoscópica de cada flor dentro de uma área de quilômetros. Além disso, as abelhas aprendem com as mais velhas quais são as melhores flores”, disse Lieff para o Discovery News.
O mais incrível é que esses pequenos insetos conseguem se automedicar dentro das colmeias de várias maneiras diferentes. Isso sem contar as estruturas complexas feitas para armazenar o mel.

- POLVO
Segundo Lieff, os polvos espalham informações culturais uns aos outros, além de terem a habilidade da mimetização, comunicação por meio de cores, padrões e flashs. “Eles possuem uma capacidade de aprendizado espacial muito avançada, além de habilidade de navegação e técnicas predatórias avançadas. Os polvos podem manipular objetos tão bem como os humanos”, comentou o neuropsiquiatra.

- ELEFANTE
Os gigantes fofões que vivem nas savanas e florestas possuem capacidades sociais altamente evoluídas, além de comportamentos inteligentes que demonstram compaixão e amor pelos outros. Eles possuem memórias incríveis e podem lembrar de amigos ou inimigos por 50 anos ou mais, dependendo da sua saúde e tempo de vida (um elefante na selva vive em média 60 anos — o mais velho chegou aos 80).
Já em cativeiro, os elefantes são excelentes artistas. Sua comunicação até envolve várias maneiras de vocalizações. Eles são colaborativos, consoladores e cooperativos. É triste, mas eles também lamentam profundamente e ficam cabisbaixos com a morte.

- FORMIGA
Trabalho em equipe. As formigas são conhecidas pela coletividade, mas elas também apresentam uma ótima inteligência individual, segundo Lieff. “Elas lembram de rotas extensas e podem caminhar por muito tempo com toda a certeza de onde estão indo. As formigas cuidam de seus familiares”. O cientista ainda disse que as formigas são a segunda sociedade na Terra a desenvolver a agricultura.

- GOLFINHO
Segundo Lieff, os golfinhos em cativeiro conseguem lembrar as comunicações de amigos de tanque por pelo menos 20 anos. Eles também se reconhecem no espelho e sempre inventam novas maneiras de caçar peixes.
No mar aberto, eles até usam esponjas para se protegerem de pedras próximas. A socializações entre a própria raça e humanos também é algo praticamente único.

- CORVO
Os corvos são tão inteligentes que conseguem fazer contas e analogias. Eles reconhecem a si mesmos e ainda usam objetos e materiais que encontram como ferramentas — iguais aos macacos, montando ganchos com arames.
Um estudo também revelou que os corvos entendem o princípio de Arquimedes, que toca na questão de densidade corporal, fluidos e peso. Isso permite que estes pássaros até manipulem níveis de água para conseguir comida.

- CACATUA
Segundo Lieff, as cacatuas usam técnicas de “multipassos” para resolver problemas. Por exemplo, quando muito tempo presas em uma gaiola trancada, elas conseguem fugir caso o dono vacile e deixe a chave próxima do pássaro. Se você tem dúvidas dessa capacidade, dê uma olhada nos vídeos presentes no YouTube.

- ANOLIS (LAGARTO AMERICANO)
Os lagartos quase nunca são lembrados em listas de inteligência, mas os anolis, em particular, impressionam os pesquisadores por causa de suas habilidades cognitivas. Eles demonstram uma capacidade avançada de resolver problemas e contas. O aprendizado rápido e a memória extraordinária são outros pontos.
Em cativeiro, aprendem a resolver puzzles difíceis com técnicas diferentes das utilizadas na natureza. Além disso, eles podem esquecer abordagens erradas para não repeti-las.

- CACHORRO
Não é preciso falar muito aqui, correto? Capacidades de socialização, comunicação, inteligência, criatividade, além de conseguir ler as emoções humanas, colocam os cachorros em segundo lugar no top 10.

- BALEIA
As baleias possuem as habilidades e técnicas culturais e de comunicação mais elaboradas da lista. Elas criam estratégias de pesca extremamente criativas, e até designam um papel específico para cada baleia durante o ataque.
Em uma das táticas, três baleias ficam lado a lado batendo os rabos sincronizados na água para criar grandes ondas. Estas ondas servem para derrubar focas de placas de gelo e rochas.
Outra técnica incrível: as baleias nadam circulando cardumes e então soltam milhares de bolhas formando uma rede em volta dos peixes — eles não nadam em bolhas. Assim, o banquete está servido sem fugas.

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Museu do Catetinho estreia experiência em realidade virtual com inspiração em Tom Jobim e Vinicius de Moraes
Temporada do filme ‘Água de Beber’ começa neste sábado (25) e segue até setembro, com acesso gratuito aos visitantes
Por
Agência Brasília* | Edição: Chico Neto
O Museu do Catetinho, espaço gerido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), inaugura neste sábado (25) a exibição do curta-metragem Água de Beber em realidade virtual. A experiência estará disponível ao público até setembro, com seis óculos instalados em pontos fixos do museu para uso dos visitantes.
Com oito minutos de duração, o filme recria a inspiração da canção homônima de Tom Jobim e Vinicius de Moraes a partir da fonte localizada no próprio Catetinho. Dirigido por Filipe Gontijo e Henrique Siqueira, o curta propõe uma imersão sensorial que conecta memória, música e patrimônio histórico em um dos espaços simbólicos da capital federal.
A iniciativa conta com o Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), instrumento público de fomento que viabiliza projetos culturais em diferentes linguagens e territórios. No caso da produção audiovisual, o recurso permite ampliar o acesso da população a novas formas de fruição cultural, incorporando tecnologias como a realidade virtual ao circuito de visitação.
Para o secretário interino de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto, a ação evidencia o papel das políticas públicas no fortalecimento da cultura e na valorização dos espaços históricos. “Ao ocupar o Museu do Catetinho com uma experiência que dialoga com a história da música brasileira e com a identidade do espaço, ampliamos as possibilidades de fruição cultural e reforçamos o compromisso do poder público com a democratização da cultura”, afirma.
*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
Foto: Diogo Lima / Agência CLDF
Mais do que um cartão-postal reconhecido mundialmente por sua arquitetura e urbanismo, Brasília é uma cidade pulsante, construída diariamente por pessoas que transformam sonhos em realidade. Capital do país e símbolo de modernidade, a cidade reúne história, diversidade cultural e desenvolvimento, mantendo vivo o espírito inovador que marcou sua criação.
Ao longo de seus 66 anos, Brasília consolidou-se como centro político e administrativo do Brasil, mas também como espaço de oportunidades, acolhimento e cidadania. Em cada região administrativa, a população ajuda a escrever uma trajetória marcada por crescimento, trabalho e esperança no futuro.
Nesse caminho, a Câmara Legislativa do Distrito Federal desempenha papel essencial ao representar a voz da população, criar leis e fiscalizar ações que impactam diretamente a vida dos cidadãos. O trabalho parlamentar contribui para fortalecer políticas públicas e garantir direitos em áreas fundamentais como saúde, educação, mobilidade e segurança.
Celebrar o aniversário de Brasília é reconhecer a grandeza de uma cidade planejada para o futuro e construída por todos os brasilienses. Mais do que monumentos e paisagens icônicas, Brasília é feita de pessoas, histórias e conquistas que seguem moldando o presente e inspirando as próximas gerações.
Agência CLDF
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Mariangela Hungria está na lista Time das 100 personalidades mais influentes do mundo
A pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria está na lista TIME100 2026, na categoria Pioneiros (Pioneers), que reconhece as 100 pessoas mais influentes do mundo
A pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria está na lista TIME100 2026, na categoria Pioneiros (Pioneers), que reconhece as 100 pessoas mais influentes do mundo. A lista disponibilizada hoje no site da Time reconhece o impacto, a inovação e as conquistas de personalidades mundiais. Mariangela destacou a emoção com o reconhecimento e disse que a conquista ainda parece difícil de acreditar. “Estamos falando de um reconhecimento das pessoas mais influentes do mundo”, afirmou. A pesquisadora também ressaltou o orgulho de representar a ciência brasileira no cenário internacional. Para ela, essa valorização não é resultado apenas sua trajetória, mas do trabalho desenvolvido na Embrapa, especialmente na área de insumos biológicos na agricultura. “É um grande orgulho para a pesquisa brasileira, principalmente por um tema tão relevante: o uso de biológicos substituindo produtos químicos”, explicou.
Mariangela destacou ainda que esse reconhecimento reflete uma mudança global de percepção, com maior valorização de práticas sustentáveis e da produção de alimentos mais saudáveis. “Isso mostra que o mundo considera importante produzir alimentos que promovam a saúde do solo e das pessoas, com menos resíduos químicos, dentro do conceito de saúde única”, disse. Ela acredita que a visibilidade pode fortalecer ainda mais o protagonismo do Brasil no setor. “Além da alegria pelo reconhecimento, isso ajuda a divulgar essa bandeira dos biológicos, na qual o Brasil já é líder mundial — e pode se tornar ainda mais”, concluiu.
Quem é Mariangela Hungria
Nascida em 06 de fevereiro de 1958, em São Paulo, e criada em Itapetinga (SP), Mariangela Hungria é engenheira agrônoma, pesquisadora e professora universitária, reconhecida mundialmente por sua contribuição ao desenvolvimento de insumos biológicos para a agricultura brasileira. Desde a infância, teve curiosidade por conhecer o que envolve os aspectos relacionados à terra, à água e ao ar. Quando tinha oito anos, ganhou da avó materna o livro “Caçadores de Micróbios”, de Paul de Kruif, sobre a vida de microbiologistas. Depois dessa leitura, decidiu que queria ser microbiologista, mas não na área médica — tinha que ser sobre solo e plantas. Sua busca por conhecimento e seu espírito científico, a levaram a cursar Engenharia Agronômica e se especializar em microbiologia do solo, tornando-se uma das mais renomadas microbiologistas do mundo.
Desde 1982, Mariangela desenvolve inovações que resultaramno lançamento de mais de 30 tecnologias. A cientista possui mais de 500 publicações científicas, documentos técnicos, livros e capítulos de livros. Também já orientou mais de 200 alunos de graduação e pós-graduação.
Para a pesquisadora, há uma crescente demanda global por aumento da produção e da qualidade dos alimentos, mas com sustentabilidade, o que significa reduzir a poluição do solo e da água e diminuir as emissões de gases de efeito estufa. De acordo com Mariangela, o desenvolvimento sustentável na agricultura deve se alinhar com novos conceitos, enfatizando a “Saúde Única” (One Health), a “Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG)” e a nova visão de agricultura regenerativa. Essa abordagem busca produzir mais com menos — menos insumos, menos água, menos terra, menos esforço humano e menor impacto ambiental.
Contribuições à produção agrícola
O foco das pesquisas de Mariangela Hungria tem sido no aumento da produção e na qualidade de alimentos por meio da substituição, total ou parcial, de fertilizantes químicos por microrganismos portadores de propriedades como a fixação biológica de nitrogênio (FBN), a síntese de fitormônios e a solubilização de fosfatos e rochas potássicas. Ela obteve resultados inovadores ao provar que, ao contrário de relatos dos EUA, Austrália e Europa, a inoculação anual da soja com Bradyrhizobium aumenta, em média, 8% a produção de grãos de soja. Ainda mais relevante, altos rendimentos são conseguidos sem nenhuma aplicação de fertilizante nitrogenado e a confirmação desses benefícios pelo agricultor está na adoção dessa prática, 85% de toda a área cultivada com soja.
Outra tecnologia lançada pela pesquisadora, em 2014, foi a coinoculação da soja, que une as bactérias fixadoras de nitrogênio (Bradyrhizobium) e as bactérias promotoras de crescimento de plantas (Azospirillum brasilense). Em pouco mais de dez anos, a coinoculação passou a ser adotada em aproximadamente 35% da área total cultivada de soja.
Reunindo os benefícios da inoculação e da coinoculação da soja, somente em 2025, a economia estimada, ao dispensar o uso de fertilizantes nitrogenados, foi estimada em 25 bilhões de dólares. Além do benefício econômico, o uso dessas bactérias ajudou a mitigar, em 2024, a emissão de mais de 230 milhões de toneladas de CO₂ equivalentes para a atmosfera.
Associado aos trabalhos com soja, a pesquisadora também coordena pesquisas que culminaram com o lançamento de outras tecnologias: autorização/recomendação de bactérias (rizóbios) e coinoculação para a cultura do feijoeiro, Azospirillum brasiliense para as culturas do milho e do trigo e de pastagens com braquiárias. Ainda em relação às gramíneas, em 2021, a equipe da pesquisadora lançou uma tecnologia que permite a redução de 25% na fertilização nitrogenada de cobertura em milho por meio da inoculação com A. brasilense, gerando benefícios econômicos significativos para os agricultores e impactos ambientais positivos para o país.
Trajetória profissional
Mariangela Hungria é Engenharia Agronômica (Esalq/USP),com mestrado em Solos e Nutrição de Plantas (Esalq/USP), doutorado em Ciência do Solo (UFRRJ). Na sequência,cursou o doutorado na UFRRJ. A tese foi realizada na Embrapa, a convite da pesquisadora Johanna Döbereiner, cientista que revolucionou a agricultura tropical ao descobrir e aplicar a fixação biológica de nitrogênio (FBN) em culturas agrícolas. Mariangela considera Johanna Döbereiner a mentora mais influente da sua carreira, por ter colaborado decisivamente com sua formação como cientista.
Em 1982, tornou-se pesquisadora da Embrapa: inicialmente na Embrapa Agrobiologia (Seropédica, RJ) e, desde 1991, na Embrapa Soja (Londrina, PR). Mariangela acumula ainda três pós-doutorado em universidades nos Estados Unidos e Espanha (Cornell University, University of California-Davis e Universidade de Sevilla).
RECONHECIMENTOS
Mariangela Hungria, laureada da edição de 2025 do Prêmio Mundial de Alimentação – World Food Prize (WFP) – reconhecido como o “Nobel da Agricultura”, recebeu a homenagem em 23 de outubro, em Des Moines, nos Estados Unidos. O Prêmio, concedido pela Fundação World FoodPrize, celebra o impacto positivo das pesquisas da cientista brasileira e sua contribuição ao desenvolvimento de insumos biológicos para a agricultura brasileira.
Mariangela é também comendadora da Ordem Nacional do Mérito Científico e membro titular da Academia Brasileira de Ciências, da Academia Brasileira de Ciência Agronômica e da Academia Mundial de Ciências. É professora e orientadora da pós-graduação em Microbiologia e em Biotecnologia na Universidade Estadual de Londrina. Atua também na Sociedade Brasileira de Ciência do Solo e na Sociedade Brasileira de Microbiologia.
Desde 2020 Mariangela está classificada entre os 100 mil cientistas mais influentes no mundo, de acordo com o estudo da Universidade de Stanford (EUA). Em 2022, a pesquisadora ocupou a primeira posição brasileira, confirmada em 2025, em Fitotecnia e Agronomia (Plant Science and Agronomy) e em Microbiologia, em lista publicada pelo Research.com, um site que oferece dados sobre contribuições científicas em nível mundial.
Já recebeu várias premiações pela sustentabilidade em agricultura, como o Frederico Menezes, Lenovo-Academia Mundial de Ciências, da Frente Parlamentar Agropecuária eda Fundação Bunge. Em 2025, recebeu o Prêmio Mulheres e Ciência, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério das Mulheres, o British Council e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe. Em 2026, entrou na lista Forbes que destaca 10 personalidades mundiais que personificam a liderança no agronegócio.
Lebna Landgraf (MTb 2903 -PR)
Embrapa Soja
Contatos para a imprensa
soja.imprensa@embrapa.br
Telefone: (43) 3371-6061
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