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Escolas descumprem lei e ainda não oferecem educação antirracista

No início da década de 1840, quando a escravidão estava no auge e D. Pedro II recém-assumira o trono, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) lançou um concurso nacional para que os intelectuais sugerissem a melhor forma de se contar a história do país.

 

 

O Brasil tinha se tornado independente só fazia duas décadas, e não havia uma narrativa oficial consolidada. A elite imperial acreditava que uma história heroica e bem contada incutiria nos brasileiros o nacionalismo, um sentimento que ainda não existia e era considerado essencial para a preservação da unidade do novo Estado.

O vencedor do concurso foi o naturalista alemão Carl von Martius, que conhecia bem o país. Para ele, uma das particularidades da história nacional que deveriam constar dos livros era a mistura racial entre brancos (“o mais poderoso e essencial motor” do Brasil), negros e indígenas (duas “raças inferiores”).

Na dissertação premiada pelo IHGB, escreveu:

“A vontade da Providência predestinou ao Brasil esta mescla. O sangue português, em um poderoso rio, deverá absorver os pequenos confluentes das raças índia e etiópica [negra]”.

Segundo Von Martius, aqui não existia racismo:

“Até me inclino a supor que as relações particulares pelas quais o brasileiro permite ao negro influir no desenvolvimento da nacionalidade brasileira designam por si o destino do país, em preferência de outros Estados do novo mundo [América], onde aquelas duas raças inferiores são excluídas do movimento geral”.

De acordo com historiadores contemporâneos, a fórmula preconizada por Von Martius foi tão convincente que de fato se transformou na história oficial do Brasil.

Todas as fotos desta reportagem são de painéis sobre a temática negra pintados no Centro Educacional do Lago Norte pelos próprios alunos; a escola pertence à rede pública do Distrito Federal (Pedro França/Agência Senado)

Quem primeiro contestou publicamente a velha versão foi a militância negra, no fim dos anos 1970, aproveitando que a ditadura militar iniciava a abertura política e afrouxava a perseguição aos movimentos sociais.

Uma mudança significativa, contudo, só viria 160 anos após a dissertação de Von Martius. Em 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no primeiro mandato, assinou uma lei aprovada pelo Congresso Nacional que previu a inclusão da história e da cultura afro-brasileira nos currículos de todas as escolas públicas e privadas do Brasil (Lei 10.639).

De acordo com o IBGE, pretos e pardos respondem por 56% da população brasileira. O objetivo da lei é valorizar o passado e o presente desse grupo e mostrar que os negros não foram figurantes da história — ao contrário, enfrentando a escravidão e o racismo, tiveram e têm um papel decisivo na construção do Brasil. Em última instância, o que a norma busca é criar uma sociedade sem discriminação racial e mais democrática.

No entanto, a lei, que em janeiro completou 20 anos, ainda não conseguiu cumprir plenamente o seu papel.

De acordo com um levantamento recente dos institutos Geledés (dedicado aos direitos da população negra) e Alana (à proteção da criança), somente 29% das prefeituras (responsáveis pela educação infantil e pelo ensino fundamental) incluem a temática racial de forma satisfatória na grade curricular das escolas municipais.

Das prefeituras, 18% ignoram totalmente a história e a cultura da população negra, enquanto 53% só fazem projetos esporádicos e poucos estruturados.

A coordenadora de educação e pesquisa do Geledés, Suelaine Carneiro, explica que esses 53%, em geral, organizam atividades educativas contra o racismo apenas em novembro, por ocasião do Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro):

— Ao longo dos dez primeiros meses do ano, as escolas não fazem absolutamente nada. Só para dizer que estão cumprindo a lei, organizam no 11º mês algum evento folclórico, como um desfile de moda afro e um festival de culinária africana. A cultura do evento não resolve. Neste país majoritariamente negro, ainda temos uma educação eurocêntrica, que inferioriza as identidades negras. É preciso acabar com esse tipo de educação e promover uma reflexão nas diversas disciplinas escolares. É só a partir da reflexão contínua e aprofundada que conseguimos mudar concepções e comportamentos.

Apesar de a pesquisa ter verificado apenas as redes municipais de ensino, Carneiro acredita que a negligência com o ensino da história e da cultura afro-brasileira se repete nas redes estaduais (em geral, responsáveis pelo ensino médio) e é ainda pior nos colégios particulares:

— Não é porque as escolas particulares têm menos alunos negros que elas não precisam implementar a lei. Pelo contrário. É justamente por muitas delas serem um ambiente de segregação racial que os seus alunos, na maioria brancos, precisam ter uma visão mais ampla da sociedade e compreender que este é um país heterogêneo. O ensino da história e da cultura afro-brasileira não é só para os negros. É também para os brancos, de modo que entendam que são favorecidos pelo processo do racismo, mas não precisam ser coniventes com ele, pois marginaliza uma grande parte da população brasileira.

A mesma pesquisa dos institutos Geledés e Alana indica que, entre os fatores que prejudicam o cumprimento da lei, está a resistência dos professores, dos diretores e das famílias, que entendem a educação antirracista como desnecessária ou até prejudicial aos estudantes. De acordo com estudiosos da questão, o racismo estrutural brasileiro se alimenta da crença disseminada de que ele simplesmente não existe.

As estatísticas oficiais comprovam que ele, sim, existe. Em qualquer aspecto da vida que se considere, os negros estão sempre em desvantagem na comparação com os brancos.

Ser negro no Brasil significa, por exemplo, ser mais pobre, ter menos escolaridade, receber salário menor, ser mais rejeitado pelo mercado de trabalho, ter menos oportunidades de ascensão social, dificilmente chegar aos postos de comando do poder público e da iniciativa privada, ter menos acesso aos serviços de saúde, ser vítima preferencial da violência, ter mais chances de ir para a prisão, morrer mais cedo.

Essas situações são naturalizadas quando se aprende na escola que os africanos e seus descendentes só participaram da história do Brasil como escravizados e todo o resto é silenciado.

Ao contrário do que diz essa narrativa, personagens negros tiveram papel de relevo na história, como o soldado Henrique Dias, a ex-escravizada Luísa Mahin, o advogado Luís Gama, a sambista e mãe de santo Tia Ciata, o marinheiro João Cândido, a deputada estadual Antonieta de Barros, a senadora Laélia de Alcântara e o deputado federal e senador Abdias Nascimento, entre muitos outros.

Em 1983, como deputado, Abdias apresentou um projeto de lei prevendo a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira, mas a ideia nem sequer chegou a ser votada.

Os negros foram protagonistas da própria abolição da escravidão. Segundo historiadores, a Lei Áurea não surgiu da benevolência da princesa Isabel, mas sim da reação dos escravizados, que pressionaram o Império promovendo fugas em massa e até matando os seus senhores, o que deixou o país à beira de uma guerra civil e tornou a lei de 1888 inadiável.

De acordo com Anderson Passos, que é presidente da seccional Bahia da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-BA) e secretário municipal de Educação de Aratuípe (BA), um dos grupos que hoje resistem à inclusão do ensino da cultura afro-brasileira são os religiosos de determinadas vertentes cristãs:

— Acreditam que levar o conhecimento sobre as religiões de matriz africana aos estudantes é o mesmo que tentar convertê-los. Quando incluímos o tema nas escolas da minha cidade, alguns pais me chamaram de “secretário de Educação do Candomblé”. Isso é uma bobagem. Levar o conhecimento não significa doutrinar. Nas aulas, os professores falam de todas as religiões, desde a egípcia e a grega até o catolicismo e o protestantismo, mas só as de matriz africana despertam reação. Muita gente acredita que essas práticas são ligadas ao demônio, o que gera racismo religioso, perseguição e violência. A ignorância deve ser combatida com educação e informação.

Passos avalia que, além das resistências individuais, contribuem com a pouca presença da educação antirracista nas escolas a falta de financiamento específico e fiscalização.

— O dinheiro é necessário para a capacitação dos professores, a aquisição de material didático, a organização de atividades específicas e a realização de pesquisas e estudos — ele diz.

O presidente da Undime-BA sugere que a obediência à lei sobre a história e a cultura afro-brasileira se transforme num novo componente de cálculo do chamado valor aluno ano resultado (VAAR), verba destinada pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) a cada rede estadual e municipal de ensino.

— Quando a gestão democrática das escolas se transformou numa condicionalidade do VAAR, inúmeras escolas correram para se adaptar e receber mais recursos — lembra.

Quanto à fiscalização por parte do poder público, Passos afirma:

— O que acontece hoje com a rede de educação que não implementa a lei sobre o ensino da história e da cultura afro-brasileira? Absolutamente nada.

Em 2008, uma lei foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula incluindo nos currículos a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura indígena (Lei 11.645). Como a de 2003 vinha sendo ignorada, a nova repetiu a determinação sobre os temas afro-brasileiros.

A partir do ano que vem, os Tribunais de Contas dos estados e dos municípios, que têm o papel de fiscalizar a execução das políticas públicas, serão incentivados a passar a lupa sobre os currículos das escolas e procurar a educação antirracista.

A novidade decorre de uma medida da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), que avalia periodicamente todos os 33 tribunais e decidiu que aqueles que fiscalizarem a presença da história e das culturas afro-brasileira e indígena nas escolas públicas serão mais bem pontuados.

A auditora Fernanda Nunes, da Atricon e do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS), afirma que os poucos Tribunais de Contas que fazem hoje esse tipo de fiscalização costumam encontrar uma situação negativa:

— Muitas vezes, o conteúdo está presente nos planos municipais ou estaduais de educação, mas não há a capacitação de professores ou a previsão orçamentária correspondente. Outras vezes, até há a previsão orçamentária, mas ela no fim das contas não é executada. O que se vê hoje é que a educação antirracista é, no geral, apenas uma ficção jurídica.

Nunes lembra que os pareceres dos Tribunais de Contas são enviados para as Assembleias Legislativas e para as Câmaras Municipais, que também podem tomar as medidas necessárias. Ela acrescenta:

— O objetivo principal das fiscalizações dos Tribunais de Contas não será punir as secretarias de Educação, mas, sim, induzi-las a seguir a lei. Esperamos que isso represente um divisor de águas na educação antirracista no Brasil.

O professor Luciano Braga, que dá aula de artes na rede municipal de São Paulo e é coautor do livro História da África e Afro-Brasileira: em busca de nossas origens (Selo Negro Edições), também sugere uma via alternativa à punição:

— Os vestibulares e o Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] têm um poder imenso de indução. Eles precisam cobrar conteúdos antirracistas nas questões e nas redações, pois assim as escolas públicas e particulares correrão para se adaptar e passarão a oferecer esses temas aos estudantes.

Nas aulas das crianças pequenas, Braga diz que aborda a questão racial da forma lúdica, pintando em papel as diversas tonalidades de pele, falando sobre os diferentes tipos de cabelo e contando histórias com protagonistas negros:

— A reação das crianças negras é imediata. Elas abrem o sorriso e se sentem orgulhosas de serem quem são. Pequenas ações fazem uma diferença imensa na autoestima delas. E as crianças brancas, por sua vez, passam a entender, respeitar e valorizar a diversidade.

Ele continua:

— Ignorar a história e a cultura do negro é ignorar a história e a cultura de mais da metade da população brasileira e mantê-la numa posição subalterna. O trabalho contra o racismo precisa ser forte especialmente na escola porque é lá que os indivíduos se formam.


Reportagem: Ricardo Westin
Edição: Maurício Müller
Infografia: Diego Jimenez
Fotos: Pedro França
Edição de fotos e multimídia: Bernardo Ururahy
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

 

 

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Fim de semana com festivais de música, feira, teatro e exposições

Os eventos são realizados com apoio e incentivo das secretarias de Turismo (Setur-DF) e de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF)

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Por Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

 

Lazer e diversão serão palavras-chave no fim de semana brasiliense. A programação cultural começa nesta sexta-feira (12), com o Festival BrasilArte, no gramado do Eixo Cultural Ibero-americano. Haverá apresentações musicais, espetáculos de teatro circense, dança, maracatu e forró. A festa continua no sábado (13) com mais shows e oficinas de circo para crianças. Gratuito, o evento contará com intérpretes de Libras e área reservada para pessoas com deficiência física.

No Centro Tradicional de Invenção Cultural, na Asa Sul, Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro marcam presença na Festa da Abrição | Foto: Divulgação

De acordo com Ester Braga, diretora da Abèbè Produções e uma das idealizadoras do projeto, a terceira edição do festival visa reunir a cultura das cinco regiões do país em homenagem à capital federal, que completa 64 anos neste mês. “Brasília é um agregador das expressões culturais do país, e a cultura brasileira é isso – diversidade e pluralidade”, afirma. “A nossa pauta é a preservação dessa cultura popular, que está presente desde a criação da capital federal”.

Veja, abaixo, a programação.

Sexta-feira (12)

→ 17h – Teatro (Delírio Circense)
→ 19h – Momento Black Charme
→ 20h – Orquestra Alada Trovão da Mata (Seu Estrelo)
→ 20h30 – Forró de Vitrola com Cacai Nunes
→ 21h30 – Samba Urgente
→ 23h – Bloco Eduardo e Mônica

Sábado (13)

→ 16h – Teatro (Delírio Circense)
→ 17h – Tambores do Amanhecer (maracatu)
→ 18h – Jah Live
→ 19h – Sensação Paraense (carimbó)
→ 20h – Coração Gaúcho
→ 21h – Forró de Vitrola
→ 22h – Ara Ketu

A seguir, veja outras atrações deste final de semana, promovidas com apoio e incentivo das secretarias de Turismo (Setur-DF) e de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF).

Feira da Goiaba

Geleia, xaropes e muitos outros derivados da goiaba, além da própria fruta in natura, podem ser apreciados pela população na 9ª edição da Feira da Goiaba, na Associação Rural e Cultural de Alexandre de Gusmão (Arcag), em Brazlândia. O segundo fim de semana de evento terá shows com Di Paulo & Paullino, Leo Magalhães e Os Barões da Pisadinha, a partir das 18h. Os portões abrem às 9h30, e as apresentações começam às 18h.

‌Estarão presentes 37 agricultores que trabalham e comercializam a goiaba e derivados, como polpas, sucos, doces e compotas. Na última safra anual, nos 300 hectares de plantações de goiaba, o DF teve uma colheita de cerca de 700 mil toneladas da fruta. Também haverá 30 estandes comercializando plantas ornamentais, como orquídeas, bromélias, cactos e suculentas, além de hortaliças e frutíferas cultivadas na região.

Música no parque

O Taguaparque recebe o ExpoTagua neste final de semana, uma feira que une música, dança, artesanato e gastronomia. Para participar, é necessário doar 2 kg de alimento não perecível.

Nesta sexta, os portões abrem às 19h, com apresentações dos grupos Boka de Sergipe e Forró du Cerrado. No sábado, os portões abrem às 12h. Às 20h, sobem ao palco Iago Mura, Arthur e Matheus e Mariana Tolledal. No domingo, a diversão será comandada por Fábio Felipe, Banda Trooop! e Doze por Oito, a partir das 12h.

Festejo tradicional

Siba e a Fuloresta são atrações no sábado, em espetáculo que pede como ingresso a doação de 1 kg de alimento não perecível | Foto: Divulgação/ José de Holanda

Recentemente reconhecido como patrimônio cultural imaterial do DF, o grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreira promove a Festa de Abrição neste sábado, às 19h, no Centro Tradicional de Invenção Cultural, na 813 Sul. A celebração é uma homenagem a Sereia Laiá, uma das figuras sagradas do Mito do Calango Voador,  história que fundamenta a manifestação cultural de Seu Estrelo. Haverá apresentações da Orquestra Alada Trovão da Mata, do coletivo As Sambadeiras de Roda e do grupo Siba e a Fuloresta, além da tradicional sambada do Grupo Seu Estrelo. Para participar, basta levar 1 kg de alimento não perecível (exceto sal).

Teatro, exposições e comédia

A mostra ‘Corpo Expandido’, na Galeria Rubem Valentim, apresenta trabalhos de 15 artistas | Foto: Divulgação

Localizado na 508 Sul, o Espaço Cultural Renato Russo (ERCC) é um reduto da arte brasiliense. Neste final de semana, o espetáculo Espelho Confessionário volta a preencher os palcos da sala Marco Antônio Guimarães. No sábado, a sessão será às 20h e, no domingo, às 19h. A obra mostra o destino de uma freira e uma prostituta, diante de um espelho comum de dois lados. O ingresso deve ser adquirido pelo Sympla e custa R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada). A classificação indicativa é livre.

No sábado, o grupo Cia de Comédia 100 Punch sobe aos palcos do Teatro de Bolso com um show de stand-up comedy. O ingresso custa R$ 20 e deve ser adquirido pelo Sympla. Já no domingo, o mesmo palco será ocupado pelo projeto Verso CineClube, com a exibição do longa Neste mundo, do diretor Michael Winterbottom, sobre a trajetória de jovens refugiados na Inglaterra. Esse é um dos quatro filmes que serão compartilhados com o público até o dia 28 deste mês, sempre aos domingos, às 16h.

Além disso, segue em cartaz a exposição Modos de Mergulho: Livre, Autônomo e Profundo, da artista Marina Saback, na Galeria Parangolé. As obras combinam uma diversidade de técnicas como óleo sobre tela e aquarelas, além de projetos em tecido, miçangas e acrílico. A mostra fica em cartaz até 19 de abril, aberta para visitação de terça a domingo, das 10h às 22h.

Também é possível conhecer as obras de 15 artistas na exposição Corpo Expandido, em cartaz até 27 de maio na Galeria Rubem Valentim. As peças exploram os conceitos de corpo, espaço e tempo, convidando o público a refletir sobre a complexidade da corporeidade e suas  manifestações.

Pílulas de cultura

Neste sábado, o Complexo Cultural de Samambaia recebe o espetáculo Severino e Silva, com duas sessões – às 16h e às 19h. A peça traz elementos da poesia de João Cabral de Melo Neto e a arte de Portinari, mergulhando nas raízes e na essência do povo nordestino. A entrada é gratuita.

Na Biblioteca Pública de Ceilândia, haverá contação de histórias para crianças, no sábado, a partir das 9h30. Mais tarde, o público pode aproveitar o Baile da Caixa d’Água, das 21h às 3h. A festa ocorre na Praça do Cidadão, em frente ao Jovem de Expressão, e traz artistas locais, como Hate RCT, Gabiru, Lamak, DJ Negritah e DJ LaBonita.

No Plano Piloto, o Museu de Arte de Brasília (MAB) também oferece atividades para os brasilienses. No sábado, haverá oficina para crianças às 10h30, visita mediada às 15h e oficina de sumotori, para crianças de até 4 anos, às 16h30. No domingo, os pequenos podem participar de encontros sobre arte abstrata e pintura em nanquim às 10h30 e às 16h30. Às 15h, ocorre uma visita mediada sobre arquitetura patrimonial. Toda a programação é gratuita, não sendo necessário fazer inscrição prévia.

 

 

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Câmara e Banco Central lançam moeda comemorativa dos 200 anos da primeira Constituição do Brasil

Constituição de 1824 foi outorgada pelo imperador dom Pedro I

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Moeda comemorativa dos 200 anos da Constituição de 1824

A Câmara dos Deputados e o Banco Central lançaram nesta quinta-feira (11) a moeda comemorativa dos 200 anos da primeira Constituição do Brasil (1824), destinada a colecionadores.

A moeda tem o valor de face de R$ 5,00 e pode ser comprada no site da Casa da Moeda. O valor é R$ 440,00.

O coordenador da comissão especial curadora encarregada das comemorações dos 200 anos da Câmara dos Deputados, deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), afirmou que a primeira Constituição Brasileira, outorgada em 1824 pelo imperador dom Pedro I, foi um símbolo de nossa autonomia e soberania perante o mundo.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

O lançamento faz parte das ações que vêm sendo desenvolvidas desde 2017 pelos 200 anos da Câmara dos Deputados, que se completarão em 2026. Embora as duas casas legislativas tenham sido criadas quando a Constituição entrou em vigor, foi só em 1826 que a Câmara e o Senado foram instalados e começaram a legislar.

Andrada afirmou que, além de representar nossa soberania, a Constituição de 1824 trouxe princípios modernos como a liberdade de expressão.

“É dela que nasce o Poder Legislativo. Essa é a importância: o Poder Legislativo como o poder do povo são 200 anos que a Constituição brasileira cria essa representação da sociedade”, afirma.

Mario Agra / Câmara dos Deputados
Câmara e Banco Central lançam moeda comemorativa pelos 200 anos da Constituição de 1824. Diretora de Relacionamento e Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central, Carolina Barros. Dep. Lafayette de Andrada(REPUBLICANOS - MG). Diretor de Administração do Banco Central do Brasil, Rodrigo Alves Teixeira
Lafayette de Andrada mostra a moeda em evento no Salão Nobre da Câmara

O diretor administrativo do Banco Central, Rodrigo Alves Teixeira, afirmou que a moeda marca um evento que comemora uma data histórica. Segundo Teixeira, a Constituição de 1824 marcou um tempo para a nação brasileira que passou a ser regida por um mesmo arcabouço legal.

“O Banco Central tem, entre suas responsabilidades, emitir moedas comemorativas de fatos importantes do País, para que se torne perene e para homenagear, ao mesmo tempo, as duas câmaras do Poder Legislativo e a Constituição que lhe deu origem”, afirmou Teixeira.

 

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

 

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Escola de Música de Brasília comemora 60 anos com promessa de reforma

Foto: Isis Dantas/ gabinete Dayse Amarilio

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O Teatro Levino de Alcântara foi palco, na noite dessa quarta-feira (10), de sessão solene da Câmara Legislativa em homenagem aos 60 anos da Escola de Música de Brasília (EBM), completados no último 11 de março. Orquestrada pela deputada Dayse Amarilio (PSB), a solenidade teve como plateia alunos, professores, músicos e autoridades. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ganhou os holofotes ao assumir compromisso com a reforma da instituição.

“Resgatei o processo físico da reforma da Escola de Música e iremos atualizar o projeto, que tem um custo estimado de R$ 13 milhões”, informou a chefe da pasta responsável pela instituição. Ao se comprometer a tirar do papel a antiga promessa de reforma, Paranaguá assegurou: “Já estamos colocando no plano de obra para 2024, e esse vai ser um ano para levantar o recurso e atualizar o projeto. Vai vir a reforma”.

Durante a homenagem, a autora da iniciativa, que é enfermeira, disse acreditar que a música é uma aliada na prevenção do adoecimento e na promoção da saúde. Além disso, Dayse Amarilio falou do potencial da música para “conectar as pessoas” e “transformar o ambiente”.

“Me sinto extremamente honrada de estar neste solo sagrado, que é palco de grandes histórias e de nomes que formaram ícones da nossa música. A EBM é considerada uma das melhores em educação musical e profissional da América Latina, está entre as mais conceituadas do mundo”, destacou a parlamentar.

Também presente na solenidade, o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Cláudio Abrantes, afirmou que a Escola de Música é o “celeiro” e a “terra vermelha” de onde saíram grandes talentos. Ele ainda frisou a importância da figura do maestro Levino de Alcântara, idealizador da instituição.

Abrantes aproveitou a comemoração para dar uma outra boa notícia para a música do DF: a elaboração de edital de concurso para a Orquestra Sinfônica de Brasília. Segundo o secretário, a expectativa é soltar o edital no segundo semestre deste ano. Há dez anos sem um concurso, a Orquestra completou 45 anos este mês, tendo sido homenageada em sessão solene da CLDF nessa segunda-feira (8).

Madrigal, Orquestra de Cordas, Banda Sinfônica e BigBand foram as atrações da comemoração do primeiro sexagenário da Escola de Música. Nesses 60 anos, por lá passaram artistas como os cantores Ney Matogrosso e Cássia Eller, o bandolinista Hamilton de Holanda, o guitarrista Lula Galvão, o contrabaixista Jorge Helder e o violonista Jaime Ernest Dias.

*Com informações da assessoria de comunicação da deputada Dayse Amarilio

Denise Caputo – Agência CLDF

 

 

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