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A vida operária da Vila Planalto

Agência Brasília resgata a história do bairro que surgiu para abrigar trabalhadores das obras de construção da capital federal

 

Victor Fuzeira, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

 

A poucos quilômetros do imponente Palácio da Alvorada, testemunha dos primeiros traços de Brasília, está a Vila Planalto, bairro que surgiu para abrigar os trabalhadores que ajudaram a erguer as primeiras construções da capital federal.

Nesta quinta-feira, a Vila Planalto é o tema da série #TBTdoDF. A série especial da Agência Brasília aproveita a sigla em inglês – TBT – para throwback thursday (em tradução livre, quinta-feira de retrocesso) para mostrar fatos que marcaram o Distrito Federal.

Como seriam lares temporários, as casas da Vila Planalto foram construídas em madeira | Fotos: Divulgação/ Arquivo Público do DF

Um dos berços da capital federal, a Vila Planalto surgiu em 1957 como reduto dos pioneiros que vieram para o quadradinho e ajudaram a tirar o sonho do presidente Juscelino Kubitschek do papel. Foram necessários 320 hectares para abrigar 22 acampamentos temporários, que acomodavam engenheiros, operários e suas famílias.

O local para instalação dos acampamentos não foi escolhido ao acaso. O engenheiro Pery da Rocha França optou pela área, uma vez que o planejamento de Brasília não previa, inicialmente, a construção de edificações na região.

“É uma região vizinha ao Palácio da Alvorada e ao Brasília Palace Hotel, duas obras que esses trabalhadores estavam escalados para construir”

“O outro fator para a escolha do endereço foi estratégico. É uma região vizinha ao Palácio da Alvorada e ao Brasília Palace Hotel, duas obras que esses trabalhadores estavam escalados para construir”, acrescenta Leiliane Rebouças, 48 anos, moradora da Vila e autora do livro Vizinhos do poder: história e memória da Vila Planalto. A escritora é filha de um pioneiro de Brasília, que chegou à capital federal em um “pau de arara” vindo do Ceará e trabalhou na construção do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional, do Teatro Nacional e da Torre de TV.

“A Vila Planalto tem uma história única, mas que também se confunde com a história do Distrito Federal. Preservá-la é preservar a memória das pessoas que construíram a nossa cidade”Felipe Ramos, subsecretário do Patrimônio Cultural

Em seu livro, ela lembra uma curiosidade sobre a origem do nome do bairro. “Parte desses trabalhadores representava a empresa norte-americana Raymond Concrete Pile Company of the Americas, contratada para atuar também na construção da Barragem do Paranoá e na montagem das estruturas metálicas dos ministérios. No Brasil, essa empresa era representada pela Companhia Planalto, daí o nome”, narra.

Memória

Filha de pioneiros, Leiliane Rebouças escreveu um livro contando a história do bairro | Foto: Tony Oliveira/ Agência Brasília

Em função do viés temporário dos acampamentos, todas as casas que acomodaram os trabalhadores foram construídas em madeira. O objetivo era permitir a rápida demolição das estruturas após a inauguração de Brasília. Hoje, as residências originais se resumem a um pequeno acervo de cinco casas, conhecido como Conjunto Fazendinha.

Esse grupamento residencial é um dos patrimônios materiais da capital. Em 2021, após décadas de abandono de gestões anteriores, o governador Ibaneis Rocha assumiu o acervo como um equipamento a ser administrado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). A medida foi acompanhada de aporte de investimentos superiores a R$ 470 mil, revertidos em ações emergenciais para restaurações estruturais das casas.

Para o subsecretário do Patrimônio Cultural, Felipe Ramos, essa é apenas uma das ações públicas executadas na Vila Planalto que ajudam a manter viva a memória candanga. “A Vila Planalto tem uma história única, mas que também se confunde com a história do Distrito Federal. Preservá-la é preservar a memória das pessoas que construíram a nossa cidade, deixando também um legado rico de cultura para as demais gerações”, destaca.

Resistência

Personagem importante na luta pela fixação da Vila Planalto, Leiliane conta que a drástica redução no número de casas originais se deve ao desenvolvimento do bairro e às inúmeras tentativas de remoção dos moradores da área. As investidas tiveram início após a inauguração de Brasília, ainda em 1960, e perduraram até 1988, quando o bairro foi tombado patrimônio histórico do DF. “Quem ficou na Vila Planalto foi porque resistiu e lutou por isso”, enfatiza.

A pioneira Mea Silva Araújo mora há mais de 60 anos na Vila Planalto: “Antigamente, isso aqui parecia um fazendão; todo mundo se conhecia, as crianças brincavam juntas o dia inteiro” | Foto: Tony Oliveira/ Agência Brasília

Uma das moradoras que conquistaram o direito a permanecer no bairro foi a pioneira Mea Silva Araújo. Aos 88 anos, a idosa lembra com orgulho dos quase 62 anos em que vive na região. “Antigamente, isso aqui parecia um fazendão; todo mundo se conhecia, as crianças brincavam juntas o dia inteiro. Às vezes, bate uma saudade daquele tempo!”, narra.

Recentemente, a quadra poliesportiva localizada no centro do bairro foi recuperada e ganhou piso de concreto, pintura e instalação de grades de proteção

Moradora de longa data da Vila Planalto, Mea, uma das primeiras mulheres servidoras da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), comemora o crescimento do bairro. “A Vila cresceu muito e está muito bem-cuidada”, avalia.

O cuidado citado por Mea faz parte do esforço constante do Governo do Distrito Federal (GDF) para preservar esse verdadeiro berço da capital. Recentemente, a quadra poliesportiva localizada no centro do bairro foi recuperada e ganhou piso de concreto, pintura e instalação de grades de proteção. “Além disso, inauguramos uma quadra de areia e um campo sintético. Estamos sempre atentos às reivindicações dos moradores, e esperamos inaugurar mais equipamentos públicos no local”, acrescenta o administrador regional do Plano Piloto, Valdemar Medeiros.

 

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Motoclubes e similares são reconhecidos por relevante interesse social e cultural

Lei originada na Câmara Legislativa prevê promoção de eventos, proteção dos direitos dos motociclistas e criação de programas de educação, entre outros

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Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Justificativa da proposta aponta que os motoclubes oferecem benefícios sociais e culturais como a promoção da amizade, segurança no trânsito e outros

A Lei do Distrito Federal nº 7.910, sancionada em 16 de junho de 2026, reconhece as atividades de motoclubes, moto grupos, moto car clube e similares como forma de expressão cultural, lazer e convívio social. Para o autor da norma, deputado Martins Machado (Republicanos), os grupos não apenas reúnem pessoas com interesses comuns, mas também contribuem para a construção de uma identidade cultural específica, que deve ser valorizada e respeitada.

O projeto de lei justifica que os motoclubes e moto grupos oferecem uma série de benefícios sociais e culturais significativos, como a promoção da amizade, apoio mútuo, segurança no trânsito e ações beneficentes entre os motociclistas. Além disso, preservam a história, celebram a liberdade e influenciam a sociedade por meio de sua cultura e estilo de vida.

A legislação prevê a promoção de eventos relacionados ao motociclismo e ao automobilismo; a proteção dos direitos dos motociclistas, incluindo a liberdade de expressão e associação; a criação de programas de educação e conscientização sobre as atividades; a ampliação da quantidade de espaços adequados para a realização de eventos; e o fortalecimento, a promoção e a difusão das práticas.

Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

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ENQUANTO HOUVER BRASIL

HAVERÁ PELÉ

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Não há como não falar da COPA do Mundo de 2026. Foram 48 seleções e 1.100 atletas disputando o torneio de esporte mais importante do Planeta.
Espetáculo de emoções, de mídia, de BETs, de patriotadas, de fanatismo, de alegrias, de teatro e de marketing. Tudo isso, junto misturado, dá o chamamos, hoje, de paixão pelo Futebol.
Vi e li todos os jornais desta segunda-fera. Em fotos, estilos e críticas, mais ou menos o óbvio. Tostão, magistral no campo da bola e no campo das letras, deixou sua opinião: “Os grandes problemas do País se estendem ao futebol… Nas últimas décadas e em variados governos, o Brasil tem sido incompetente… O mesmo acontece no futebol”.
Vi, também, pelas crônicas e reportagens que os atuais deuses do futebol (Messi, Mbapé, Cristiano Ronaldo) vão deixando seus pódiuns. Novos deuses virão… E, como sempre, chegarão as novas comparações. Ele ou Pelé?
Vi também, e gostei, da crônica de Gustavo Poli, em O Globo: “Perdoa, Rei Edson Arantes do Nascimento”-
Pois é, ano que vem – outubro de 2027 – serão 50 anos que Pelé se aposentou no campo… Sim, há quase meio século Pelé deixou de jogar. E hoje, Pelé está há mais de três anos em outro patamar. Mesmo assim, tenho certeza, continuará sendo alvo de comparações: – QUEM FOI MAIOR?
Penso comigo: enquanto houver Brasil, haverá Pelé.
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Nova lei estabelece projeção de informações sobre pontos turísticos em Brasília nas salas de cinema

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e serem projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show

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Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

 

Legislação visa explorar o potencial turístico e cultural do Distrito Federal

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promulgou a Lei nº 7.868, de 6 de maio de 2026, de autoria da deputada Jaqueline Silva (MDB), após o veto ao projeto de lei original pelo ex-governador Ibaneis Rocha. A nova lei institui a obrigatoriedade da exibição de informações sobre pontos turísticos de Brasília nas telas de cinema no DF.

Originalmente PL nº 2.279/2021, a justificativa do projeto é a promoção do turismo como fonte inesgotável de renda, emprego, desenvolvimento econômico e cultural. O cinema deverá ser utilizado como meio ímpar de divulgação de atrações pela sua abrangência e diversidade de público.

Segundo Jaqueline Silva, o fomento ao turismo traz um cenário benéfico de geração de empregos e o surgimento de profissionais capacitados em diversas áreas, abrindo espaço para bacharéis em turismo e hotelaria, profissionais da gastronomia, transporte turístico, idiomas, comércios diversos e artesanatos.

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e ser projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show.  A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) fornecerá todas as informações que serão projetadas.

Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

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