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PRAÇA DO CRUZEIRO

A PRAÇA QUE TUDO TESTEMUNHOU

 

A Praça do Cruzeiro, antes e durante a construção da nova capital no Planalto Central em substituição ao Rio de Janeiro, devido à sua privilegiada localização, por ser o ponto mais alto do lugar escolhido para a construção de Brasília –  1.172 metros de altitude – foi um dos locais mais visitados no período da construção e ponto do qual se podia vislumbrar o imenso campo de obras que, a partir de 03 de novembro de 1956,  a área entre os rios Bananal e Riacho Fundo, em  suave declive em direção ao Rio Paranoá, se tornava. Anterior ao projeto de Lucio Costa por causa do Cruzeiro ali instalado, nos primórdios de Brasília, o local nasceu tão importante quanto a própria cidade que se construía aos seus pés. Contudo, aos poucos, com a atenção sendo dirigida para o revolucionário projeto urbano de Lucio Costa e para a arquitetura modernista de Oscar Niemeyer, o Cruzeiro, ou como hoje denominada, a Praça do Cruzeiro, foi entrando no anonimato. Por meio desta exposição queremos resgatar alguns importantes momentos históricos desta praça que nasceu antes de Brasília, afim de que, ao visitá-la, possamos olhar aquele Cruzeiro de madeira, ladeado por um enorme banco circular, não apenas como um local privilegiado para ver o pôr do sol, mas, acima de tudo, como um espaço histórico que nos associa a todos aqueles que sonharam e construíram Brasília, no coração do nosso imenso território brasileiro.

 

Arpdf/00351_BR DFARPDF NOV_D_04_04_B_03


Praça do Cruzeiro – fevereiro de 1955: primórdios…

 

A Praça do Cruzeiro começa sua história em fevereiro de 1955 quando o Marechal José Pessoa, presidente da Comissão de Localização da Capital Federal, e sua comitiva, vem ao Planalto Central visitar os cinco lugares apresentados pela empresa Donald J. Belcher and Associates Incorporated para a escolha definitiva do lugar onde a capital seria construída. Num dos sítios, batizado de “Sítio Castanho” se dirigem ao ponto mais elevado do lugar. [1] Pela primeira vez, o local que não tinha sido ainda assim batizado como Praça do Cruzeiro, serviu para vislumbrar a cidade que iria nascer aos seus pés.

 

[1] Ernesto Silva. Entrevista do Programa de História Oral do ArPDF.

 

 

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Arpdf/1870_BR DFARPDF NOV_B_18

 

Praça do Cruzeiro – fevereiro de 1955: primórdios…

 

Na primeira visita àquela colina plana, ponto mais alto da Fazenda Bananal, que alguns meses depois receberia uma pequena cruz da madeira, seis jipes estacionaram no local.[1] Ernesto Silva, um dos membros da Comissão de Localização da Capital Federal, presente na visita, assim se expressou: “Lembramo-nos bem do entusiasmo que nos assaltou ao divisarmos o horizonte em torno, numa amplitude de trezentos e sessenta graus. Tudo em redor era azul, horizonte infinito! Permanecemos por alguns minutos, extasiados, a nos sentirmos pequeninos ante […] a antevisão da cidade moderna a ali se erguer, dentro em breve […].” [2]

 

[1] Ernesto Silva. Entrevista do Programa de História Oral do ArPDF.

[2] SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 63-65.

 

 

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Arpdf/Coleção Documentos Goyaz_ArPDF_Acervo Altamiro de Moura Pacheco

 

Praça do Cruzeiro – abril de 1955: escolha da região para a construção da capital do Brasil.

 

Em abril de 1955, entre as cinco opções apresentadas para o local da construção da nova capital, a região em leve declive que se estendia aos pés da atual Praça do Cruzeiro em direção ao Rio Paranoá, e que pertencia ao identificado oficialmente como o “Sítio Castanho” para se evitar a especulação imobiliária, foi escolhida para a construção de Brasília. Aquela colina anônima que vislumbrava um belíssimo panorama em direção ao Rio Paranoá começa a testemunhar sua relação inseparável com a nova capital plantada no Planalto Central que começa a ser construída.

 

 

 

Arpdf/0682_BR DFARPDF NOV_B_03

 

Praça do Cruzeiro – maio de 1955: recebe o seu batismo, uma tosca cruz de pau-brasil.

 

No final de abril de 1955, por meio de um acordo com a Comissão de Localização da Capital Federal, o governo de Goiás declara de utilidade pública as terras dentro da área do novo Distrito Federal. Marechal José Pessoa, presidente da Comissão, no intuito de demarcar o lugar, solicita ao governo de Goiás[4] que coloque uma cruz no ponto mais alto do lugar escolhido para a construção de Brasília. Encarregou-se do trabalho o vice-governador de Goiás, Bernardo Sayão: dois galhos de madeira pau-brasil [5] foram entrelaçados e, a tosca cruz de madeira foi plantada no chão do Cerrado. Estava batizado o local. A partir de abril de 1955 aquele mirante é designado nos documentos como “o Cruzeiro”.

 

[4] Cf. Diário Oficial da República de 10 de setembro de 1955. Apud SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 85.

[5] Léa Sayão. Meu pai Bernardo Sayão, 6ª edição. Brasília, 2004, p. 127.

 

 

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Arpdf/0683_BR DFARPDF NOV_B_03

 

 

Praça do Cruzeiro – maio de 1955: recebe um cruzeiro permanente.

 

Poucas semanas após o vice-governador de Goiás, Bernardo Sayão, plantar uma primitiva cruz feita com galhos de pau-brasil, em vista da visita do presidente da República, Café Filho, para conhecer o local onde Brasília nasceria e participar da celebração de uma missa[6-7] foi instalada uma imensa cruz de madeira aroeira[8] torneada, com uma base feita em alvenaria recoberta com pedras. Ao redor da base um tablado em madeira permitia uma visão melhor ainda da região e servia aos visitantes para as fotografias. A partir de abril de 1975 a Praça do Cruzeiro recebeu uma réplica do primeiro Cruzeiro. A cruz original está em exposição permanente na Catedral Nossa Senhora Aparecida, em Brasília.[9]

 

[6] Entrevista de Jofre Mozart Parada ao Correio Braziliense, apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 138.

[7] Ernesto Silva IN Correio Braziliense, Edição Comemorativa da Transferência da Capital Federal para Brasília, 1960, p. 7.

[8] Entrevista de Joffre Mozart Parada ao Correio Braziliense, apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 138.

[9] Cf. Placa metálica afixada aos pés da cruz original em exposição na Catedral de Brasília.

 

 

 

 

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Arpdf/02945_BR DFARPDF NOV_C_3

 

O Cruzeiro: uma estratégia para dar nome à nova capital.

 

A intenção de colocar uma cruz no ponto mais alto do lugar onde Brasília seria construída foi intencionalmente decidida pelo Marechal José Pessoa, presidente da Comissão de Localização da Capital Federal. Por meio daquele Cruzeiro ele desejava reforçar a sua intenção de que a nova capital se chamasse “Vera Cruz”. [10]  Mais do que identificar um ponto mais alto, a Praça do Cruzeiro nasce com a intenção de batizar a nova cidade-capital. A estratégia não surtiu efeito, contudo, um Cruzeiro de madeira esteve permanentemente fincado naquele lugar. Eleito Juscelino Kubitschek, este preferiu a sugestão do Patriarca da Independência, José Bonifácio: Brasília. [11]

 

[10] SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 86.

[11] SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 83.

 

 

 

 

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Arpdf/2615_BR DFARPDF NOV_C_3

 

 

Cruz da Praça do Cruzeiro: a verdadeira pedra fundamental.

 

Testemunho do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira: “Essa cruz constitui a verdadeira pedra fundamental da cidade. É, sem dúvida, seu marco histórico, e muito mais expressivo do que a placa, fundida no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, e colocada perto da cidade de Planaltina, dentro do quadrilátero Cruls.”[12]

 

[12] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 32-33.

 

 

 

 

 

 

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Arpdf/0681_BR DFARPDF NOV_B_03

 

Praça do Cruzeiro – [1954-1955]: recebe o Marco Geodésico nº 8 do IBGE – Conselho Nacional de Geografia.

 

Para situar no chão do Cerrado o projeto da nova cidade capital no chão da Fazenda Bananal era necessário ter uma referência geodésica de Latitude e Longitude amarradas às coordenadas do Sistema Geodésico Brasileiro. [13] Foi exatamente na Praça do Cruzeiro que foi instalado o marco geodésico identificado por uma pequena bandeira à direita monumento. Foi com base nele que os topógrafos da NOVACAP colocaram o plano de Lucio Costa no chão.[14] Atualmente o Vértice nº 8 pode ser visto ao lado da Praça do Cruzeiro em concreto e pintado com tinta laranja.

 

[13] Cf. https://www.ibge.gov.br – Acesso em 08/03/2021.

[14] Entrevista do topógrafo Jethro Bello Torres ao Programa de História Oral do Arquivo Público do Distrito Federal.

 

 

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Praça do Cruzeiro: ponto de referência da locação de Brasília.

Entrevista de Jethro Bello Torres ao Programa de História Oral do Arquivo Público do DF

 

“É o inicial, o marco sul do IBGE, o Vértice nº 8. Foi daqui, da parte geodésica do IBGE – Conselho Nacional de Geografia, junto ao Cruzeiro, que partiram as coordenadas. Não tinha nada, era tudo cerradão. Abriu-se então as primeiras picadas. Esse primeiro marco foi dos técnicos do IBGE, lá por 1954, 1955, que demarcaram essa rede de triangulação. Eram coordenadas que o Marechal José Pessoa havia providenciado. Este foi o ponto de partida [..] o ponto vetorial da geodésia de Brasília, o Vértice nº 8.”[15]

 

[15] Entrevista de Jethro Bello Torres para o Programa de História Oral do Arquivo Público do Distrito Federal. Conteúdo filmado.

 

 

 

 

 

 

Arpdf/2616_BR DFARPDF NOV_C_3

 

 

Praça do Cruzeiro – outubro de 1956: recebe a primeira visita do Presidente da República, Juscelino Kubitschek.

 

Em 19 de setembro de 1956 a NOVACAP, empresa pública encarregada da construção de Brasília, estava criada. Tendo em vista a iminência do início da construção da cidade capital, o Presidente Juscelino Kubitschek decide visitar pela primeira vez o local. No dia 02 de outubro de 1956, depois de pousar numa pista de pouso provisória aberta onde foi construída a Rodoferroviária, a Praça do Cruzeiro torna-se o palco da primeira visita do presidente da República.

 

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Arpdf/48182_BR DFARPDF SCS-HF-12-9-C-2

 

Praça do Cruzeiro – outubro de 1956: testemunha as primeiras impressões do Presidente JK.

 

O Cruzeiro testemunhou o primeiro contato do presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira, com a terra que iria acolher a nova capital: “Quando o avião sobrevoou o local da futura capital, concentrei-me em observar a região. […] Tudo era chato e plano – a vastidão desconcertante do vazio. Lá estava o Cruzeiro, de braços abertos, como que saudando os intrusos que chegavam pelo céu. […] Visitei o local onde se erguia o Cruzeiro, o qual, sendo o ponto mais elevado da região, permitia uma visão de conjunto do cenário que emolduraria a futura capital. A vista era maravilhosa.” [16]

 

[16] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 46.

 

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Arpdf/3155_BR DFARPDF NOV_C_3

 

Praça do Cruzeiro – outubro de 1956: local das primeiras decisões sobre as obras de Brasília.

 

Era urgente que os trabalhos de construção não esperassem o resultado do concurso do Plano-Piloto, que só sairia em março de 1957. Essa urgência levou JK a tomar algumas decisões durante a primeira visita, em 2 de outubro de 1956. [17] Lá estava a Praça do Cruzeiro a ser o palco das decisões relativas às primeiras obras a serem iniciadas. Ao redor do enorme Cruzeiro, JK, Oscar Niemeyer, Israel Pinheiro, recém-nomeado presidente da NOVACAP, com outros que se faziam presentes, começaram a examinar os mapas preparados para a ocasião. Como a prioridade era a construção de um aeroporto, e os projetos sugeriam três lugares, foi escolhido o local e decidido o início imediato da construção do aeroporto internacional de Brasília.[18]

 

[17] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 46.

[18] Diário de Notícias. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 535.

 

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Arpdf/0518_BR DFARPDF NOV_B_02

 

 

Praça do Cruzeiro – outubro de 1956: de onde se decidiu localização da residência provisória do Presidente JK.

 

A criação de uma empresa dedicada exclusivamente à construção de Brasília havia sido aprovada em 19 de setembro de 1956. O lugar para instalar os galpões e a infraestrutura básica para receber os primeiros operários também já estava decidido. Contudo, a fim de acompanhar a construção da cidade, o presidente queria um lugar para morar provisoriamente enquanto não ficasse pronto o Palácio da Alvorada. Novamente, lá está o Cruzeiro testemunhando a escolha do local onde seria construída a residência provisória: “A seguir o Presidente Juscelino Kubitschek […] passou a examinar numerosos mapas, ficando então decidida a localização definitiva do núcleo pioneiro onde ficará a residência presidencial provisória, […] na Fazenda do Gama”.[19] A residência passou à história com o nome de Catetinho e foi construída, de surpresa, por um grupo de amigos do presidente JK.

 

[19] Diário de Notícias. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 535.

 

 

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Arpdf/2860_BR DFARPDF NOV_C_3

 

 

Praça do Cruzeiro – outubro de 1956: declaração pública do prazo dado para construção da capital.

 

Muitos deputados tinham aprovado a construção pois consideravam que o projeto da nova capital seria o túmulo político do presidente JK. Portanto, Juscelino Kubitschek considerava urgente deixar a cidade minimamente pronta para receber os poderes da República. Foi ali, na Praça do Cruzeiro que tornou pública[20] sua determinação: “O primeiro ponto a ser visitado pelo Sr. Juscelino Kubitschek foi o lugar onde se ergue um Cruzeiro […] Nesse local palestrou com os jornalistas. […] Disse o presidente da República aos jornalistas que o Sr. Israel Pinheiro, e demais diretores da Companhia Urbanizadora aceitaram o prazo de três anos e dez meses para a entrega das edificações e serviços indispensáveis à mudança definitiva do governo”.[21] Dali em diante, qual farol, o Cruzeiro iria testemunhar o que ficou conhecido como “o ritmo de Brasília”.

[20] Diário de Brasília – 1956-1957, Serviço de Documentação da Presidência da República, Rio de Janeiro, 1960, pág. 33.

[21] Diário de Notícias. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 535.

 

 

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Arpdf/0676_BR DFARPDF NOV_B_03

 

 

Praça do Cruzeiro – novembro de 1956: local do primeiro Culto Evangélico na capital.

 

Um grupo de pastores da Igreja Batista, motivados pelo desejo de cultuar a Deus e proclamar a mensagem do Evangelho de Cristo na nova capital da República que se erguia, tomou a iniciativa de começar a missão evangelizadora na nova capital. No dia 30 de novembro de 1956, os pastores batistas, Elias Brito Sobrinho, Silas de Brito Lopes, Marcelino Cardoso e James Musgrave Jr. se dirigiram até o Cruzeiro e celebraram a primeiro culto evangélico na nova capital.[22]  “Rezaram em conjunto pedindo as bençãos para a cidade que nascia”.[23] Em 7 de setembro de 1957 é organizada a primeira Igreja Batista de Brasília. [24]

 

[22] Berry, Edward G. Os batistas em Brasília, Juerp, 1963.

[23] Correio Braziliense, Edição Comemorativa da Transferência da Capital Federal para Brasília, 1960, p. 9.

[24] Berry, Edward G. Os batistas em Brasília, Juerp, 1963.

 

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Arpdf/1909_BR DFARPDF NOV_B_18

 

Praça do Cruzeiro – abril de 1957: recebeu a visita de Lucio Costa, o “inventor” de Brasília.

 

Durante a construção da nova capital, uma única vez Lucio Costa, o criador da cidade, visitou o canteiro de obras. Os Eixos não estavam ainda locados, mas, uma enorme clareira aberta a partir da Praça do Cruzeiro em direção ao local onde estaria a Praça dos Três Poderes havia sido aberta para os trabalhos de topografia e dava uma indicação de onde o Eixo Monumental se localizaria. Assim, decidida a escolha pelo projeto de Lucio Costa, a convite do Presidente Juscelino Kubitschek, veio visitar o lugar em que sua genial criação ganharia vida. Nesta ocasião, JK levou-o até o Cruzeiro de Brasília.

 

 

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Arpdf/BR DFARPDF NOV_Revista Brasília nº 04

 

 

O Cruzeiro – abril de 1957: presenciou o espanto do urbanista Lucio Costa.

 

Era 2 de abril de 1957, na primeira e única visita que Lucio Costa fez ao lugar onde Brasília seria construída, estando ao lado de JK e do Cruzeiro que permitia ver várias picadas[25] preparadas para iniciar os trabalhos de locação da cidade, pela primeira vez pode pisar no terreno em que sua criação iria pousar… e se extasiou com o que viu: “Fiquei apavorado. Meu Deus, que loucura, onde eu fui me meter. Aí foi que senti a escala desmedida. Me pareceu uma coisa em outra escala, diferente daquela em que eu tinha concebido a cidade, que, mentalmente, era mais compacta.”[26]

 

[25] Entrevista de Adirson Vasconcelos. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 145.

[26] Entrevista de Lucio Costa para o Jornal do Brasil. Apud Correio Braziliense, 05/12/2014.

 

 

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Arpdf/BR DFARPDF NOV_Revista Brasília nº 07

 

Praça do Cruzeiro – abril de 1957: assiste o dia do nascimento de Brasília.

 

Em 16 de março o concurso nacional havia escolhido o projeto urbano de Lucio Costa para a construção da cidade capital. As coordenadas foram calculadas no Rio de Janeiro por Augusto Guimarães Filho, escolhido por Lucio Costa para levar o projeto adiante, e foram enviadas ao chefe da equipe de topógrafos da NOVACAP: Joffre Mozart Parada. O dia seria histórico! O Vértice nº 8 do IBGE já estava lá na Praça do Cruzeiro a indicar as referências topográficas. Cientes da importância do momento, o Cruzeiro foi escolhido como testemunha oficial do evento. Toda a equipe se colocou ao redor da enorme cruz para a foto histórica. “Em 20 de abril, 16 homens, entre topógrafos, ajudantes de topógrafos e motoristas, pousaram para uma foto histórica, no Cruzeiro, ao lado de Joffre Parada. Naquele dia, íamos cravar o primeiro marco do Plano Piloto. […] Com uma equipe de uns 10 homens, fomos descendo com o teodolito, locando o Eixo Monumental até a Praça dos Três Poderes.”[1] Quem fincou a Estaca Zero no chão foi o engenheiro e agrimensor Ronaldo de Alcântara Velloso.[2]  A partir daquela colina que tudo testemunhava, nascia Brasília.

 

[1] Entrevista do engenheiro e agrimensor Ronaldo de Alcântara Velloso. Apud Correio Braziliense, 30/07/2011.

[2] Entrevista de Jethro Bello Torres para o Programa de História Oral do Arquivo Público do Distrito Federal. Conteúdo filmado.

 

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Arpdf/Coleção Documentos Goyaz_ArPDF_Acervo Altamiro de Moura Pacheco


Praça do Cruzeiro – maio de 1957: assiste a primeira missa em Brasília.

 

No dia 3 de maio de 1957, o Cruzeiro recebe mais de 15.000 pessoas para a celebração da primeira missa em Brasília. Para presidir a celebração, na ocasião ainda celebrada em língua Latina, o Presidente Juscelino Kubitschek convidou Dom Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta, Arcebispo de São Paulo. Toda a liturgia foi feita associando a primeira missa em Brasília à primeira missa rezada em 3 de maio de 1500, após a chegada dos portugueses na América, com o intuito de promover a visão da redescoberta do Brasil por meio da interiorização e construção de uma nova capital no coração do território brasileiro. “A 3 de maio, Brasília torna-se autenticamente brasileira, porque, desde as origens, o Brasil existe com a presença de Cristo. Com a Primeira Missa planta-se em Brasília uma semente espiritual.”[3]

 

[3] Diário de Brasília – 1956-1957, Serviço de Documentação da Presidência da República, Rio de Janeiro, 1960, pág. 85.

 

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Arpdf/BR DFARPDF NOV_Revista Braasília nº 05

 

Praça do Cruzeiro – maio de 1957: acolhe a primeira imagem de Nossa Senhora Aparecida.

 

A primeira missa em Brasília foi celebrada sob imenso toldo de lona, em chão assoalhado, onde foi montado o altar em cujo centro foi entronizada, pela primeira vez, a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil e madrinha de Brasília. [4] Atrás da imagem foi estendida a bandeira do Brasil.

 

[4] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 77

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Arpdf/ 31107_BR DFARPDF SCS-JF_10_3_C_1

 

Praça do Cruzeiro – maio de 1957: presencia o primeiro batizado em Brasília.

Antes de iniciar a celebração da Missa, o Cruzeiro presenciou o primeiro batizado na nova capital. Dom Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta, Arcebispo de São Paulo, batizou[5] o menino Brasílio Franklin, cujo padrinho foi o Presidente Juscelino Kubitschek e, madrinha, sua esposa Sara Kubitschek, segundo texto autobiográfico. [6] Curiosamente, a REVISTA BRASÍLIA, fonte oficial de comunicação da NOVACAP, informa que a madrinha foi Dna. Coracy Pinheiro, esposa de Israel Pinheiro. [7]

 

[5] Revista Brasília – Número especial da primeira missa, 1957.

[6] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, p. 88. Edição do Senado em PDF

[7] Revista Brasília – Número especial da primeira missa, 1957.

 

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Arpdf/BR DFARPDF NOV_Revista Braasília nº 05

 

Praça do Cruzeiro – maio de 1957: acompanha a primeira transmissão radiofônica de evento coletivo em Brasília.

 

Na década de 1950, o rádio é o mais importante meio de comunicação de massa. A Praça do Cruzeiro se tornou, na manhã de 3 de maio de 1957, a protagonista da primeira transmissão radiofônica de um evento coletivo no imenso canteiro de obras que se tornava a Fazenda Bananal, local da construção da nova capital, quando, por ocasião da primeira missa, a Agência Nacional irradiou a solenidade religiosa para todo o país[8]

[8] Diário de Brasília – 1956-1957, Serviço de Documentação da Presidência da República, Rio de Janeiro, 1960.

 

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Arpdf/BR DFARPDF NOV_Revista Braasília nº 05

 

Praça do Cruzeiro – maio de 1957: testemunha o primeiro discurso de JK em Brasília.

 

No final da primeira missa em Brasília, o Presidente Juscelino Kubitschek fez seu primeiro discurso oficial na nova cidade que estava nascendo: “Era a primeira vez que fazia um discurso oficial na nova capital. ‘Estamos, todos nós, altos dignitários da Igreja, militares, homens de Estado, todos nós aqui” — declarei — “reunidos, vivendo uma hora que a História vai fixar. Hoje é o dia da Santa Cruz, dia em que a capital recém-nascida recebe o seu batismo cristão; dia em que a cidade do futuro, a cidade que representa o encontro da pátria brasileira com o seu próprio centro de gravitação, recolhe a sua alma eterna… Dia em que Brasília, ontem apenas uma esperança e hoje, entre todas, a mais nova das filhas do Brasil, começa a erguer-se, integrada no espírito cristão, causa, princípio e fundamento da nossa unidade nacional. Dia em que Brasília se torna automaticamente brasileira. Este é o dia do batismo do Brasil novo. É o dia da Esperança. É o dia da cidade que nasce’.” [9]

 

[9] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 89.

 

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Arpdf/31105_BR DFARPDF SCS-JF_10_3_C_1

 

Praça do Cruzeiro – maio de 1957: local da primeira apresentação de um coral em Brasília.

 

Durante a celebração da missa pioneira, a Praça do Cruzeiro assistiu à primeira apresentação de um coral na nova cidade em construção. Os cânticos sacros da celebração religiosa foram entoados pelo Coral Feminino da Universidade de Minas Gerais[10] que apresentou as canções da “Missa Brévis”, composta por Giovanni Pierluigi da Palestrina, publicada pela primeira vez no século XVI.

 

[10] SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 147.

 

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Arpdf/079_BR DFArPDF

 

Praça do Cruzeiro – maio de 1957: assiste a presença de índios Carajás.

 

Um grupo de índios da etnia Carajá, vindos da Ilha Bananal, foi a primeira delegação indígena a se apresentar na nova capital. A visita deu-se por ocasião da primeira missa em Brasília, em 3 de maio de 1957. Segundo o Presidente JK: “Após a cerimônia, teve lugar a homenagem que os índios carajás desejavam me prestar. Foi um espetáculo tocante e digno de registro. Os silvícolas ofertaram-me lanças, bordunas, tacapes e flechas. O cacique fez-me uma saudação, chamando-me ‘Grande Chefe’, e, enquanto a assistência aplaudia, os demais índios gritavam”. [11]

 

[11] KUBITSCHEK, Juscelino. Meu caminho para Brasília. Rio de Janeiro, Edições Bloch, Rio 1978, p. 146.

 

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Arpdf/BR DFARPDF NOV_Revista Brasília nº 19

 

Praça do Cruzeiro… maio de 1957: recebe estrada ligando diretamente ao Aeroporto!

 

Faltando poucos dias para a realização da primeira missa em Brasília, a Praça do Cruzeiro recebeu uma estrada ligando-a diretamente ao Aeroporto Internacional de Brasília, inaugurado oficialmente no mesmo dia da missa pioneira. A pista, facilmente perceptível em foto aérea por cortar a embrionária Asa Sul, foi aberta às pressas pelo chefe da equipe de topografia da NOVACAP, Joffre Mozart Parada que, de dentro de um teco-teco orientava um topógrafo em terra a direção do aeroporto e, este por sua vez, ia dando rumo ao tratorista da Diretoria de Viação e Obras da NOVACAP para seguir em linha reta.[12]

 

[12] Cf. Entrevista de Adirson Vasconcelos, Correio Braziliense, 19 de setembro de 1976. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 143.

 

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Arpdf/Coleção Documentos Goyaz_ArPDF_Acervo Altamiro de Moura Pacheco

 

Praça do Cruzeiro – maio de 1957: ponto de chegada dos visitantes durante a construção.

 

Devido à localização privilegiada, o Cruzeiro era o primeiro ponto a partir do qual os visitantes se dirigiam quando das visitas às obras de Brasília. Conforme reportagens da Revista Brasília, órgão oficial da NOVACAP, muitas visitas começavam no “Cruzeiro”, aproveitando uma pista que ligava o aeroporto ao Cruzeiro. Depois de contemplarem o campo de obras como um todo, partiam daquela colina para visitar os canteiros de obras.

 

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Arpdf/Coleção Documentos Goyaz_ArPDF_Acervo Altamiro de Moura Pacheco

 

Praça do Cruzeiro – junho de 1957: recebe o primeiro presidente estrangeiro a visitar Brasília.

 

O primeiro chefe de Estado estrangeiro a visitar Brasília foi o presidente de Portugal, Francisco Higino Craveiro Lopes, em 2 de junho de 1957. O convite tinha uma simbologia: como os portugueses foram os primeiros europeus a chegar ao território que se tornaria o Brasil, deveriam ser também os primeiros a chegar em Brasília.[13] Na ocasião, Presidente Craveiro Lopes foi até o Cruzeiro e descerrou uma placa na qual se indicava que naquele local se ergueria um memorial à comunidade Luso-brasileira: “Placa comemorativa da visita do Exmo. Sr. Gen. Francisco Higino Craveiro Lopes, Presidente da República de Portugal e do Exmo. Sr. Dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira, Presidente da República dos E.U do Brasil. Neste local, em honra à comunidade luso-brasileira, será erguido um monumento dedicado à raça e em memória dos heróis que fundaram este país. XXI – VI – MCMLVII”.[14] Imagens do acervo do Arquivo Público confirmam que a placa ficou durante algum tempo fixada à base do Cruzeiro.

 

[13] RIBEIRO, Gustavo Lins. O Capital da Esperança. A Experiência dos Trabalhadores na Construção de Brasília. Brasília: Ed. UnB, 2008, p. 40.

[14] Revista Brasília, Ano I, Junho de 1957, Número 6.

 

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Arpdf/63407_SCS-HF-7-6-E-1

 

Praça do Cruzeiro – inícios de 1958 – testemunha a instalação do primeiro reservatório d’água para Brasília.

 

Por ser o ponto mais alto do lugar escolhido para a construção de Brasília – 1.172 metros de altitude – a Praça do Cruzeiro testemunhou, ao seu lado, a construção do Reservatório nº 1 que iria alimentar toda a rede de distribuição de água potável para Brasília. O Presidente JK relata em sua biografia: “Abriam-se valas ao longo das ruas e, por elas, corriam canos, à espera da água que estava captada na barragem do rio Torto e que, dali, seguiria para o Reservatório R-1 — em construção — no alto do Cruzeiro.” [15]

 

[15] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 112.

 

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Praça do Cruzeiro – 1960: batiza o setor de residências econômicas sul: o Cruzeiro.

 

O Setor de Residências Econômicas Sul nasceu com o nome de “Gavião” devido a quantidade destes pássaros na localidade.[16] A comunidade considerava o nome depreciativo. “Com este espírito foi que um grupo de moradores procurou, em 1960, o jornal [Correio Braziliense] para dizer de sua insatisfação com o nome do local onde moravam. O batismo, então, de Cruzeiro tinha dois fundamentos lógicos: o bairro ficava próximo ao Cruzeiro onde fora celebrada a primeira missa de Brasília e um ônibus da TCB – Transportes Coletivos de Brasília fazia uma linha com o nome ‘Cruzeiro’ e ia até o Gavião”.[17] Assim, por causa da Praça do Cruzeiro, o antigo Gavião foi rebatizado para Cruzeiro.

 

[16] SOUSA, Rafael Fernandes de. Cruzeiro – Retratos de sua história – 1959-2009. Brasília: FACDF, 2010.

[17] VASCONCELOS, José Adirson. As cidades satélites de Brasília. Brasília: Gráfica do Senado Federal, 1988, p. 349.

 

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Praça do Cruzeiro – 1974: recebe tratamento paisagístico atual.

 

A atual aparência arquitetônica da Praça do Cruzeiro foi construída em 1974 a partir do projeto do arquiteto Oscar Niemeyer. Toda a renovação arquitetônica e paisagística surgiu a partir do Cruzeiro. “O elemento principal da praça é uma base de planta circular, com um canteiro central gramado onde está o Cruzeiro, rodeado por um anel de água, e uma plataforma pavimentada com pedra portuguesa de cor branca onde circulam os transeuntes. A base é delimitada por um banco de concreto com formato em “C”, debaixo do qual podem ser colocadas velas.” [18]

 

[18] ARAÚJO, Roberto Gonçalves. Cinquenta anos do mobiliário urbano de transporte público em Brasília. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, 2010.

 

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Praça do Cruzeiro – recebe à sua frente o Memorial JK.

 

Em 12 de setembro de 1981 é inaugurado o Memorial JK, em frente à Praça do Cruzeiro. Neste mesmo dia os restos mortais do Presidente Juscelino Kubitschek foram transferidos para uma câmara mortuária construída dentro do Memorial. Sob o olhar permanente do Cruzeiro que o tinha recebido pela primeira vez em 2 de outubro de 1956, descansa agora o corpo do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.

 

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IMAGENS DE 1-16

[1] SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 63-65.

[2] Ernesto Silva. Entrevista do Programa de História Oral do ArPDF.

[3] SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 63-65.

[4] Cf. Diário Oficial da República de 10 de setembro de 1955. Apud SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 85.

[5] Léa Sayão. Meu pai Bernardo Sayão, 6ª edição. Brasília, 2004, p. 127.

[6] Entrevista de Jofre Mozart Parada ao Correio Braziliense, apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 138.

[7] Ernesto Silva IN Correio Braziliense, Edição Comemorativa da Transferência da Capital Federal para Brasília, 1960, p. 7.

[8] Entrevista de Joffre Mozart Parada ao Correio Braziliense, apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 138.

[9] Cf. Placa metálica afixada aos pés da cruz original em exposição na Catedral de Brasília.

[10] SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 86.

[11] SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 83.

[12] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 32-33.

[13] Cf. https://www.ibge.gov.br – Acesso em 08/03/2021.

[14] Entrevista do topógrafo Jethro Bello Torres ao Programa de História Oral do Arquivo Público do Distrito Federal.

[15] Entrevista de Jethro Bello Torres para o Programa de História Oral do Arquivo Público do Distrito Federal. Conteúdo filmado.

[16] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 46.

[17] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 46.

[18] Diário de Notícias. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 535.

[19] Diário de Notícias. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 535.

[20] Diário de Brasília – 1956-1957, Serviço de Documentação da Presidência da República, Rio de Janeiro, 1960, pág. 33.

[21] Diário de Notícias. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 535.

[22] Berry, Edward G. Os batistas em Brasília, Juerp, 1963.

[23] Correio Braziliense, Edição Comemorativa da Transferência da Capital Federal para Brasília, 1960, p. 9.

[24] Berry, Edward G. Os batistas em Brasília, Juerp, 1963.

[25] Entrevista de Adirson Vasconcelos. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 145.

[26] Entrevista de Lucio Costa para o Jornal do Brasil. Apud Correio Braziliense, 05/12/2014.

 

 

IMAGENS DE 17-31

[1] Entrevista do engenheiro e agrimensor Ronaldo de Alcântara Velloso. Apud Correio Braziliense, 30/07/2011.

[2] Entrevista de Jethro Bello Torres para o Programa de História Oral do Arquivo Público do Distrito Federal. Conteúdo filmado.

[3] Diário de Brasília – 1956-1957, Serviço de Documentação da Presidência da República, Rio de Janeiro, 1960, pág. 85.

[4] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 77

[5] Revista Brasília – Número especial da primeira missa, 1957.

[6] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, p. 88. Edição do Senado em PDF

[7] Revista Brasília – Número especial da primeira missa, 1957.

[8] Diário de Brasília – 1956-1957, Serviço de Documentação da Presidência da República, Rio de Janeiro, 1960.

[9] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 89.

[10] SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 147.

[11] KUBITSCHEK, Juscelino. Meu caminho para Brasília. Rio de Janeiro, Edições Bloch, Rio 1978, p. 146.

[12] Cf. Entrevista de Adirson Vasconcelos, Correio Braziliense, 19 de setembro de 1976. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 143.

[13] RIBEIRO, Gustavo Lins. O Capital da Esperança. A Experiência dos Trabalhadores na Construção de Brasília. Brasília: Ed. UnB, 2008, p. 40.

[14] Revista Brasília, Ano I, Junho de 1957, Número 6.

[15] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 112.

[16] SOUSA, Rafael Fernandes de. Cruzeiro – Retratos de sua história – 1959-2009. Brasília: FACDF, 2010.

[17] VASCONCELOS, José Adirson. As cidades satélites de Brasília. Brasília: Gráfica do Senado Federal, 1988, p. 349.

[18] ARAÚJO, Roberto Gonçalves. Cinquenta anos do mobiliário urbano de transporte público em Brasília. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, 2010.

 

 

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Parque de Ideias leva escritora Clarice Lispector ao público do Rio

Evento gratuito ocorre hoje, às 16h, na Biblioteca Parque Estadual

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Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil

Clarice Lispector estará no centro das atenções na Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio. O encontro, gratuito ao público, será por meio do Projeto Parque de Ideias, idealizado pelo documentarista Márcio Debellian.

Nesta terça-feira (14), às 16h, a jornalista, escritora e roteirista Melina Dalboni vai apresentar a palestra Clarice Lispector: da literatura ao teatro e ao cinema, que ela prefere chamar de conversa com os visitantes.

Ela vai levar a sua experiência nas diferentes adaptações que fez da obra de Clarice para o longa A paixão segundo G.H. e quando escreveu o livro Diário de um Filme – A paixão segundo G.H., baseado no longa.

Melina revelou ser fã da escritora e poder conversar sobre Clarice, em um projeto dentro da Biblioteca Parque Estadual, é ter a oportunidade e o privilégio de estar em um espaço que oferece uma programação de qualidade e gratuita. Ela considera Clarice como uma das maiores escritoras do mundo.

“A obra da Clarice é publicada em mais de 40 países e foi traduzida para mais de 30 idiomas. Embora muitos considerem a obra da escritora hermética, entendo que seja o contrário”, diz Melina à Agência Brasil.

“Os livros, contos e crônicas dela são acessíveis e apaixonantes exatamente porque ela propõe essa ideia de ‘pensar-sentir’, de modo que o leitor não precisa exatamente entender tudo cartesianamente, mas, sim, estar aberto para ler e ser tocado, ler e sentir em si mesmo, como se o livro fosse um espelho”, explica.

A roteirista revelou que o processo criativo desenvolvido e oferecido pelo cineasta Luiz Fernando Carvalho para a criação do filme A Paixão Segundo G.H. foi aberto a todos que participaram da produção, desde a atriz Maria Fernanda Cândido passando pela equipe de figurino, de costura, de roteiro, os motoristas, a direção de arte e, inclusive, estudantes de teatro.

“Todos nós tivemos a oportunidade de mergulhar na obra a partir de uma semana de palestras dos maiores especialistas em Clarice, como Nádia Batella Gotlib, José Miguel Wisnik e Yudith Rosembaum, dentre outros”, contou

O processo criativo do filme, segundo Melina, a permitiu ter um contato mais profundo e íntimo com a obra de Clarice, da qual já estudava e era leitora. Esse envolvimento, conforme explicou, resultou na necessidade de registrar essa experiência no livro Diário de um Filme – A Paixão Segundo G.H, publicado pela editora Rocco.

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Espetáculo

 

Rio de Janeiro (RJ), 14/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Projeto Parque de Ideias. Foto: Fabian/Divulgação
Rio de Janeiro (RJ), 14/04/2026 – FOTO DE ARQUIVO – Projeto Parque de Ideias. Beth Goulart apresenta a peça Simplesmente eu, Clarice Lispector.. Foto: Fabian/Divulgação – Fabian/Divulgação

Ainda hoje, às 18h, será vez de a atriz Beth Goulart apresentar a peça Simplesmente eu, Clarice Lispector. Em cartaz há 17 anos, já foi vista mais de 1 milhão de pessoas. “É uma alegria a gente receber esta parceria com o público sempre acompanhando o nosso trabalho”, comentou Beth Goulart em entrevista à Agência Brasil.

O monólogo foi escrito, dirigido e produzido pela própria Beth, que por sua interpretação recebeu o Prêmio Shell de Melhor Atriz. Ainda no Projeto Parque de Ideias, o público terá a oportunidade de ver o espetáculo também, nesta quarta-feira (15), no mesmo horário.

Para a atriz, é maravilhoso poder apresentar a peça em uma Biblioteca. Acrescentou que o espetáculo sempre foi um incentivo à leitura, principalmente, da literatura de Clarice Lispector, que, conforme afirmou, “é uma literatura muito especial que faz os leitores se auto conhecerem, se olharem por dentro e melhorarem em todos os sentidos como pessoa”.

“A leitura tem essa função na nossa vida. Abre portas, horizontes e possibilidades de conhecimento. Fazer dentro de uma biblioteca é maravilhoso. É estimular a leitura em um espaço fértil para isso. Não só conhecer a literatura de Clarice, mas de tantos outros autores maravilhosos que estão à nossa disposição”, ressaltou.

“Uma biblioteca é um lugar mágico de mil possibilidades para você conhecer os pensamentos dos grandes criadores. É uma fonte maravilhosa de aprendizado, de conhecimento e de troca”, completou.

A ponte da literatura com o teatro sempre foi um dos objetivos da atriz, para quem é muito importante estimular o hábito da leitura. “O teatro nos aproxima da beleza da literatura, porque nos faz dar vida a estes personagens, trazer a experiência da leitura que é individual e solitária para uma experiência coletiva, que é o que o teatro nos propõe. É uma ampliação desse prazer maravilhoso de entrar em contato com as letras, as palavras e os pensamentos dos grandes autores”, afirmou

Parque de Ideias

Grafiteiros pintam a fachada da Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio de Janeiro
 Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio de Janeiro, apresenta o Projeto Parque de Ideias – Tomaz Silva/Agência Brasil

O projeto, que está na sua quarta edição, segue em até o dia 17 de abril. A cada mês uma semana da Biblioteca é destinada à programação do Projeto Parque de Ideias. Já passaram por ali as cantoras Alcione e Fafá de Belém e o cantor e compositor Neguinho da Beija-Flor entre outros.

Márcio Debellian, que dirigiu o documentário Fevereiros sobre o desfile da Mangueira com enredo de Maria Bethânia e a religiosidade do recôncavo baiano, disse que a ideia da homenagem surgiu por influência da peça que a Beth tem apresentado.

“É um fenômeno pela quantidade de anos que está em cartaz, quantidade de público que ela levou aos teatros, a qualidade da peça e do texto e da atuação da Beth, muito premiada”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

“Acho que para uma Biblioteca Pública que abriga a obra da Clarice, quem for lá pode retirar os livros da Clarice gratuitamente, faz sentido em um teatro com 200 lugares, que está bonito, com palco novo, que a gente reformou, poder oferecer a peça da Beth gratuitamente e ter uma aula da Melina que adaptou Clarice para o cinema”, observou.

O documentarista comentou que trabalha com um público muito diverso. “Tem gente que tem conhecimento da obra e já leu tudo, e tem gente que está sendo introduzida àquele autor, que está indo ao teatro pela primeira vez porque é ao lado da Central do Brasil, gratuito, acessível por vários meios de transportes”, informa.

“Faria sentido para uma Biblioteca abrigar a peça em homenagem a Clarice e ter uma aula que ajude a ensinar mais o universo clariceano e que as pessoas possam frequentar o acervo da Biblioteca retirar os livros”, acrescenta.

Na visão de Debellian, que também é fã de Clarice, a autora é transformadora. “Mudou a minha vida de tal ponto de que quando li o primeiro livro tive que ler oito seguidos de uma tacada só e quase enlouqueci. Tive que parar um pouco porque fui tragado por aquele universo, mas está tudo marcado, sublinhado, às vezes tenho que voltar à prateleira e reler o que marquei. É uma autora fundamental na minha vida que me envolve muito”, revelou.

Debellian tem certeza de que Clarice vai conquistar o público que ainda não teve contato com as obras da escritora. “Vai sair mobilizado porque as palavras são tão fortes, tão profundas, mexe com o seu pensamento e a sua sensibilidade”, afirma.

“Você não se esquece e leva aquilo para a vida. E quando você entra na Clarice, precisa mergulhar para entender de onde sai tanta sabedoria, tanta clareza e tanto impacto. Você fica tomado, nada passa batido, nada é corriqueiro”, diz empolgado com a obra da autora.

Público

Debellian disse que costuma conversar com os frequentadores da Biblioteca para saber quem está indo pela primeira vez e sempre se depara com a diversidade.

“É o público popular mesmo e muito diverso nas atividades que a gente faz. Tem gente que pega o trem, vem de São Gonçalo, Niterói, Duque de Caxias e São João de Meriti. Eu pergunto muito antes de abrir a programação”, contou.

Ele acrescenta que, por causa desse desconhecimento sobre o funcionamento daquele espaço cultural, gosta também de revezar os gêneros musicais dos convidados, por que aí é possível trazer outros públicos que não conhecem o espaço de leitura e cultura.

“É fundamental a gente se apropriar desse equipamento público para que em uma outra crise de governo, não pensem que para cortar o orçamento, tem que cortar em bibliotecas públicas. O espaço tem que estar muito ocupado com a população interessada nele e sabendo do valor dele”.

O idealizador do projeto destacou que mesmo tendo a atração dos celulares, existem pessoas que ainda gostam de pegar um livro na biblioteca para fazer a leitura enquanto se deslocam nos transportes públicos. “É esse estímulo. A gente tem feito muitos encontros com autores”.

O Parque de Ideias completa quatro anos agora em maio. Toda a programação é gratuita e também reúne oficinas, cursos em parceria com a PUC Rio e encontros que misturam literatura, música e processos criativos.

O projeto é uma realização da Debê Produções com patrocínio do Instituto BAT e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

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Concerto do Ano Cultural Brasil-China lota Teatro Poupex, em Brasília

Apresentação reuniu músicos chineses e brasileiros em espetáculo que marcou o início das celebrações culturais entre os dois países

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A Camerata da Orquestra Sinfônica Nacional da China realizou uma apresentação especial ao lado da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, no Teatro Poupex Cultural, em Brasília, na noite desta terça-feira (7). O concerto integra a programação do Ano Cultural Brasil–China, iniciativa oficial dos governos dos dois países para fortalecer o intercâmbio cultural e institucional.

O evento reuniu autoridades, diplomatas, militares e convidados. Entre os presentes estavam o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao; o secretário-executivo adjunto do Ministério da Cultura, Cassius da Rosa; e o secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Laudemar Aguiar. Representaram o Ibrachina o presidente Thomas Law e a diretora administrativa e financeira Ana Ou Law.

Também participaram o senador Jaques Wagner; o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Herman Benjamin; o ministro do Superior Tribunal Militar, general Anísio de Oliveira Jr.; o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda; e a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Kátia Schweickardt.

A apresentação, que lotou o teatro, foi dividida em duas partes: a primeira sob regência da maestrina chinesa Jiang Huan e a segunda conduzida pelo maestro Cláudio Cohen. No palco, músicos da Camerata da CNSO, com destaque para o violinista Yao Liang, se uniram aos instrumentistas brasileiros em um repertório que mesclou obras clássicas dos dois países. O programa incluiu desde peças brasileiras consagradas, como “Aquarela do Brasil” e “Trenzinho Caipira”, até composições tradicionais chinesas, como “Dança da Serpente Dourada” e “Os Amantes Borboleta”.

Início das ações do Ano Cultural Brasil–China 

De acordo com o embaixador Zhu Qingqiao, o concerto em Brasília representa “a primeira atividade de destaque do Ano Cultural Brasil–China”. “As relações China–Brasil também são uma história de intercâmbio cultural e aproximação entre os povos. Hoje, a serenidade da música chinesa se encontra com a vitalidade do ritmo brasileiro, revelando a beleza de cada cultura e a harmonia entre elas”, afirmou.

O presidente do Ibrachina, Thomas Law, destacou a importância do evento para o fortalecimento das relações bilaterais. “É um superevento, com grandes artistas vindos da China executando músicas brasileiras e obras chinesas conhecidas. Essa interação é um marco nas relações diplomáticas e culturais entre os dois países em 2026, o Ano Cultural Brasil–China”, declarou.

Para o maestro Cláudio Cohen, a união entre músicos brasileiros e chineses simboliza a força da cultura como ferramenta de integração. “As culturas de China e Brasil se uniram pela música, como uma forma potente de aproximação entre os povos”, afirmou.

Já o embaixador Laudemar Aguiar ressaltou o papel estratégico da cultura nas relações internacionais. “A cultura é dimensão essencial da cooperação internacional e instrumento para o fortalecimento das relações entre os países”, disse. Segundo Cassius da Rosa, a iniciativa reforça a importância da cultura na agenda bilateral. “Essa celebração é um símbolo vivo da parceria estratégica entre Brasil e China, mostrando que a cultura ocupa espaço prioritário nessa relação”, destacou.

Intercâmbio cultural

A iniciativa promove o intercâmbio cultural entre Brasil e China, reunindo músicos reconhecidos em um concerto que une repertórios e tradições distintas. A Camerata apresentou obras marcantes da música chinesa e emocionou o público presente no Teatro Poupex Cultural.

O evento foi organizado pelo Ministério da Cultura e Turismo da China, Embaixada da China no Brasil, Instituto Guimarães Rosa, Ministério das Relações Exteriores, Ministério do Turismo e Ministério da Cultura do Brasil. A realização contou com STNS, Ibrachina e Orquestra Sinfônica Nacional da China, com apoio do Teatro Poupex Cultural.

Sobre o Ibrachina    

Fundado em 2018 pelo Dr. Thomas Law, advogado, o Ibrachina é um Instituto sociocultural que tem como finalidade promover a integração entre as culturas e os povos do Brasil, China e de países que falam a língua portuguesa. O Ibrachina atua em parceria com universidades, entidades e associações, além de fazer parte das Frentes Parlamentares Brasil/China, BRICS, criadas pela Câmara dos Deputados, e de Cooperação Política Cultural entre Brasil, China, Coreia e Japão, da Câmara Municipal de São Paulo.

Fonte: Agência Pub 

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LEMBRAR PARA REFLETIR

DATAS DA ONU PARA ABRIL e MAIO de 2026

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ABRIL E MAIO – As datas estabelecidas pela Assembleia Geral da ONU para serem comemoradas em todos os países para que todos os povos façam uma reflexão sobre preservação, desenvolvimento e cultura. Instituído pela Organização das Nações Unidas, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo é lembrado neste dia 2 de abril. A ONU aponta que, em todo o mundo, em torno de 70 milhões de pessoas têm transtorno do espectro autista (TEA). Cerca de 2 milhões estão no Brasil. A existência da campanha se dá, principalmente, pela necessidade de conscientização sobre as más concepções que socialmente se têm sobre o transtorno, o que resulta em posturas preconceituosas com esse público.

DIA 19 DE ABRIL – DIA DO ÍNDIO

 

MÊS DE ABRIL

2 DE ABRIL

Dia Mundial de Conscientização sobre Autismo.

4 DE ABRIL

Dia Internacional de Informação sobre o perigo das minas e de assistência para as atividades relativas às minas terrestres.

5 DE ABRIL

Dia Internacional da Consciência.

6 DE ABRIL

Dia Internacional do Deporto para o Desenvolvimento da Paz.

7 DE ABRIL

Dia Mundial da Saúde – OMS

Dia Internacional de Reflexão sobre o Genocídio de 1994 contra os Tutsis na Rwanda.

12 DE ABRIL

Dia Internacional dos Voos Espaciais Tripulados.

14 DE ABRIL

Dia Mundial da Doença de Chagas.

19 DE ABRIL

Dia do Índio (no Brasil)

Dia da Língua Chinesa.

21 DE ABRIL

Dia Mundial da Criatividade e Inovação.

22 DE ABRIL

Dia Internacional da Mãe Terra.  

23 DE ABRIL

Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor.

24 DE ABRIL

Dia Internacional do Pluralismo e da Diplomacia para a Paz.

25 DE ABRIL

Dia Mundial do Paludismo (OMS) – Dia Internacional do Delegado.

26 DE ABRIL

Dia Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

Dia Internacional de Recordação do Desastre de Chernobyl.

28 DE ABRIL

Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho.

30 DE ABRIL

Dia Internacional do Jazz.

 

MÊS DE MAIO

2 DE MAIO

Dia Mundial do Atum 

3 DE MAIO

Dia Mundial da Liberdade da Imprensa.

Dia Mundial das Aves Migratórias (PNUMA)

8-9 DE MAIO

Jornada de Lembranças e Reconciliações em Honra de quem perdeu a vida na Segunda Guerra Mundial.

15 DE MAIO

Dia Internacional das Famílias.

16 DE MAIO

Dia Internacional da Convivência na Paz.

Dia Internacional da Luz 

17 DE MAIO

Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação.

20 DE MAIO

Dia Mundial das Abelhas.

21 DE MAIO

Dia Mundial da Diversidade Cultural para ol Diálogo e o Desenvolvimento.

22 DE MAIO

Dia Internacional da Diversidade Biológica.

23 DE MAIO

Dia Internacional para a Erradicação da Fístula Obstétrica.

26 DE MAIO

Dia da Lua Cheia (Dia do plenilúnio).

29 DE MAIO

Dia Internacional da Paz Pessoal das Nações Unidas.

31 DE MAIO

Dia Mundial Sem Tabaco.

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Reportagens

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