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Crianças são protagonistas nas unidades de ensino da rede pública

Secretaria de Educação realiza a XI edição da Plenarinha 2023, em que Plano Distrital pela Primeira Infância (2023-2032) é lançado com participação de vários segmentos da sociedade

 

Agência Brasília* | Edição: Carolina Lobo

 

O lançamento do Plano Distrital pela Primeira Infância 2ª edição – 2023-2032 ocorreu nesta quarta-feira (22). O documento, oriundo de uma parceria entre as secretarias de Educação (SEE-DF) e de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), foi construído de forma colaborativa após audiências públicas, oficinas, encaminhamento de sugestões online, mesa de conversa, entre outras ações que permitiram a colaboração e a escuta ativa de crianças e demais pessoas envolvidas na temática. O evento ocorreu no auditório da Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape), com a participação de cerca de 1.500 crianças, além de profissionais e parceiros da educação.

O documento reúne a concretização da participação infantil na construção de um plano com vistas à realização de políticas públicas que garantam os direitos de bebês e crianças.

Secretária de Educação, Hélvia Paranaguá: “Tudo que houver no governo com objetivo de fortalecer a educação infantil é bem-vindo. A Secretaria de Justiça abraçou essa causa junto conosco e agora é avançar com as políticas públicas em prol de uma educação cada vez mais forte aqui no DF” | Foto: Mary Leal/SEEDF

A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, fez a abertura do evento e ressaltou a importância desses 11 anos de Plenarinha e da parceria com a Sejus. “É o nosso 11º ano de Plenarinha. Isso significa dar à educação infantil o protagonismo que ela merece. Não se faz política pública sem ouvir o seu principal interessado. Tudo que houver no governo com objetivo de fortalecer a educação infantil é bem-vindo. A Secretaria de Justiça abraçou essa causa junto conosco e agora é avançar com as políticas públicas em prol de uma educação cada vez mais forte aqui no Distrito Federal”, frisou.

A Sejus integra o processo de construção do plano por meio da Subsecretaria de Políticas para Crianças e Adolescentes (Subpca), que coordena o Comitê Gestor Intersetorial de Políticas Públicas para Primeira Infância.

“Buscamos justamente ouvir as crianças para pensar nas políticas públicas. Sou mãe e já me emocionava com as crianças desde a época que meus filhos eram pequenos. Hoje, me emociono ainda mais, porque enxergo com o olhar do Estado, que pode construir políticas públicas adequadas. Nossas crianças e adolescentes valem muito”, destacou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

Secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani (de amarelo e branco): “Buscamos justamente ouvir as crianças para pensar nas políticas públicas… Nossas crianças e adolescentes valem muito” | Foto: Jhonatan Vieira/Sejus-DF

Plano Distrital pela Primeira Infância

O Plano Distrital pela Primeira Infância foi elaborado a partir da escuta ativa de bebês (por meio das cuidadoras), crianças e adolescentes, por meio de encontros para sensibilização a respeito da importância da participação infantil nas atividades propostas; oficinas formativas; atividades de escuta; audiência pública; seminário; workshop, entre outras iniciativas que ocorreram ao longo deste ano. O documento contém propostas e ações para políticas públicas que garantam os direitos de bebês e crianças.

Helena Miranda, 5 anos, estudante do CEF 3 de Taguatinga: “Eu gosto de ser ouvida. Nós podemos falar também coisas importantes” | Foto: Jhonatan Vieira/Sejus-DF

Helena Miranda, 5 anos, é estudante do Centro de Educação Infantil (CEF) 3 de Taguatinga e estava animada no lançamento do Plano Distrital. “Eu gosto de ser ouvida. Nós podemos falar também coisas importantes. Estou feliz de estar aqui hoje e amo ser criança”, contou. Ela estava caracterizada de Maria Bonita para uma apresentação especial programada para o evento.

A pequena Clarice Naia, 4 anos, do Centro Comunitário da Criança de Ceilândia também participou das atividades do lançamento do Plano Distrital pela Primeira Infância. “Eu gosto de brincar, pintar, desenhar e ficar com meus amigos. Estou feliz de estar aqui hoje”, descreveu.

Parceria

O Plano Distrital foi elaborado, ao longo do ano, ouvindo cerca de 1.540 crianças em diversas unidades de ensino infantil que compõem a rede pública do DF. Além da participação das crianças no processo, houve a contribuição de especialistas de universidades e de profissionais que atuam diretamente com alunos da educação infantil.

Segundo a diretora de Atenção e Assistência à Primeira Infância da Secretaria de Justiça (Sejus-DF), Thanandra Taísa Pereira Dias, “a criança precisa ter espaço para se expressar, para ser ouvida e para ter as suas opiniões consideradas na construção das políticas públicas”.

Durante todo o ano letivo, os profissionais da educação infantil dialogaram com as crianças e passaram a ter um ouvido mais sensível para poder fazer esses registros e encaminhar para a SEE-DF e a Sejus com foco na elaboração do Plano Distrital.

Safira Santana da Silva, 6 anos: “Eu queria que tivesse mais livro de matemática e artes, porque eu gosto de fazer conta, pintar e desenhar também” | Foto: Mary Leal/SEEDF

A aluna Safira Santana da Silva, 6 anos, da Escola Classe 708 Norte, falou qual foi o seu pedido para a 11ª Plenarinha: “Eu queria mais livros para a gente ler, porque a gente já leu tudo e não tem mais histórias novas. Eu queria que tivesse mais livro de matemática e artes, porque eu gosto de fazer conta, pintar e desenhar também”.

11ª Plenarinha

O evento também marcou o lançamento da 11ª Plenarinha, que este ano tem o tema Identidade e diversidade na educação infantil: eu sou assim e você, como é?. Na ocasião, ocorreu a abertura da Semana do Bebê da Primeira Infância, que integra as atividades do projeto. Nesta quarta (22), também foi promovida uma programação de oficinas envolvendo temáticas de cultura, contação de histórias, capoeira, entre outros assuntos.

A Plenarinha é uma iniciativa pedagógica idealizada pela Secretaria de Educação que visa fortalecer o protagonismo infantil nas unidades de ensino públicas do DF e nas instituições parceiras que ofertam a educação infantil e o 1º ano de ensino fundamental.

A cada ano as ações promovem a aproximação e o envolvimento das crianças com o mundo das histórias de modo que elas possam conhecer, ouvir, sentir, contar, imaginar e criar suas próprias fábulas, por meio de brincadeiras e vivências.

Plenarinha promove o envolvimento da educação com a necessidade das crianças da educação infantil | Foto: Mary Leal/SEE-DF

Na ocasião, houve o lançamento da Semana do Bebê da Primeira Infância, que integra as atividades do projeto, que terá uma programação de oficinas, lanches, contação de histórias, capoeira, mágica, dentre outras atividades voltadas para os pequenos.

A Plenarinha busca fortalecer o protagonismo infantil nas unidades de ensino públicas do DF e nas instituições parceiras que ofertam a educação infantil.

Ao longo do ano, as unidades escolares trabalharam a temática Identidade e diversidade na educação infantil: eu sou assim e você, como é?, com o apoio do Caderno Guia para a Plenarinha 2023-2024, que orienta os profissionais da educação infantil quanto às atividades a serem desenvolvidas, bem como as formas de trabalhar o tema proposto para o período.

Dados

Informações do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) apresentadas na Pesquisa de Desenvolvimento Infantil e Parentalidades no Distrito Federal, em julho de 2023, mostram o perfil sociodemográfico das pessoas responsáveis pelos cuidados dessas crianças. Entre as crianças de até 6 anos, 96,3% moram com a mãe no mesmo domicílio e 69,1% com o pai. A figura materna foi apontada como a principal cuidadora em 71,6% dos domicílios, enquanto o pai (41,5%) se encontrou como o responsável pela renda familiar das residências no grupo analisado.

A pesquisa foi desenvolvida em parceria com o Conselho de Direitos da Criança, a Sejus e outros órgãos do DF.

Sobre os níveis de escolaridade dos pais: 35,2% das mães e 31,1% dos pais possuem ensino médio completo; e 21,5% das mães e 19,1% dos pais possuem ensino superior completo. Em relação ao desemprego, as mães foram as mais afetadas (54,9%) quando comparadas aos pais (14,4%). Dos domicílios entrevistados, 46,7% recebiam algum benefício social. Desse número, 58,9% estão localizados em regiões administrativas (RAs) de renda baixa.

*Com informações da SEE-DF e da Sejus-DF

 

 

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Arte e cultura urbana movimentam Ceilândia com ações de combate ao bullying entre jovens

Programação gratuita reúne rap, dança e teatro nos CEUs do DF e aposta na arte como ferramenta de conscientização

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Agência Brasília* | Edição: Ígor Silveira

As unidades dos CEUs das Artes e Praças dos Direitos de Ceilândia Norte recebem, no dia 16 deste mês, uma nova edição do Ritmo da Comunidade — Vibe de Respeito, com apresentações culturais voltadas a crianças e jovens de 10 a 18 anos. A ação faz parte do projeto CEU das Artes e Praças dos Direitos em Movimento, realizado pela Sejus-DF em parceria com o Instituto Idecace.

A partir das 15h, nas unidades da QNM 28 e da QNR 02, o público poderá acompanhar uma programação que reúne rap, danças urbanas e teatro, com participação de artistas locais e alunos do projeto. A proposta é transformar o espaço em um ambiente de troca, expressão e protagonismo juvenil.

A iniciativa posiciona a arte como aliada no enfrentamento ao bullying e à violência nas escolas. Realizada em abril, a ação dialoga com o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, incorporando o tema às apresentações de forma prática e próxima da realidade dos jovens.

“Ações como essa mostram que a arte vai muito além do entretenimento: ela se torna uma ferramenta poderosa de transformação social. Ao oferecer aos jovens espaços de expressão e pertencimento, o evento contribui para fortalecer a autoestima, incentivar o respeito às diferenças e construir relações mais saudáveis dentro e fora da escola”, afirmou Jaime Santana, titular interino da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF).

“O projeto mostra que, quando o jovem encontra espaço para se expressar, ele também descobre formas mais saudáveis de se relacionar. A arte aproxima, cria pertencimento e ajuda a transformar realidades muitas vezes marcadas pelo silêncio”, afirma Wilson Cardoso, presidente do Instituto Idecace.

A proposta segue a metodologia do programa DNA do Brasil, alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que utiliza a arte e o esporte como ferramentas de desenvolvimento integral, estimulando habilidades socioemocionais, senso de pertencimento e construção de identidade entre os participantes. Nesse contexto, a arte se torna um instrumento de escuta, expressão e transformação social.

“Além de ampliar o acesso à cultura, a iniciativa fortalece a autoestima dos jovens e valoriza a produção artística local, incentivando novas formas de convivência dentro e fora da escola”, acrescenta Cardoso.

As unidades dos CEUs das Artes e Praças dos Direitos são órgãos coordenados pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF).

Serviço
Ritmo da Comunidade — Vibe de Respeito
→ Local: Ceilândia Norte — QNM 28 e QNR 02
→ Data: dia 16 deste mês
→ Horário: 15h
→ Entrada gratuita
→ Mais informações neste link. 

*Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF)

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Ação do governo freia alta de passagem aérea, diz presidente da Anac

Chagas estima desaceleração do aumento dos preços

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Agência Brasil

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Chagas, disse nesta sexta-feira (10), na Rádio Nacional, no programa Alô Alô Brasil, com José Luiz Datena, que as ações tomadas pelo Governo Federal e pela Petrobras têm contribuído para frear o aumento do preço das passagens aéreas.

“As medidas tomadas pelo Governo foram importantes para frear o aumento e não para evitar o aumento”, afirmou Chagas.

A Petrobras anunciou no dia 1º de abril um reajuste médio de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), combustível derivado do petróleo que abastece aviões e helicópteros e é um dos principais custos das companhias aéreas. O aumento está ligado a escalada no preço do barril do petróleo devido à guerra no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

O presidente da Anac explica que “55% de aumento no preço do querosene de aviação represente mais ou menos de 20% a 30% no aumento da passagem aérea”. Segundo Chagas, o querosene de aviação representa 40% do custo da passagem que as pessoas compram.

Com as medidas tomadas pelo governo, segundo o presidente da Anac, o aumento, em vez de ir para a casa dos 20% ou 30%, ficarão na faixa de 10% a 12%.

Chagas aponta também a decisão da Petrobras de parcelar o aumento do querosene de aviação. A empresa não aplicou os 55% de forma imediata e repassou apenas 18% num primeiro momento, optando por parcelar o restante do aumento ao longo dos próximos seis meses.

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O governo federal ainda zerou os impostos PIS e Cofins e disponibilizou uma linha de crédito para as companhias aéreas.

“São medidas para aliviar o caixa das empresas para que elas não repassem tanto o aumento do combustível no valor das passagens agora”, explicou o presidente da Anac.

Chagas finalizou dizendo que o governo aguarda a adesão das companhias aéreas às medidas do governo, o que deve acontecer rapidamente, segundo ele.

“É de interesse delas [das empresas] porque se as pessoas não voarem, significa aviões menos cheios. Isso pode provocar até cancelamento de rotas que se tornam não rentáveis. As companhias aéreas estão muito preocupadas em perder um público que já está sofrendo”, afirmou o presidente da Anac.

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Condenados por racismo poderão ser proibidos de assumir cargos públicos no DF

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

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Após aprovação na Comissão de Segurança, o projeto ainda precisa ser analisado em outras comissões e pelo Plenário da Câmara

Os condenados por racismo poderão ser proibidos de assumir cargos públicos no Distrito Federal. A medida está prevista no projeto de lei 886/2024, do deputado Pastor Daniel de Castro (PP), aprovado pela Comissão de Segurança da Câmara Legislativa na tarde desta quarta-feira (9). O projeto ainda precisa ser analisado em outras comissões e pelo Plenário da Câmara.

O texto define como crime de racismo a conduta prevista no artigo 20 da Lei Federal nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. A proibição vale para todas as esferas do serviço público, incluindo cargos efetivos, comissionados e de confiança.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

Na justificativa da proposição, o deputado explica que a nova lei tem como objetivo “reforçar os fundamentos da igualdade, justiça e respeito à diversidade no contexto dos cargos públicos, incorporando o princípio da moralidade como base central para as nomeações no serviço público”.

Eixão do Lazer

A Comissão de Segurança também aprovou o PL 1289/2024, do deputado Ricardo Vale (PT), que altera a legislação que trata do funcionamento do Eixão do Lazer para autorizar a venda de todos os produtos comercializáveis no espaço durante os horários de interdição da via. Vale explica que a mudança é necessária para evitar a proibição de venda de bebidas alcóolicas no local, com recentemente tentou fazer o Governo do DF.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

“O Eixão não se enquadra no conceito legal de rodovia, por estar localizado na zona urbana, e, ao mesmo tempo, não se enquadra no conceito de via urbana de circulação de veículos nos domingos e feriados, por ser transformado em espaço de lazer”, ponderou o distrital.

Dia do Oficial R2

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

A Comissão aprovou ainda o PL 1908/2025, do deputado João Cardoso (PL), que institui o Dia do Oficial do Exército R2. A data deverá ser comemorada anualmente em 4 de novembro, data que já é reconhecida nacionalmente pelo Exército Brasileiro.

Luís Cláudio Alves – Agência CLDF

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