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Centro Interescolar de Línguas forma estrangeiros em português

Curso na unidade do Guará fortalece adaptação de alunos não nascidos no Brasil com conteúdos de cidadania e cultura adaptados às crenças e hábitos originais dos estudantes

 

Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger

 

Um mural cheio de histórias ocupa o corredor do Centro Interescolar de Línguas (CIL) do Guará, instituição que está formando 13 estudantes estrangeiros que manifestaram interesse em aprender a língua portuguesa. O curso é apoiado em um tripé que envolve língua, cultura e cidadania, sempre respeitando as crenças e os hábitos de cada estudante.

“O Brasil é um país maravilhoso, cheio de oportunidades. Eu sou muito empolgado com o estudo da língua, e o curso me abriu muitas portas”, diz o colombiano Jhon Aguirre | Fotos: Paulo H.Carvalho/Agência Brasília

Os cartazes no mural, preenchidos com relatos manuscritos e imagens de diversos países, contam histórias como a do comerciante Jhon Aguirre, 42, que veio de Bogotá, a capital da Colômbia, para mudar de vida.

Ele é um aluno de nível 6 no CIL do Guará e já fala o português de forma fluente. Jhon se diz grato por ter tido a oportunidade de ser chamado para o programa voltado para a comunidade imigrante. Além disso, ele afirma ter adotado a pátria brasileira como seu segundo lar.

O Centro Interescolar de Línguas (CIL) do Guará está formando 13 estudantes estrangeiros que manifestaram interesse em aprender a língua portuguesa

“O Brasil é um país maravilhoso, cheio de oportunidades. Eu sou muito empolgado com o estudo da língua, e o curso me abriu muitas portas. Me ajudou a desenvolver e desenrolar minha língua, porque eu falo castelhano; então, por mais que a gente tenha uma familiaridade com o idioma, não é a mesma coisa, porque eu não sou nativo. Mas a gente tenta dia após dia estudar, memorizar os termos e aprender as pronúncias”, acentua.

“ Quem migra de seu país e se sente um pouco desolado e desamparado, vê que o Brasil oferece essas oportunidades para reforçar seu crescimento dentro do país”Maria Mago, venezuelana

O colombiano soube do curso por meio do Instagram, enquanto pesquisava, e se inscreveu. Ele conta que no futuro quer cursar o ensino superior, tentando alguma bolsa para a faculdade. “Eu acho que é importante que o governo, as ONGs e a comunidade internacional que apoiam esses projetos continuem dando a possibilidade de que mais pessoas estrangeiras possam fazer parte [dos cursos], e que esses auxílios continuem sendo dirigidos para essa comunidade do CIL, porque são pessoas que focam muito a parte humana, não só em questão de idioma, mas em cultura”, acrescenta John.

A venezuelana Maria Mago, 35, faz o curso há menos tempo, cursando o nível dois. Jornalista, ela veio para o Brasil há sete meses, junto ao três filhos e o marido, que trabalha na Embaixada da Venezuela.

O nigeriano Ayodele Sijibomi diz que o curso ajuda na integração social e na economia durante o aprendizado da língua portuguesa

Maria conheceu o curso de português pelas redes sociais da comunidade do Guará. Para ela, aprender o idioma nativo é uma oportunidade que contribui com conhecimento e crescimento pessoal. “A professora é muito amável, carinhosa e paciente. É importante, porque nem todas as pessoas têm disponibilidade econômica para poder pagar esse curso. Quem migra de seu país e se sente um pouco desolado e desamparado, vê que o Brasil oferece essas oportunidades para reforçar seu crescimento dentro do país”, declara.

O nigeriano Ayodele Sijibomi, 27, reforça a ajuda do curso não apenas na integração, mas também na economia financeira. “Estar aqui, vivendo no Brasil, aprendendo e fazendo esse curso, é muito bom, além de possibilitar que a gente economize dinheiro enquanto aprende. Vem com muitos benefícios e abre muito a mente. Tem muitas experiências boas, comidas… Adoro fazer novos amigos, e as pessoas são realmente muito receptivas. O ambiente é, no geral, maravilhoso”, observa o aluno.

Aprendizagem e bem-estar

“A diferença do curso é essa perspectiva interdisciplinar com a psicologia, a pedagogia e a introdução das narrativas como um método de ensino e desenvolvimento de aprendizagem da língua”, diz a professora Fabíola Ribeiro de Souza

Professora da Secretaria de Educação do DF (SEE) há cerca de 29 anos, Fabíola Ribeiro de Souza leciona português no CIL do Guará. De acordo com ela, é um curso na perspectiva do acolhimento, além do ensino de línguas, voltado para o atendimento de todos os migrantes internacionais – em especial pessoas que saem dos seus países por questões de deslocamento forçado.

“A diferença do curso é essa perspectiva interdisciplinar com a psicologia, a pedagogia e a introdução das narrativas como um método de ensino e desenvolvimento de aprendizagem da língua, porque, com as narrativas, a aula se torna mais pessoal. Normalmente introduzo um tema falando de algum assunto da minha vida, do meu passado, algo que me aconteceu. A partir daquilo, eu tiro a parte gramatical que quero trabalhar com eles, que vão escrever falando deles. É um trabalho inovador, porque busca essa questão do bem-estar global do estudante aliado à aprendizagem”, explica a professora.

Durante o curso também são trabalhados temas como direitos humanos e o Sistema Único de Saúde (SUS), equipamentos aos quais os alunos têm direito e acesso, como qualquer cidadão brasileiro. O curso é no formato híbrido, ou seja, duas vezes por semana online e uma vez por semana presencial.

No encontro semanal há o Atendimento Linguístico Especializado (ALE), para os estudantes que são de países da Ásia e falam línguas pouco comuns na América Latina, como urdu ou árabe. Lá os alunos passam por atendimentos individuais feitos pelos professores.

Mesmo não sendo fluentes na língua materna de cada estudante estrangeiro, os professores conseguem intermediar bem a comunicação e os aprendizados, utilizando estratégias pedagógicas que ajudam na formação dos alunos.

“Essa é a questão de você ser uma professora bem-formada, que é o que a Secretaria de Educação permite. Você tem formas de encaminhar a aula com os temas, imagens, de forma que eles aprendem. Claro que é importante dominar pelo menos o inglês, porque numa situação muito difícil você tem como mediar”, destaca a pedagoga.

Fabíola ressalta, ainda, que o projeto tem ajudado centenas de pessoas, além da escola, onde os estudantes brasileiros têm a chance de conversar e interagir com uma pessoa de outro país no nível que eles estão aprendendo. “Eu tenho muita gratidão pelo GDF, e queria exaltar a Diretoria de Direitos Humanos da Secretaria de Educação, que tem dado todo o apoio. Espero que logo se transforme em uma política pública”, afirma.

 

 

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Prêmio para mulheres e meninas cientistas abre inscrições até outubro

Premiação será para estudantes que querem seguir carreira científica

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Agência Brasil

As inscrições para o Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulheres estão abertas até o dia 30 de outubro. O objetivo é reconhecer jovens talentosas cujas pesquisas de iniciação científica demonstrem criatividade, rigor metodológico e potencial para contribuir para o futuro da ciência no país.

Promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a 8ª edição do prêmio será dedicada à categoria “Meninas na Ciência”.

Desde 2019, o Prêmio Carolina Bori já reconheceu 37 cientistas. Nesta edição, a premiação será voltada a estudantes do ensino Médio e da graduação que desejam seguir carreira científica.

Serão selecionadas seis vencedoras: três estudantes do ensino médio e três da graduação, distribuídas entre as três grandes áreas do conhecimento: 

  • Humanidades,
  • Biológicas e saúde e
  • Engenharias, exatas e ciências da Terra.

As vencedoras serão anunciadas até 15 de janeiro de 2027.

Prêmios para as vencedoras:

  • Troféu
  • Prêmio em dinheiro (R$ 10 mil na categoria Ensino Médio e R$ 13 mil na graduação)
  • Apresentação de seus trabalhos durante a 79ª Reunião Anual da SBPC
  • Participação em mentoria exclusiva com pesquisadores renomados

As informações sobre as regras de participação estão disponíveis no edital do prêmio. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo formulário online.

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192 ou 193? Saiba quando acionar o Samu ou o Corpo de Bombeiros em situações de emergência

Conhecer a função de cada serviço ajuda a agilizar o atendimento à população

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Karol Ribeiro, da Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes

Em uma situação de emergência, saber qual número ligar pode reduzir o tempo de resposta e permitir que a vítima receba o atendimento necessário. No Distrito Federal, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atende pelo telefone 192, enquanto o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) atende pelo 193. Embora os dois serviços atuem no atendimento à população e trabalhem de forma integrada, cada um tem atribuições específicas.

O Samu é responsável pelo atendimento pré-hospitalar em casos de urgência e emergência clínica. A equipe presta os primeiros socorros, estabiliza o paciente quando necessário e define, por meio da Central de Regulação Médica, a unidade de saúde para o encaminhamento

O Corpo de Bombeiros atua em ocorrências que envolvem resgate, salvamento, combate a incêndios, acidentes, desastres e outras situações de risco, além de realizar atendimento pré-hospitalar em ocorrências operacionais.

Quando ligar para o Samu

O telefone 192 deve ser acionado em situações de urgência ou emergência em saúde, como:

→ dor forte no peito;

→ falta de ar intensa;

→ desmaios ou perda de consciência;

→ convulsões;

→ sinais de acidente vascular cerebral (boca torta, dificuldade para falar ou perda de força em um lado do corpo);

→ engasgos;

→ parada cardiorrespiratória;

→ acidentes com vítimas;

→ quedas com suspeita de lesões graves;

→ queimaduras importantes;

→ afogamentos;

→ intoxicações;

→ trabalho de parto em situação de urgência.

⇒ Ao ligar para o 192, o cidadão deve informar o endereço completo, um ponto de referência, um telefone para contato, a ocorrência, o número de vítimas e o estado aparente delas. Essas informações permitem que a central de regulação envie o recurso adequado e oriente os primeiros cuidados até a chegada da equipe.

 

Quando ligar para o Corpo de Bombeiros (193)

O telefone 193 deve ser utilizado em situações como:

→ incêndios em residências, edificações, veículos ou vegetação;

→ acidentes de trânsito com vítimas;

→ pessoas presas em ferragens, elevadores ou locais de difícil acesso;

→ afogamentos;

→ vazamentos de gás ou produtos perigosos;

→ desabamentos;

→ salvamentos em altura, matas, cavernas ou áreas alagadas;

→ ocorrências que exijam resgate e atendimento pré-hospitalar com risco imediato à vida.

⇒ Durante a ligação, é importante informar o endereço completo, pontos de referência, a natureza da ocorrência, o número de vítimas, o estado aparente delas e se existem riscos adicionais, como incêndio, vazamento de gás ou fios energizados.

Atuação integrada

Em ocorrências como acidentes de trânsito, afogamentos, incêndios e traumas, Samu e Corpo de Bombeiros trabalham de forma integrada. Enquanto os bombeiros atuam em ações de resgate e na segurança da cena, o Samu é responsável pela avaliação clínica do paciente, pela regulação médica e pela definição da unidade de saúde para onde a vítima vai ser encaminhada, quando necessário.

As duas instituições mantêm comunicação permanente durante os atendimentos. Caso a ocorrência exija a atuação do outro serviço, a própria central faz a transferência da chamada ou aciona o recurso indicado, sem a necessidade de uma nova ligação.

Em caso de dúvida

Se houver incerteza sobre a gravidade da situação, a orientação é que a população faça a ligação. As centrais avaliam cada caso e definem a resposta para o atendimento.

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Novo episódio do programa Nosso Quadradinho, da TV Câmara Distrital, apresenta histórias que valorizam a cultura

O episódio 78 do programa Nosso Quadradinho, da TV Câmara Distrital, já está disponível ao público. O programa destaca as belezas, as iniciativas e os talentos do Distrito Federal, apresentando histórias e projetos que valorizam a cultura, o empreendedorismo e as diferentes regiões da capital.

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Nesta edição do programa, você confere:

1) Uma pesquisa desenvolvida na Universidade de Brasília estuda o uso do óleo de pequi no tratamento de feridas e inflamações, principalmente aquelas de difícil cicatrização como as úlceras de pé diabético. O estudo une fitoterapia e nanotecnologia em busca de soluções mais acessíveis e eficazes.

2) O livro “A Reconquista do Passageiro”, do escritor Alex Carreiro, busca entender o problema do transporte no Brasil e propõe uma reestruturação a partir da recuperação da confiança de quem deixou de usar ônibus, metrôs e trens ao longo dos anos.

3) Um projeto da Universidade de Brasília, criado há 16 anos, busca aumentar a presença das mulheres nas ciências exatas, cursos ocupados, na maioria das vezes, por homens. O meninas.com já atuou em mais de 20 escolas no Distrito Federal e em Goiás e se tornou uma das principais iniciativas do Brasil na promoção da diversidade de gênero em tecnologia, conquistando premiações e reconhecimentos.

4) Manassés de Sousa é uma das maiores referências da música instrumental brasileira. Dono de uma carreira profissional reconhecida no Brasil e no exterior, com 16 álbuns autorais e quase 200 canções, o violonista veio a Brasília comemorar os 72 anos, no palco do Clube do Choro.

Nosso Quadradinho é exibido pela TV Câmara Distrital, com transmissão nos canais 9.3 (canal aberto), 11 (Claro), 29 (Sky) ou 9 (Vivo), aos domingos às 12h30 e 21h, de segunda e sexta às 14h30; terças às 9h e às 17h30; quartas às 12h e 20h; quintas às 22h20; sextas às 7h10; e aos sábados às 11h.

 

 

Agência CLDF

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