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Deu zebra! Relembre o nostálgico transporte público do Plano Piloto

Com a previsão de circular em Águas Claras, os conhecidos zebrinhas fazem parte da história da capital e do imaginário dos brasilienses desde da década de 1980

 

Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Saulo Moreno

 

Brasília tem zebrinhas que não fazem parte da fauna do Zoológico. O ônibus compacto, oficialmente nomeado de Transporte da Vizinhança, circula na capital desde 1981 e é popularmente conhecido como Zebrinha por causa das listras que cruzam sua lataria.

Lançado em 1980, o Serviço Especial de Vizinhança começou a operar em 30 de abril de 1981 por meio da portaria nº 61, de 10/7/1980 | Foto: Divulgação/Semob

Os modelos originais tinham cores que contrastavam com a dos outros ônibus do início da capital. Primeiramente em laranja e depois em vermelho, os micro-ônibus listrados com com uma dessas cores e com o branco circularam até 2012.

A partir dessa data, as cores mudaram para verde e amarelo, quando a nova licitação do Sistema de Transporte Público Coletivo do DF determinou a colorização dos veículos de acordo com cada área de operação. Contudo, desde 2021 os ônibus circulam nas cores originais.

“A ideia era criar algo que se destacasse no cinza de Brasília, por isso o laranja. Antigamente todos os ônibus eram cinza ou brancos”, explica o antigo diretor da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) que comandou a pasta à época, Adonis Ribeiro Gonçalves.

O padrão estabelecido pela Semob para os atuais Zebrinhas segue estilo criado para o serviço ainda na década de 1980 | Imagem: Divulgação/SEMOB

Agência Brasília leva você de carona para o passado onde esse transporte era bem comum na capital, em mais uma matéria da série especial #TBTdoDF, que utiliza a sigla em inglês de Throwback thursday (na tradução livre, quinta-feira de retrocesso) para relembrar fatos marcantes da nossa cidade.

O nascimento da linha

O Serviço Especial de Vizinhança foi um sistema de transporte público lançado em 1980, começando a operar em 30 de abril de 1981 por meio da portaria nº 61, de 10/7/1980, que ainda está em vigor.

Considerado um transporte complementar, o ônibus diferenciado tinha como objetivo ligar as vias internas da Asa Sul, Asa Norte (W1 e L1) e Lago Sul aos locais de trabalho da Esplanada dos Ministérios e setores de Autarquias, Comerciais e Bancários da capital federal.

Os zebrinhas foram bastante utilizados nas décadas de 1980 e 1990, apesar de sua tarifa ser quase o dobro dos ônibus convencionais. Na época, o serviço contava com 14 linhas e 83 carros | Foto: Clebio Jr/Semob

Era uma opção para os brasilienses que moravam ou trabalhavam nessas áreas e também um incentivo para utilizarem as linhas públicas. A iniciativa foi do ex-governador Aimé Lamaison e do secretário de Serviços Públicos, José Geraldo Maciel. O lançamento contou com uma campanha para que o brasiliense deixasse o carro em casa e utilizasse o transporte público para ir ao trabalho.

A escolha do nome do novo ônibus veio de um concurso popular. Durante as décadas de 1980 e 1990, os zebrinhas foram bastante utilizados, apesar de sua tarifa ser quase o dobro da cobrada nos ônibus convencionais. Na época, o serviço contava com 14 linhas e 83 carros. Entre 15 e 30 mil passageiros utilizavam mensalmente o Zebrinha, que tinha passagens a R$ 3,20 em meados de 2008.

Além da tarifa, os zebrinhas também se diferenciavam por não ter cobrador, então o próprio motorista recebia o dinheiro das passagens. Os micro-ônibus também não circulavam aos sábados, domingos e feriados.

Nostalgia

O Zebrinha foi o primeiro transporte público que a jornalista Mariana Ceratti usou quando, após morar em Belo Horizonte (MG), voltou para Brasília, em 1992. Com 11 anos na época, ela pegava o micro-ônibus para fazer o trecho da 104 Norte, onde ficava a Escola Parque que frequentava, até a 314 Norte, onde morava com os pais.

O Serviço de Transporte Vizinhança foi dividido dentro das áreas operacionais, sendo que a Piracicabana assumiu nove linhas, e a Pioneira, duas. Hoje, o serviço é executado no Plano Piloto, Sudoeste, Cruzeiro e SIA | Foto: Divulgação/Semob

“E eu adorava pegar a Zebrinha porque era um ônibus pequenininho, ele tinha um charme por ser vermelho e ter aquelas listrinhas. Acho que para uma criança tinha um toque especial, na época. E eu me sentia bem segura pelo fato de ter só uma entrada e saída – e meus pais tinham muita confiança também de me deixar fazer esse trajeto sozinha, sempre foi muito tranquilo”, conta Mariana. Ela lembra que usava ônibus quando morava em Belo Horizonte, mas não diferenciados quanto o Zebrinha.

O publicitário Mauricio de Carvalho Sampaio também se recorda de andar de Zebrinha lá pelos idos de 1986, quando tinha por volta de 20 anos e morava na 215 Sul. Ele utilizava o transporte para ir à escola, que ficava na UDF, ou, às vezes, para ir ao Conjunto Nacional. Quando morou na Octogonal, também ia de Zebrinha para ir trabalhar na Funai, que na época ficava no comecinho da W3 Sul.

“Uma história engraçada é que o Zebrinha era mais baixo. Então, uma vez eu entrei e não me toquei que sempre fui alto e dei uma batida com a cabeça no teto que quase caí de volta. É porque ele era menor que os outros, os primeiros chegavam a ser até menores que o micro-ônibus, mais especial para percursos mais curtos”, detalha.

Os zebrinhas voltaram a circular em 2021 com padrão de cores diferente do original | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Mauricio acrescenta sobre o diferencial do transporte: “É a praticidade, ele te deixava mais perto dos locais, circulava mais tranquilo, tinha menos gente que usava. Então a viagem era mais fluida, mais rápida. Se ele voltasse a circular entre as quadras, num espaço mais restrito assim, seria interessante, como um resgate do projeto original.”

A volta dos Zebrinhas

Os zebrinhas voltaram a circular em 2021 com uma faixa branca até altura dos faróis e, na parte superior, a cor vermelha com algumas listras brancas. Segundo o ex-diretor da Semob, Adonis Ribeiro, atualmente a maior parte das linhas sumiram, por não serem consideradas rentáveis.

“O intuito desse tipo de transporte é fazer trajetos onde um ônibus convencional não passa, pequenos trajetos. É um serviço complementar que tem um atendimento diferenciado. Por isso, estamos passando por uma reformulação e criando um sistema de integração para maximizar os trajetos”, detalha.

Com a licitação do Sistema de Transporte Público Coletivo do DF (2011), o Serviço de Transporte Vizinhança foi dividido dentro das áreas operacionais, sendo que a Piracicabana assumiu nove linhas, e a Pioneira, duas. Hoje, o serviço é executado no Plano Piloto, Sudoeste, Cruzeiro e SIA.

Há previsão de que os ônibus zebrinhas comecem a circular em Águas Claras, como ocorre no Plano Piloto. “A principal diferença do serviço hoje é a integração, por meio dos cartões da bilhetagem automática”, explica o subsecretário de Operações da Semob, Márcio Antônio de Jesus.

Segundo o subsecretário, a característica do serviço continua a mesma, mas, com a implantação do sistema eletrônico dos cartões de transporte, o serviço passou a oferecer outras vantagens e, por isso, é bastante utilizado. “O Zebrinha é um veículo ágil, que percorre as vias internas das cidades, facilitando o deslocamento das pessoas, que podem deixar seus carros em casa e utilizar o transporte público coletivo”, afirma.

Antes, as pessoas se deslocavam principalmente até o Setor de Autarquias ou a Esplanada, mas, com a bilhetagem automática, o Zebrinha passou a ser utilizado também por quem faze integração com o metrô ou linhas de longas distâncias, na Rodoviária do Plano Piloto, no Terminal da Asa Sul ou nas estações.

 

 

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Supercomputador vai acelerar investigações da Polícia Civil do Distrito Federal

Novo equipamento tem capacidade de fazer processamentos até mil vezes mais rápido que os atuais; emenda parlamentar destinou R$ 1,7 milhão para a compra do modelo

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Por Agência Brasília* | Edição: Saulo Moreno

 

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) está em processo de aquisição de uma nova solução de informática que elevará as perícias realizadas pelo órgão à um novo patamar de excelência. Trata-se de um supercomputador de capacidade muito superior à dos atuais, o qual, quando estiver em pleno funcionamento, terá condições de fazer processamentos mil vezes mais rápido do que o maquinário atualmente utilizado na instituição.

“Com o uso de escâneres e drones, o IC vai virtualizar os locais de crime, possibilitando uma espécie de ‘visita ao museu guiada’. Dessa forma, ao invés de ler um laudo pericial, o usuário poderá entrar virtualmente na cena do crime a qual está analisando”

Fábio Braga, diretor do IC/PCDF

Os recursos para a aquisição do supercomputador são de emenda parlamentar do deputado Thiago Manzoni no valor de R$ 1,7 milhão, destinada à modernização e reequipamento da Polícia Técnica da PCDF.

Composto por hardware e software, o equipamento terá 128 núcleos de processamento, 156 terabytes de armazenamento, 1,5 terabyte de memória RAM. Para se ter uma ideia, computadores de mesa atuais têm, em média, até oito núcleos processadores, HD de um terabyte e memória RAM entre seis e oito gigabytes.

O dispositivo será adquirido para o Instituto de Criminalística (IC/PCDF) e se destinará ao processamento de vestígios de informática de grande monta. “Tem sido comum, especialmente em operações de destaque, a apreensão de inúmeros equipamentos eletrônicos, como celulares, computadores e pen drives. Atualmente, os vestígios neles recolhidos são processados isoladamente, o que demanda muito tempo e gera muita informação isolada”, explica o diretor o IC/PCDF, Fábio Braga.

O equipamento ficará instalado na Seção de Perícia de Informática do IC/PCDF e será operado por peritos forenses especialistas em informática | Foto: Divulgação

Com a nova máquina, os dados passarão a ser processados em conjunto, fornecendo respostas mais rápidas e mais completas, viabilizando a conexão entre as informações apuradas. Com isso, haverá ganho de eficiência para o trabalho pericial e, por consequência, para a investigação policial.

Fábio Braga conta que a nova solução tecnológica servirá como Central de Guarda e Custódia de Vestígios de Informática e irá se conectar ao Projeto IC-4D, que é a virtualização dos locais de crime. “Com o uso de escâneres e drones, o IC vai virtualizar os locais de crime, possibilitando uma espécie de ‘visita ao museu guiada’. Dessa forma, ao invés de ler um laudo pericial, o usuário poderá entrar virtualmente na cena do crime a qual está analisando”, revela.

Segundo o diretor do IC, considerando que atualmente em quase toda ocorrência ocorre a apreensão de pelo menos um equipamento eletrônico, como um celular, praticamente qualquer investigação poderá ser beneficiada com o novo equipamento, mas em especial as que tratam de crimes contra a vida, os de natureza econômica e financeira, e até mesmo os de pedofilia.

O equipamento ficará instalado na Seção de Perícia de Informática do IC/PCDF e será operado por peritos forenses especialistas em informática.

“Se fosse comparar com um computador normal, o novo supercomputador terá capacidade mil vezes maior de processamento. É como se mil computadores estivessem, juntos, processando uma mesma informação ao mesmo tempo”, conclui Fábio Braga.

*Com informações da PCDF

 

 

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Programa de passagens aéreas acessíveis deve ser lançado em junho

Anúncio foi feito pelo ministro do Portos no Bom Dia, Ministro

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O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou nesta quarta-feira (22) que o programa de passagens aéreas acessíveis Voa Brasil deve ser lançado em junho. Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ele explicou que o lançamento precisou ser adiado em razão das enchentes no Rio Grande do Sul.

“Ele está pronto. A gente está construindo com a Casa Civil alguns detalhes. A gente estava para apresentar agora, nesse período, mas, por conta da situação do Rio Grande do Sul, todo o nosso esforço, da equipe ministerial, neste momento emergencial, está em atender o estado. A gente espera que, no mês de junho, a gente retome essa discussão e possa finalizar esse programa”, disse.

Anunciado desde o ano passado pelo governo federal, o programa Voa Brasil estava previsto para ser lançado em janeiro deste ano. Na ocasião, o governo divulgou que os primeiros segmentos beneficiados serão os aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que ganham até dois salários mínimos e bolsistas do Programa Universidade para Todos (Prouni), cerca de 22 milhões de brasileiros.

Golpe

Ainda durante o programa Bom Dia, Ministro, Costa Filho reforçou que o Voa Brasil está em fase de ajuste final e alertou que a pasta não está fazendo cadastro nem solicitando pagamentos. “Esse programa ainda não foi lançado”, afirmou, acrescentando que  “qualquer possibilidade de venda de passagens ou anúncio do Voa Brasil é fake news e não condiz com a realidade”.

A orientação do ministério é que, caso o cidadão receba ligação, correspondência, mensagem de texto via celular ou via redes sociais solicitando depósito em dinheiro para ser incluído no Voa Brasil, denuncie a prática por meio dos seguintes canais de atendimento ao usuário: pela internet – Fala BR (https://falabr.cgu.gov.br/); por e-mail- ouvidoria@mpor.gov.br; e por telefone – (61) 2029-7169.

Edição: Fernando Fraga

ebc

 

 

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Senado aprova programa de vacinação nas escolas públicas

Na tribuna, o relator, senador Marcelo Castro (E), defendeu a aprovação da proposta

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O Senado aprovou nesta terça-feira (21) um projeto de lei que cria o Programa Nacional de Vacinação em Escolas Públicas. O programa determina que a cada ano, após o início da campanha de vacinação contra a gripe, as equipes de saúde locais irão às escolas públicas para vacinar as crianças matriculadas nos ensinos infantil e fundamental, oferecendo as vacinas previstas para cada idade.

O texto (PL 826/2019), do deputado Domingos Sávio (PL-MG), foi relatado pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI) e aprovado sem emendas, como parte de um acordo para que não tivesse que voltar à Câmara. A proposta segue para sanção presidencial.

De acordo com o texto aprovado, as escolas e unidades de saúde deverão divulgar com antecedência as datas em que a campanha ocorrerá, orientando os estudantes a levarem seus cartões de vacinação. As instituições particulares que desejarem poderão aderir ao programa, embora não seja obrigatório para elas. O projeto prevê que crianças, jovens e adultos da comunidade poderão também ser vacinados, se houver disponibilidade de imunizantes. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal da população.

— Por que nas escolas? Porque facilita a vida de todos. As crianças estão frequentando a escola todos os dias. É o local mais adequado, mais apropriado. Então a escola entra em contato com o posto de saúde, diz o número de alunos que tem na pré-escola, no ensino infantil e fundamental, a unidade de saúde programa junto com a escola a data, comunica aos pais com cinco dias de antecedência e, naquele dia, vai então a equipe da saúde fazer a vacinação nas escolas — explicou Castro, ex-ministro da Saúde.

Após a campanha, os responsáveis pelas crianças que não tiverem sido vacinadas nas respectivas escolas terão 30 dias para levá-las às unidades de saúde para serem imunizadas. Depois desse prazo, equipes de saúde poderão fazer visitas domiciliares às famílias para conscientizá-las sobre a importância da imunização. O relator ressaltou que o projeto não impõe a obrigatoriedade de vacinação.

Acordo

O acordo para a aprovação mais rápida do projeto, sem que tivesse que voltar à Câmara, incluiu a retirada de uma emenda que havia sido incluída no texto durante a tramitação nas comissões. A emenda excluía do projeto um artigo segundo o qual, após a campanha, as escolas teriam até cinco dias para enviar à unidade de saúde uma lista de alunos que não foram vacinados, com informações de seus responsáveis e endereços.

O senador Dr. Hiran (PP-RR), autor da emenda, afirmou que essa obrigatoriedade representaria uma violação da autonomia parental e poderia levar a uma discriminação dos alunos não vacinados, bem como resultar em evasão escolar. Com o acordo, o texto foi aprovado sem a emenda — ou seja, esse artigo foi mantido, mas será retirado por forma de veto do presidente da República.

— Nós queremos implementar o calendário, e depende da aprovação. Eu estou me comprometendo aqui com o veto; portanto, será mantido na sanção o acordo feito — disse o líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA).

Apesar do acordo pelo veto do trecho, senadores de oposição tentaram barrar a retirada da emenda. Para Damares Alves (Republicanos-DF), o trecho em discussão coloca muita responsabilidade sobre as escolas.

— As famílias brasileiras não querem a obrigatoriedade, e as escolas também não querem. Nós estamos levando para a escola muitas responsabilidades, ao nosso professor, ao nosso coordenador educacional. A cada dia este Parlamento cria mais uma responsabilidade para a escola — criticou a senadora.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que o trecho em discussão é “muito forte” e que existe uma parcela da população que não quer se vacinar e que precisa ter seu posicionamento respeitado.

O líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN), disse ter razões para não confiar no governo. Em resposta, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, lembrou que, durante a sua presidência no Senado, nunca houve descumprimento, por parte da Presidência da República, de acordo que incluísse o veto a trechos combinados com os parlamentares.

Risco

Para a senadora Zenaide Maia (PSD-RN), a vacinação nas escolas na prática já é uma realidade, porque facilita a vida dos pais. Muitas escolas pedem as campanhas porque os pais não têm como levar seus filhos para tomar vacina na hora do expediente, disse a senadora, que é médica. Ela também lembrou que quem vacina as crianças não é a escola, e que as equipes de saúde providenciam tudo que é necessário.

— Por favor, gente, é muito grave isso! É apenas facilitar. É uma coisa que já se faz na maioria das vezes. Não é a escola que vai vacinar, é a unidade de saúde, gente preparada, com tudo organizado, com tudo descartável, que vai lá e faz essa vacinação. Isso sempre foi muito comum nas escolas e muitas vezes até em ambientes como shoppings. No Rio Grande do Norte, todos os shoppings têm horário de vacinação, para facilitar, aos finais de semana, a vida dos pais que têm que vacinar. É para salvar vidas!

Tanto ela quanto o relator lembraram que a diminuição da cobertura levou ao reaparecimento de doenças como o sarampo. De acordo com Marcelo Castro, em 2016, o Brasil havia recebido da Organização Mundial da Saúde o título de país livre do sarampo e, em razão da diminuição da cobertura vacinal, o país perdeu esse título.

— O sarampo, infelizmente, voltou a circular no nosso meio. E o Brasil hoje não é mais um país livre do sarampo. Estou citando um exemplo que é notório  de quanto nós avançamos e de quanto nós regredimos — disse o senador, ressaltando que a vacinação é um ato coletivo, em benefício de toda a população.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

 

 

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