Artigos
Música, comidas típicas, teatro e exposições agitam o feriadão de Corpus Christi no DF
São várias atrações, para todos os gostos e idades, fomentadas pelo GDF ou realizadas em equipamentos públicos da capital federal
Por Victor Fuzeira, da Agência Brasília | Edição: Carolina Caraballo
Os brasilienses que decidiram passar o feriado prolongado de Corpus Christi na capital federal poderão aproveitar uma agenda cultural e turística recheada. Com uma programação diversificada em espaços públicos e eventos apoiados pelo Governo do Distrito Federal (GDF), a cidade oferece shows musicais, exposições e espetáculos, garantindo entretenimento para todos os gostos e idades.
Um dos destaques da programação do feriadão é a 22ª edição do Encontro Nacional de Folia de Reis, que começa nesta sexta-feira (31), a partir das 10h. Com entrada franca, o evento traz para o Museu Vivo da Memória Candanga apresentações musicais, exposições, ambientação com elementos da cultura caipira, além de muita comida típica e oficinas abertas ao público.
Projeto Serenando leva serestas, serenatas e músicas da era de ouro do rádio para a Quadra 302 de Samambaia, neste sábado (1º) | Fotos: Divulgação
Música
Sábado (1º) é o último dia para conferir de perto a programação itinerante do projeto Serenando, recheada de muita música e poesia. A partir das 16h, o público poderá acompanhar um repertório repleto de serestas, serenatas e músicas da era de ouro do rádio, além de feira de artesanato e praça de alimentação. A entrada é franca, mas a organização está arrecadando alimentos não perecíveis e agasalhos, doados posteriormente ao Lar de Velhinhos Maria Madalena, no Núcleo Bandeirante.
A despedida ocorrerá na Quadra 302, Conjunto 8 de Samambaia. O Serenando teve início em maio e também circulou por Taguatinga e Ceilândia, proporcionando atividades socioculturais gratuitas e fomentando a produção cultural para a melhor idade. Na edição deste sábado, Sassá Salvador abre a programação com poesia autoral. Na sequência, a cantora e poetisa Jane Santana sobe ao palco com o seu projeto musical O que não toca na rádio, que apresenta músicas dos anos 1960, 70 e 80.
Na data, também ocorre o Samba de Guariba, que está de volta à Praça Ferrock, na QNP 13, Área Especial – Setor P Norte, Ceilândia. A nova apresentação do coletivo está prevista para ter início às 18h e faz parte do Calendário Cultural do Centro Cultural Ferrock. A entrada é franca.
O coletivo Samba de Guariba agita a noite deste sábado na Praça Ferrock, no Setor P Norte de Ceilândia
Teatro
Comédia e musical marcam o fim da temporada de maio do Teatro Água Claras, no Espaço Cultural Caesb, da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal. Nesta quinta-feira (30), o comediante João Pimenta apresenta o stand-up Pimenta Verso; e na sexta (31), acontece o espetáculo musical Uma Saudação às Divas, com as atrizes Salita Cipriano e Li Martins.
O Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul, conta uma programação voltada para a criançada. No sábado (1º) e no domingo (2º), o público infantil pode conferir o espetáculo A Menina e o Lenço, com direção geral de Guylherme Almeida e musical de Gabriel Paes. A proposta é uma experiência cênica para crianças, com música instrumental, dança, intervenções urbanas e teatro. As sessões ocorrem às 10h, 15h e 17h.
O Teatro Água Claras, no Espaço Cultural Caesb, recebe apresentação de comédia e espetáculo musical nesta quinta (30) e sexta-feira (31) | Foto: Cristiano Carvalho/ Caesb
Turismo
A partir de sábado (1º), o Projeto Percaminho traz para a Praça dos Três Poderes visitas mediadas e interativas que exploram a história e o patrimônio cultural de Brasília. O tour, disponível de terça a domingo, das 9h às 18h, poderá ser feito com ou sem a presença dos monitores, por meio de conteúdos digitais bilíngues. Para isso, basta levar o celular com fone de ouvido e acessar o QR Code disponibilizado no local ou diretamente no site.
São roteiros criados por estudantes, turistas e interessados com os marcos mais importantes da história da capital, proporcionando uma série de novas informações e curiosidades que vão além do discurso oficial. O objetivo é garantir uma experiência única, com interação em cada espaço da Praça, incluindo aspectos arquitetônicos, históricos, poéticos, simbólicos e imaginários.
O projeto explora o triângulo dos Três Poderes – Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto. Na ocasião, o público também pode conhecer o Complexo Cultural da praça, composto pelo Museu da Cidade, Espaço Lúcio Costa, Panteão da Pátria e Espaço Oscar Niemeyer.
O Projeto Percaminho promove visitas mediadas e interativas à Praça dos Três Poderes, explorando a história e o patrimônio cultural de Brasília
Exposição
Últimos dias para conferir a exposição Zimar, no Museu Nacional da República, com obras da cidade de Matinha, confeccionadas a partir de objetos do cotidiano para representar 65 caretas de zumba. A mostra se encerra neste domingo (2) e pode ser visitada no Anexo Externo do equipamento público.
Também no domingo termina a exposição Matéria Prima, da artista Gisela Colón e com a curadoria de Simon Watson e Sara Seilert. Esta foi a estreia da artista porto-riquenha em exposições no Brasil, com obras que evocam a energia da terra, memórias biológicas ancestrais e conceitos de tempo, gravidade e forças da natureza.
Em comemoração à Semana da União Africana, o Museu de Arte de Brasília traz, até 5 de junho, a exposição Digital Africa 2024. As obras podem ser visitadas das 10h às 19h.
Artigos
O papel do brincar na regulação emocional das crianças
Como as brincadeiras ajudam a desenvolver autocontrole, empatia e equilíbrio emocional desde a infância
Por Alcie Simão
Brincar é muito mais do que passar o tempo ou gastar energia. Para a criança, a brincadeira é uma linguagem essencial — uma forma de compreender o mundo, expressar sentimentos e aprender a lidar com frustrações, medos, alegrias e desafios. Em um cotidiano cada vez mais acelerado, reconhecer o valor do brincar livre e guiado é fundamental para o desenvolvimento emocional saudável.
Brincar é sentir, experimentar e elaborar
Durante as brincadeiras, as crianças simulam situações da vida real: cuidam de bonecos, encenam conflitos, inventam aventuras, criam regras e negociam papéis. Tudo isso funciona como um “laboratório emocional”, onde elas podem experimentar sentimentos em um ambiente seguro.
Quando uma criança finge ser médica, super-heroína ou professora, por exemplo, está também elaborando experiências vividas, tentando compreender o que sentiu e ensaiando novas respostas para o futuro. Esse processo ajuda a organizar emoções internas que, muitas vezes, ainda não conseguem ser expressas em palavras.
Regulação emocional começa no corpo
Correr, pular, dançar, construir, desmontar, desenhar e modelar massinha são atividades que envolvem o corpo e os sentidos. Esse movimento é essencial para liberar tensões, reduzir ansiedade e ajudar a criança a se acalmar depois de momentos intensos.
Brincadeiras físicas contribuem para:
- descarregar estresse acumulado;
- aumentar a consciência corporal;
- favorecer o autocontrole;
- melhorar a capacidade de foco após a atividade.
Já as brincadeiras mais tranquilas, como quebra-cabeças, jogos de encaixe ou leitura compartilhada, ajudam a desacelerar e encontrar estados de calma e concentração.
Aprender a lidar com frustrações e conflitos
Nem toda brincadeira é fácil — e isso é ótimo. Perder um jogo, esperar a vez, seguir regras ou negociar com amigos são experiências que desafiam emocionalmente a criança. Com apoio adulto, esses momentos se tornam oportunidades valiosas de aprendizado.
Ao vivenciar pequenas frustrações no brincar, a criança desenvolve:
- tolerância ao erro;
- persistência;
- flexibilidade;
- capacidade de resolver problemas;
- empatia.
Essas competências formam a base da autorregulação emocional, habilidade que será usada por toda a vida.
O papel dos adultos: presença sem controle excessivo
Pais, cuidadores e educadores têm um papel importante nesse processo. Não é necessário dirigir cada brincadeira — muitas vezes, observar e estar disponível já é suficiente. Quando a criança convida o adulto para participar, entrar no jogo com curiosidade e respeito fortalece o vínculo e amplia a segurança emocional.
Algumas atitudes que ajudam:
- validar sentimentos (“parece que você ficou frustrado, quer tentar de novo?”);
- evitar resolver tudo imediatamente;
- estimular a nomeação das emoções;
- oferecer tempo e espaço para brincar livremente;
- reduzir distrações como telas durante esses momentos.
Brincar também é construir vínculo
Quando adultos brincam com crianças, criam-se conexões afetivas profundas. Esse tempo compartilhado transmite a mensagem: “você é importante”, “eu estou aqui”, “seus sentimentos importam”. A segurança emocional gerada nessas interações fortalece a autoestima e facilita que a criança procure ajuda quando estiver sobrecarregada.
Um direito e uma necessidade
Mais do que lazer, o brincar é uma necessidade básica da infância. Ele sustenta o desenvolvimento emocional, social e cognitivo, ajudando a criança a crescer mais confiante, resiliente e preparada para lidar com as próprias emoções.
Em meio a agendas cheias e estímulos digitais constantes, reservar tempo diário para brincar — dentro ou fora de casa, com ou sem brinquedos estruturados — é investir diretamente na saúde emocional das crianças.
Porque, no fundo, toda grande aprendizagem emocional começa em algo simples: uma brincadeira.
“Lutei dia e noite para dar nova dimensão ao nosso País.
Quis que, da minha administração, não se pudesse dizer,
sem pecar contra a verdade, que o Brasil crescia nas horas noturnas,
enquanto o Governo dormia. Não!
O Governo não dormiu, em minhas mãos.”
Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira
Em 526 anos de Brasil, há datas a celebrar e há datas para esquecer. Felizmente, as datas para celebrar são maioria. Duas delas, por exemplo, moldaram este País por serem mais significativas e funcionarem como um divisor de águas do Brasil como Nação. Ambas as datas, separadas por 148 anos, aconteceram no mês de janeiro. A chegada da família real ao Brasil, em 22 de janeiro de 1808 e a posse do presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, em 31 de janeiro de 1956.
A vinda da corte para o Brasil foi uma manobra do príncipe regente, D. João, para garantir que Portugal continuasse independente, quando foi ameaçado de invasão por Napoleão Bonaparte. A principal consequência foi a declaração do Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves. O Brasil deixou de ser colônia, o que provocou uma série de transformações geopolíticas.
A permanência da família real foi decisiva para manter a unificação e grandiosidade do território nacional, a possibilidade de o país inteiro falar a Língua Portuguesa, além de outros ganhos concretos como a abertura dos portos para as nações amigas e a criação de entidades essenciais: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Real Fábrica de Pólvora, Imprensa Oficial e Banco do Brasil.
Em 31 de janeiro de 1956, 134 anos depois da Independência, vem a segunda data que transformou o Brasil em todas as dimensões: cultural, industrial, econômica e politica: a posse do presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.
Não foi fácil a chegada de JK ao Palácio do Catete. Ainda governador de Minas, Juscelino deixou claro sua intenção de disputar a Presidência da República pelo PSD.
Houve muitas tratativas de lideranças nacionais e até de militares para demover JK de sua intenção. O próprio presidente da República, Café Filho (vice de Getúlio Vargas) e o governador de Pernambuco, Etelvino Lins, se articularam para evitar a candidatura de JK.
Pior: até seu padrinho político, o ex-governador de Minas, Benedito Valadares, temeroso de que o crescimento de JK lhe roubasse influência no Estado, não mediu esforços, nos bastidores, contra a candidatura.
Em dezembro de 1954, militares de alta patente levaram ao então presidente Café Filho um documento em defesa da candidatura única à Presidência. Sem JK, evidentemente.
O presidente Café Filho – que tomou a iniciativa de ler o texto no programa ‘A Voz do Brasil’, ainda procurou demover JK, com o argumento de que as Forças Armadas não aprovavam a sua pretensão.
JK começou a ganhar a eleição ali. Não se deixando intimidar, confirmou sua candidatura e mandou um recado curto e grosso para o presidente Café Filho. Sua frase virou seu lema de vida: “DEUS POUPOU-ME O SENTIMENTO DO MEDO”.
E foi com este sentimento que JK plantou sua candidatura em 10 de fevereiro de 1955, para colher nas urnas, em 3 de outubro, 3.077.411 votos, ou 36% do total.
Não foi fácil. No dia primeiro de novembro, o coronel Jurandir de Bizarria Mamede, discursando no enterro do general Canrobert Pereira da Costa, sugere golpe militar para impedir a posse de JK e do vice João Goulart.
Em 11 de novembro de 1955, para garantir a posse de JK, antes de deixar o Ministério da Guerra, o Marechal Lott põe os tanques nas ruas e dá o “Golpe da Legalidade”. Carlos Luz, então presidente da República – com o afastamento de Café Filho – é deposto e nove dias depois, em 20 de novembro, o Congresso Nacional aprova o impedimento de Café Filho e elege Nereu Ramos presidente. O senador catarinense assume o governo até a posse de JK.
Há 70 anos, em 31 de janeiro de 1956, JK toma posse e pede ao Congresso a abolição do estado de sítio. No dia seguinte, põe fim à censura à imprensa.
JK, a seu modo, sacudiu a vida administrativa, política e cultural do Brasil. Seu governo plantou hidroelétricas, plantou estradas, plantou bom humor e plantou compromissos: cumpriu todas as 31 metas prometidas durante sua campanha à Presidência. JK plantou indústria automobilística e plantou magnanimidade, perdoando revoltosos e inimigos políticos. JK plantou Brasília.
Ao interiorizar o desenvolvimento com a construção da nova Capital, o Centro-Oeste foi ocupado de todas as formas. Onde não se produzia um grão de soja em 1960, ficou responsável por 49,3% da produção nacional. A soja avançou sobre novas fronteiras e levou junto a cultura do milho. A produção de milho na região – antes de Brasília – era inferior a 9%. Atualmente representa 54,36% da safra nacional. Essas duas culturas levaram uma promissora cultura empreendedora em outros setores: pecuária, frutas, café, arroz, feijão, trigo. Centenas de pequenos povoados nasceram no vazio do Cerrado e transformaram-se, nestes últimos 70 anos, em cidades de pequeno, médio e grande porte com excelentes índices de IDH.
Na Era JK, o Brasil colheu efervescência cultural. O Brasil colheu a primeira Copa do Mundo, colheu Bossa Nova, Cinema Novo. Colheu alegria! O povo brasileiro colheu o sentimento de que é capaz de construir o que parece impossível.
JK plantou Democracia. E o Brasil colheu Paz!
Artigos
Casa Perini convida público a viver a colheita da uva
Experiência de enoturismo inclui pisa tradicional, degustações e programação especial em fevereiro
A vinícola Casa Perini realiza, aos finais de semana de fevereiro, a Saga da Uva — uma experiência de enoturismo que convida o público a participar dos rituais tradicionais da colheita. Com duração aproximada de três horas, das 10h às 13h, a atividade acontece em grupos de até 35 pessoas por edição.
A proposta leva os visitantes ao coração dos parreirais para vivenciar cada etapa do processo: da colheita manual das uvas à clássica pisa com os pés, passando por degustações de rótulos especiais e um momento gastronômico inspirado nas tradições da imigração italiana. O cenário entre as videiras completa a imersão sensorial e aproxima o público da rotina da safra.
Aberta a todas as idades, a atividade recebe famílias com crianças e também visitantes acompanhados de animais de estimação. Pessoas com mobilidade reduzida podem participar, observando apenas a presença de trechos em estrada de chão no percurso.
Os ingressos custam R$ 550 para adultos, R$ 220 para crianças e jovens de cinco a 17 anos, enquanto menores de cinco anos têm entrada gratuita. Cada participante recebe chapéu e avental personalizados como lembrança da vivência. Em caso de chuva, a programação poderá ser transferida para o dia seguinte ou para outro final de semana, conforme as condições climáticas.
Para grupos, empresas ou turmas fechadas, a vinícola oferece a possibilidade de reservas exclusivas mediante agendamento prévio e pagamento antecipado.
De acordo com Franco Onzi Perini, presidente do Conselho de Administração da Casa Perini, o diferencial da iniciativa está na experiência completa e na conexão emocional criada com os participantes. “Na Saga da Uva, promovemos uma imersão no tradicional ritual da colheita praticado por nossos antepassados. As pessoas vivenciam a colheita e a pisa das uvas em meio aos parreirais, harmonizando o momento com vinhos, espumantes e gastronomia típica dos tempos da imigração italiana”, afirma.
As próximas datas da Saga da Uva estão marcadas para 7, 15, 21, 22 e 28 de fevereiro, conforme disponibilidade de ingressos. Informações e reservas podem ser obtidas pelo WhatsApp (54) 99176-8172 ou pelo site Wine Locals.
-
Reportagens4 meses agoTV Brasil e Canal Gov transmitirão Círio de Nazaré neste domingo
-
Reportagens4 meses agoGDF leva Harlem Globetrotters a Ceilândia em ação social com estudantes
-
Reportagens4 meses agoParque da Cidade chega aos 47 anos como símbolo de qualidade de vida na capital
-
Artigos3 meses ago1976: O ano em que Brasília ganhou alma
-
Reportagens4 meses agoDe cara nova, Parque da Cidade celebra 47 anos como espaço de lazer, convivência e memória
-
Artigos4 meses agoQUANDO UMA ONÇA PANTANEIRA ENSINA O FILHOTE NADAR
-
Reportagens3 meses agoMorre Neide de Paula, “Rainha das Rainhas” do carnaval de Brasília
-
Reportagens3 meses agoA um mês da reinauguração, governador Ibaneis Rocha visita obra do Autódromo de Brasília