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Centros de iniciação desportiva trabalham inclusão e socialização por meio do esporte

Programa oferece aulas esportivas gratuitas para a rede pública de ensino e já foi responsável por formar diversos profissionais e atletas do DF

 

Por Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger

 

Gastando a energia que tem de sobra no tatame, Bernardo Freitas, de 7 anos, sai da aula de judô sorrindo e confirma o gosto pela atividade esportiva. “É bom para treinar e brincar, eu gosto muito. Sou um pouco agitado. Aí quando acaba eu fico muito cansado”, afirma o pequeno judoca.

Bernardo é um entre os milhares de estudantes atendidos pelos centros de iniciação desportiva (CIDs), que democratizam o acesso ao esporte para os estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal e oferecem práticas sistemáticas e orientadas por professores de Educação Física da Secretaria de Educação do DF (SEE).

Distrito Federal tem mais de 140 CIDs em todas as regionais de ensino, onde os alunos da rede pública podem praticar atividades esportivas como judô, vôlei e xadrez | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília

Atualmente, são 143 CIDs em todo o Distrito Federal distribuídos por todas as regionais de ensino. Somente na região de Taguatinga são 20 polos, cada um atendendo uma média de 160 alunos – o que representa mais de 3 mil estudantes praticando esporte no contraturno escolar na região.

“É algo a mais que o estudante tem para sua formação integral. Ele vai trabalhar não somente a parte esportiva, mas a questão física e emocional, que é muito importante para formação desses estudantes. E também pode revelar talentos; é um programa muito interessante da Secretaria da Educação”, frisa a coordenadora do CID de Taguatinga, Paula Miranda do Amaral.

“É bom para treinar e brincar”, diz o pequeno judoca Bernardo Freitas, de 7 anos

O judoca Samuel Souza, além de professor de Bernardo, também foi aluno de judô no CID. Ele conta que inspirou sua trajetória no mestre que o treinava em 2003, permanecendo no mesmo projeto ao se tornar professor.

“É uma sensação maravilhosa. O programa fomenta a iniciação esportiva e o esporte é transformador. Quantos casos que saíram dos CIDs que nós temos? Joaquim Cruz, a Leila, o nosso professor André Mariano, que foi aluno do CID quando mais novo. Então quanto mais pessoas puderem conhecer o projeto e mais crianças estiverem inseridas, estarão fora das ruas e terão esporte com ensino de qualidade”, pontua.

Praticando desde os 3 anos de idade, Samuel está há 30 anos ininterruptos na modalidade de luta. “O judô me deu tudo. Pelo judô eu estudei, tenho um processo de formação dentro da confederação brasileira e internacional. Me deu família, me deu condições e estruturas para que eu pudesse galgar outros caminhos profissionais. Mas a disciplina, a educação, o tato com o outro e o servir através do esporte mudaram a minha vida completamente”, acrescenta.

Os centros estão localizados em todas as coordenações regionais de ensino (CREs). Além do judô, há turmas de vôlei, xadrez, handebol entre outros esportes – incluindo parabadminton e outras modalidades para pessoas com deficiência (PcDs) ofertadas pelas unidades. Para encontrar o centro de iniciação desportiva mais próximo, basta entrar em contato com as regionais de ensino. Os telefones estão disponíveis no site do GDF.

“O judô me deu tudo”, diz o professor Samuel Souza, que também praticou o esporte no CID

Inclusão social

O estudante David Guilherme Souza, de 14 anos, não apenas joga parabadminton no Centro de Iniciação Desportiva Paralímpico (CIDP), como recentemente foi a um campeonato nacional em Curitiba. A modalidade leva em consideração as deficiências físicas, visuais e intelectuais. No último ano, David foi a quatro competições, disputou os jogos escolares em Brasília e também as paralimpíadas escolares em São Paulo, onde foi campeão nas categorias simples e mista.

Para David, o que mais chamou atenção no parabadminton foram as batidas na raquete. “Principalmente o smash, que eu gosto muito, de baixo pra cima. Também gosto bastante das competições”, explica. Quando ele joga, a sensação que descreve é simples. “Sinto alegria. E tristeza às vezes quando vou perder, mas eu gosto bastante de jogar”.

David Guilherme Souza já disputou, este ano, quatro competições de parabadminton

O professor do garoto, Letisson Samarone, afirma que alunos como David já estão trilhando uma carreira, mesmo em um tempo curto de treino. “É gratuito, os professores são qualificados e os espaços são adaptados para eles”, reforça. O docente também frisa que um dos maiores ganhos é quando os alunos passam a ter confiança social por meio do esporte, confiando nos próprios projetos e sonhos.

“Esse ano ele quis ir sozinho para Curitiba com a mãe, então ele acreditar que é capaz de chegar lá e querer competir é o mais importante. Porque às vezes ele não se vê capaz, os pais e os colegas não o veem capaz e aí ele volta com a medalha, então tudo muda em torno deles. Sai de uma pessoa que sofreu bullying para alguém que passa a ser admirado, representa o Distrito Federal e o Brasil”, observa Letisson.

Socialização

“Eu era bem tímida antes e, quando eu comecei a jogar, automaticamente comecei a ter contato com outras pessoas e algumas até se tornaram amigas”, diz Sarah Cristina Alves, que é da turma de xadrez no CID de Taguatinga

Os depoimentos tanto dos pais quanto dos alunos que passam pelo CID também convergem na melhora da interação social dos jovens que praticam esportes. Tiago Felipe de Oliveira, o pai da estudante Sarah Cristina Alves, de 15 anos, é testemunha da mudança de comportamento da filha assim que ela entrou para a turma de xadrez do CID de Taguatinga.

“Muda muito em nível de comportamento. Saber ganhar, saber perder, uma série de situações. No xadrez, por exemplo, tem a tomada de decisão, concentração, o poder da escolha, da decisão. Isso leva para a vida prática também. Todas essas questões fazem uma transformação na vida deles”

Clodomiro Leite, professor de xadrez

“A Sarah sempre foi uma aluna muito dedicada e estudiosa. O projeto ajudou bastante nessa questão da socialização, da interação com outros colegas, porque às vezes ela era um pouco fechada, até por conta da pandemia, quando ela ficou muito tempo em casa sem ter contato com outras pessoas. Esse contato, jogando um de cada vez, ajuda bastante nessa relação. E possibilita a prática da competição, coisas importantes que a gente leva do esporte pra vida”, acentua Tiago.

Participando do projeto desde os 12 anos, ela foi a única representante da rede pública do Distrito Federal a participar dos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) 2024, na categoria sub-18, que aconteceu no mês de maio em Aracaju.

“O CID me deu uma base muito boa pra começar a jogar toda vez, ensinou abertura, tática, estratégia e isso me fez evoluir cada vez mais. Eu gosto muito de jogar. Eu era bem tímida antes e, quando eu comecei a jogar, automaticamente comecei a ter contato com outras pessoas e algumas até se tornaram amigas”, acrescentou Sarah.

O professor de xadrez Clodomiro Leite destaca que sempre há um retorno positivo vindo dos pais dos alunos. “Muda muito em nível de comportamento. Saber ganhar, saber perder, uma série de situações. No xadrez, por exemplo, tem a tomada de decisão, concentração, o poder da escolha, da decisão. Isso leva para a vida prática também. Todas essas questões fazem uma transformação na vida deles. O projeto foca no desenvolvimento global da criança, tirando ela do celular e da rua”.

Novos talentos

Professor Elisson Fabrício de Oliveira e o jogador Guilherme Lopes, que treinou no CID e faz parte do time Red Bull Bragantino | Foto: Arquivo pessoal

Outro ponto exaltado pelo programa desportivo é a lapidação de novos atletas. A cada ano, são descobertos talentos nas escolas públicas por meio dos CIDs, como o jogador Guilherme Lopes. O jovem de 22 anos já faz parte do time Red Bull Bragantino, onde joga como defensor.

Guilherme treinou no CID de Taguatinga de 2011 a 2016, quando participou de várias competições importantes junto ao Sesc e ao Globo, representando o CID QNL no futsal. Em 2018 foi selecionado para as categorias de base do Cruzeiro (Sub-17) e em 2021 foi contratado como jogador profissional do Red Bull Bragantino, equipe da série A do Brasileirão e também da Sul Americana.

“Para chegar onde estou hoje também foi por causa do CID. Você pode se divertir fazendo o que você mais gosta. Para a minha carreira foi muito importante porque, além do futsal, eles ajudam a nos formar não só como jogadores e atletas, mas como pessoas também”, reforça o jogador profissional.

O professor Elisson Fabrício de Oliveira o acompanhou desde cedo e recorda que o jovem sempre foi dedicado e muito focado, dando até palestras na antiga escola para os novos estudantes que se interessam nos esportes.

“Sempre vejo ele nos jogos importantes, vi ele contra o meu time Flamengo, contra o Palmeiras, contra o Atlético Mineiro, então ele está sempre ajudando a equipe do Bragantino lá, dá muito orgulho. O trabalho feito aqui é uma ferramenta principalmente para a educação, para auxiliar as famílias mais vulneráveis, que não tem condição de matricular uma criança numa escolinha particular. E o nosso alcance é imenso, não só no futsal”, acentua o docente.

 

 

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Brasília

A Capital Brasileira com Melhor Qualidade de Vida

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Brasília é conhecida não só por sua arquitetura mundialmente famosa, mas também pela qualidade de vida que oferece. De acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2024, a capital federal se destacou como a cidade que melhor atende às necessidades básicas dos seus habitantes e proporciona a maior qualidade de vida.

Índice de Progresso Social (IPS)

O IPS Brasil é o estudo mais abrangente sobre a realidade socioambiental dos 5.570 municípios brasileiros. Ele avalia as cidades em três categorias: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades, atribuindo notas de 1 a 100. No ranking divulgado em julho, Brasília obteve uma nota geral de 71,25, ficando à frente de Goiânia (GO) e Belo Horizonte (MG).

Água e Saneamento

Brasília se destacou na categoria Água e Saneamento, com uma pontuação de 88,46. Nos últimos cinco anos, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), investiu cerca de R$ 1,5 bilhão em manutenção, expansão e melhorias no sistema de captação de esgoto e água. A meta é investir mais de R$ 2,8 bilhões até 2027.

Atualmente, o DF é a unidade da federação com a maior taxa de esgoto tratado do país, com 94,1% dos moradores tendo esgotamento adequado, comparável a países desenvolvidos. A infraestrutura inclui 18 mil km de redes de água e esgoto, atendendo 99% da população com água tratada e 93% com coleta de esgoto. Desde 2021, o DF atende aos níveis de universalização previstos no Marco Legal do Saneamento Básico.

Infraestrutura

A melhoria na infraestrutura urbana também contribui para a qualidade de vida em Brasília. Em 2023, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) pavimentou 53.314 m² de asfalto nos primeiros seis meses. O programa Drenar DF alcançou 7,5 km de escavação para escoamento de águas pluviais, ajudando a reduzir problemas de alagamento. Além disso, cerca de 40% da iluminação pública já foi modernizada com tecnologia LED, com a meta de substituir todas as luminárias até 2026.

Social

Na área social, o GDF investiu R$ 35.194.415 no Cartão Prato Cheio e no DF Social. O Cartão Prato Cheio beneficia cerca de 100 mil famílias com crédito de R$ 250 para auxiliar em situações de insegurança alimentar. O DF Social fornece R$ 150 mensais para famílias de baixa renda. A Secretaria de Desenvolvimento Social também distribui cestas verdes com frutas, verduras e legumes, complementando a assistência alimentar.

Segurança

Na segurança pública, Brasília tem registrado a redução de diversos índices criminais graças ao uso de dados estatísticos para mapear áreas de risco e implementar políticas de prevenção. A segurança no transporte público também foi reforçada com a introdução de câmeras corporais para os agentes do Metrô-DF.

Referência Turística

Além de sua qualidade de vida, Brasília é um destino turístico atraente, com monumentos icônicos, ruas arborizadas, parques e setores planejados para o bem-estar. A cidade foi a primeira capital moderna a ser incluída na Lista do Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco. Em 2024, Brasília foi destacada pelo The New York Times como um dos 52 lugares para se visitar.

Esses fatores fazem de Brasília uma cidade exemplar em termos de qualidade de vida e um destino atrativo para visitantes de todo o mundo.

 

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Temporada de floração dos ipês-amarelos colore as ruas do Distrito Federal

De julho a setembro, o brasiliense aprecia a mistura com os ipês-roxos enquanto aguarda a chegada das árvores com flores nas cores rosa e branco

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Por Ana Paula Siqueira, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger

 

No Distrito Federal, quanto mais o tempo estiver seco, mais bonita fica a cidade. Pelo menos no quesito de uma espécie bem especial. É que quanto mais durar a estiagem, maior o tempo de floração dos ipês, árvores símbolo do Quadradinho. Agora, chegou a hora dos amarelos, que, junto aos roxos, conferem uma coloração de encher os olhos por toda parte.

De julho a setembro é a vez da floração dos ipês-amarelos; até o fim do ano, a Novacap vai plantar mais 40 mil ipês no Distrito Federal | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

Por aqui, são três espécies de ipês-amarelos cultivadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap): o ipê-amarelo-felpudo, também conhecido como peludo, o ipê-caraíba e o ipê-de-petrópolis.

Os três possuem diferenças nas folhas e no caule, além de alguma variação nos tons no amarelo das flores. Somadas, as árvores já floridas, até o final do ano, podemos esperar uma explosão de cores. Isso porque, entre junho e agosto, desabrocham os ipês-roxos. De julho a setembro, é a vez dos amarelos e, entre agosto e setembro, entram em cena o rosa e o branco. Seja qual for a cor, o brasiliense tem motivos de sobra para, entre esses meses, ir às ruas apreciar os ipês e registrá-los em fotografias e na memória.

O chefe do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Raimundo Silva, observa que os amarelos estão entre os ipês que se adaptam da melhor forma ao clima do Cerrado. “Eles se comportam bem, o que pode ser observado pelo crescimento e florescimento mais rápidos. Alguns [exemplares] plantados há três anos já apresentam flores”, destaca Silva.

As árvores que fazem parte do cartão-postal do brasiliense são tombadas como Patrimônio Ecológico do Distrito Federal, e o seu cultivo não para. Das 100 mil árvores que serão plantadas pela Novacap até o final deste ano, 40 mil são ipês – desses, 20 mil amarelos e os demais. divididos entre outros tipos da espécie. A meta do Governo do Distrito Federal (GDF) é chegar a 1 milhão de árvores em todo o Quadradinho. Atualmente, são cerca de 270 mil em todo o DF.

Além dos ipês, serão plantadas outras 30 espécies, como imbaúba, barbatimão, angico e aroeira, nativas do Cerrado, e outras oriundas de biomas diversos que se adaptam muito bem às condições do DF.

Mais que deixar a cidade bonita, a Novacap trabalha para que a fauna tenha sempre alimentos disponíveis. Por isso, muitas espécies frutíferas têm cultivo contínuo, como amoreiras, abacateiros e goiabeiras. “Temos o cuidado de fazer uma composição mista para a nossa floresta urbana que tanto nos enche de orgulho”, destaca Silva.

Para garantir essa diversidade, a companhia adquire sementes e mudas em um raio de 400 quilômetros de distância do DF, em estados como Goiás, Tocantins e Minas Gerais. “São plantas que não apresentam nenhum tipo de praga ou patógeno”, explica o chefe do Departamento de Jardins da Novacap. Qualquer plantio em área pública só pode ser feito pela Novacap. Em caso de dúvidas, basta entrar em contato pelo telefone 162.

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Livros, relógios, discos e Muita paixão pelas aves

Quem foi o articulador para criar do Dia da Ave? Dalgas Frisch. Quem articulou para fazer do Sabiá Laranjeira a Ave Nacional? Dalgas Frisch. Que empresário usou toda sua criatividade e dinheiro para bancar sua paixão passarinheira? Dalgas Frisch. Sim, Johan Dalgas Frisch, um Engenheiro Civil Industrial Químico, escritor, empresário, ornitólogo, ambientalista e ex-presidente da APVS – Associação de Preservação da Vida Selvagem, teve no seu currículo uma história de vida dedicada às águas, às aves, às florestas e aos índios. É chamado de Herói de dois mundos, da Dinamarca (terra de seus antepassados) e das Américas.

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Foram quatro discos: “Vozes da Amazônia”, que inclui o canto do uirapuru, “Sinfonia das Aves Brasileiras”, “A Ave, a Selva e a Melodia” e “Aves Brasileiras”. É de sua autoria também dois tipos de relógios com cantos de aves, que acompanham os livros “Doze Cantos do Brasil” e “Cantos Harmoniosos da América”. Em 1994, lançou com seu filho Christian, o livro “Jardim dos Beija-Flores”.

Em 2005, lançou os livros “Aves Brasileiras e Plantas que as atraem” e Aves Brasileiras Minha Paixão”.

Lançou ainda: “Para que as Primaveras não se `Calem para Sempre” e, logo depois, o livro “Uirapuru – Joia do Tumucumaque”.

 

Dalgas Frisch construiu sua própria parabólica para captar

o canto das aves.

 

O RELÓGIO DOS PÁSSAROS – O relógio de Dalgas é um hinário, que eleva nossos sentimentos a despertarem novas ações para a preservação destas espécies canoras que acompanham importantes cantos da natureza. Os segundos, minutos e as horas indicados e despertados, são importantes para acalentar nossos sentimentos pela natureza. Em vários modelos, o relógio musical, redondo, ilustrado é   acompanhado por um livro que ilustra a história dos 12 pássaros que fazem a hora acontecer.

 

  

Em 1994, lançou com seu filho Christian, o livro “Jardim dos Beija-Flores”.

A última publicação de Dalgas “Uirapuru – Joia do Tumucumaque”

 

O mesmo livro em português e em inglês.

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Reportagens

SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
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