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Embrapa e ministérios somam esforços no combate à fome e à desertificação

Com o processo de desertificação, áreas do semiárido estão se tornando áridas

 

Foto: Marcelino Ribeiro

No Dia Mundial de Combate à Seca e à Desertificação, o governo federal anunciou o Projeto de Aceleração Social no Piauí com o objetivo de promover a inclusão social e produtiva de agricultores em situação de vulnerabilidade e, ao mesmo tempo, atuar no combate às causas e consequências do processo de desertificação e degradação da terra no estado. As ações do projeto começam no segundo semestre de 2024 e vão até 2026.

Assinaram o protocolo de intenções, nesta segunda-feira (17), a Embrapa, os ministérios do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Agricultura e Pecuária (Mapa), Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o governo do estado do Piauí.

A desertificação é um problema que atinge diferentes regiões no mundo, mas no Brasil se concentra, principalmente, no semiárido nordestino, afetando 13% do território do país, segundo dados do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens por Satélites (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas.

A área sujeita a esse processo compreende quase 1,5 milhão de quilômetros quadrados em 1.488 municípios de nove estados do Nordeste e alguns municípios do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, com uma população de mais de 29 milhões de habitantes. A implantação do projeto começará pela região onde está localizado o município de Gilbués (PI), um dos quatro polos de maior desertificação no país. Os outros três são Cabrobó (PE), Seridó (RN) e Irauçuba (CE).

O ministro Wellington Dias do MDS destacou a importância da retomada de um trabalho iniciado nos primeiros governos do presidente Luíz Inácio Lula da Silva. “O objetivo é retomar um trabalho iniciado há anos, com o ineditismo que agora teremos juntos, em um novo arranjo, a Embrapa, o MDS, o MMA, o MDA, o Mapa e o governo do Piauí”.

O governador do Piauí, Rafael Fonteles, enfatizou o esforço intersetorial, que envolve, ainda, as universidades públicas, para dar continuidade a um processo antigo de recuperação de áreas degradadas no estado, especialmente, às áreas de desertificação em Gilbués e proximidades. Ele lembrou que alguns centros de pesquisa da Embrapa, especialmente a Embrapa Meio Norte, já possuem trabalhos na região e diagnósticos locais para o problema.

A presidente da Embrapa Silvia Massruhá colocou à disposição as tecnologias da Embrapa para restauração de áreas degradadas, conservação do solo e da água. “Vamos trazer os nossos pesquisadores para, juntos, no modelo de caravana treinar os técnicos de Ater e a comunidade local para que possamos contribuir para o enfrentamento à desertificação, contribuindo assim para a redução do impacto das mudanças climáticas. “Pela primeira vez estamos vendo áreas do Semiárido se tornando áridas, em  decorrência das mudanças climáticas. A Embrapa está presente neste contexto para desenvolver tecnologias para adaptação às mudanças climáticas”, afirmou.

Ministros do MDA, MMA, MDS, presidente Silvia, secretário-executivo adjunto do Mapa e governador do PI assinam protocolo de intenções (foto)

Aliança Internacional para a Resiliência à Seca

No dia 13, a ministra Marina Silva confirmou a adesão do Brasil à Aliança Internacional para a Resiliência à Seca, com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável e, ao mesmo tempo, garantir a proteção da biodiversidade e das comunidades da região semiárida. A campanha faz parte da Convenção do Combate à Desertificação das Nações Unidas.

“É importante que adotemos uma política transversal para enfrentamento do problema da desertificação, com a presença de ministérios, Embrapa e governo estadual. Questões complexas só se resolvem com o esforço de todos, inclusive, com a participação das comunidades científicas e a população local ”, afirmou a ministra. Ela destacou, ainda, a necessidade de resultados concretos e ações efetivas para a iniciativa. “Podemos trabalhar juntos, mas precisamos ampliar os recursos e as equipes envolvidas”, afirmou.

Paulo Teixeira garantiu programas como os de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) e o projeto Dom Helder Câmara para a capacitação de multiplicadores e a recuperação de áreas degradadas pela desertificação. O secretário-executivo adjunto do Mapa, Cleber Soares, representando o ministro Carlos Fávaro, destacou as tecnologias do Plano ABC e o programa Nordeste Mais Sustentável como possíveis soluções que podem ser incorporadas ao novo Projeto. O deputado federal Francisco de Assis Oliveira Costa (Dr. Francisco, PT/PI) anunciou que irá mobilizar a bancada do estado para trazer mais recursos para o projeto, por meio de emendas parlamentares.

 

Protocolo garante práticas sustentáveis para o combate à desertificação

O protocolo assinado nesta segunda-feira têm os seguintes objetivos: apoiar a implementação de programas, projetos e ações que acelerem a inclusão social e produtiva, incentivar a agregação de valor e acesso ao mercado, promover a Ciência, Tecnologia e Inovação,  promover práticas sustentáveis que contribuam para o Combate à Desertificação e preservação do meio ambiente, com a reversão da degradação da terra, promover o financiamento à agroindústria sustentável e definir estratégias para o pagamento por serviços ambientais para as comunidades nas ações de manutenção, recuperação ou melhoria da cobertura vegetal nas áreas afetadas por desertificação.

As ações conjuntas entre a Embrapa, ministérios e governo do estado do Piauí incluem, a realização de oficinas territoriais de planejamento, estruturação de carteiras de projetos e planos de negócios, apoio à governança territorial, elaboração de estudos estratégicos e a captação de recursos para o financiamento e execução de projetos de desenvolvimento rural sustentável.

No âmbito das ações conjuntas destacam-se como exemplos: atividades de troca de experiências, ações de fortalecimento do cooperativismo, diagnóstico socioeconômico territorial, fomento à certificação de boas práticas agropecuárias, Produção Integrada (PI), Indicações Geográficas e Selos de Identidade Artesanal, apoio às feiras agroecológicas, capacitação de agricultores, agricultura orgânica, serviços de assistência técnica e extensão rural, implantação de unidades de referências tecnológicas (URTs), estímulo à conectividade rural e acesso a mercados digitais, troca de experiências sobre práticas agroecológicas, pesquisas de transferência de tecnologias para mitigação do processo de desertificação, identificando possíveis causas.

A Embrapa atuará em um conjunto de ações, entre elas pesquisas e transferência de tecnologia para mitigação do processo de desertificação, identificando possíveis causas, capacitação de multiplicadores para atuarem no manejo e na conservação dos solos e de tecnologias de produção agrícola e pecuária,  realização de estudos socioeconômicos e socioambientais da região, apoio ao governo federal na formulação de políticas públicas de longo prazo para a interrupção do processo de desertificação, apoio à recuperação de áreas degradadas, entre outras.

“Entre as iniciativas que a Embrapa poderá contribuir estão a retomada e aprimoramento do diagnóstico local, mapeamento de tecnologias e a implantação de uma experiência piloto que poderá servir de exemplo para outras regiões com o mesmo diagnóstico”, complementou a presidente da Embrapa. Ela lembrou que a empresa possui experiência no modelo de caravana e que poderão servir de inspiração para o trabalho futuro com os ministérios.

Na foto ao lado, a presidente assina o protocolo de intenções, no gabinete do ministro do MDS,  durante a cerimônia de lançamento do projeto.

Fotos: Maria Clara Guaraldo e Vinícius Kuromoto

Maria Clara Guaraldo (MTb 5027/MG)
Superintendência de Comunicação (Sucom)

Contatos para a imprensa

Telefone: 61 3448 1516

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Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos

Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras

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Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

 

Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.

Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.

“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.

Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.

“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.

Sacchetta deixa dois filhos e neto.

O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.

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Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios

Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).

Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).

 

Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Mais segurança pública

A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.

Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.

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Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal

Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço

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Foto: Tony Winston / Agência Brasília

 

Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.

O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.

De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.

A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação.  A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

 

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.

Acompanhe:

 

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