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Café-escola da Casa de Chá abre as portas na Praça dos Três Poderes

Espaço retoma o propósito original na concepção do projeto do arquiteto Oscar Niemeyer

 

Por Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

 

Localizada na Praça dos Três Poderes, a icônica Casa de Chá está sob nova gestão. A partir desta quarta-feira (26), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-DF) passa a administrar o espaço após o Governo do Distrito Federal (GDF) repassá-lo para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio-DF).

Durante a abertura do espaço, o governador Ibaneis Rocha comemorou a parceria e destacou a importância da Casa de Chá | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília

Com a nova gestão do Senac, a Café-escola Senac Casa de Chá passa a ser um local dedicado à gastronomia e à qualificação profissional com a promoção de cursos na área. O café-escola vai funcionar de quarta-feira a domingo, sempre das 10h às 19h.

Durante a abertura do espaço, o governador Ibaneis Rocha comemorou a parceria e destacou a importância da Casa de Chá. “Tudo o que foi sonhado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e que faz parte do conjunto urbanístico do Distrito Federal é de suma importância para todos nós. Esse é um local no centro da cidade onde todos os turistas, todos os brasileiros visitam. E existia um clamor muito grande para que isso fosse reaberto e entregue à população. Então, nós partimos para uma parceria importante com o Sistema S, com a Fecomércio do Distrito Federal, através do Senac. Nós temos a oportunidade de unir nesse local agora o turismo e a melhoria do atendimento à população do Distrito Federal, com a formação profissional, que é muito importante também”, disse.

“Hoje é um dia muito feliz para a história de Brasília. De resgatar não só a Casa de Chá, essa parceria com o Senac, mas também a história de Oscar Niemeyer. Nós estamos num patrimônio tombado, no centro do poder, e aqui tem muita história nessa Casa de Chá. A partir de hoje, com esse restaurante-modelo do Senac, a gente resgata a Casa de Chá para a população”, acrescentou o secretário de Turismo, Cristiano Araújo.

Como vai funcionar

A operação será no formato de café-escola, onde alunos do Senac-DF farão estágio supervisionado por instrutores da instituição. O projeto prevê a concessão do uso do espaço ao Senac por dois anos e meio, inicialmente, e poderá ser prorrogado por igual período até totalizar 10 anos.

O cardápio da Casa de Chá é assinado pelo chef brasiliense Gil Guimarães, e sua gastronomia terá representações da Amazônia, da Caatinga, do Cerrado, da Mata Atlântica, dos Pampas e do Pantanal

Por se tratar de uma empresa pedagógica de gastronomia, o café-escola terá preços acessíveis, segundo o Senac. O objetivo é valorizar esse patrimônio histórico e cultural tão relevante para a cidade, fomentar o turismo e oferecer ao público um local acessível e aconchegante.

“A ideia de Oscar Niemeyer era fazer um local para encontros e descanso indispensável na Praça dos Três Poderes. Agora, o Senac retoma essa concepção e abre o espaço para turistas e toda população brasiliense com a instalação de uma empresa pedagógica de gastronomia”, explica o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire.

O cardápio da Casa de Chá é assinado pelo chef brasiliense Gil Guimarães, e sua gastronomia terá representações da Amazônia, da Caatinga, do Cerrado, da Mata Atlântica, dos Pampas e do Pantanal.

“Tudo o que foi sonhado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e que faz parte do conjunto urbanístico do Distrito Federal é de suma importância para todos nós. Esse é um local no centro da cidade onde todos os turistas, todos os brasileiros visitam”

Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal

Projeto de Niemeyer

A Casa de Chá foi projetada por Oscar Niemeyer e intitulada à época de restaurante da Praça dos Três Poderes, como ele mesmo definiu em seu livro Quase Memórias. Entre 1965 e 1966, o arquiteto retornou ao Brasil no período da ditadura e projetou o espaço, palco de muitos encontros, inclusive os de trabalhadores que frequentavam o local após um dia de trabalho e se juntavam para rodas de violão e cantoria. O local viveu o auge entre os anos 1970 e 1980.

O local tem uma arquitetura ímpar, formado por um prédio semienterrado e janelas ao longo de toda a sua extensão. Isso faz com que os frequentadores tenham uma visão livre do horizonte. A Casa de Chá é reconhecida como patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Reinaugurado em 2019, o espaço foi pintado, o mármore do piso, polido, e as paredes receberam limpeza específica para o mármore bruto. Além disso, o mapa, localizado em frente ao CAT, que estava com a imagem queimada e apagada devido à ação do tempo, foi trocado. O mobiliário e decoração da unidade foram cedidos por designers da cidade, em parceria com a Associação dos Designers de Produto do Distrito Federal (Adepro-DF).

 

 

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Primeira turma do Pontes para o Mundo desembarca em Brasília e marca início de um novo ciclo

Para o próximo ano, o governador Ibaneis Rocha anunciou a ampliação do programa para 400 vagas e a expansão para países como Japão, Alemanha e Espanha

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

 

Abraços apertados, cartazes, flores e até cestas de chocolates marcaram o reencontro do lado de fora da área internacional do Aeroporto Internacional de Brasília — Presidente Juscelino Kubitschek. Letícia Carvalho, de 17 anos, foi uma das primeiras a surgir no saguão do desembarque. Ela é uma das participantes do Pontes para o Mundo, um programa de intercâmbio do Governo do Distrito Federal (GDF) que levou 102 estudantes da rede pública para uma imersão de 17 semanas no Reino Unido.

Recém-chegada de Chester, na Inglaterra, ela descreveu o college onde estudou como “de outro mundo”. “Tinha pessoas de diversas culturas e países. Todo mundo merece ver o mundo lá fora, ver o quão grande é. Eu quero fazer universidade no exterior, ser programadora e trabalhar para empresas internacionais”, disse a estudante do Centro Educacional Darcy Ribeiro, no Paranoá.

A mãe da Letícia, Neide Carvalho, conta que a filha viveu uma experiência incrível e que voltou emocionada. “Ela chorou muito na hora do embarque. Gostou tanto que quer morar lá agora. O programa foi maravilhoso, foi uma experiência muito boa. Eu só tenho que agradecer”, diz a vendedora.

Os estudantes foram distribuídos em oito colleges da Inglaterra, do País de Gales e da Escócia, com o objetivo de ampliar o domínio da língua inglesa, viver novas experiências acadêmicas e conhecer outras culturas.

“Aqueles meninos que nós embarcamos no início de setembro não são mais os mesmos. O crescimento é visível. Eu estive nas formaturas e pude ver isso de perto. Não só a evolução no conhecimento da língua inglesa e na proficiência, mas também na autonomia e na autoconfiança”, garante a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá.

 

Ampliação

Para o próximo ano, o governador Ibaneis Rocha já anunciou a ampliação do programa para 400 vagas, além da expansão para outros países, como Japão, Alemanha e Espanha. Ibaneis Rocha indicou, ainda, o envio de um projeto de lei para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) que transformará a iniciativa em um programa permanente.

A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, garantiu a continuidade do programa Pontes para o Mundo

“Claro que o Pontes para o Mundo vai continuar. Ele será transformado em lei — o projeto já está tramitando — e, assim que a Câmara aprovar, o governador deve sancionar. Já estamos em tratativas para outros países também porque os Centros Interescolares de Línguas (CIL) oferecem espanhol, francês, alemão e japonês. Ou seja, há um universo enorme para o programa seguir crescendo”, afirmou Hélvia Paranaguá.

Volta pra casa

Na tarde dessa terça-feira (3), os primeiros 14 estudantes que participaram do intercâmbio desembarcaram. Entre eles estava Amanda Kayla Araújo, de 16 anos, que voltou decidida sobre o futuro. “Tive a oportunidade de estudar psicologia, que é uma área que eu já tinha interesse. No próximo ano eu vou continuar estudando, mais centrada para focar no vestibular”, conta a estudante do Centro de Ensino Médio 304 de Samambaia.

Para Aline Araújo, mãe de Amanda, a experiência foi transformadora. “Não teríamos condições financeiras de bancar um projeto desses, ainda mais por três meses. Foi incrível. Esse intercâmbio foi um divisor de águas. Ela realizou muitos sonhos e conheceu várias cidades. Inteligente ela já era, mas com certeza agregou muito mais conhecimento”, disse a dona de casa.

 

Requisitos

A seleção dos estudantes foi feita por processo seletivo eliminatório e classificatório. Para se inscrever, o candidato precisava ter, no mínimo, 16 anos na data da inscrição e não completar 18 anos até o retorno ao Brasil. Também era obrigatório estar matriculado na 2ª série do ensino médio regular ou na Educação Profissional e Tecnológica (EPT) — nas modalidades concomitante ou integrada — em escola pública do DF.

Além disso, o aluno deveria ter cursado integralmente a 1ª série do ensino médio em uma instituição pública do Distrito Federal, entre outros requisitos previstos no edital. A chegada desta terça é apenas a primeira. Ao longo da semana, novos voos trarão o restante dos participantes da edição 2025.

De volta para casa, em Samambaia Sul, Rafaela Bastos, de 16 anos, contou que a experiência mudou completamente sua visão de mundo. “A gente se dedica tanto para aprender inglês, e poder ir depois de tanto esforço é muito recompensador. Foi uma experiência transformadora, com certeza mudou minha vida. É difícil até explicar. Conheci pessoas incríveis, lugares maravilhosos e vivi momentos que vou levar para sempre”, relatou a estudante do Centro de Ensino Médio 414 de Samambaia.

Para Adriana Bastos, mãe de Rafaela, a oportunidade do intercâmbio representa um passo importante na autonomia da filha. “É uma grande experiência. Sempre achei que a gente não pode tolher; eles têm que crescer, têm que ganhar o mundo. Eu tive a oportunidade de fazer minhas escolhas na vida, e eles também precisam ter essa chance”, afirmou a cientista química.

 

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Deputados aprovam faixas de pedestre elevadas em frente a escolas e hospitais

A autoria do projeto é do deputado Ricardo Vale

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Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF

 

A Câmara Legislativa aprovou, nesta quarta-feira (3), a obrigatoriedade de implantação de faixas de pedestre elevadas nas vias públicas em frente a escolas e unidades de saúde do Distrito Federal. A medida está prevista no projeto de lei nº 963/2024, do deputado Ricardo Vale (PT). Aprovado em dois turnos e redação final, o texto segue para sanção ou veto do governador.

O distrital argumenta que a faixa elevada garante mais segurança para os pedestres, porque obriga o motorista a reduzir a velocidade. Vale também destaca que a medida nivela a rua com a calçada: “É uma medida simples que garante melhorias na mobilidade e traz mais conforto e segurança nas vias públicas”.

Denise Caputo – Agência CLDF

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TV Brasil exibe neste domingo programa especial sobre a COP30

Resumo das principais discussões pode ser visto a partir das 17h30

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Agência Brasil

 

Programa especial sobre a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) será exibido pela TV Brasil neste domingo (30). O especial A COP da Amazônia vai ao ar às 17h30.

Durante 50 minutos, o telespectador terá um resumo das principais discussões ocorridas no evento que reuniu, em Belém, líderes e representantes de mais de uma centena de países.

“O papel da TV pública é estimular a visão crítica dos cidadãos e por isso estamos realizando esse especial que vai trazer os principais pontos tratados nesta COP que foi histórica”, afirma Cidinha Matos, diretora de jornalismo da EBC.

Emissora anfitriã

Empresa Brasil de Comunicação (EBC) atuou como emissora oficial do evento e foi responsável pela geração e distribuição de todas as imagens institucionais da Conferência.

Esta operação técnica foi a maior já realizada na trajetória dos 18 anos da EBC: mais de 300 profissionais mobilizados – equipe técnica e jornalismo –, 42 sinais simultâneos, transmissões em UHD 4K, estúdios de rádio e TV, além de um Master Control Room especialmente projetado para garantir qualidade e estabilidade.

A estrutura incluiu ainda um sistema de IPTV com mais de 330 pontos de exibição e suporte técnico dentro do Centro Internacional de Mídia, que contou com 60 salas equipadas para redação, gravação e edição.

Além da transmissão oficial, os veículos da EBC realizaram uma cobertura jornalística ampla e diversificada, com profundidade narrativa, valorização de saberes e povos tradicionais e espaço garantido para as vozes amazônicas.

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